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Sobre duas rodas no Litoral

30 de janeiro de 2014 0

Houve tempo de maluquices de veranistas sobre bicicletas. Três aventureiros saíram a curtir um feriado no verão de 1979 e deixaram Porto Alegre às 6h de uma quinta-feira. Chegaram às 19h a Tramandaí. Levaram 13 horas, com algumas paradas pelo caminho e com um susto desnecessário: perto de Osório, o motorista de uma Kombi colocou o carro sobre eles na estrada e os atirou para longe do acostamento. 

 

Em 1983, a ciclista em meio aos carros em Tramandaí. Foto: João, banco de dados, 11/01/1983

Em 1983, a ciclista em meio aos carros em Tramandaí. Foto: João, banco de dados, 11/01/1983

 

Mas a aventura pegou e se repetiu com frequência nos anos seguintes. A febre nos meados dos anos 1970 eram as bikes com 10 marchas, que não custavam barato. Ficavam entre 6,5 mil e 9,5 mil cruzeiros, ou cerca de R$ 4 mil a R$ 5,8 mil de hoje. Os comerciantes à época festejavam, havia aumento de 30% nas vendas, embora nada comparado ao crescimento de 200% nas motos. O preço da gasolina pesava. Foi nessa época que a ideia da ciclovia se sacramentou em Porto Alegre. E assim, no verão, surgiram competições de ciclismo no circuito de Cidreira, Tramandaí e Capão da Canoa, do piá ao adulto.

 

Em 1979, Porto Alegre já discutia a implantação de ciclovias. Foto: Reprodução

Em 1979, Porto Alegre já discutia a implantação de ciclovias. Foto: Reprodução

 

O avanço das bikes diversificou o lazer mas também provocou mais acidentes – principalmente na praia. Despreocupados com o trânsito, que já era insano,
os ciclistas perambulavam pelas calçadas e andavam na contramão. A praia tudo permitia. E aí surgiram os problemas. No início dos anos 1980, o pessoal da Operação Golfinho clamava pelo respeito às regras do trânsito, a que nem os carros obedeciam. Mais ou menos o que ainda hoje existe, na praia ou na cidade.

 

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