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Posts de janeiro 2014

O espelho mágico da Casa Guaspari

31 de janeiro de 2014 3
Edifício da Loja Guaspari, na Avenida Borges de Medeiros. Foto: Almanaque do Varejo de Porto alegre, reprodução

Edifício da Loja Guaspari, na Avenida Borges de Medeiros. Foto: Almanaque do Varejo de Porto Alegre, Reprodução

 

O prédio que hoje se esconde atrás de placas metálicas na parte baixa da Avenida Borges de Medeiros já fez parte da história recente do centro de Porto Alegre, quando ainda exibia um aspecto gracioso. Ali funcionou a Casa Guaspari desde 1936. Seus seis andares com fachada em art-déco conviviam em harmonia com o Edifício União à sua frente e dialogava com o conjunto da Praça Montevidéu, o prédio da prefeitura e o Mercado Público.

Guaspari vendia confecções. Concorria com as Lojas Renner e a Bier & Ulmann. No forte de seu prestígio, anos 1960, havia no andar térreo um espelho mágico, do tipo que desfigura a pessoa e produz monstrinhos de acordo com os gestos e as caretas de crianças e adultos ao entrar no prédio. Era um chamarisco.

Nos andares seguintes, havia o varejo e, nos últimos pisos, alfaiates com tesouras pretas sobre grandes mesas com tecidos riscados a giz e restos de fazenda de toda espécie. Cortavam roupas masculinas, depois confeccionadas na fábrica do bairro IAPI, na zona norte de Porto Alegre.

Havia na fachada, durante os anos 1960, um letreiro luminoso com as últimas notícias da cidade e informações sobre temperatura e condições do tempo. A calçada da Borges era um formigueiro. Por vezes, o trânsito subia a avenida, mas na maior parte dos anos ali foi parada de ônibus que chegavam dos bairros.

Foi no Guaspari que nasceu o crediário. Em seis ou 10 vezes, ficava à escolha do cliente. O difícil era conseguir o crédito. O paciente comprador aguardava por uma, duas horas até ver seu crédito aprovado. Restam hoje o edifício sobreposto pelas placas metálicas como se fosse embrulhado por papel laminado, um monumento ao mau gosto.

 

Sobre duas rodas no Litoral

30 de janeiro de 2014 0

Houve tempo de maluquices de veranistas sobre bicicletas. Três aventureiros saíram a curtir um feriado no verão de 1979 e deixaram Porto Alegre às 6h de uma quinta-feira. Chegaram às 19h a Tramandaí. Levaram 13 horas, com algumas paradas pelo caminho e com um susto desnecessário: perto de Osório, o motorista de uma Kombi colocou o carro sobre eles na estrada e os atirou para longe do acostamento. 

 

Em 1983, a ciclista em meio aos carros em Tramandaí. Foto: João, banco de dados, 11/01/1983

Em 1983, a ciclista em meio aos carros em Tramandaí. Foto: João, banco de dados, 11/01/1983

 

Mas a aventura pegou e se repetiu com frequência nos anos seguintes. A febre nos meados dos anos 1970 eram as bikes com 10 marchas, que não custavam barato. Ficavam entre 6,5 mil e 9,5 mil cruzeiros, ou cerca de R$ 4 mil a R$ 5,8 mil de hoje. Os comerciantes à época festejavam, havia aumento de 30% nas vendas, embora nada comparado ao crescimento de 200% nas motos. O preço da gasolina pesava. Foi nessa época que a ideia da ciclovia se sacramentou em Porto Alegre. E assim, no verão, surgiram competições de ciclismo no circuito de Cidreira, Tramandaí e Capão da Canoa, do piá ao adulto.

 

Em 1979, Porto Alegre já discutia a implantação de ciclovias. Foto: Reprodução

Em 1979, Porto Alegre já discutia a implantação de ciclovias. Foto: Reprodução

 

O avanço das bikes diversificou o lazer mas também provocou mais acidentes – principalmente na praia. Despreocupados com o trânsito, que já era insano,
os ciclistas perambulavam pelas calçadas e andavam na contramão. A praia tudo permitia. E aí surgiram os problemas. No início dos anos 1980, o pessoal da Operação Golfinho clamava pelo respeito às regras do trânsito, a que nem os carros obedeciam. Mais ou menos o que ainda hoje existe, na praia ou na cidade.

 

Encontros de família

30 de janeiro de 2014 0

FOGAÇA

Ademar de Oliveira Fogaça com a primeira esposa, Laís Pinto Fogaça, e os filhos Nair, João, Maria e José. Foto: Arquivo Pessoal

Ademar de Oliveira Fogaça com a primeira esposa, Laís Pinto Fogaça, e os filhos Nair, João, Maria e José. Foto: Arquivo Pessoal

 

Os descendentes de Ademar de Oliveira Fogaça realizam, no sábado, em Mostardas, o 11º encontro da família Fogaça, também conhecido como o Gaitaço dos Fogaça, em razão da paixão dos familiares pela cordeona. O clã, que tem origem em São Francisco de Paula, estabeleceu-se em Mostardas em 1938. Informações com Jean, pelo telefone (51) 9867-1000 ou pelo e-mail jeanfogaca@hotmail.com.

 

A ilha dos presos políticos

29 de janeiro de 2014 1
Imagem aérea da Ilha do Presídio. Foto: Banco de Dados, 15/09/1996

Imagem aérea da Ilha do Presídio. Foto: Banco de Dados, 15/09/1996

 

As paredes dos dois prédios da Ilha do Presídio têm um metro de espessura de pedra bruta porque ali o Exército Imperial manteve a Casa de Pólvora desde 1857. E pólvora era tudo àquela época, tinha de ser armazenada sem umidade, daí a parede espessa, o prédio sem janela e a única porta em arco com porta de ferro. Por essa época, a ilha se chamava Pedras Brancas. Depois, na década de 1950, o lugar serviu de laboratório de vacina contra a febre suína e, em 1956, passou a acolher apenados comuns.

Mas a faceta de masmorra política começou a partir das prisões realizadas pelo governo militar desde abril de 1964. Para lá foram conduzidos desafetos e adversários e, por isso, os 50 anos de instauração do regime que se completam este ano também representam o meio século do encarceramento de pessoas por conta do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) na ilha.

 

A administração e o casarãp. Foto: Banco de dados, 19/03/1963

A administração e o casarãp. Foto: Banco de dados, 19/03/1963

O então deputado estadual Carlos Araújo e o depois prefeito Raul Pont foram alguns dos presos. Araújo deu entrada em julho de 1972 e ali permaneceu até 31 de dezembro, entre outros 70 presos. Não havia cela à sua época, só depois elas foram construídas. Os presos ocupavam peças no casarão principal, que abria a porta de ferro às 7h e encerrava o dia às 18h.

– O policiamento era feito pelo GOE e apenas uma lancha vigiava o entorno da ilha. Caminhávamos pela ilha, andávamos pelas pedras, e jamais soube
de tentativa de fuga – disse Araújo.

 

Carlos Araújo ficou seis meses preso na Ilha do Presídio. Foto: Emílio Pedroso, banco de dados, 18/03/2013

Não havia como. A prisão fica exatamente a três quilômetros da Capital e da ilha mais próxima. Um detido não teria fôlego suficiente para buscar a liberdade confiando apenas nas braçadas. Havia, sim, um prosaico temor de que um navio soviético fizesse o resgate de presos. Um dia, um navio aproximou-se da ilha. Estava com avaria no motor, e a tripulação pediu socorro e levantou bandeira branca. Os guardas ignoraram as súplicas
e prenderam fogo.

– O receio de uma embarcação russa era tanto, que tudo se justificava – contou Araújo.
A prisão acabou desativada em 1973 após a morte de um detido. Em 1980, foi reativada e um veleiro foi metralhado na mesma situação do suposto navio soviético. Um preso foge boiando em duas panelas e, em 1983, a ilha é fechada. Até hoje, pouca gente chega perto da ilha e do que resta de seus casarões com parede de um metro de espessura.

 

Em 2014 se completam 50 anos de encarceramento político na ilha. Foto: Adolfo Alves, banco de dados, 04/04/1981

Em 2014 se completam 50 anos de encarceramento político na ilha. Foto: Adolfo Alves, banco de dados, 04/04/1981

Alô, estou ligando da praia!

28 de janeiro de 2014 0
O telefone sem fio na praia foi um sucesso no início dos anos 80. Foto: Juan Gomes, banco de dados, 07/03/1984

O telefone sem fio na praia foi um sucesso no início dos anos 80. Foto: Juan Gomes, banco de dados, 07/03/1984

 

Foi no verão de 1983 que o banhista conheceu a comodidade de uma ligação para qualquer parte do país sentado à beira do mar ou caminhando na orla. Não se usava celular, que recém engatinhava em operação nos Estados Unidos. A novidade por aqui era o telefone sem fio, maior do que um aparelho fixo de hoje e tão pesado quanto.

 

Na época, o celular não passava de vaga ideia futurista. Foto: Juan Gomes, banco de dados, 10/01/1986

Na época, o celular não passava de vaga ideia futurista. Foto: Juan Gomes, banco de dados, 10/01/1986

 

Uma funcionária da antiga Companhia Riograndense de Telefonia (CRT) perambulava pela areia em torno do restaurante Panorama, em Tramandaí, e oferecia o serviço ao veranista curioso, que em geral surpreendia o interlocutor do outro lado da linha, com a voz alterada:
– Estou ligando da praia!
Não raro, o banhista tinha de passar o aparelho para que a própria vendedora convencesse o incrédulo no aparelho.

 

As funcionárias da CRT ofereciam o serviço na beira da praia. Foto: Juan Gomes, banco de dados, 07/03/1984

As funcionárias da CRT ofereciam o serviço na beira da praia. Foto: Juan Gomes, banco de dados, 07/03/1984

 

Nos dois primeiros anos, a moça da CRT transitava de maiô branco oferecendo o telefone das 10h às 13h e conseguia em média 40 usuários. Mais tarde, das 20h às 22h, ela perambulava em meio à balada da Avenida Emancipação, e nesse período outras 50 pessoas recorriam ao serviço, a maioria pelo simples prazer do pioneirismo.
Gastavam à época, 238 cruzeiros por minuto – cerca de R$ 9,32 de hoje. Não custava barato a brincadeira, em discagem DDD ou a cobrar para todo o país. Com o tempo, pessoas de outros balneários corriam a Tramandaí atrás do alô sem fio, mesmo que fosse caro.

Biquíni, 50 anos?

27 de janeiro de 2014 1
Foto: Roni Paganella, banco de dados, 30/01/1972

Foto: Roni Paganella, banco de dados, 30/01/1972

 

As duas peças mais inquietantes da temporada de praia devem estar completando 50 anos de graciosa atividade à beira de alguma porção de água no Rio Grande. Na verdade, não há informação exata sobre o momento em que a pioneira moça ousou aparecer com sumário biquíni na areia entre o Rio Mampituba, em Torres, e o ponto onde a Barra do Chuí vira Barra do Chuy. Já existia desde 1946 como criação industrial, e seu inventor, o francês Louis Reard, herói aos olhos masculinos, chegou a vender os primeiros exemplares embalados em caixas de fósforo (deviam ser das grandes) contendo não mais do que 70 centímetros de tecido.

 

O recato dos modelos de 1967. Foto: Banco de dados

O recato dos modelos de 1967. Foto: Banco de dados

 

As duas peças pioneiras nas praias gaúchas. Foto: banco de dados, 1967.

As duas peças pioneiras nas praias gaúchas. Foto: banco de dados, 1967.

 
Mas foi em meados dos anos 1960 que a moda estourou, embora ainda em tamanho gigantesco comparado ao que surgiria logo depois, na metade dos 1970. O modelo bem comportado deu lugar à tanga, e a atriz Leila Diniz afiançava o novo comportamento nacional ao ser eleita musa do verão carioca flanando de biquíni em plena gravidez. Já não era mais o estilo tapa-tudo de Ursula Andress no filme 007 Contra o Satânico Dr. No.

 

Nos anos 80 surgem os sumários. Foto: Paulo Dias, banco de dados, 04/01/1984

Nos anos 80 surgem os sumários. Foto: Paulo Dias, banco de dados, 04/01/1984

 

 

A diversidade veio depois, como o asa-delta, e os anos 1980 providenciaram drástica economia de pano, como o fio-dental. Já não se vê hoje a ousadia de 30 anos atrás. Mas o que existe tem seu valor.

 

A febre dos asa-delta. Foto: Paulo Dias, banco de dados, 11/01/1985

A febre dos asa-delta. Foto: Paulo Dias, banco de dados, 11/01/1985

O fotógrafo Carlos Contursi e a história

25 de janeiro de 2014 0

Contursi fotografou Brizola com Simon e Tancredo em Nova York, em 1978. Foto: Carlos Contursi, Banco de Dados, 01/01/1978

 

O fotógrafo Carlos Contursi (1920-1998) era daquelas pessoas dedicadas a uma convicção, no seu caso, a duas, a lente da máquina e Leonel Brizola. Lembra-se disso porque faria 94 anos neste sábado. No aniversário do Brizola, 22 de janeiro, fotógrafo e família visitavam o ex-governador em Capão da Canoa. Logo depois, no dia 25, recebia a retribuição de Brizola e dona Neusa. Foi assim desde o tempo em que empunhou a Rolleiflex, em 1947, como fotógrafo da Assembleia Legislativa.

 

Contursi com sua câmera. Foto: Arquivo Pessoal

Contursi com sua câmera. Foto: Arquivo Pessoal

 

Homem afável, relações-públicas nato, com a máquina no pescoço assumia a frase “eu boto a mão na porta e entro”. Foi o fotógrafo da Legalidade. Passou 30 dias encerrado nos porões do Piratini como assessor de imprensa do Brizola. Em outros momentos, o filho, Antônio Carlos, o Cascalho, ainda criança, deixava o colégio Rosário e visitava o pai em meio a máquinas, filmes e gravadores empilhados na sala de imprensa do porão. Contursi, o velho, estava fazendo história.

 

Veja abaixo mais fotos de Contursi com políticos:

 

Encontros de família

25 de janeiro de 2014 0

LAZZARETTI

Foto: Arquivo Pessoal

O casal João Lazzaretti e Rosa Mistura com os 10 filhos. Foto: Arquivo Pessoal

 

Os descendentes de João Lazzaretti, filho de imigrantes italianos que chegaram ao Brasil em 1888 e se estabeleceram em Veranópolis, realizam em 25 e 26 de janeiro o 12º encontro da família Lazzaretti, em Santa Rosa. Informações com Rosa Angela, pelo telefone (55) 3512-7089 e pelo e-mail r_angelaza@yahoo.com.br  

Charles Trenet: um superastro francês na delegacia de Porto Alegre

24 de janeiro de 2014 2

Houve o dia em que um astro internacional da canção francesa acabou detido em modorrenta delegacia de Porto Alegre. Aconteceu em maio de 1953, e a estrela era o compositor e cantor Charles Trenet, espécie de Frank Sinatra francês de seu tempo, artista da mesma constelação de Charles Aznavour. Escritor, poeta e showman de sorriso fácil, Trenet ganhou fama com suas canções e posições polêmicas que manteve mesmo durante a invasão da França pelos nazistas. Foi perseguido, censurado e detido pela sua atividade, pela amizade com judeus e pela condição declaradamente homossexual.

 

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Por essa época, a canção Douce France (Doce França/ Caro país da minha infância/ Embalado por suave imprudência/ Eu mantive você no meu coração!) transformou-se em símbolo de resistência. Diante de Hitler, era provocação.

 

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

 

Após a guerra, Trenet conheceu Cole Porter, Duke Ellington, George Gershwin, Louis Armstrong e Charles Chaplin e correu o mundo em turnês de superastro, inclusive no Brasil. Até o desembarque em Porto Alegre, em 21 de maio, três dias depois dos 40 anos.

 

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Foi um sucesso os recitais no Theatro São Pedro e na boate Mil e Uma Noites, sempre lotados. Acompanhado por pianista francês, interpretou, entre outras, Douce France e a romanesca Que Reste-t-il de nos Amours.

 

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Mas havia um show na matiné de domingo, a preços populares, agora no Cine Teatro Imperial, na Praça da Alfândega. Chovia na manhã do dia 24. Pouco antes das 10h, hora do show, Trenet espiou a plateia, viu apenas a metade dos lugares ocupados e não gostou. Não entraria no palco, não ele, um astro de Paris. Os espectadores reclamaram, vaiaram – e o pianista tocava algo para abafar a algaravia dos protestos. Trenet não faria a matiné, e a polícia foi chamada.

 

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 
Então Trenet surpreendeu. Atirou-se no palco e exigiu uma ambulância aos gritos e acabou carregado pelos pés e mãos até a radiopatrulha. Na delegacia, alegou sofrer de uma antiga batida na terceira vértebra, o que não foi constatado por um médico. Depois de muita explicação diante do delegado, Trenet admitiu devolver um terço do cachê da terceira apresentação. Deixou Porto Alegre no dia seguinte. Jamais voltou. Morreu em 2001, aos 87 anos.

Colaborou Marcello Campos

Aí vai a Maria Fumaça

23 de janeiro de 2014 0

A ponte de Pedro Osório era símbolo da vocação ferroviária da região.
Foto: Foto Laranja

As charqueadas da Fronteira Oeste ganharam na virada do século 20 uma estrada de ferro de Bagé até Rio Grande. O charque e o gado escoavam até o porto e asim se consolidou a economia local. Logo depois, uma outra linha de trem, de marias-fumaças, foi estendida até o Rio Piratini. As praias do rio eram um chamarisco. Falava-se muito bem delas e por isso o comércio da região se desenvolveu e as famílias de ferroviários ali se multiplicaram ao longo dos anos. Acompanhando o leito do rio, em meados do século 19 imigrantes judeus já haviam instalado olarias na região, que acabaram por expandir uma indústria do tijolo com o socorro de novos imigrantes e com mão de obra farta.

O gado leiteiro e de corte e os minifúndios completavam a sustentação daquela parte do Estado. O rio passava entre duas vilas, Olimpo e Cerrito, que, juntas, em 3 de abril de 1959 foram transformadas no município de Pedro Osório. Aquelas localidades até então só eram unidas por duas pontes, de rodagem e ferroviária. Também a produção de dormentes ajudou na economia do local, marcado por múltiplas conexões ferroviárias – os entroncamentos. No ano da criação do município, porém, uma grande enchente colocou abaixo as duas pontes. Em 1982, as águas voltaram a destruir pilares. Por isso, por um longo tempo, o transporte de passageiros foi extinto, só sendo retomado nos anos 1990.

 

Colaborou Ida Veleda Oliveira