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Colégio Estadual Júlio de Castilhos completa 114 anos

24 de março de 2014 1
Grupo de estudantes que fazia parte do Grêmio Estudantil do Colégio Estadual Júlio de Castilhos em 1963. Foto: Arquivo Pessoal

Grupo de estudantes que fazia parte do Grêmio Estudantil do Colégio Estadual Júlio de Castilhos em 1963. Foto: Arquivo Pessoal

O Colégio Estadual Júlio de Castilhos completou ontem 114 anos. Foi fundado, em 23 de março de 1900, como Gymnásio do Rio Grande do Sul, junto à Escola de Engenharia. Em 1905 passou a chamar-se Instituto Gymnasial do RGS. Entre 1911 e 1951, funcionou no antigo prédio da Avenida João Pessoa destruído por um incêndio em 16 de novembro desse último ano. A década de 1940 foi marcada por fatos relevantes. Em 1942 recebeu a denominação atual (era Instituto Júlio de Castilhos desde 1924). Em 1943, foi criado o Grêmio Estudantil e as primeiras turmas femininas. Em 1947, surgiram o Centro de Professores e o Departamento de Tradições Gaúchas, origem do movimento tradicionalista, que veio a criar os CTGs.

O antigo prédio da Avenida João Pessoa, inaugurado em 1911 e destruído por um incêndio em 16 de novembro de 1951. Foto: Banco de dados

O antigo prédio da Avenida João Pessoa, inaugurado em 1911 e destruído por um incêndio em 16 de novembro de 1951. Foto: Banco de dados

Nos anos de 1950, a escola se transfere para o novo prédio (1958), projeto dos arquitetos Demétrio e Enilda Ribeiro. A escola chegou aos anos de 1960 e 1970 como “colégio padrão do Estado”. Nessa época, a famosa Banda Marcial (reativada em 2006) e o protagonismo do Grêmio Estudantil (GEJC) ergueram alto o nome da instituição. Professores e jovens secundaristas (seriam hoje alunos do Ensino Médio) organizados, inteligentes, politizados e ativos ajudaram na formação de lideranças políticas e sociais.Para se ter uma ideia: o GEJC era constituído de três “poderes”– o Executivo (um presidente, um secretário-geral e secretarias como Assuntos Nacionais, Ensino, Esportes, Cultura, Divulgação, Finanças), o Legislativo (uma assembleia dos representantes das mais de 150 classes que fiscalizava as ações do Executivo) e o Judiciário (responsável por efetivar as eleições dos representantes).

Nos anos de 1950, a escola se transfere para o novo prédio, projetado pelos arquitetos Demétrio e Enilda Ribeiro. Foto: Arivaldo Chaves, Banco de dados, 05/03/2010.

Nos anos de 1950, a escola se transfere para o novo prédio, projetado pelos arquitetos Demétrio e Enilda Ribeiro. Foto: Arivaldo Chaves, Banco de dados, 05/03/2010.

Eles promoviam atividades culturais, sociais e esportivas: palestras sobre jornalismo, política, artes, cursos de cinema, cultura francesa, torneios esportivos, bailes. Mantinham um grupo de teatro, programa radiofônico (Hora do Julinho na Rádio Princesa) e jornal (O Julinho, tabloide de 12 páginas). Sonhavam, e desenvolviam, um projeto de sociedade mais justa, igualitária e democrática. A chegada da ditadura também abafou essa energia toda. Terá sido para sempre?

 Colaboraram Artur Zanella e C. A. Gianotti

Comentários (1)

  • Rosa Westphalen diz: 18 de outubro de 2014

    O Instituto Júlio de Castilhos foi consumido pelas chamas, em incêndio criminoso .
    Onde encontro referências a respeito do sinistro?
    Quem me garantiu que fora criminoso, foi meu Pai,Moysés Westphalen, falecido em 1997, que foi diretor desse Instituto , e o Professor Mozart Pereira Soares , que ficou de posse do livro do ano que meu pai dirigiu esse Instituto, onde havia uma tarja preta na capa, em protesto aos acontecimentos envolvendo essa instituição, na época. Consta que queriam transformar o Instituto que sera escola técnica, em Universidade .Algo assim.

    Rosa Westphalen
    Artista plástica
    com formação em comunicação social pela PUC.

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