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A história do monumento a Conde de Porto Alegre, o mais antigo da Capital

26 de março de 2014 3
Porto Alegre completa 242 anos nesta quarta-feira. Foto: Ricardo Chaves, Banco de dados

Porto Alegre completa 242 anos nesta quarta-feira. Foto: Ricardo Chaves, Banco de dados

Monumentos são produzidos para marcar uma época, homenagear uma pessoa notável, lembrar um acontecimento. Neste dia em que a Capital comemora 242 anos, o Almanaque Gaúcho recorda a primeira estátua que foi erigida em logradouro público aqui em Porto Alegre. Trata-se da obra escultórica de autoria de Adriano Pittanti e Carlos Fossati, que imortaliza Manoel Marques de Souza (1804-1875), o Conde de Porto Alegre.

O monumento a Manoel Marques de Souza foi primeiramente instalado na Praça da Matriz em 1885. Foto: Reprodução

O monumento a Manoel Marques de Souza foi primeiramente instalado na Praça da Matriz em 1885. Foto: Reprodução

A estátua em mármore sobre pedestal em pedra lioz foi instalada originalmente na Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz) em 1885. Em 1873, a Câmara de Vereadores decidiu que a área triangular situada entre as ruas Duque de Caxias e Riachuelo, conhecida então como Praça do Portão, teria seu nome trocado para Praça General Marques, em homenagem ao Conde de Porto Alegre. Em 11 de outubro de 1912, por ato do intendente José Montaury, a praça teve seu nome alterado, mais uma vez, passando a chamar-se Conde de Porto Alegre. Na mesma ocasião foi determinada a transferência do monumento a Manoel Marques de Souza da Praça da Matriz para onde ele está hoje, na praça identificada pelo seu título nobiliárquico.

Em 1912, a estátua foi transferida para a Praça do Portãi, que depois se chamou Praça General Marques e Praça Conde de Porto Alegre. Foto: Arivaldo Chaves, Banco de dados, 11/05/2010.

Em 1912, a estátua foi transferida para a Praça do Portãi, que depois se chamou Praça General Marques e Praça Conde de Porto Alegre. Foto: Arivaldo Chaves, Banco de dados, 11/05/2010.

O conde foi um militar, oriundo de uma família de fidalgos e generais, descendente dos primeiros povoadores da Vila de Rio Grande, onde ele nasceu. Durante a Guerra dos Farrapos, resistiu aos rebeldes farroupilhas, foi preso em Pelotas e trazido para Porto Alegre, onde ficou detido até ser liberado pelas tropas imperiais na retomada da cidade. Conhecido como “O Centauro de Luvas”, ele foi herói na Guerra Cisplatina e também da Guerra do Paraguai. O prédio onde aqui viveu, construído por volta de 1855, é tombado e abriga agora a sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil/RS (IAB-RS).

Solar onde o Conde de Porto Alegre morou, na esquina das ruas Riachuelo e General Canabarro. Foto: Reprodução

Solar onde o Conde de Porto Alegre morou, na esquina das ruas Riachuelo e General Canabarro. Foto: Reprodução

Comentários (3)

  • Marcelo Xavier diz: 26 de março de 2014

    O Solar do Conde está inacabado. Aliás, ali se não me engano foi outra sede do DOPS em Porto Alegre.

  • Marcelo Xavier diz: 26 de março de 2014

    “Inacabado” me refiro à reforma. :)

  • Luiz Bruno Azevedo Henz diz: 26 de março de 2014

    Era utilizado pela polícia. Eu era criança e via as RPs chegarem com bêbados para
    “pernoitarem”. Não sabia que aquele casarão tinha importancia histórica. Obrigado por aumentar meu conhecimento de P. Alegre.

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