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O "Annuario do Estado do Rio Grande do Sul-1906" e as estatísticas da violência em Porto Alegre

30 de abril de 2014 0
Annuario do Estado do Rio Grande do Sul-1906. Foto: Arquivo Pessoal

Annuario do Estado do Rio Grande do Sul-1906. Foto: Arquivo Pessoal

O leitor Paulo Guerra é neto do já falecido Homero Guerra, que foi o primeiro prefeito de Carazinho. Numa visita ao seu pai, Paulo encontrou-o ainda surpreso com a descoberta que fez ao remexer velhos guardados de Homero: Um “Annuario do Estado do Rio Grande do Sul-1906”. Bastou uma olhada mais atenta nesse volume, carcomido pelo tempo, para constatar mudanças brutais e divertir-se com alguns “reclames” ali publicados. Na página 328, por exemplo, numa tabela de “estatística criminal do município de Porto Alegre”, fica-se sabendo que entre 1904 e 1905 ocorreram três homicídios. É claro que temos que levar em conta que a população da Capital, nessa época, era em torno de 90 mil habitantes, contra quase 1,5 milhão, hoje.

Estatística criminal de Porto Alegre em 1906. Foto: Reprodução

Estatística criminal de Porto Alegre em 1906. Foto: Reprodução

Sempre fui péssimo em aritmética, mas fiz alguns cálculos e concluí que esse tipo de violência teria aumentado quase dez vezes, já que, até onde sei, foram 457 homicídios em 2013. Tô errado? Retrocedemos em civilidade? De qualquer modo, é curioso ver que foram registrados 1.822 casos de desordem e 479 ocorrências de embriaguez. Juntando as duas transgressões, excesso de bebida e confusão, o que faz todo o sentido, foram 293 casos. Outra observação interessante são os telefones com apenas dois dígitos: para ligar para o Hotel do Brazil, que oferecia sorvete e banho, era só marcar 10, e para ligar para a cervejaria de F. Christoffel Sucessores, aquela que oferecia cerveja em barris e syphons (sic), era só usar o telefone 96. O anúncio não esclarece se tinha “serviço delivery”.

Colaborou Paulo Guerra

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