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Ilópolis, a cidade da erva-mate

12 de maio de 2014 2
Encontro em comemoração aos 50 anos da imigração italiana no Brasil. Ao fundo, pode se ver a primeira capela e a primeira moradia, de propriedade de Leopoldo Spézia, onde atualmente está localizada a Praça Itália. Foto: Arquivo Pessoal

Encontro em comemoração aos 50 anos da imigração italiana no Brasil. Ao fundo, pode se ver a primeira capela e a primeira moradia, de propriedade de Leopoldo Spézia, onde atualmente está localizada a Praça Itália. Foto: Arquivo Pessoal

Quando o imigrante italiano Leopoldo Spézia chegou, em 1906, ao lugar que era chamado genericamente de Serra da Figueira, a cidade de Ilópolis começou a nascer. O colono nasceu na Itália, em 14 de setembro de 1879, e, aqui no Brasil, residiu primeiro em Dona Izabela, atual Bento Gonçalves, onde casou-se com Izabel Dorigoni. Em companhia da mulher, transferiu-se, depois, para Dona Virgínia, hoje Guaporé, onde ficou até decidir se estabelecer definitivamente como um pequeno comerciante nas terras da “Posse Gomes”, cujo proprietário era Marciano Alves Gomes. Foi lá que, em 1908, vindos de Caxias do Sul e Carlos Barbosa, através de trilhas barrentas e esburacadas em meio à mata, José Bozzetto, Augusto Tomasini e Ângelo Lunardelli o conheceram. O grupo logo constatou a riqueza da área composta principalmente por pinhais e ervais. Convencidos do potencial da região, convidaram Leopoldo a se associar e fazer parte de uma empreitada. Organizaram um comitê requerendo o direito de posse da área devoluta junto à Comissão de Terras do Governo do Estado e compraram o direito de posse de propriedades vizinhas.

Spézia, como subdelegado, celebrando um acordo de paz entre dois grupos rivais. Foto: Arquivo Pessoal

Spézia, como subdelegado, celebrando um acordo de paz entre dois grupos rivais. Foto: Arquivo Pessoal

Em 1912, quando transportavam as ferragens e o locomóvel destinados à serraria, em carroças e com juntas de bois, chegaram até as proximidades de Arvorezinha, onde houve um impasse. Pacífico (mas não tanto) Vieira impediu que o comboio passasse por suas terras. Não restando outra alternativa, os empreendedores foram obrigados a adquirir 120 alqueires do intransigente Vieira. A denominação Ilópolis vem da junção das palavras ilex (Ilex paraguariensis é a erva-mate) e pólis (do grego, cidade), portanto, cidade da erva-mate. O nome foi sugestão de José Benévolo, intendente interino de Encantado, durante uma roda de chimarrão, sob a sombra de um erveiro, em 1915, que foi aceita prontamente. Leopoldo Spézia foi conselheiro e celebrou, como subdelegado, um famoso acordo de paz entre dois grupos divergentes. Morreu no dia 14 de setembro de 1937, aos 58 anos, quando Ilópolis ainda era distrito de Encantado. Em 26 de dezembro de 1963, o lugar emancipou-se, tornando-se também um município.

Colaborou Adriano Spézia, com informações do livro “Ilópolis: Origens e Raízes”, de André Bozzetto Junior

 

Comentários (2)

  • Wenderson Pasquali diz: 13 de maio de 2014

    Realmente foi isso que aconteceu e nos deixou como herança essa bela cidade com ervais exuberantes e de distinto sabor e qualidade, para que a bebida preferida dos gaúchos seja cada vez mais apreciada por todos ! ! !

  • Cleber Zerbielli diz: 13 de maio de 2014

    No entanto foram nossos vizinhos que foram pioneiros. Anta Gorda com a primeira ervateira da região em 1923 e Arvorezinha com o maior número delas. Saberia me dizer por qual motivo Posto de Fomento foi para Ilópolis?

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