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O teatro de fantoches que começou em casa e conquistou Porto Alegre

29 de maio de 2014 0
Grupo criou o Teatro Porto-alegrense de Fantoches. Foto: Revista do Globo, Reprodução

Grupo criou o Teatro Porto-alegrense de Fantoches. Foto: Revista do Globo, Reprodução

Quando, em fevereiro passado, morreu em Brasília o pintor bageense Glênio Bianchetti, muito se disse a respeito da sua importante obra e trajetória. Numa Revista do Globo de 1959, está registrado um aspecto quase esquecido dos seus 86 anos de vida. Glênio e sua mulher, Ailema, tiveram seis filhos. Para acalmar o ritmo frenético da gurizada, o casal aproveitava as habilidades manuais de Ailema, que é artista plástica e artesã, produzia bonecos e fazia sessões de teatro de fantoches. Um dia, a atriz e aluna do curso de Arte Dramática, Nilda Maria, colega de Glênio na Divisão de Cultura, assistiu a uma delas, gostou e ficou inconformada pelo espetáculos ser apenas para os filhos e alguns amigos das crianças. Mesmo com a inicial resistência de Glênio, Nilda convocou Milton Mattos, um talentoso quartanista de arquitetura que já tinha realizado revistas musicais no Colégio Julio de Castilhos, era ator do Teatro de Equipe e entendido em iluminação e sonoplastia, para aprimorar as apresentações. Surgiu aí o Teatro Porto-alegrense de Fantoches.

Peça "O Dragão Desdentado"encantava e divertia a criançada. Foto: Revista do Globo, Reprodução

Peça “O Dragão Desdentado” encantava e divertia a criançada. Foto: Revista do Globo, Reprodução

Depois do sucesso da estreia, no auditório lotado do Instituto de Belas Artes, o grupo foi obrigado a reservar o local para os domingos seguintes do segundo semestre de 1959, onde faziam duas sessões, às 10h e às 15h. Fizeram também incursões a cidades do Interior. Além dos quatro, mais gente foi incorporada ao elenco. O escritor J. C. de Cavalheiro Lima fez o texto de O Dragão Desdentado, que encantava e divertia a petizada. Pepino, Palito, Lôbo, Jacaré, Patinho, Bruxa, Pedro Malazarte, Blau Nunes, Bolota, Boi Barroso e Macaco são alguns dos mais de 40 personagens que ganharam vida e povoaram o imaginário da meninada que hoje tem vaga reservada no estacionamento e prioridade nas filas de banco.

O pintor Glênio Bianchetti. Foto: Revista do Globo, Reprodução

O pintor Glênio Bianchetti. Foto: Revista do Globo, Reprodução

Ailema, mulher de Glênio. Foto: Revista do Globo, Reprodução

Ailema, mulher de Glênio. Foto: Revista do Globo, Reprodução

O arquiteto Milton Mattos. Foto: Revista do Globo, Reprodução

O arquiteto Milton Mattos. Foto: Revista do Globo, Reprodução

A atriz Nilda Maria. Foto: Revista do Globo, Reprodução

A atriz Nilda Maria. Foto: Revista do Globo, Reprodução

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