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A partida do primeiro contingente gaúcho do Batalhão de Suez

30 de maio de 2014 1
O contingente de pracinhas atravessa o portão do Cais do Porto em direção ao navio. Foto: Thales Farias, Revista do Globo, Reprodução

O contingente de pracinhas atravessa o portão do Cais do Porto em direção ao navio. Foto: Thales Farias, Revista do Globo, Reprodução

O 17 de abril de 1959 foi um dia de muita emoção, lágrimas e acenos no Cais do Porto da Capital. As fotos de Thales Farias, feitas para a Revista do Globo, registraram o embarque dos 351 militares (22 oficiais e 329 praças) no navio Ary Parreiras, da Marinha Brasileira, rumo ao Oriente Médio, onde foram incorporados ao Batalhão de Suez. Esses soldados gaúchos estiveram entre os 6 mil homens que se revezaram, de sete em sete meses, entre os anos de 1957 e 1967, como parte das Forças de Paz da ONU no conflito existente entre o Estado de Israel, o Egito e seus vizinhos árabes.

O navio Ary Parreira levou os soldados ao Suez. Foto: Thales Farias, Revista do Globo, Reprodução

O navio Ary Parreira levou os soldados ao Suez. Foto: Thales Farias, Revista do Globo, Reprodução

A guerra irrompeu após o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser nacionalizar o Canal de Suez, em 26 de julho de 1956. A França e o Reino Unido, que administravam a região do canal, apoiaram Israel para a invasão da Península do Sinai, deflagrando a chamada Guerra de Suez. A presença dos “pracinhas” ou “boinas azuis” visava administrar o cessar-fogo entre as partes em litígio. Autoridades como o governador Brizola e o comandante do III Exército, general Osvino Ferreira Alves, estiveram no porto, assim como grande número de parentes e familiares daqueles que embarcavam.

Militar se despede de criança. Foto: Thales Farias, Revista do Globo, Reprodução

Militar se despede de criança. Foto: Thales Farias, Revista do Globo, Reprodução

O repórter Luiz Heron Araújo relatou que entre as 10h15min e as 11h houve muitos beijos, abraços, lágrimas e até desmaios, quando, finalmente, um sinal avisou que os viajantes subissem a bordo. As despedidas se prolongaram com demorados acenos enquanto o barco se afastava. Durante o período em que o nosso Exército esteve na região, sete soldados brasileiros morreram. Seis em acidentes e um num tiroteio entre árabes e israelenses. Em 1988, os boinas azuis da ONU ganharam o Prêmio Nobel da Paz.

Despedidas emocionadas marcaram a partida do contingente. Foto: Thales Farias, Revista do Globo, Reprodução

Despedidas emocionadas marcaram a partida do contingente. Foto: Thales Farias, Revista do Globo, Reprodução

Comentários (1)

  • Ayrton Luiz Balsemão diz: 2 de junho de 2014

    Acho que já comentei isso aqui no Almanaque Gaúcho. Servi em 1965 na 1ª Cia de Guardas, e em 1967 convocaram voluntários para Suez. Imediatamente me apresentei na Companhia ao Comandante Ivo Pachaly. A seleção era feita lá. Recebi um “não” do Capitão Pachaly, porque o Cabo Enfermeiro que me sucedera em 1966 já estava inscrito para a única vaga. Saí de lá decepcionado… Mas, quis o destino que justamente o Cabo Ilha, citado acima, morreu de uma bala perdida, no confronto entre árabes e israelenses. Não era para mim mesmo, mas eu queria muito ter ido para o Batalhão de Suez no Oriente Médio.

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