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Gilda Marinho, uma mulher incansável

09 de junho de 2014 1
Na Maison de Mary Steigleder, Gilda Marinho anuncia as manequins, tendo na plateia a atriz Fernanda Montenegro e o comendador Luiz Carlos Lisboa. Foto: Acervo de Herton de Leon

Na Maison de Mary Steigleder, Gilda Marinho anuncia as manequins, tendo na plateia a atriz Fernanda Montenegro e o comendador Luiz Carlos Lisboa. Foto: Acervo de Herton de Leon

Na segunda metade do século 20, o nome Gilda vinha sempre associado ao título do filme lançado em 1946 e estrelado por Rita Hayworth. Gilda também foi nome da fábrica de balas dos Irmãos Marques e Cia. Mas, para aqueles que viveram intensamente a vida social de Porto Alegre, Gilda, aqui, tinha um significado especial. Esse prenome, sucedido pelo sobrenome Marinho, era sinônimo feminino de alegria, exuberância e inteligência. O slogan do filme, nunca houve uma mulher como ela, foi como se tivesse sido feito para essa pelotense que morreu aos 84 anos no dia 7 de fevereiro de 1984. Gilda Marinho fez falta para essa cidade nos últimos 30 anos. Calcule, então, para os seus amigos e admiradores que com ela conviveram.

A pelotense Gilda Marinho, em uma foto de maio de 1977. Foto: Acervo de Herton de Leon

A pelotense Gilda Marinho, em uma foto de maio de 1977. Foto: Acervo de Herton de Leon

 

Se a atriz/personagem Rita/Gilda do filme esbanjava charme com um cigarro entre os dedos, imagine Gilda Marinho, de chapéu e uma piteira com um palmo de comprimento. Se você, que não a conheceu, olhar as fotos e supor que ela era pesada, saiba que está enganado. O bom humor e o talento eram tanto que quilos a mais nunca foram obstáculo a sua leveza sedutora e às conquistas amorosas. Gilda morava junto ao Clube do Comércio, num edifício da Praça da Alfândega, era professora do Instituto de Belas Artes da URGS, tradutora da Editora Globo e jornalista. Não poderia faltar a nenhuma festa. Tinha uma inesgotável energia.

O rótulo das balas Gilda. Foto: Maria José Boaventura, Reprodução

O rótulo das balas Gilda. Foto: Maria José Boaventura, Reprodução

Seu comportamento tornou-se folclore entre os adeptos da boemia. Certa feita, depois de uma longa noitada no Encouraçado Botequim, prestes ao alvorecer, os amigos ao redor ameaçavam bater em retirada, quando ela questionou: “Mas não vamos jantar no Treviso?”. Para aqueles que tentavam sua adesão ao cansaço geral, respondeu: “Cansada eu? Tenho a eternidade toda para descansar”.

A atriz Rita Hayworth, estrela do filme "Gilda", de 1946. Foto: Reprodução

A atriz Rita Hayworth, estrela do filme “Gilda”, de 1946. Foto: Reprodução

Colaborou Renato Rosa

Comentários (1)

  • Marcelo Xavier diz: 9 de junho de 2014

    Uma vez, ela escorregou e quebrou o braço dançando no Encouraçado, foi parar na emergência do HPS e, uma hora depois, podia ser encontrada dançando na pista do Butikin de novo, com um drink na outra mão.

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