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Trilha sonora para namorar

12 de junho de 2014 1
Os componentes do grupo: em pé, Marinho, Luís Carlos Caneludo, Pereira e João Carlos; agachados, João Carlos, Antonio Carlos Herédia (crooner) e Luís Carlos Sarmento Só, em 1961. Foto: Arquivo Pessoal

Os componentes do grupo: em pé, Marinho, Luís Carlos Caneludo, Pereira e João Carlos; agachados, João Carlos, Antonio Carlos Herédia (crooner) e Luís Carlos Sarmento Só, em 1961. Foto: Arquivo Pessoal

Quando a década de 1960 se iniciava, Antonio Carlos Herédia tocava violão e cantava nas festinhas de bairro e nos aniversários, ali nas imediações da Rua Coronel Paulino Teixeira. Em 1961, Herédia deu um passo importante e criou o Conjunto Melódico Arpeje. Logo em seguida, ele buscou na 1a Companhia de Guardas um recruta, seu amigo de infância, que prestava o serviço militar: Mário Otavio Sarmento, mais conhecido por Marinho. Mesmo naquele ano especialmente conturbado pela crise político-militar que resultou na campanha pela Legalidade, Marinho aproveitava as folgas do quartel para exercer suas atividades musicais como ritmista do conjunto recém-criado. Em seus “anos dourados”, o Arpeje tocava em clubes como Independente de Bolão, União e Progresso, Caminho do Meio, Dinamite, Nordestino, Itatiaia, Banco da Província e ainda nos gloriosos bailes de formatura que aconteciam nos salões da Reitoria da UFRGS. Estes últimos eram embalados, em suas noites de gala, pelo Conjunto Melódico do Norberto Baldauf e tinham como shows especiais apresentações como aquela do Trio Irakitan.

Foto: Arquivo Pessoal

Grupo tocava em clubes e nos bailes de formatura que aconteciam nos salões da Reitoria da UFRGS. Foto: Arquivo Pessoal

Enquanto isso, na penumbra da boate, o som do Arpeje servia de trilha aos casais enamorados que dançavam coladinhos. Nos duros anos do início, lá por 1958 e 1959, os boleros, foxtrotes e sambas-canção eram tocados e cantados no “Bar do Ruy” (antigo bar do “Paraná”), anexo ao edifício da Padaria Cruzeiro (na Avenida Protásio Alves, próximo à Rua Dona Leonor), em troca de pastéis, refrigerantes ou no máximo uma ou outra cuba libre ou gim-tônica. Não era incomum, na sequência, uma noitada de serenatas, interpretando músicas como Sereno da Madrugada, Luar do Sertão, Perfídia, La Barca etc. Os jovens do Arpeje chegaram a se apresentar no salão de chá da Confeitaria Rocco com a cantora Maysa Matarazzo. Outra cantora que, ainda iniciante e sempre escoltada pela mãe, foi acompanhada pelos rapazes, chamava-se Erica Norimar, hoje casada com um maestro, vivendo e cantando em Paris. O foxtrote francês Petite Fleur era a característica musical do romântico grupo, que encerrava as reuniões dançantes com uma inocente mensagem em que desejavam aos jovens presentes “uma feliz noite de sonhos”.

Colaborou Mário Otavio Sarmento

Na areias de Tramandaí, em 1960: em pé, Luís Carlos Sarmento Só, Cláudio Sarmento Só e Mário Sarmento (Marinho); agachados, Antônio Schiavo e o já falecido Antônio Herédia. Foto: Arquivo Pessoal

Na areias de Tramandaí, em 1960: em pé, Luís Carlos Sarmento Só, Cláudio Sarmento Só e Mário Sarmento (Marinho); agachados, Antônio Schiavo e o já falecido Antônio Herédia. Foto: Arquivo Pessoal

Comentários (1)

  • mauro de paula diz: 16 de junho de 2014

    Meu amigo Herédia…saudades das noites de seresta….hoje deves estar cantando e tocando o teu violão aí no Céu…..que Deus o tenha amigo…

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