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Lembranças de um passeio à Pedra Redonda

08 de julho de 2014 0
Foto: Acervo do Museu Joaquim José Felizardo

As pedras que dão nome à praia são atrações turísticas no local. Foto: Acervo do Museu Joaquim José Felizardo

A chegada dos trilhos da Estrada de Ferro do Riacho até a Tristeza foi decisiva para o desenvolvimento da zona sul de Porto Alegre. Isso ocorreu em janeiro de 1900. Em outubro de 1926, essa ferrovia atingiu também a Vila Nova com a inauguração da Estação Vicente Monteggia. O trem era o principal meio de transporte dos porto-alegrenses que buscavam a orla do Guaíba como balneário e área de lazer, especialmente nos finais de semana e na época de veraneio. Os volumosos rochedos da, não por acaso, chamada Praia da Pedra Redonda, sempre serviram como apelo turístico e uma atração a mais para banhistas.

O acesso rodoviário só seria facilitado com a construção da faixa que margeava o rio a partir do bairro Menino Deus, no início dos anos de 1930. A alternativa, além do trem, antes da construção da rodovia, era acessar aquela área de recreação de barco, pelo Guaíba. Assim os visitantes podiam desembarcar num trapiche que nos anos de 1920 já marcava presença na Pedra Redonda. Um dos destaques do relevo naquela parte da orla é o Morro do Sabiá, com seus modestos 41 metros de altura, mas abundante em mata e pássaros. A historiadora Janete da Rocha Machado, inspirada pela fotografia publicada ao alto, enviou ao Almanaque Gaúcho o poema intitulado Passeio à Pedra Redonda:

“O ônibus segue, lento, o itinerário sempre igual: Centro de Porto Alegre à Praia da Pedra Redonda. O sol se multiplica em cores nas águas tranquilas do rio.
As casinhas de banho trepidam ao entrar e sair dos banhistas. Calções de banho e camisetas de física brancas. Maiôs que contornam o pescoço e acabam nos joelhos.
O dia finda. A alegria sucumbe ao pôr do sol vermelho no horizonte do Guaíba. Uma garça cristaliza-se no junco. Uma ametista derrama-se sobre as águas. O ônibus recolhe os restos de alegria e cansaço. A noite chega. O dia se vai.
As lembranças ficam.”

Fonte: Porto Alegre: Guia Histórico, de Sérgio da Costa Franco

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