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Santa Maria recebe exposição sobre a era dos trens no Rio Grande do Sul

22 de julho de 2014 0
Trem da Rede Ferroviária sobre "obra de arte" próximo a Vacaria. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

Trem da Rede Ferroviária sobre “obra de arte” próximo a Vacaria. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

Houve uma época, aqui em nosso Estado, em que era impossível falar sobre estrada de ferro, ou trens, sem citar o nome do município de Santa Maria. Afinal, situada geograficamente no chamado “coração do Rio Grande”, foi natural sua vocação como principal entroncamento ferroviário gaúcho. No RS, a primeira ferrovia ligou Porto Alegre a São Leopoldo em 1874. Dez anos depois, foi inaugurado um segundo trecho, unindo Rio Grande a Bagé. Em 1877, foram iniciadas as obras daquela que pode ser considerada como a mais importante ferrovia ao longo da história do Rio Grande do Sul, a estrada de ferro da Capital até Uruguaiana. Em 15 de outubro de 1884, os trilhos chegaram oficialmente a Santa Maria. Nas duas décadas seguintes, a cidade conheceu marcante desenvolvimento. A população aumentou quase cinco vezes naquele período. As atividades econômicas intensificaram-se com a criação de entrepostos comerciais e depósitos de produtos agropecuários.

A Estação Diretor Pestana ficava na rótula originalmente ocupada pelo monumento do Laçador, em Porto Alegre. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A Estação Diretor Pestana ficava na rótula originalmente ocupada pelo monumento do Laçador, em Porto Alegre. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A partir de 1900, Santa Maria passou a concentrar o tráfego de trens no Rio Grande do Sul. Além de ser o ponto de cruzamento das principais linhas férreas, que eram Porto Alegre-Uruguaiana, Tronco Cacequi-Rio Grande, Tronco Santa Maria-Marcelino Ramos, sediava a Diretoria da Compagnie Auxiliaire des Chemins de Fer au Brésil, empresa belga arrendatária da rede rio-grandense desde 1898. A rede ferroviária exerceu enorme influência no desenvolvimento econômico, social e cultural de Santa Maria. Em 1905, um novo contrato com a companhia belga ensejou a criação da Viação Férrea do RGS (VFRGS). Essa empresa passou a administrar praticamente todas as ferrovias do Rio Grande do Sul.

A locomotiva 153 chegando da sua última viagem de Bagé, na plataforma da estação de Rio Grande em 1983. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A locomotiva 153 chegando da sua última viagem de Bagé, na plataforma da estação de Rio Grande em 1983. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A mostra fotográfica O Rio Grande na Era dos Trens, que será inaugurada às 19h de hoje na sala Iberê Camargo, no Museu de Arte de Santa Maria (Avenida Presidente Vargas, 1.400), é, de certa forma, o reencontro de Santa Maria com seu passado de polo ferroviário. A exposição fica aberta ao público até 15 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. As fotos de José Abraham (in memoriam) e de seu filho Alfonso Abraham nos permitem uma visita a um tempo que poderia voltar, porém atualizado. Aquele em que os trens são, como foram, importantes.

Fonte: Seguindo os Trilhos do Trem, de Danielle Faccin

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