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O quartel general da Rua dos Andradas

11 de setembro de 2014 0
O Quartel General, na esquina da Rua da Praia com a General Canabarro, tendo ao fundo a Igreja Nossa Senhora  das Dores. Foto: Virgílio Calegari, Acervo do Museu Joaquim José Felizardo, Fototeca Sioma Breitman

O Quartel General, na esquina da Rua da Praia com a General Canabarro, tendo ao fundo a Igreja Nossa Senhora das Dores. Foto: Virgílio Calegari, Acervo do Museu Joaquim José Felizardo, Fototeca Sioma Breitman

Não por acaso, agora nos referimos ao centro da Capital como Centro Histórico. Por ignorância, na maioria das vezes, transitamos por lugares que foram cenário de acontecimentos importantes sem prestar maior atenção aos prédios e sem valorizar os locais que, silenciosamente, testemunharam os fatos notáveis que construíram nossa história. Aqui, ao contrário do que ocorre em outras partes, especialmente na Europa, são poucas as construções que possuem placas identificando e interpretando nosso passado.

Uma exceção é o antigo Quartel General do Exército (foto abaixo), na esquina da Rua da Praia (Andradas) com a General Canabarro. Naquele pitoresco edifício, uma placa, colocada 70 anos depois, informa que, no dia 3 de outubro, aquela unidade militar foi atacada, deflagrando o início da Revolução de 1930. A edificação foi erguida entre 1906 e 1908, por ordem do general Manoel Joaquim Godolphim, em substituição ao antigo prédio colonial, de 1775, que existia naquela esquina e tinha a mesma função (foto acima).

Foto atual do quartel. Foto: Ricardo Chaves

Foto atual do quartel. Foto: Ricardo Chaves

O atual QG foi construído na mesma Rua dos Andradas, mais adiante, em 1955. Portanto, por mais de meio século, o antigo QG serviu de sede do Comando Militar e Político do Exército para a 3ª Região Militar.

Decisões importantes foram tomadas no interior daquela casa durante a Guerra do Contestado, a I Guerra Mundial, a Revolução de 1923, a Revolução de 1924-26, a Revolução de 1930 (quando da invasão, a guarda foi morta, e o comandante, preso; catorze militares do exército morreram em Porto Alegre naquele movimento), a Revolução de 1932, a deposição de Flores da Cunha (do governo do Estado) em 1937 e a II Guerra Mundial (1939-1945). O QG é, sem dúvida, um prédio original e singular da nossa cidade.

Fonte: A história militar terrestre do Brasil no Rio Grande do Sul no século passado,
de cel. Cláudio Moreira Bento

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