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Exposição homenageia o antigo Armazém Pimenta

17 de outubro de 2014 2
A casa de comércio funcionou na esquina das ruas Duque de Caxias e General Bento Martins. Foto: Arquivo Pessoal

A casa de comércio funcionou na esquina das ruas Duque de Caxias e General Bento Martins. Foto: Arquivo Pessoal

O velho casarão colonial da esquina das ruas Duque de Caxias e General Bento Martins, que hoje abriga a champanharia Ovelha Negra, para mim e para muitos outros moradores do centro, sempre será lembrado como o Armazém Pimenta. Quem comprou na antiga ferragem recorda do seu Ivo (e de sua mulher, dona Odette) atrás do balcão. Quem começou o negócio foi o pai dele, Narciso, e, nos anos de 1920, Ivo já ajudava entregando mercadorias.

Seu Ivo, no balcão do armazém Pimenta na década de 1970. Foto: Arquivo Pessoal

Seu Ivo, no balcão do armazém Pimenta na década de 1970. Foto: Arquivo Pessoal

Naquela época, ainda era uma casa de secos e molhados e atendia gente como Borges de Medeiros, Flores da Cunha e Armando Câmara (Solar dos Câmara), e também fornecia para o Palácio Piratini e a Assembleia Legislativa. Com a chegada da idade e dos supermercados, Ivo substituiu o pai e tornou a loja uma completa ferragem. Entre 1960 e 1980, eu era um dos muitos clientes que adorava examinar detidamente tudo o que estava exposto, pendurado, empilhado. Um tipo de empório que já não existe mais.

Hoje, aos 100 anos, seu Ivo ainda guarda lembranças da época em que atendia o público. Foto: Eduardo Vieira da Cunha, Arquivo Pessoal

Hoje, aos 100 anos, seu Ivo ainda guarda lembranças da época em que atendia o público. Foto: Eduardo Vieira da Cunha, Arquivo Pessoal

O lugar era tão fascinante e marcante que hoje, às 19h, na Galeria Duque Espaço Cultural (Rua Duque de Caxias, 649, Porto Alegre), o pintor Eduardo Vieira da Cunha, um vizinho, inaugura a exposição Armazém Pimenta: A Duque e os Fragmentos da Cidade. A mostra tem participação do fotógrafo Adolfo Gerchmann e enfatiza esse lado acumulador e de colecionista visual de afetos. Seu Ivo Medeiros Pacheco vive, completou 100 anos em maio e é personagem homenageado e cativo em nossa memória.

Tela do pintor Eduardo Vieira da Cunha alusiva à antiga ferragem. Foto: Reprodução

Tela do pintor Eduardo Vieira da Cunha alusiva à antiga ferragem. Foto: Reprodução

Comentários (2)

  • Marcelo Xavier diz: 18 de outubro de 2014

    Seu Ivo ainda está firme e forte? Puxa, eu sou do tempo da ferragem. Do lado, ficava o salão de beleza da esposa do seu Túlio Piva.

  • Uma galeria na Duque, em Porto Alegre | Recortes de Viagem diz: 3 de novembro de 2014

    […] lido texto do colega Ricardo Kadão Chaves sobre a exposição Armazém Pimenta: A Duque e os fragmentos da […]

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