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Os 50 anos do Conjunto Excelsior

27 de outubro de 2014 2
Foto: Arquivo Pessoal

Conjunto fez sucesso nas décadas de 1960 e 1970. Foto: Arquivo Pessoal

O baile realizado no dia 18, no Clube Comercial de São Gabriel, marcou mais do que o reencontro dos remanescentes do Conjunto Excelsior, que neste ano comemora seu cinquentenário de formação. A festa foi também a oportunidade para que inúmeros casais pudessem reaver sua juventude e recordar os seus mais preciosos anos dourados. Foi no embalo das músicas executadas por essa banda que, principalmente nos anos de 1960 e 1970, a moçada daquela época trocou os primeiros beijos e selou relações amorosas que duram até hoje.

Criado em dezembro de 1964 por alguns estudantes gabrielenses, o conjunto foi fazendo cada vez mais sucesso e sua fama fez com que sua presença fosse requisitada em cidades cada vez maiores e mais distantes. Depois de Rosário, Dom Pedrito, Livramento e Bagé, a velha Kombi também passou a levar os meninos para Pelotas, Santa Maria, Rio Grande ou Caxias do Sul. Formada por Plauto Evangelho Ruchiga (sax), Luiz Carlos Ribeiro (in memoriam) (teclados), Carlos Luiz Gerzson (trompete), Alceu Barel (bateria), Iran de Britto Condessa (in memoriam) (contrabaixo),  Antonio Paulo Torres Machado (guitarra e vocal), Siderlei Santos Leal (vocal), Adalberto Bortoluzzi (percussão, vocal) e conquistando muita fama, a banda foi contratada também para tocar por quatro temporadas de verão, entre 1967 e 1970, nas animadas noites do Restaurante Figueira em Tramandaí.

Foto: Arquivo Pessoal

No encontro deste ano, o grupo se vestiu com roupas iguais às usadas no auge do sucesso. Foto: Arquivo Pessoal

Por um período de 30 dias, inclusive, os rapazes do Excelsior dividiram as acomodações de uma residência com os componentes do famoso Conjunto Musical de Norberto Baldauff, que se apresentava no badalado Restaurante Tahiti, do outro lado, na mesma rua. O Excelsior também foi convidado, em 1967, para se apresentar ao vivo, na TV Gaúcha, Canal 12, no prestigiado programa GR Show, comandado pelo saudoso DJ Glênio Reis.  Na parte instrumental, eram executadas músicas consagradas por orquestras como as de Glenn Miller, Billy Vaughn, Ray Conniff, Herb Alpert’s Tijuana Brass, entre outras. Na parte vocal, dançava-se ao som das músicas que faziam sucesso na época,  como aquelas da Jovem Guarda e da Bossa Nova.

Uma nota na imprensa chegou a comparar o “crooner” como o “mais novo papel carbono de Roberto Carlos “, referindo-se ao vocalista do conjunto, que interpretava os maiores sucessos do Rei na época. Para as comemorações dos 50 anos do Conjunto Excelsior, foram convidados os músicos Paulo Cezar Braga (guitarra), Antonio Atanaides dos Santos (teclados), Diorgi dos Santos (baterista) e Jorge Sidney dos Santos (contrabaixo).  Vestidos com o visual da época, em lamé (vermelho para o vocalista e dourado para os demais), o grupo executou o repertório que o consagrou. Profissionalmente, o Conjunto Excelsior deixou de atuar no início dos anos 70. No entanto, nunca se desfez.

Comentários (2)

  • angelito diz: 27 de outubro de 2014

    Como deve ter sido legal ter vivido essa época, pois tenho a impressão que tudo era melhor, as pessoas eram mais felizes. Se tivesse uma maquina do tempo gostaria de ter vivido esse tempo.

  • Argemiro de Brito diz: 28 de outubro de 2014

    Então, nessa mesma época anos 60/70 nós em Bagé também tínhamos um conjunto chamado “O GRUPO”, e convivemos bastante com o “EXCELSIOR”, somos amigos até hoje.

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