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Fotos mostram como era o município de Áurea em 1928

28 de outubro de 2014 1
Fotos: Acervo de Firmino Chagas Costa

Famílias saem da missa em Áurea, em 1928. Fotos: Acervo de Firmino Chagas Costa

Em 1928, quando o capitão Firmino Leal da Costa era o primeiro subdelegado e também subintendente de Treze de Maio, o lugar todo cabia em duas únicas fotografias: uma daqui para lá e outra de lá para cá. Eram poucas casas, cobertas por tabuinhas, uma igreja de madeira e uma rua só, sem calçamento. Mas já era um lugar promissor, cercado de pinheirais e colonizado desde 1906 por imigrantes poloneses, que lá se estabeleceram quando o local ainda era chamado de Rio Marcelino.

O nome Treze de Maio só veio em 1918, quando se tornou distrito de Erechim. Essa querência do noroeste rio-grandense ainda seria conhecida como Princesa Isabel, em 1938, e por Vila Áurea, a partir de 1944. Dez anos depois, em 1954, passou a ser distrito de Gaurama. Finalmente, em 24 de novembro de 1987, foi criado o município de Áurea. A emancipação foi promovida pelo exitoso movimento articulado desde 1980 pelo vigário da Igreja de Nossa Senhora do Monte Claro de Vila Áurea, padre Josef Wajnar.

Fotos: Acervo de Firmino Chagas Costa

Rua Porto Alegre, em 1928, ainda sem a ponte sobre o Rio Leão. Fotos: Acervo de Firmino Chagas Costa

Ainda em 1944, chegou uma nova leva de poloneses. A etnia, aliás, representa 90% na formação do município. Pinheiros hoje são raridade e a economia baseia-se principalmente na produção de grãos e no cultivo e industrialização da erva-mate. As últimas denominações remetem à abolição da escravatura e foram homenagens prestadas pelos poloneses à princesa Isabel, que teria ajudado, ainda no Império, algumas famílias de imigrantes que perderam seus filhos em função de uma forte epidemia.

Nas fotos antigas, vê-se a Rua Porto Alegre, ainda sem a ponte sobre o Rio Leão. As imagens foram obtidas, provavelmente, num domingo após a missa, e nelas se observam as pessoas abrigadas do sol por sombrinhas, e os cavalos amarrados na cerca que protege o terreno da igreja, à espera de seus donos.

Colaborou Firmino Chagas Costa

Comentários (1)

  • Lino Clair Klosinski diz: 27 de novembro de 2014

    Morei neste local no início da década de 60. Saudades.

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