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Luiz Terragno, retratista

24 de novembro de 2014 2

Talvez impressionado com o movimento das carretas diante do seu atelier, na esquina das Ruas Vigário José Inácio com a General Vitorino, no centro da Capital, o fotógrafo Luiz Terragno resolveu registrar esse momento de 1860. Ele foi um dos pioneiros nessa atividade em Porto Alegre e estabeleceu seu atelier colocando no prédio duas grandes placas onde não deixava dúvidas: L. Terragno Retratista. Quando nasceu, em Genova, na Itália, em 1831, foi batizado como Luigi Terragno e chegando ao Brasil, com idade em torno dos 20 anos, resolveu abrasileirar o nome. Aqui, fez trabalhos relevantes, como os registros da visita da família imperial que veio ao Rio Grande do Sul, em 1865, durante a Guerra do Paraguai. Por isso, Dom Pedro II incluiu seu nome na seleta lista de “fotógrafos da casa imperial”.

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Esquina da Rua Vigário José Inácio com a General Vitorino, em 1860

A Rua Vigário José Inácio só ganharia esse nome em 1877, com a morte do pároco da Igreja Nossa Senhora do Rosário. O templo (que aparece na foto antiga) foi erguido a partir de 1816, quando a rua era conhecida como Rua do Bandeira. Com a presença da nova igreja, a via passou a ser chamada de Rua do Rosário. Em 1951, a velha igreja foi demolida (uma pena!) para dar lugar a que está lá, embutida em meio aos edifícios, inaugurada em 1956. A rua General Vitorino também teve outras denominações como: Rua do Arco da Velha, Travessa da Prisão Militar, Rua da Alegria, Travessa de Baixo. Em 1870, ganhou o nome atual. Em 1869, o fotógrafo Luiz Terragno fundou a Loja Maçônica “Luz e Ordem”. Fico pensando o que ele acharia da caótica “desordem” urbana daquela mesma esquina nos dias de hoje.

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Esquina da Rua Vigário José Inácio com a General Vitorino nos dias de hoje

Comentários (2)

  • Marcelo Xavier diz: 24 de novembro de 2014

    Notem a quantidade de frades de pedra na cidade naquele tempo, tinha mais frade de pedra do que parquímetro hoje.

  • Marcelo Xavier diz: 24 de novembro de 2014

    Pela foto, acho que a maioria do transporte de carga puxado por animais usava essa trilha, que vinha da estrada do Moinho (a Independência) ou da Várzea (Redenção) e usava essa quebra do Alto da Caridade, descia a Vitorino e ia ate o cais pela Vigário, já que não havia outra alternativa de rota (provavelmente a rua da Praia era evitada, tanto por ser uma artéria principal quanto pelo declive acentuado do fim dela). Isso pode explicar o porquê da rua ter essa dentição de frades em sua extensão.

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