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A esquina da Catedral

30 de dezembro de 2014 1
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A esquina das ruas Duque de Caxias e Espírito Santo, em 1890

Na esquina onde atualmente se ergue, majestosa, a Catedral Metropolitana, existiu, no passado, a Capela da Irmandade do Divino Espírito Santo, e, ao seu lado, a antiga Igreja Matriz de Nossa Senhora da Madre de Deus. De autor ignorado, sabe-se que o projeto da igreja veio do Rio de Janeiro, em 1774.

As obras de construção começaram somente em 1779, e 15 anos depois, embora praticamente concluída, ainda faltavam as torres, que só seriam levantadas no início do século XIX. Em 1846, o Conde de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva, posteriormente Duque) foi quem, como Presidente da Província, mandou terminar a segunda torre, do lado esquerdo, rebocar externamente as paredes e recuperar o telhado do templo.

Segundo relatório dele próprio, a igreja estava “em grande estado de ruína e com aspecto indecente”. Em 1841, antes mesmo dessa reforma geral, já se cogitava a construção de uma nova matriz. Tanto é assim, que, nesse mesmo ano, a Irmandade do Santíssimo Sacramento se dirigiu à Câmara Municipal, ponderando a necessidade de uma Igreja Matriz maior e melhor. Mas foi em 1915 que o arcebispo dom João Becker iniciou estudos para a edificação de uma grande catedral.

Um concurso de projetos foi vencido pelo escultor e arquiteto espanhol, radicado em Porto Alegre, Jesus Maria Corona (pai de Fernando Corona, também escultor e arquiteto, autor de obras marcantes na cidade). Variadas resistências, inclusive da Escola de Engenharia, fizeram com que o pré-projeto de Jesus fosse abandonado.

O arcebispo, então, encomendou novo projeto ao arquiteto romano João Batista Giovenalle, autor de muitas igrejas italianas. Em maio de 1920, a capela-mor foi demolida e se iniciou a terraplanagem para as obras da cripta da nova Catedral. A cripta foi inaugurada em 1929 e, para lá, foram transferidos todos os ofícios religiosos, o que permitiu demolir a velha Matriz.

Transcorridos quase 20 anos, em 1948, finalmente, as celebrações religiosas puderam passar da cripta, com entrada pela Rua Espírito Santo, para a nave principal, com acesso pela Rua Duque de Caxias. Outros 20 anos de obrasse passaram para as torres da fachada e a cúpula ficarem prontas, o que aconteceu no início da década de 1970. A Catedral Metropolitana foi dada por concluída, e definitivamente consagrada, no dia 10 de agosto de 1986.

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A esquina das ruas Duque de Caxias e Espírito Santo, hoje em dia

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O projeto de Jesus, que venceu o concurso e acabou abandonado

Comentários (1)

  • Marcelo Xavier diz: 1 de janeiro de 2015

    Queria entender a alegação objetiva para a rejeição desse projeto. Pelo que vejo, não faria sentido um gótico flamboyant em plena década de 30…

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