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Ano novo, tempos modernos

31 de dezembro de 2014 0

Como disse Cazuza, no título da música, O Tempo não Para. E, se você está vivo, “…ainda estão rolando os dados”. Os tempos são sempre modernos e nós continuamos correndo atrás.

Difícil não fazer parte da máquina, como Chaplin (1889-1977), no filme de 1936. Tentando chegar lá, Harold Lloyd (1893-1971) acabou pendurado nos ponteiros do relógio. Não estancou as horas, mas segurou as pontas como pôde, diante da vida que seguia. No filme mudo O Homem Mosca (Safety Last!), de 1923, o personagem principal é um jovem duro que sai do interior (Lloyd), onde deixa a namorada (Mildred Davis), e vai para a cidade grande, em busca de oportunidades, dinheiro, para poder se casar.

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Empregado como balconista na loja de departamentos De Vore, ganha pouco, mas, à custa de trambiques, envia presentes e cartas para a amada dizendo que vai tudo bem, e cada vez melhor. Estimulada, a garota parte ao encontro dele. Enquanto isso, fugindo da polícia, um amigo do rapaz escala um prédio pelo lado externo.

Testemunha ocular do fato, diante da necessidade manifestada dias depois pelo patrão de incrementar as vendas, nosso herói bola uma ação de marketing (incluindo o amigo) que possa chamar a atenção da população para a casa comercial onde trabalha e busca ascender. Por circunstâncias da trama, a tarefa de escalada do edifício onde se localiza o magazine acaba sobrando para ele.

Se no poético da comédia, apesar da confusão e dos meios discutíveis, tudo acaba bem, com o casal unido, foi o trabalho duro, fora da ficção, que garantiu a Harold Lloyd o sucesso. Num tempo em que os atores raramente dispunham de dublês, Lloyd perdeu dois dedos durante a filmagem de uma cena de explosão.

Passou a usar uma luva cor da pele, daí em diante, para continuar trabalhando. Mas, como a vida não é feita só de agruras, em 1923, mesmo ano em que protagonizou O Homem Mosca, Harold Lloyd casou-se com a “mocinha” da fita, Mildred Davis, também na vida real. O tempo não para e, como na letra da música: “Eu vejo um museu de grandes novidades…”.

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