Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Narrativa histórica

09 de junho de 2015 0

imgter

Ontem à noite, a comunidade literária de Osório se reuniu para homenagear o escritor e ex-intendente municipal Fernandes Bastos. O encontro foi na Biblioteca Pública Municipal, que leva o seu nome. No dia 3 de agosto, comemoram-se os 130 anos de seu nascimento, ocorrido em Porto Alegre, em 1885.

Este ano também é marcado pelos 80 anos da publicação de Noite de Reis, sua obra mais conhecida, que ele classificou como “narrativa histórica” e que foi publicada pela antiga Livraria do Globo, em 1935. Fernandes Bastos foi intendente municipal em Osório, chamada, então, de Conceição do Arroio, em três oportunidades, entre 1912 e 1934. Mas a maior contribuição do porto-alegrense, que morreu na Capital em 22 de setembro de 1938, talvez tenha sido mesmo cultural.

imgter2

Intelectual, fluente em alemão e em francês, amante do teatro, do piano e do violino, além de administrador, Fernandes Bastos era um profundo conhecedor da história do Litoral. Como membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, ele publicou diversos estudos de importância histórica, como o Pequeno Dicionário Histórico e Geográfico do Município de Osório, ou obras sobre a colonização alemã no Rio Grande do Sul.

ter2

Alguns temas abordados por ele: a Colônia de Três Forquilhas, a fundação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Arroio, a Estrada da Laguna e ainda outros, como as obras Notas e Apontamentos, sobre a cultura da cana de açúcar em Conceição do Arroio; A Usina Santa Martha ou A Coberta d´alma.

Noite de Reis, que foi reeditada em 2007 pela Associação de Estudos Culturais de Osório, narra a história de Baiano Candinho, um desertor cearense da Guerra do Paraguai que se refugiou na colônia alemã de Três Forquilhas e foi morto numa emboscada em uma noite de Reis de 1898.

Colaborou Rodrigo Trespach

Envie seu Comentário