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A última grande enchente

13 de outubro de 2015 2

Nas primeiras horas da noite de quinta-feira, 21 de setembro de 1967, a chuva insistente que caía sobre Porto Alegre fez com que a cidade se transformasse na “triste Veneza gaúcha”. A comparação foi escolhida por Zero Hora para mostrar a gravidade da situação na capa da edição do dia seguinte, que trazia como manchete outra frase sintomática: “águas
vencem asfalto”.

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Por conta da terceira maior enchente de sua história (até ontem, era a segunda), a Capital viu o Centro Histórico, ainda sem a proteção do Muro da Mauá, invadido. Mauá, Sete de Setembro e Voluntários da Pátria foram tomadas pelas águas. Alguns armazéns do Cais do Porto foram evacuados. A cheia também chegou à Praia de Belas, que já não era praia, mas ficava mais próxima do Guaíba do que hoje – a Padre Cacique, cujos moradores tiveram as suas casas inundadas, era a via mais próxima do estuário naquela região.

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Sobrecarregada, a rede de esgotos lançava água sobre as ruas. O número de flagelados no Estado chegava a 75 mil, e 200 deles eram abrigados no antigo Parque do Menino Deus, ex-sede da Expointer e onde hoje funciona a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, na Avenida Getúlio Vargas. A capacidade do parque, cujos novos inquilinos receberam a visita do governador Peracchi Barcellos, estava esgotada, e já se projetava que novos desabrigados fossem recebidos no Teresópolis Tênis Clube.
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Muretas foram erguidas em frente aos prédios da Caixa Econômica Federal e da Secretaria da Fazenda, onde o poço do elevador foi inundado e o arquivo estava ameaçado. Na legenda de uma foto do Cais do Porto publicada por ZH, ficava evidente o temor: “O Guaíba cresce e ameaça repetir o drama de 1941”.
Durante o final de semana, porém, a situação melhorou. Na segunda-feira, dia 25, o jornal já fazia um balanço da tragédia em meio a relatos de rios que baixavam e revelavam a destruição nas cidades. O Estado começava a se recuperar do violento dilúvio, que só seria superado 48 anos depois.

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Acesse mais fotos da enchente através do link zhora.co/fotos1967.

Comentários (2)

  • Fernando Fraga dos Santos diz: 13 de outubro de 2015

    Eu vivi este ano de tragédia de nossa enchente de 1967. Eu morava na Rua João Alfredo esquina com trav, do Carmo, sei o que é isso. Pena que eu não tenho fotos daquela época, mas trago na lembrança o que foi. Espero que essas pessoas, que estão vivendo a mesma coisa que eu, não desistam nunca lutem pelos seus ideais, que conseguiram adquirir seus objetivos. Avante !

  • Fernando Fraga dos Santos diz: 13 de outubro de 2015

    Eu vivi este ano de tragédia de nossa enchente de 1967. Eu morava na Rua João Alfredo esquina com trav, do Carmo, sei o que é isso. Pena que eu não tenho fotos daquela época, mas trago na lembrança o que foi. Espero que essas pessoas, que estão vivendo a mesma coisa que eu, não desistam nunca lutem pelos seus ideais, que conseguiram adquirir seus objetivos. Avante !

    ME DESCULPE, MAS NUNCA ESCREVI PARA ESTA PAGINA, ESTA OCORRENDO UM ENGANO.

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