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Guardiã da livre expressão

19 de dezembro de 2015 0

“Aos dezenove dias do mês de dezembro de 1935…”. Com essas palavras, há exatos 80 anos, era lavrada a ata de fundação da Associação Riograndense de Imprensa (ARI). Nessa assembleia de jornalistas, o escritor Erico Verissimo, então na Revista do Globo, foi eleito com 88 dos 114 votos o primeiro presidente da entidade. Com oito décadas de existência, a ARI atravessou, sempre de forma independente, duas longas ditaduras – a do Estado Novo e a militar do golpe de 1964. Em ambas, nunca deixou de tomar posição em defesa da liberdade de expressão como um todo, bem como em defesa dos profissionais que tiveram sua atividade cerceada, sendo muitos deles presos.

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Em comemoração ao aniversário, está sendo lançado o livro Oitenta Anos de História da Associação Riograndense de Imprensa, de autoria do colega Antônio Goulart (entre outras coisas,  o primeiro titular desta coluna), que fez belo trabalho de pesquisa para poder contar a trajetória da ARI. Goulart relembra a época em que surgiu a Associação, um mês depois da Intentona Comunista e no ano em que o Rio Grande comemorou, com uma grande exposição na Redenção, o Centenário Farroupilha.

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O autor relata como era a cidade e nos traz de volta grandes figuras, como o jornalista Alberto André, que, reeleito 16 vezes, presidiu a ARI por 34 anos. Hoje, o oitavo andar da Casa do Jornalista estará repleto e festivo. Às 11h, haverá uma homenagem ao jornalista João Aveline. O atual presidente da ARI, João Batista de Melo Filho, vai receber, em nome de todos os jornalistas gaúchos, os cumprimentos pela passagem da data.

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