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Um outro Natal foi possível

24 de dezembro de 2015 0

Em pleno clima de festejos natalinos, cabe recordar os resultados de muitos anos de pesquisas do folclorista J. C. Paixão Côrtes para lembrarmos que, aqui no Rio Grande do Sul, nem sempre o Natal foi comemorado da forma como é celebrado atualmente. No passado, especialmente no interior do Estado, eram os ternos de reis que assinalavam a passagem da data. Talvez hoje seja difícil imaginar um Natal sem a tradicional árvore com bolinhas coloridas e sem a figura gorducha do Papai Noel.

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Especialmente com a chegada dos colonos alemães e italianos (entre outros), os costumes e o comportamento, antes predominantemente de matriz lusa (açoriana), foi se alterando, se internacionalizando e perdendo suas raízes. Segundo o trabalho de Paixão Côrtes sobre o Natal pampiano, Tirando Reses, as primeiras referências às árvores de Natal são de 1648, em Estrasburgo, na fronteira da França com a Alemanha.

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Já as “solenidades presenteiras” estão relacionadas a São Nicolau (ou o bondoso Santa Claus), mas a imagem que temos, hoje em dia, do Papai Noel foi criada pelo desenhista Thomas Nast, para a edição de 1º de janeiro de 1863 da revista Harper’s Weekly. Ela seria baseada no poema Uma Visita de São Nicolau, de 1822, que o professor de Nova York Clemente Clark Moore escreveu para os seus seis filhos. Na região rural campestre do RS e mesmo em cidades maiores, a figura caricata e profana do Papai Noel não era conhecida até 1914.

A Cantiga de Reses (Ternos de Reis) é comemorativa à visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Coisa de “gente simples e boa que não precisava apelar para nada mais que seus sentimentos cristãos”. Um Natal não sedento de grandes lucros, menos mercantilizado e que comemorava o nascimento de Cristo diante de um presépio com cânticos fundamentados em mensagens de um cristianismo puro e singelo, anunciando a chegada dos Reis Magos.

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