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Elígio Parise

28 de dezembro de 2015 0

Quando, ao longo da vida, alguém se propõe a cumprir uma missão e consegue, seu esforço é reconhecido pela família e, mais, por toda a sua comunidade, essa trajetória contraria a máxima de que “toda existência é um fracasso”. Claro, a morte é inexorável e, portanto, já nascemos fadados ao fracasso. Mas não devemos esquecer de que existem guerreiros que, com abnegação e entusiasmo, desempenham tarefas, às vezes as mais singelas, e, com isso, marcam a sua passagem justificando seu nascimento. Entre tantas, uma dessas pessoas foi o fotógrafo Elígio Parise (1931-2013), de Veranópolis.

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Dos seus 82 anos, mais de 60 foram dedicados a registrar os acontecimentos à sua volta com uma câmera fotográfica. O acervo construído por Elígio, composto por mais de 650 mil negativos, sendo que, destes, 178 em chapas de vidro, 1,2 mil em diapositivos (slides) e cerca de 13 mil cópias, além da coleção de câmeras (de madeira, em grande formato até outras de 35mm), depois de um longo processo, comandado pela agitadora cultural Maria Salete Martinelli, acabou sendo incorporado ao patrimônio municipal por decisão da Câmara de Vereadores, em julho de 2013. Decisão exemplar, que preserva a memória da cidade e dos seus cidadãos.

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Elígio, de forma disciplinada, arquivava sua produção em caixas identificadas por 25 temas, como casamentos, batizados, aniversários, funerais, acidentes, homicídios, festas religiosas, ordenações sacerdotais etc. Posteriormente, o material foi reclassificado em outros 50 assuntos, como construção da ponte sobre o Rio das Antas, caminhões, ônibus e carros antigos, acidentes de trânsito, temporais, vendavais e chuvas, Sociedade Alfredo Chavense, trabalho e costumes dos descendentes de imigrantes, pontos turísticos, formaturas, vistas da cidade, conjuntos e bandas musicais e por aí vai. Em vida, Elígio recebeu diversas homenagens.

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Em maio de 2013, na 8ª Semana do Museu, foi reconhecido como “testemunha e responsável pelo registro da história”, teve exibição o filme Memórias em Sal de Prata, de José Camilo da Silva (Bocca), e até uma peça de teatro do Grupo Tubo de Ensaio, sobre a sua vida. Neste ano que está terminando,  foi lançado o livro Elígio Parise – Vida, Paixão e Arte pela Fotografia, de Antônio Frizon. Todas, iniciativas que fazem jus  ao seu legado.

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