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Passo Fundo era assim

30 de dezembro de 2015 0

pgquarta

A foto acima, provavelmente feita entre as décadas de 1930 e 1940, mostra o trecho da Avenida Brasil, no centro de Passo Fundo, junto à antiga “calçada alta”, em frente ao conjunto (ainda preservado) dos prédios da prefeitura, do teatro e do Clube Republicano (hoje Academia de Letras, entre as atuais Ruas Teixeira Soares e 7 de Setembro), por onde passava a via férrea. A primeira casa foi construída por Eduardo Manoel de Arauto, neto do patriarca Adão Schell, comprada em 1955 para ser a primeira sede da Faculdade de Direito.

A segunda, edificada pela família Annes, foi adquirida por Astrogildo de Azevedo, em 1954, junto a João Evaldo Tomé. Ali, residiu a família dele e funcionou o Cartório do Registro Especial até o ano de 1975. A terceira, de esquina, é a casa onde viveu a família do madeireiro Isaac Birman, cujos sucessores transferiram-se para Porto Alegre e para o Rio de Janeiro, dedicando-se a atividades no setor financeiro (Banco Crefisul e outros) e no ramo farmacêutico.

Do outro lado da Rua 15 de Novembro, vê-se o palacete construído por Gabriel Bastos, prócer do Partido Republicano que já vivia em Passo Fundo em 1888, onde foi líder do movimento abolicionista, vereador, intendente, empresário – fundador da Associação Comercial –, respeitado intelectual, poeta e também fundador da atual Academia de Letras. Em seguida, vê-se o palacete que teria sido de Atanagildo Rodrigues e, por fim, o prédio do antigo Hotel Internacional, ao lado do qual estava situada a plataforma de desembarque dos trens que vinham de Santa Maria, Cruz Alta e da fronteira.

Desses prédios, construídos entre o fim do século 19 e o princípio do século 20, dotados de inigualável bom gosto e beleza arquitetônica, não resta mais nenhum, para desgosto dos saudosistas, que prefeririam preservar a história e a tradição. A fotografia foi tomada durante um acontecimento cívico e nela se veem, à frente, um grupo de alunos de enfermagem, provavelmente da escola do antigo Hospital de Caridade (hoje Hospital da Cidade), e a tradicional “briosa” – banda do glorioso 3º Regimento de Cavalaria da Brigada Militar.

Colaborou: Luiz Juarez Nogueira de Azevedo, Oficial do Registro de Imóveis.

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