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Os felizes anos velhos

31 de dezembro de 2015 0

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Se você prestar atenção na fotografia, verá que, diante das prateleiras com garrafas, estende-se uma linha onde está pendurada a frase “Feliz Ano- Novo”. É disso que se trata. Para almejar um feliz 2016 aos seus leitores, o Almanaque Gaúcho lança mão dessa foto feita no início dos anos 1960, no Bar Chopp Luiz Alberto. Esse lugar foi um clássico da categoria, entre 1951 e 1985, na Capital. Estava localizado no número 740 da Avenida Cristóvão Colombo, próximo ao Cine Theatro Ypiranga, que funcionou a partir de 1928 no número 772 daquela avenida.

Aliás, esse senhor alto e calvo, diante do balcão, é o seu Dante, proprietário do cinema. Atrás do balcão, na frente dele, está o dono do bar, Pedro Aloísio Knapp (1921-2004). Knapp iniciou profissionalmente trabalhando no Bar Moinhos de Vento, na Praça Júlio de Castilhos, onde aprendeu os mistérios do ofício e a fazer sorvete. No início da década de 1950, com o apoio da sua mulher, dona Iria, e de um sócio (que só ficou na parceria por dois anos), Knapp abriu o Luiz Alberto. O “Luiz” veio de Aloísio, e “Alberto” era o nome do sócio.

O casal Aloísio e Iria também contou com o apoio de uma irmã dele, chamada Marichen. Ela, usando o pão de centeio da Padaria Waedmann, situada ali perto, produzia um sanduíche aberto que quem comeu nunca esqueceu. O aroma da fermentação do chope, vindo com os vapores da fábrica da Brahma, inundava toda a região e se misturava ao agradável cheiro das batatas fritas, das saborosas empadas e dos bolinhos de bacalhau.

A grande e fiel clientela ia da garota Alice (Urbin) e do jovem Nilton Nicola até gente como o artista Xico Stockinger (eles eram vizinhos, na Rua Pelotas). Jornalistas, como Carlos Nobre e outros, também eram frequentadores assíduos, assim como os irmãos Fernando e Germano Bonow. Nas sete mesas de granito do bar ou nas 12 do salão dos fundos, por quase 35 anos, entre copos suados e “bolachas” de papelão, celebraram-se a amizade e a alegria. Lá, desfrutamos dos prazeres do paladar e da convivência. Velhos e bons tempos!

Colaborou Inácio Roberto Knapp

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