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Onde começou o Brique da Redenção

19 de janeiro de 2016 1

Antes de chegar ao local que todo porto-alegrense conhece, há 38 anos, e de assumir sua identidade definitiva, o Brique da Redenção já existia, em formato miniatura e sem nome, na Praça da Alfândega, no centro histórico da Capital. Ali, todos os domingos, desde o início da década de 1960, um grupo de filatelistas e numismatas costumava reunir-se para, em pequenas bancadas móveis, comercializar selos, cédulas e moedas.

Esse foi o embrião da exposição dominical de antiguidades que passou a funcionar ao longo da Avenida José Bonifácio.
Entre as duas dezenas de expositores da época da praça, alguns nomes são lembrados, como os de Felisberto Sanguinetti, Antônio Faccina, general Messias, coronel Amílcar, João Moacir Lima e o menino José Alberto Junges, que, aos 10 anos de idade, já comercializava os seus selinhos. Foi deles que partiu a ideia de buscar um novo espaço.
Na administração do prefeito Guilherme Socias Villela, no final da década de 1970, a iniciativa começou a amadurecer, já como projeto de uma feira de antiguidades, em local adequado e com características próprias. A Câmara Municipal aderiu e organizou uma comissão que, chefiada pelo vereador Reginaldo Pujol, viajou a Montevidéu para observar a conhecida Feira Tristan Navarro.

Em 1978, foi inaugurado o atual Brique da Redenção, com cerca de 15 expositores. Hoje, esse número aproxima-se dos 80. Em 1983, uma nova lei instituiu no mesmo local a Feira de Artesanato Bom Fim. Nos seus 38 anos de existência, figurando como um dos pontos turísticos da cidade, o Brique recebeu uma única homenagem do poder público, como frisa um dos seus mais antigos expositores, João Moacir Lima, organizador das festividades dos 30 anos da feira, em 2008, quando foi cunhada em bronze uma medalha comemorativa. Estiveram presentes à cerimônia, entre outras autoridades, o prefeito de então, José Fogaça, o ex-prefeito Villela e o vereador Pujol.

* Texto produzido pelo colunista interino, Antônio Goulart, pois Ricardo Chaves está em férias.

Comentários (1)

  • JorgeAltieri diz: 19 de janeiro de 2016

    Apenas uma pequena correção . O nome do meu tio filatelista e que sempre estava lá é Antonio Fassina e não Faccina.
    Obrigado

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