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Um pouco da história do Rodeio de Vacaria

21 de janeiro de 2016 0

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Está sendo aberto hoje o 31º Rodeio Internacional de Vacaria, que terá duração inédita de 11 dias, muito diferente do que aconteceu, há 58 anos, na primeira edição, quando as festividades não passaram de um dia. Um dos idealizadores do evento, e na época patrão do CTG Porteira do Rio Grande, Getúlio Marcantonio, que viria a ser deputado e secretário de Estado, em seu livro Vacaria dos Rodeios conta que, em 1958, a situação era tão precária, que os próprios organizadores tiveram de preparar a cancha das competições campeiras, arrancando à mão as macegas que infestavam o terreno.

Aquele rodeio foi também o primeiro realizado no Rio Grande do Sul. As competições não tiveram mais do que 33 participantes, representando, além do município sede, apenas outros dois vizinhos: Bom Jesus e Lagoa Vermelha. Para o churrasco aos visitantes, um abatedouro local forneceu a carne de duas reses. Hoje, o consumo chega a toneladas.
Em 1959, o II Rodeio ganhou foro estadual, com a adesão de novos municípios, como Porto Alegre, Caxias do Sul e Soledade. Teve a duração de dois dias. A principal atração foi a presença de Wenceslau Ferreira Filho (o Lalau), o ginete mais conhecido da região, à frente do desfile de abertura. Ele havia representado o Brasil num rodeio em Houston (EUA), levado pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand.

Até 1960, a promoção foi realizada anualmente. Dali para a frente, passou a ser de dois em dois anos, antecedendo um outro importante evento turístico no Estado, que é a Festa da Uva, em Caxias do Sul. A partir do V Rodeio, em 1964, os vacarianos ampliaram seus horizontes, dando caráter internacional ao evento, pois passaram a atrair representantes dos países do sul do continente e até cowboys dos Estados Unidos, que passaram a disputar provas com nossos laçadores e domadores, ganhando inclusive muitos troféus. O Rodeio Internacional de Vacaria figura atualmente como a mais importante promoção turística do gênero no Brasil, atraindo milhares de visitantes de todo o país e do Exterior.

A lenda da chuva

Não se sabe bem até que ponto esta história corresponde à realidade. Conta-se em Vacaria que, em 1964, na época do Rodeio, uma cigana teria pedido um copo d´água ao patrão do CTG, Wenceslau Ferreira Filho, e este, ocupado com outras coisas, negou. A mulher, então, teria rogado uma praga dizendo que iria chover durante todas as festas.
Parece que a maldição pegou, com a chuva repetindo-se todos os anos. Até que, em 2010, o patrão Luís Scholl, ao ser abordado também por uma cigana que lhe propôs “ver a sorte”, em troca de dinheiro, ofereceu 10 reais, contanto que ela bebesse um copo d´água. Sem desconfiar de nada, a sugestão foi aceita. O patrão acha que a maldição foi quebrada. Naquela vez, só choveu no último dia do evento, e nos anos seguintes o tempo passou a melhorar.

* Texto produzido pelo colunista interino, Antônio Goulart, pois Ricardo Chaves está em férias

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