Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

GRUPO QUIXOTE - O agitador cultural dos anos 1950

22 de janeiro de 2016 1

DSC01231

Este 2016 assinala os 70 anos daquele que se constituiu, sem dúvida, no mais atuante e influente movimento intelectual no Estado, na segunda metade do século passado. O Grupo Quixote funcionou, durante pelo menos duas décadas, como um autêntico agitador cultural no meio porto-alegrense.

O marco inicial foi a Faculdade de Direito da UFRGS, em 1946, tendo como congregadores duas figuras que vieram a se notabilizar nos meios jurídicos, Raymundo Faoro e Wilson Chagas. Adotando como lema uma frase do espanhol Miguel de Unamuno – “Vamos fazer uma barbaridade” –, que parecia provocadora na época, o grupo foi recebendo a adesão de mais gente, como Fernando Jorge Schneider, Paulo Hecker Filho, Heitor Saldanha, Vicente Moliterno e Sílvio Duncan.

DSC01233

Já na década de 1950, os bravos poetas formalizaram, no Cartório de Registros Especiais, a Associação Cultural Quixote, que teve a adesão de novos seguidores: Fernando Castro, Pedro Geraldo Escosteguy, Walmor Marcelino, Manoel Walter e Luiz Carlos Maciel. As reuniões da turma eram feitas no bar Hubertus, no centro da cidade. Foi a segunda fase do grupo e a mais produtiva, com a realização de inúmeras exposições, publicações de livros, antologias e revistas.

Em 1958, o Quixote promoveu seu mais ambicioso evento, o I Festival Brasileiro de Poesia, nas dependências da reitoria da UFRGS, com a participação de estudantes e a presença dos principais nomes da intelectualidade do centro do país. O grupo, depois, com a dispersão e a morte de alguns de seus membros, desestruturou-se, para voltar a ser reativado em 1984, sem vários dos primeiros integrantes, mas com a chegada de novos, como Haroldo Ferreira, Francisco Settineri, Nestor Omar del Pino (chileno), Vitor Biasoli, Jaime Cimenti e Paulo Fabris, com reuniões semanais em outro local, o restaurante Hereford. Foi a terceira e última fase do Grupo Quixote.

* Texto produzido pelo colunista interino, Antônio Goulart, pois Ricardo Chaves está em férias

Comentários (1)

  • nadir cibelli de castro diz: 22 de janeiro de 2016

    Os poetas são celebrados com a homenagem do Almanaque da Zero Hora, trazendo o Grupo Quixote para os nossos dias

Envie seu Comentário