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Gaúchos pioneiros no DF

23 de abril de 2016 0

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Às 9h30min do dia 21 de abril de 1960, no Salão de Despachos do Palácio do Planalto, JK disse estas palavras curtas: “Declaro inaugurada a cidade de Brasília, capital dos Estados Unidos do Brasil!”. No mesmo instante… o jovem Distrito Federal nasceu, num dia de sol forte e céu azul…” (Revista O Cruzeiro de 7 de maio de 1960). Alguns anos antes, em 1958, o repórter Otto Schneider e o fotógrafo Wilson Lopes desembarcaram na futura capital para fazer uma reportagem para a edição 723 da Revista do Globo, intitulada “Gaúchos ajudam a fazer Brasília”.

No relato, os jornalistas dizem que não encontraram uma, mas sim duas cidades: uma, o Núcleo Bandeirante, o faroeste caboclo que abrigou gente de todo lado que chegou para trabalhar duro e sonhar alto. Outra, o plano-piloto, um canteiro de obras modernas onde se construía o futuro do país. Na poeira do Cerrado, Otto encontrou Julio Lopes Lairihoy e Armando Telli. Julio foi conhecer o que estava acontecendo no Planalto Central estimulado por Armando.

Viu, voltou a Porto Alegre, pediu demissão do cargo que ocupava na Importadora Americana e embarcou na aventura. Montou a Churrascaria Presidente e logo depois um hotel com 26 quartos, tudo de madeira e lotado o tempo inteiro. Trabalhava como louco, dormia atrás do balcão, mas estava ganhando muito dinheiro. Então, naquele fim de mundo, já existiam nove bancos funcionando e pousavam 110 aviões por semana. Armando lá chegou com a curiosidade de turista. Deixou Bento Gonçalves e, depois de passar por Londrina, resolveu que ser pioneiro em Brasília seria melhor ainda.

Adquiriu um lote, emprestou o Jeep para ser usado como táxi e voltou ao Sul para preparar a mudança definitiva para Brasília. Assim que chegou, montou a Casa dos Vinhos. Quando foi entrevistado, disse que vendia, por mês, 15 mil litros de vinho em barril. “A vida aqui é demais vibrante, dinâmica e as perspectivas são mais vastas”, revelou. Com mais dois sócios, abriu uma empresa de material de construção. “Tanto acredito, que aqui é onde quero me radicar”, disse o gaúcho. No rodapé das notas fiscais da Churrascaria Presidente, vinha impressa a seguinte frase: “Para os céticos, para os apoucados, para os vencidos, para os descrentes do destino da Pátria, uma grandiosa e esplêndida realidade – BRASÍLIA”.

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