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Voz do bairro

27 de maio de 2016 0
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A fachada da Cantina Roma, na Rua Comendador Coruja

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Oscar e Iole com os filhos, Ferdinando e Nádia, da família Melloni

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Litério Martelli e Luciana, da família Martelli

No início dos anos 1990, o bairro Floresta teve um periódico que todas as regiões que possuem a sua própria identidade mereceriam ter.
O Cristóvão, alusão à principal artéria que corta aquela área da Capital, foi um jornal preocupado em resgatar a memória e refletir os inúmeros acontecimentos que envolviam os moradores da vizinhança. Durou menos do que seria desejável, mas o modesto jornal cumpriu a missão a que se propunha. Ele fez parte de uma época em que a Associação dos Amigos da Avenida Cristóvão Colombo foi especialmente atuante e muito pôde contribuir contando boas histórias. Uma delas revelou a trajetória das duas famílias que foram as responsáveis por um dos mais famosos restaurantes da cidade ao longo de anos, a Cantina Roma. A reportagem foi feita por Maria Cristina Martelli, jornalista e filha de um dos garçons mais antigos da casa, que ficava localizada na Rua Comendador Coruja, 420.

O italiano Litério Martelli e sua mulher, Luciana, pais de Gianfranco e Guido, e Oscar Melloni e sua mulher, Iole, pais de Ferdinando e Nádia, comandaram a cantina com grande sucesso. De Juscelino Kubitschek a Leonel Brizola, de Carlos Nobre a dom Ivo Lorscheiter, passando por Tarcísio Meira e Glória Menezes, as mais expressivas personalidades da cultura, da política e do empresariado frequentaram o lugar. Para se ter uma ideia, aos domingos, chegavam a servir 400 pratos de lasanha, uma das preciosidades gastronômicas ali produzidas. Forneciam também uma centena de viandas por dia. A Cantina Roma abriu em 1956 e funcionou até o começo dos anos 1990. Nos últimos tempos, já sem a presença dos seus fundadores. O tempo vira as páginas da história, mas, quando se tem um registro como aqueles feitos por O Cristóvão, nada se extravia… e nem se esquece.

Colaborou Inácio Roberto Knapp

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