Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Um nome para marcar dois séculos

31 de maio de 2016 1

Ruy Lopes nasceu em Cruzeiro do Sul, em 13 de outubro de 1915, filho de Adelino e Anita Lopes da Silva. Ao morrer, em 1998, deixou a viúva, Ruth, os filhos, Rogério, Roque, Regina, Ruy Filho e Rejane, 18 netos e 25 bisnetos. O nome Ruy Lopes foi dado, em 1946, a um dos filhos: Ruy Lopes Filho, que, em 1974, batizou o Ruy Lopes Neto. Agora, no dia 8 de abril, alguns meses após a comemoração do centenário de nascimento do patriarca, o “velho” Ruy Lopes, foi registrado, para honra de toda a família, o herdeiro da quarta geração, Ruy Lopes Bisneto.

Com o pai Adelino, Ruy Lopes administrou a indústria de erva-mate Célia, fundada pelo avô Alfredo Lopes da Silva. Como presidente da Força e Luz, de Lajeado, estendeu a rede elétrica até Cruzeiro do Sul, logo após o fim da II Guerra Mundial, iniciativa importante para o progresso da “vila”. Lá, liderou a construção do hospital, da praça matriz e do campo de futebol. Residiu em Cruzeiro do Sul até 1961, tendo participado da comissão pró-emancipação como líder e presidente do Partido Libertador.

cavalo

Foi sócio-fundador e presidente do conselho da Rádio Independente. Tradicionalista, fundou e foi o primeiro patrão do CTG Bento Gonçalves, fazendo parte da patronagem por muitos anos. Capatazeou cavalgadas históricas do “Bento” para Caxias do Sul (em 1958), para Cachoeira e para Farroupilha. No futebol, foi adepto do Lajeadense e cônsul do Grêmio por 40 anos. Mudou-se para Lajeado como representante da Cervejaria Polar e da DKW-Vemag. Integrou-se na cidade e, em 1963, elegeu-se vereador pelo PL.

Foi presidente da Câmara de Vereadores, de 1963 a 1967, época em que o mandato não era remunerado. Em 1965, quando o Legislativo passou a receber, renunciou ao valor em benefício da Sociedade de Amparo à Infância e Adolescência. Em 1967 e 1968, foi presidente da Acil. Liderou com o prefeito Dalton Stumph movimento pró-instalação dos telefones automáticos.

2

Fez parte ativa da comissão pró-ensino universitário, hoje a Univates. Em 1968, foi candidato a prefeito pela Arena e, mesmo tendo sido o mais votado, perdeu a eleição para o MDB com a soma das sublegendas. Cristão, também dedicou-se à evangelização. Muito trabalhou pela Paróquia Santo Inácio, colaborando com campanhas comunitárias e assistenciais. Incentivou a construção do Centro Region al de Tratamento e Recuperação do Alcoolismo. O que Ruy Lopes mais fez na vida foi cultivar a amizade. Seu nome, admiradores e amigos foram a grande herança que deixou para a família.

Colaborou Roque Lopes

Comentários (1)

  • Roque Mauro Eckert diz: 2 de junho de 2016

    Grande Perúúú!
    Li o lindo texto sobre o “velho caudilho” teu pai em ZH de anteontem e tentei te localizar, nem que só para um rápido papinho. Para matarmos a saudade dos tempos de viagem conjunta, de Cruzeiro do Sul para o Colégio São José, e das peladas com bolinha de borracha que disputávamos no pátio. Claro que só durante o recreio e antes do Viva Cristo do Irmão Silvério José, como bons Filhos de Maria, rsrs. Putz, éramos tão felizes e não sabíamos, hein? Hehe!
    Em caso de retorno teu, depois adiciono telefones para eventual encontro, que penso fazermos em POA a qualquer hora dessas, juntamente com outras feras da época (Flávio Ruwer,…).
    Saudoso abraço!

Envie seu Comentário