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As três Graças

18 de junho de 2016 0

Na última terça-feira, recordamos os primórdios da Rua da Praia, em que, por volta de 1785, as casas ainda eram cobertas por capim.
É legal registrar que o trecho que levava o nome de Rua da Praia ia desde a ponta da península, (onde está a Usina do Gasômetro) até a Rua do Ouvidor (atual Rua General Câmara ou Rua da Ladeira). Dali até a subida (próximo da Santa Casa de Misericórdia), pelo menos até o final da Revolução Farroupilha, o nome era Rua da Graça. Logo depois disso, toda a via passou a ser chamada de Rua da Praia.A designação atual, Rua dos Andradas, só viria em 1865.

As três fotos que publicamos hoje mostram o logradouro mais importante da cidade em três épocas distintas: em 1890 (primeira imagem), numa foto de Virgílio Calegari, nos anos finais da primeira década do século 20 e atualmente (segunda imagem).

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Na primeira imagem, notam-se o calçamento irregular, com a pista abaulada e sarjetas junto aos passeios, o casario baixo, com uma maioria de prédios térreos com fachadas de porta e janelas, a presença de carroças e animais, uma ou outra pessoa e a ausência de postes.

É curioso observar que, na foto original, pode-se ler, no cartaz colado na parede e sob as placas, a programação do Theatro São Pedro, inaugurado em 1858. Na segunda cena, as alterações que mais se destacam são: um maior número de sobrados com dois ou três andares, os trilhos e bondes elétricos, muitos fios e postes e a rua, com alguns pedestres, mas ainda sem nenhum automóvel.

A terceira fotografia, bem… essa é só chegar no topo da lomba da Rua da Praia e olhar para trás. Você vai ver asfalto, tampas de bueiros, a verticalização da arquitetura, a publicidade na fachada das casas comerciais, bastante gente, veículos lotação e muitos carros estacionados. Não sei por qual motivo os nossos antepassados chamaram de Graça a principal rua da aldeia.

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Na mitologia grega, As Três Graças (do nosso título) são as deusas da Concórdia, Banquete e Prosperidade. Se substituirmos concórdia por convivência, o banquete pelo café e considerarmos o comércio como um indício de prosperidade, quem sabe a nossa Rua dos Andradas justifique ter, um dia, caído definitivamente nas graças da população da Capital.

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