Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

O poeta barrense

19 de julho de 2016 0

19072016

Como diz Ana Maria Wurdig Ribeiro, “é fácil e mágico ser filha de um poeta, o difícil é preservar a memória de seus versos como era o seu desejo”. Por isso, no próximo sábado, dia 23 de julho, no Clube 7 de Setembro, em Barra do Ribeiro, a partir das 20h30min, haverá um evento (in memoriam) em comemoração aos cem anos do poeta. Na oportunidade, será lançado um DVD com poesias lidas por várias pessoas da comunidade, fotos, músicas feitas a partir de seus versos e documentos pessoais. Durante o ato, haverá apresentações de artistas barrenses e a renda será em benefício da Apae de Barra do Ribeiro.

Waldy Ribeiro Wurdig nasceu no bairro de Três Vendas, em Barra do Ribeiro, em 16 de julho de 1916. Desde a infância, manifestou gosto pelo ofício de escrever, tanto que, aos 15 anos, já escrevia contos infantis que eram publicados, na época, no Diário de Notícias. Apesar de ter estudado somente até a quarta série primária, Waldy sempre cultivou o gosto pela leitura, além, é claro, de amar sua terra natal como poucos o fizeram. Trabalhou como escrivão no cartório de registros civis, foi um cidadão respeitado, honesto e batalhador pelo progresso de sua cidade. Junto com amigos, lutou pela emancipação do município e foi seu primeiro prefeito, ganhando a eleição por um voto apenas, fato que foi notícia nos jornais de então.

Waldy sempre foi poeta, poeta na forma de escrever, na forma de falar e na forma de viver o amor e a vida. Publicou dois livros, O rio dos meus cantares e Floração de inverno, em que fala das suas maiores paixões: a natureza, sua cidade e sua esposa, Maria de Lourdes Nogueira Wurdig. Waldy e Maria foram casados durante 56 anos. Em setembro de 2001, sua companheira resolveu partir. O poeta, então, quase se calou. A tristeza tomou conta de seu poetar e, em dezembro do mesmo ano, foi encontrar-se com seu amor. Existem inúmeras poesias de Waldy, publicadas ou não, cada qual com sua beleza relacionada ao tema ou à época em que foram escritas, porém a que mais emociona entre todas é aquela escrita para sua musa e amor e que enfeita a lápide de sua última morada junto a ela. Contatos com Ana Maria, pelo telefone (51) 9916-1563.

Colaborou Jeferson Schimitt

 

Envie seu Comentário