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Germanidade no RS

29 de julho de 2016 0

Durante toda esta semana, lembramos a presença alemã em nosso Estado. Primeiro, com um raro livro de 1924; depois, com o trabalho do professor Jean Roche sobre a colonização; na quarta-feira, com a nota sobre o coral da Igreja São José (Wohlklang Sankt Josef Kirche), e ontem com o Colégio São José de São Leopoldo. Recebemos manifestações simpáticas, como a do professor Alfredo Epitasio Kramer, de Campina das Missões, que nos enviou uma reprodução da bela capa da obra Hundert Jahre Deutschtum in Rio Grande do Sul, que ele encontrou no Arquivo Histórico, aqui da Capital. Como o exemplar ao qual tivemos acesso foi encadernado sem incluir a capa, foi a colaboração que nos permitiu conhecê-la.
Nosso leitor professor Raphael Copstein também fez referência ao mesmo livro, alertando-nos de que “há, desde 1999, uma tradução do ‘Hundert Jahre…’”, feita pelo meu amigo e colega Arthur Blásio Rambo, publicada pela Editora Unisinos, com o título de Cem anos de germanidade no Rio Grande do Sul.

00bc5b78Monumento a Otto Von Bismarck, que desapareceu e nunca foi  localizado

Ele disse ainda: “Além de integrar o corpo docente da UFRGS e da PUCRS como mestre em Literatura Francesa, o professor Jean Roche atuou no curso de Geografia e História da primeira. Posteriormente, ele foi homenageado pela UFRGS e pelo Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul”.
Com a chegada dos colonos, o comportamento dos gaúchos foi tão influenciado, que até alguns escravos negros passaram a falar alemão. Mais tarde, com as guerras mundiais, especialmente durante a II, as relações com os descendentes germânicos azedaram. Clubes esportivos tiveram seus nomes nacionalizados, casas comerciais de imigrantes foram depredadas e manifestações antialemães foram frequentes.
Antes disso, havia muita demonstração de orgulho pelas origens. Por ocasião da celebração do nascimento de Otto Von Bismarck (1815-1898), foi realizada grande festividade em homenagem ao Chanceler de Ferro. A imprensa registrou: “Por iniciativa do Tiro Alemão, foi comemorada anteontem, na sede dessa sociedade, pela colônia alemã aqui domiciliada, a passagem do primeiro centenário do nascimento de Bismarck. [...] Encaminharam-se, em demanda da sede do Tiro Alemão, onde está erigido um busto do Chanceler de Ferro, [...] as sociedades germânicas Turner Bund, Germânia, Glemelvitaiger, Schützenverein, Einnache, Quartel 1887, Sängerriege, Harmonia e Leopoldina. Ali chegadas, junto ao monumento de Bismarck, e depois de terem as bandas de música executado marchas festivas, falou o Barão Von Stein, cônsul alemão, que terminou o seu discurso saudando o imperador Guilherme II. Finda que foi a saudação do Barão Von Stein, as sociedades reunidas cantaram o Ein Mann, ein Wort. [...]. Por toda a assistência foi cantado, então, o hino alemão Deutschland, Deutschland über alles. Em seguida, as sociedades ali presentes colocaram coroas de louro no monumento de Bismarck, sendo estas em número superior a 76. A comemoração cívica terminou com o canto Flamme Empor, executado por toda a assistência”.
Com a eclosão da II Guerra esse monumento, que ficava nas imediações de onde, hoje, está a Sociedade dos Caixeiros Viajantes, desapareceu. Teria sido enterrado e nunca mais descoberto.

Fonte: trabalhos acadêmicos de Stefan Chamorro Bonow e Janice Zarpellon Mazo

 

00bc5b77Capa do livro Hundert Jahre Deutschtum in Rio Grande do Sul 

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