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Resultados da pesquisa por "paulo autran"

Frase do dia: Paulo Autran

07 de setembro de 2012 1

Foto: Dulce Helfer, BD, 24/6/2006

Paulo Autran (1922 – 2007) viveu uma situação parecida com a de muitos grandes atores e atrizes brasileiros: ficou famoso por suas atuações na televisão quando já tinha trajetória consagrada em cinema e, especialmente teatro. Pois esse carioca que viveu a maior parte de seus 85 anos em São Paulo é nada menos que um dos símbolos do teatro brasileiro – um dos atores mais completos e talentosos do país, cujo nascimento completa 90 anos neste 7 de setembro.

Entre as décadas de 1940 e 2000, Autran participou de dezenas de peças, muitas delas textos clássicos de Shakespeare (A Tempestade, Rei Lear), Brecht (A Vida de Galileu) e Molière (O Burguês Fidalgo), para citar apenas alguns autores e espetáculos. No cinema, colaborou em produções como É Proibido Beijar (1954) e Terra em Transe (1967).

Na TV, Autran protagonizou, ao lado de Fernanda Montenegro, uma das cenas mais hilárias da história das novelas, em Guerra dos Sexos (exibida entre junho de 1983 e janeiro de 1984). Confira:

Com toda a experiência em palcos e estúdios, Autran resumiu assim seu métier: “A arte do ator no teatro é a arte do ator. Cinema é a arte do diretor, e televisão é a arte do anunciante”, frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira.

Censura no teatro

20 de fevereiro de 2015 0

Alguns dedos da mão forte do regime militar em Porto Alegre se abateram sobre o Teatro Leopoldina, de uma vastidão de 1.230 lugares no número 925 da então fulgurante Avenida Independência – onde hoje se ergue um empreendimento imobiliário. As largas portas de vidro do teatro se abriram em outubro de 1963, acolheram o musical My Fair Lady, com Bibi Ferreira e Paulo Autran, e a peça Liberdade, Liberdade, com Autran e Tereza Rachel. Mas foi em 1968, durante a exibição de Roda Viva, de Chico Buarque, que forças estranhas sequestraram e deram uma surra em dois atores da peça e picharam a fachada do teatro praguejando contra os “comunistas”. É claro que Roda Viva teve a temporada interrompida, o que provocou a ira de Chico Buarque. Dois anos antes, Chico e Nara Leão haviam apresentado com sucesso de público A Banda em festival no Cine Cacique e na boate Encouraçado Butikin. Mas aí era A Banda.

O teatro morto foi sepultado

14 de junho de 2013 0

Que o Teatro Leopoldina já tinha morrido, faz tempo, todo mundo sabe. Mesmo para aqueles que já o conheceram como Teatro da Ospa, também não é novidade que a casa de espetáculos já estava, há muito, fechada. Apesar disso, para quem tantas vezes cruzou pelas largas portas de vidro, atravessando o amplo saguão, para viver momentos inesquecíveis no número 925 da Avenida Independência, é chocante ver sua fachada sepultada por uma parede de tijolos que nos aparta, definitivamente, das nossas mais gratas memórias culturais.

A fachada do teatro na tarde desta quinta-feira. Foto: Ricardo Chaves

O Teatro Leopoldina, com seus 1.230 lugares, foi inaugurado no dia 24 de outubro de 1963. Em abril de 1964, recebeu o musical My Fair Lady, com Bibi Ferreira e Paulo Autran. Os tempos se tornariam bicudos e a peça Liberdade, Liberdade, com Paulo Autran e Tereza Rachel, chegou a ganhar o palco do Leopoldina antes de ser proibida pela ditadura. Em 1968, a peça Roda Viva, de Chico Buarque, teve dois atores sequestrados e espancados por forças de direita, que picharam a fachada do teatro e provocaram a interrupção da temporada.

Pichações na fachada durante a temporada de Roda Viva. Foto: Lahire Guerra, BD, 4/10/1968

Os anos 1970 trouxeram ao Leopoldina a peça Hair e as cantoras Ella Fitzgerald e Elis Regina, entre outras atrações. Depois de fechado por um período, o Teatro Leopoldina reabriu, em março de 1984, como Teatro da Ospa. Nos anos 1990, fracassaram as tentativas de compra da casa, pelo governo estadual.

No dia 1º de julho de 2008, regida por Isaac Karabtchevsky, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre fez, pela última vez, um concerto naquele local. A peça final foi Uma Vida de Herói, de Richard Strauss.

Foto: Floriano Bortoluzzi, BD, 5/10/1968

(colaborou Pedro Haase)

Frase do dia: Silvio de Abreu

20 de dezembro de 2012 0

Foto: Zé Paulo Cardeal, TV Globo, divulgação

A novela Guerra dos Sexos, em exibição pela Rede Globo, é um dos títulos mais famosos da obra de Silvio de Abreu, autor de telenovelas paulista que hoje completa 70 anos. O folhetim em cartaz trata-se de uma nova versão da original, exibida entre 1983 e 1984 com Fernanda Montenegro e Paulo Autran nos papéis principais.

Silvio começou a carreira como ator em teatro e TV, nos anos 1960. Depois, dirigiu pornochanchadas como A Árvore dos Sexos (1977) e Mulher Objeto (1980). Estreou como autor de novelas em 1977, com uma adaptação de Éramos Seis, de Maria José Dupré, na TV Tupi. O sucesso na Globo veio com novelas como Plumas e Paetês (1980 – 1981), Jogo da Vida (1981 – 1982), a já citada Guerra dos Sexos e Rainha da Sucata (1990).

Com dezenas de trabalhos no currículo, Silvio vê a resposta do público como um fator importante na criação de uma novela. “O público de novela quer ter aquilo que ele tem certeza de que vai gostar”, já declarou ele em entrevista – a frase está no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira.

Frase do dia: Fernanda Montenegro

16 de outubro de 2012 0

Foto: Jefferson Botega, BD, 3/7/2012

Poucas mulheres merecem tanto o epíteto Grande Dama do Teatro Brasileiro quanto Fernanda Montenegro. Há mais de 60 anos, ela vem construindo uma das mais sólidas trajetórias das artes cênicas no país, trabalhando em rádio, teatro, televisão e cinema. O mundo a conheceu melhor em 1999, quando ela foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pela atuação comovente no filme Central do Brasil (1998), de Walter Salles. Mas, aqui, ela já acumulava anos de fama e reconhecimento.

Veja um trecho de Central do Brasil.

Nascida Arlette Pinheiro Esteves da Silva em 16 de outubro de 1929, no Rio, ela mudou sua assinatura para Arlette Pinheiro Monteiro Torres em 1953, ao casar com o também ator Fernando Torres (1927 – 2008). O nome artístico foi escolhido ainda na adolescência – Fernanda, segundo ela, trouxe uma sonoridade que remete aos personagens dos romances de Balzac ou Proust, e Montenegro foi homenagem a um médico homeopata amigo de sua família.

Suas atuações em peças de teatro, telenovelas e filmes se contam às dezenas. Na TV, interpretou personagens marcantes em novelas, da hilária Charlô de Guerra dos Sexos (1983), ao lado de Paulo Autran, à vilã Bia Falcão de Belíssima (2005). Sobre a excelência de seu trabalho, a atriz é modesta: “O que faço, na maioria das vezes, é artesanato. Só às vezes isso vira arte”, explicou Fernanda em entrevista recente, em frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta terça-feira.