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Os gaúchos na Guerra do Paraguai

16 de maio de 2012 1

Estampas do sabonete Eucalol mostram uniformes militares usados por gaúchos no século 19

Fotos: reprodução

Ao eclodir a Guerra do Paraguai (1864 - 1870), o maior conflito armado internacional da América do Sul em todos os tempos, o Império Brasileiro mal alcançava os 10 milhões de habitantes, população 19 vezes menor do que a atual. O Rio Grande do Sul, que contava com cerca de 440 mil almas, mobilizou mais de 33,8 mil homens - ou seja, colocou em armas mais de 7% de seu contingente populacional.

Além do Rio Grande, as províncias que mais mobilizaram forças foram Bahia, Corte (Capital), Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, com números variando entre 15,2 mil e 6,7 mil combatentes cada um.

Grande parte dos voluntários gaúchos era constituída por imigrantes alemães, com filhos e até netos nascidos no Brasil. A participação dos negros também foi significativa. Os italianos chegariam ao Estado anos após o término da guerra.

(colaborou Lio Bocorny)

Encontros de família

16 de maio de 2012 0

Dal Molin

O sobrenome italiano Dal Molin (também grafado Dalmolin ou Dal'Molin) tem uma origem curiosa. É que a família, no interior da Itália, possuía um moinho, e era comum as pessoas nas estradas, perguntadas sobre onde estavam indo, responderem: "Vao dal molin" ("vou ao moinho"), associando assim o moinho à família proprietária.

Desde 1876 a família está presente no Estado - vieram imigrantes como o casal Luigi e Josephina Dalmolin (fotos abaixo), oriundos da região de Peron-Belluno e estabelecidos em Faxinal do Soturno.

Luigi e Josephina. Fotos: arquivo pessoal

Luigi, Josephina e familiares

É nessa cidade que os descendentes da família realizam seu segundo encontro, no próximo domingo, dia 20. Mais informações pelos e-mails edsoncontab@hotmail.com e anamota85@hotmail.com. Abaixo, o brasão da família.

Foto: reprodução

Steffens

A família Steffens fará neste domingo, dia 20, no Clube Social de São José do Hortêncio, o seu sexto encontro. Estarão reunidos descendentes do patriarca Jocham Adam Steffens - nascido em Briedel, Alemanha, ele chegou ao Estado em 1846 e foi casado com Anna Maria Hammes. Para mais informações sobre a família e o encontro, o contato pode ser feito pelo e-mail pedro.steffens@yahoo.com.br.

Frase do dia: Henry Fonda

16 de maio de 2012 0

Henry Fonda em cena do filme 12 Homens e uma Sentença. Foto: MGM, divulgação

Um dos rostos masculinos mais conhecidos do cinema do século 20, Henry Fonda empilha atuações em filmes marcantes. Para citar alguns, Vinhas da Ira (1940), Guerra e Paz (1956), 12 Homens e uma Sentença (1957), Era uma Vez no Oeste (1968) e Num Lago Dourado (1981), neste último premiado com o Oscar de Melhor Ator.

De ascendência holandesa, Fonda começou no teatro. Ainda nos anos 1930, começou uma carreira de sucesso no cinema. Além do extenso currículo, o ator deixou também filhos (Jane e Peter) e netos (Bridget Fonda e Troy Garity) que fizeram trajetória no meio cênico-cinematográfico.

A frase publicada no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira é: "Não sou uma pessoa muito interessante. Não fiz nada além de ser outras pessoas".

Ao Belchior

15 de maio de 2012 4

Quando ele morreu, aos 100 anos, em 12 de maio de 1995 (portanto, 17 anos atrás), Porto Alegre perdeu um personagem marcante. Seu nome: Joaquim da Cunha. Sua profissão: belchior.

Foto: Valdir Friolin, BD, 11/10/1986

Mercador de objetos velhos e usados, diz o verbete do Dicionário Aurélio para definir essa palavra. De acordo com as inscrições na fachada da loja com esse nome, que Joaquim manteve por 50 anos na Rua da Praia, próximo ao antigo Cine Cacique, ele era mais que isso. Lá estava escrito: "Compra de tudo / Vende de tudo".

Foto:  arquivo pessoal de Jorge Leão

Foto: reprodução

Joaquim era português nascido em Souselas, próximo a Coimbra. Chegou ao Brasil em 1911, em 1927 veio para a Capital e, em 1930, fundou o mais incrível brique que a cidade já teve. No primeiro endereço ficou até 1980, quando mudou-se para a Marechal Floriano, 750/754.

Foto: arquivo pessoal de Jorge Leão

Quem conheceu a casa de comércio de Joaquim, especialmente a da Rua dos Andradas, jamais se esquecerá dela. Além das vitrinas – abarrotadas dos mais inusitados objetos, que só poderiam ser retirados dali com enorme esforço –, um odor característico misturava mofo, poeira e ferrugem com o aroma dos tempos idos.

Foto: Valdir Friolin, BD, 11/10/1986

Um trompete, uma bússola, pregos oxidados (usados e tortos), um sino, escova, moedas, leque, quadros, lampião, louça, serrote, câmara fotográfica, ovo de madeira para coser meias...

Foto: Dulce Helfer, BD, 19/11/1992

(colaborou Jorge Leão)

Você lembra da loja Ao Belchior? Deixe seu comentário.

Frase do dia: Raí

15 de maio de 2012 0

Foto: Robinson Estrásulas, BD, 7/8/2009

Como jogador de futebol, Raí Souza Vieira de Oliveira foi um brasileiro destacado. Conquistou títulos importantes, nacionais e internacionais, como integrante do São Paulo, e também participou da Seleção Brasileira que venceu a Copa do Mundo de 1994.

Hoje afastado dos gramados, Raí - irmão mais jovem do ídolo Sócrates (1954 - 2011) - dedica-se à Fundação Gol de Letra. Criada por ele em parceria com o hoje treinador Leonardo, a entidade atende cerca de 1,3 mil crianças e jovens da periferia do Rio e de São Paulo, oferecendo atividades de arte, cultura e educação para o trabalho. Também fundou, com outros atletas, a organização Atletas pela Cidadania, dedicada a defender causas sociais.

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta terça-feira ("A vida é um eterno exercício de se tentar achar uma razão para ela") foi extraída de uma entrevista concedida por Raí ao site Terra Magazine em 2008.

(Mais) Versos para as mães

14 de maio de 2012 0

O leitor Olinto Vargas, de Sapucaia do Sul, enviou ao Almanaque Gaúcho um poema de sua autoria em homenagem ao Dia das Mães, comemorado no último domingo. Eis o texto:

Dia das Mães 2012

Neste dia lindo que raia,

Presto minha saudação,

De alma e de coração

Às mamães de Sapucaia!

Sob o céu todo de azul,

A minha voz eu levanto,

Pra cantar meu acalanto

Às mães dos Pagos do Sul!

Por toda Pátria Brasil,

Vai meu verso varonil

E o meu querer bem fecundo!

Com esta humilde mensagem,

Eu envio minha homenagem,

A todas mamães do mundo!

A supremacia de um BMW

14 de maio de 2012 1

Na categoria Força Livre, certamente a prova 500 Quilômetros de Porto Alegre - disputada no circuito Cavalhada-Pedra Redonda - foi a mais importante do Rio Grande do Sul.

Grandes nomes do automobilismo marcaram presença ao longo das seis edições daquele evento. Até a quinta, todas foram vencidas por gaúchos pilotando carreteiras: Nativo Camozzato (1958), Catarino Andreatta (1960 e 1964), Orlando Menegaz (1962) e José Asmuz (1963).

Enriqueciam a tradicional prova o piloto argentino Juan Gálvez, o uruguaio Rômulo Buonavoglia e os paranaenses Ângelo Cunha e Altair Barranco, além de muitos paulistas - entre eles, Celso Lara Barberis, Antônio Versa e Jaime Silva.

Fotos: Floriano e Santos, BD, 11/8/1968

Na sexta e derradeira prova, realizada em 11 de agosto de 1968, prenunciando novos tempos, a hegemonia gaúcha foi quebrada por um BMW 1600, vermelho e de número 12, conduzido pelos paulistas Chico Landi e Jan Balder (fotos acima e abaixo).


O carro rodou impecável, emitindo um zumbido alto e agudo, tal como um estridente assovio. Encantou a todos os que assistiam ao espetáculo.

Chico Landi
Jan Balder

Do início à 21ª volta, o BMW foi conduzido por Landi, que abriu enorme vantagem sobre os demais. Mas o show ficou por conta de Jan Balder, que baixou o tempo do consagrado mestre de 5min10seg para 5min9seg, na extensão de 12,5 quilômetros do circuito.

Vitório Andreatta

Vitório Andreatta, heroico com seu Ford número 4, perseguiu com arrojo o BMW de São Paulo - mas este, mais leve e moderno, tornou-se o marco do fim da era das carreteiras (carros especialmente adaptados para as corridas).

Vitório Andreatta

Até então, nunca um outro modelo de carro havia sido fita azul em provas com a participação de carreteiras no Estado.

A classificação da prova

1º lugar - Chico Landi e Jan Balder (BMW número 12)

2º lugar - Vitório Andreatta (Ford número 4)

3º lugar - Henrique Iwers (GT Malzoni número 9)

4º lugar - Francisco Feoli (DKW número 99)

5º lugar - Breno Job Freire (Simca número 86)

(colaborou Guilherme Ely)

Você lembra desta corrida - ou de outras corridas de automóveis nas ruas de Porto Alegre? Deixe seu comentário.

Frase do dia: David Byrne

14 de maio de 2012 0

David Byrne em show no Teatro do Sesi, em Porto Alegre. Foto: Robinson Estrásulas, BD, 10/10/2004

O escocês David Byrne surgiu no cenário pop como cantor da banda Talking Heads, surgida no mesmo cenário independente nova-iorquino onde o movimento punk americano teve seu maior desenvolvimento nos anos 1970. Mas, para além da banda, o cantor/guitarrista/compositor segue uma produtiva carreira solo, que inclui trabalhos para cinema e teatro e pesquisas de ritmos de diferentes partes do mundo, incluindo a África e a América do Sul.

Nessas andanças _ nas quais, no final dos anos 1980, ele redescobriu o trabalho do compositor baiano Tom Zé, então em uma fase de ostracismo _, o veículo de transporte preferido de Byrne é a bicicleta. Esse é o tema de um de seus oito livros lançados, Diários de Bicicleta (2009), no qual reflete sobre questões urbanas e humanas.

A frase publicada no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira ("Nossas mais belas cidades, e talvez nós mesmos, não são mais sofisticadas que aquelas dos insetos sociais") é parte de uma reflexão sobre arquitetura publicada no blog do músico. Veja mais no site do artista.

Poemas para as mães

13 de maio de 2012 0

Leitores e colaboradores do Almanaque Gaúcho dedicaram generosos versos ao Dia das Mães. Reproduzimos aqui alguns poemas recebidos nos últimos dias.

Mãe

Jaime Vaz Brasil

Mãe.

Nossa Senhora do Ventre.

Do parto, do colo, dos braços,

do seio, do beijo e do abraço.

Mãe.

Nossa Senhora do Berço.

Do choro e das noites em claro,

das cantigas e dos amparos.

Mãe.

Nossa Senhora dos Passos.

Dos andares e dos tropeços,

das quedas e do recomeço.

Mãe.

Nossa Senhora da Escola.

Do bom conselho, da merenda

e do joelho que se remenda.

Mãe.

Nossa Senhora da Espera.

Da hora que se ancora à sala,

da noite que se alonga e cala.

Mãe.

Nossa Senhora do Adeus

e do prato fundo que a vida

sempre aquece, nas despedidas.

Só as mães são felizes

Suzana Soriano Corrêa

Por que só as mães são felizes?

Simplesmente,

porque são mães.

Alegram-se sempre,

às vezes, sem motivo;

elogiam sempre,

às vezes, sem razão,

e acarinham,

nos momentos de solidão,

os sonhos não vividos,

ou vividos

de serem mães.

Mãe

Nelly Todeschini Cantele

No cotidiano, tuas batalhas

tuas conquistras,

momentos de desilusão

e de alegria,

projetos de amor todos os dias,

na busca da mais certa das verdades.

E assim tu seguirás,

sendo caminho onde os passos passam

e desaparecem

mas os sonhos se aninham e permanecem,

com nuances de passados

e futuros.

E tu seguirás sendo alegria

e as mesmas horas seguirão contigo,

entre alegres risos e despertat ansioso,

pelos risos, pelas lágrimas

e pelo tempo.

E tu seguirás sendo tristeza,

no entardecer de uma beleza triste,

que se transforma em noite

e volta a ser o sonho,

enquanto a madrugada

te detém desperta

e faz do teu sonho

a claridade incerta,

que espera pela luz

do acontecer.

E tu seguirás sendo esperança,

enquanto teus olhos cativarem

as visões de um infinito,

onde as estrelas acenam como gritos,

ao encontro das respostas

que procuras.

E tu seguirás sendo VIDA,

seguirás sendo retornos e partidas,

seguirás sendo saudade na distância,

até a distância te fazer ETERNIDADE!

Dois homens

Adersen Chrestani

Eles vêm da solidão do tempo

Do plano infinito, do astro água.

Dois homens cavalgando sem parar

Nas entranhas do corpo máter.

Eles vêm da vida célula,

Já atravessaram o estágio vidro

E se perfectibilizam no ventre ninho.

Dois homens e muitos destinos.

Quais deuses adorarão?

Quais símbolos haverão de seguir?

Dois homens que se alimentam do

Sangue pulso de uma menina mulher,

Que lhes dará a luz

E o seio farto do colo MÃE...

E o amor sublime que só ela tem.

Mãe

José Nedel

Ser mãe é distender-se em muitos afazeres,

Sem lamentar-se a si, por lágrimas ou dó.

É como ensina um mestre, rico de saberes:

“Também existem muitas mães em uma só”*.

(*José Outeiral)

Mãe

Suzana Soriano Corrêa

Mãe, símbolo de abnegação.

Aconchego de todas as horas.

Uma embarcação segura,

rumo ao porto da esperança.

Uma história contada em contos,

crônicas, romances, biografias,

enfim, em um contexto

sempre presente nas leituras da vida.

Um feitiço que enlaça,

em prosa e verso,

um amor perpetuado pelos tempos.

Mãe,

autora de uma obra de amor.

Filhos, devotai às suas mães

um amor incondicional!

Mães, devotai aos seus filhos

um carinho especial!

Mães de Bagé

Roselaine Funari

saudades do útero verde

caminhos que não percorri

saudades dos Pampas meu vô

histórias que não vivi

saudades de manhãs e lares

colares que não conheci

saudades guardadas no tacho

doces que não servi

saudades são mães de Bagé

Alziras Corinas Albertinas

prendas que nunca vi

e capeando este poema

nem sei se é mesmo minha

a saudade que sinto de ti

Mãe! Uma canção de amor

Pedro Porcher Neto

Ao longe o cantarolado

luz de um céu azulado

o suor no vestido floriado

um suspiro de dor!

O caminhar apressado

um tesouro bem guardado

a prontidão do cuidado

o perfume da flor!

A ternura do beijo molhado

consolo imaculado

o olhar iluminado

uma cançaõ de ninar!

Belezura do rosto rosado

o doce colo ganhado

estrela guia do sonhado

a missão de amar!

O eterno berço aleitado

alimento infinitado

o canto entoado

um sorriso de alegria!

O buquê ornamentado

um coração consolado

o verso inspirado

o rimar da poesia!

O grande amor incondicionado

refúgio do xale dourado

o sonho do céu estrelado

uma doçura no explendor!

O cheiro da bravura no canto acarinhado

perfume na esperança do caminho ilustrado

a saudade no cantarolar lagrimado

Mãe! Uma canção de amor...!

Mãe

Maira Vicenzi Knop

Obrigada mãe por me deixar vir

por estar comigo enquanto crescia

por apoiar planos e trajetórias

por me incentivar

na descoberta de novos caminhos

obrigada mãe

por repartir comigo tua ternura

teus sorrisos

teu dia-a-dia

me ensinaste com teu amor

a ser grande e crescer como pessoa

hoje não sou mais quem fui ontem

sou ainda melhor

pois perto do teu coração

me espelhei desde cedo

e ao longo de minha vida

te tenho como recompensa

enquanto a premiada

serei sempre eu

Mãe

Alexandre Ruszczyk Neto

enquanto viveres eu sonharei

se me faltares, só terei a noite

és o melhor que a vida me trouxe

o olhar mais puro, o sorriso mais doce

contigo, tenho um pé no chão

e outro pé na primavera do homem

a vida nas árvores agarrado na tua pele

o fruto maduro sagrado

na tua ausência, serei só lembrança, vento

Imortalidade
Jaime Katz
Minha mãe viajou dia dois
deste ano de dois mil e cinco
Não levou roupas nem malas
Não levou sequer seus brincos
Foi passear entre as estrelas
De ninguém se despediu
pra brincar nos meteoros
de mãos dadas com meus tios
Minha mãe era tão boa
e também era tão linda
como poucos são ainda
neste mundo não gentil
Não vos quero entristecer
ao falar desta senhora
Já não era assim tão moça
mas que falta faz agora
Pela mãe que Ele deu
de presente para mim
e que afinal recolheu
para enfeitar o seu jardim
Desconfio, minha gente
mesmo sendo irreverente
que o Senhor onipotente
tinha ciúmes de mim
Quando se adora uma mãe
com a mais pura devoção
ela não morre, sesteia
e para sempre passeia
na alma do coração
Mãezinha
Neida Rocha
Tua Metade adormeceu!
Tua voz calou!
Teu braço caiu!
Tua perna parou!
Estás incompleta!
Estás pela metade!
No entanto,
teu coração está vivo
e a metade que funciona
é justamente
onde está teu coração.
Agradeço
por poder te dedicar
uma parcela do amor,
que tanto me dedicaste.
Sei que tudo isso é passageiro
e que tua garra e tua vontade
te levantarão mais cedo
do que todos pensam.
E sem ter que provar
nada, a ninguém,
breve estarás "inteira".
E quero ainda dizer-te,
que mesmo estando incompleta,
és mais completa do que muitas
"perfeitas"!
(homenagem da autora à própria mãe, que sofreu um derrame e perdeu os movimentos do lado direito do corpo)
Milagre da vida
Francisca de Carvalho Messa
Depois de uma noite de amor
Pode acontecer a concepção
A natureza tal uma flor
Abrirá a corola é a benção
A futura mãe vai gerar o embrião
Alguns meses essa mulher
Nutrirá o fruto dessa união
Até chegar o dia de nascer
O esperar desse filho amado
É prazeroso  cheio de expectativa
Seu corpo fica por Deus dignificado
A postura da futura mãe é receptiva
A alma cheia de ternura e docilidade
Feliz de quem  realiza esse sonho
A mulher fica plena com a maternidade
Foi atingida pelo Milagre da Vida

Outros leitores preferiram enviar versos escritos por outros autores. Confira:

Ao que deve chegar

Regina Gregory Brunet

Como uma nuvem,

como um perfume...

Música que se pressente,

brisa que foge,

vaga forma de sonho –

– era como estavas em mim.

E agora já palpitas

em teu claustro misterioso

e te debates,

como pequenino pássaro aprisionado

Sofres a saudade

dos anjos com que brincavas,

– ou é a esperança

do mundo que te chama?

Já te cansa o teu retiro, talvez...

– queres distender-te, respirar...

e eu quisera guardar-te, ainda,

poupar-te ao impacto

desse aqui-fora que se imporá a ti,

e te receberá,

fazendo-te chorar...

Mas...é tempo de acordar:

– de pisar as estradas ásperas,

de tocar os espinhos agudos.

Mas é tempo, também,

de expandir-se ao sol

e deliciar-se com os belos frutos.

Porém mais que tudo,

– é tempo de aprender

a conciliar esses opostos,

de construir um mundo novo,

– meu filho, –

ser um homem.

(Poema de 1956, enviado pelo filho da autora, Júlio Brunet)

Embalos no colo da mãe

Dilan Camargo

Me embala, mãe

me embala

bem juntinho do teu colo

que me enrolo

que me enrolo

sou um novelo no teu colo.

Me embala, mãe

me embala

no quentinho do teu colo.

Faz um bolo

faz um bolo

que depois não te amolo.

Me embala, mãe

me embala

me dá um beijo e uma bala.

Me embala, mãe

me embala

é só um pouquinho de balda.

Pai e Mãe

Dilan Camargo

Só pai leva ao futebol?

Só mãe arruma o lençol?

Só pai faz um pão com queijo?

Só a mãe é que dá beijos?

Pai só leva a tiracolo?

Só a mãe leva no colo?

Pai só faz coceira na barriga?

Só a mãe canta uma doce cantiga?

Só o pai paga e salda?

Só a mãe que troca fraldas?

Só o pai assa salsicha?

Só a mãe é que cochicha?

Pai só se arruma?

Só mãe se perfuma?

Só o pai faz mágica?

Só a mãe é trágica?

Só o pai trabalha?

Mãe só limpa tralha?

Pai e mãe! Quantas perguntas

pra respostas que andam juntas!

(Poemas enviados por Magda Brito)

E três textos enviados pela leitora Natália Setúbal:

Já mocinha, olhava minha mãe limpar um frango,

estava calma e doce. Descansou a faca na mesa, pôs

a mão na minha cabeça e me falou ensinando como boa mãe: olha aqui, Pia,

um frango bem picado, contando com os pés e a cabeça, dá vinte e um pedaços.

Achei que éramos especiais, pois sendo então uma família de sete pessoas,

cabiam a cada um três pedaços exatos. Minha mãe me quer.

(Adélia Prado)

De fato, és bem filha de tua mãe (Ezequiel, 16:45)

O amor de mãe

por seu filho é

diferente de qualquer outra coisa no mundo.

Ele não obedece lei ou piedade,

ele ousa todas as coisas

e extermina sem remorso

tudo o que ficar em seu caminho.

(Agatha Christie)

Encontros de família

12 de maio de 2012 0

Meinhardt

Os imigrantes alemães Peter Meinhardt e Ana Maria Fritsch, que chegaram ao Estado em 1850, deram origem à descendência que realiza seu primeiro encontro no próximo dia 20, em Santa Cruz do Sul. Peter, inclusive, participou da construção da Igreja Imigrante, em Rio Pardinho, interior do município.

Foto: arquivo pessoal

Na imagem acima, aparece um dos filhos de Peter e Ana, Adolfo, com a mulher, Emma.

As inscrições para o encontro podem ser feitas até o dia 15. Informações pelo e-mail waechter@compusat.com.br.

Hörnig

Será em Igrejinha, no próximo dia 20, o sétimo encontro dos Hörnig. A expectativa é buscar mais informações sobre os descendentes do casal formado por Traugott Hermann Hörnig, nascido em 1831 na região alemã da Saxônia, e Sophia Engler. O imigrante Traugott teria inclusive integrado a legião alemã do Exército Brasileiro. Para mais informações, o contato pode ser feito pelo e-mail denisepomje@brturbo.com.br. Abaixo, o brasão da família.

Foto: reprodução

Christianetti

Começou em 1886, com a chegada dos imigrantes Pietro e Margarida Christianetti ao Brasil, a história desta família no país. Oriundo do norte da Itália _ mais precisamente, da comuna de Mel, em Belluno, Vêneto _, o casal instalou-se em Veranópolis. Hoje, um dos principais focos da descendência está em André da Rocha, onde morou João Christianetti, um dos filhos do casal de imigrantes. Será nesta cidade o segundo encontro do clã, programado para o próximo dia 20. Para mais informações, o contato pode ser feito pelo e-mail verachristianetti@hotmail.com.

Você vai participar de um desses encontros? Deixe seu comentário.