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Façanhas musicadas

05 de maio de 2015 0

De acordo com pesquisas efetuadas pelo coordenador do Instituto Pró-Memória de Rio Pardo (IMemoRP), Emiliano Limberger, o Hino Rio-Grandense completa hoje 177 anos. Em maio de 1838, durante a Guerra dos Farrapos, o general Antônio Souza Neto comandou as tropas farroupilhas na vitoriosa e sangrenta Batalha do Barro Vermelho, que se estendeu do Arroio do Couto, passando pela histórica coxilha, até chegar ao centro de Rio Pardo.

Com a invasão das forças rebeldes, os líderes imperiais que dominavam a vila (só elevada à categoria de cidade em 1846) debandaram. Um mineiro, tenente-coronel Guilherme Lisboa, que comandava o segundo batalhão de fuzileiros, negou-se a se entregar e foi morto. Um outro mineiro, o maestro J.J. Mendanha (1801-1885), era o responsável pela banda militar daquela unidade. Este, ao ser detido, solicitou autorização para poder sepultar seu chefe e conterrâneo. Seu pedido foi aceito em homenagem à bravura do morto.

Durante o enterro, o comandante farroupilha Souza Neto teria passado às mãos do maestro um poema para que ele o musicasse, garantindo-lhe toda a segurança caso se dispusesse a fazê-lo. A letra do Hino Rio-Grandense, escrita pelo rio-pardense Francisco P. da Fontoura, conhecido pelo apelido de Xiquinho da Vovó, foi, então, acrescentada à melodia composta por Mendanha.

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A primeira audição pública teria ocorrido no dia 5 de maio de 1838, cinco dias depois da batalha, no Teatro Oriente, que ficava num casarão, nos fundos da Matriz, e ainda hoje existe, conhecido como “casarão azul”, na Rua General Godolfim. Ainda segundo Emiliano Limberger, a letra do nosso hino foi alvo de diversas controvérsias e equívocos. Alguns acreditam que ela seria obra de Serafim Alencastre. Segundo o pesquisador, no entanto, a mais provável história é a aqui apresentada. “Nesta ímpia e injusta guerra” de versões, ele espera ter feito a façanha de descobrir a verdadeira.

São Pedro do Maratá

04 de maio de 2015 0

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O leitor Bernardo Schneider nos enviou as duas fotos da página de hoje e um comentário. Diz ele:

“esta é São Pedro do Maratá, berço da colonização do município de Maratá, terra onde vivia a família Rücker, que recentemente foi objeto de publicação desta coluna, em decorrência de um ‘cartão enigmático’… Anexo uma foto do início do século 19 e outra atual. Enquanto na região metropolitana o mato deu lugar às habitações, como na bela matéria sobre o prado (Prado Independência, hoje Parcão no bairro Moinhos de Vento, m Porto Alegre), aqui as habitações deram lugar ao mato… A foto ao alto foi publicada no livro Hundert Jahre Deutschtum in RS, em 1924, e mostra a Kolonie Maratá. Ao fundo, os morros de Boa Esperança, então chamada Französisches. Na outra foto, a Colônia de Maratá, hoje São Pedro do Maratá, quase um século depois. Nota-se, pela redução de habitações, os efeitos do grande êxodo rural. As lavouras deram lugar aos matos (florestas) de acácia e eucalipto. O cavalo baio que pastava junto à taipa de pedra, há muito tempo se foi… Mas as taipas resistem bravamente ao passar dos anos…!”

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A colonização de Maratá iniciou-se em 1857, quando imigrantes alemães desembarcados em São Leopoldo se instalaram nas margens do Arroio Maratá. Em 1909, com a inauguração da ferrovia Novo Hamburgo-Caxias do Sul, que passava por Maratá, o povoado ganhou notável impulso, tornando-se polo regional para a comercialização das riquezas primárias. Paralelamente, os pioneiros também impulsionaram o desenvolvimento cultural e educacional. Em 20 de março de 1992, Maratá (92 quilômetros da Capital) emancipou-se de Brochier.

Encontros de famílias

02 de maio de 2015 0

Marimon

No final do século 19, José e Josefa Marimon fugiram de Barcelona, por motivos políticos, e entraram no Brasil pelo Uruguai, com os filhos: João, Joaquim, Leonardo, Carmem e Oscar. Leonardo foi para a Argentina, os demais estabeleceram-se em Bagé, Pelotas e Porto Alegre. João Marimon, casado com Amélia Feijó Marimon, fundou a Quinta do Seival, umas das primeiras vinícolas do Estado no Distrito de Seival, município de Bagé, hoje Candiota. Conforme a obra Memórias do Vinho Gaúcho, de Rinaldo Dal Pizzol e Sérgio Inglez de Sousa, recentemente lançado, tratava-se do maior estabelecimento vitivinícola do Estado no início da segunda década do século 20. Funcionou até meados do século passado. Os Marimon hoje estão espalhados pelo Estado, pelo Brasil e pela América do Sul, mas a maioria tem como base Bagé.
Por esse motivo, será realizado lá, no dia 16 de maio, o 1º Encontro dos Marimon. Maiores informações na página Encontro dos Marimon, no Facebook. A foto mostra a antiga adega da vinícola.

Vendruscolo

Luigi Vendruscolo nasceu em Údine (Itália), em 1823, e veio para o Brasil em 1886, viúvo de Catarina Brésil. Chegou ao Rio de Janeiro em 25 de março e, depois, rumou para Porto Alegre, onde chegou no dia 7 do mês seguinte. Junto a ele, vieram seus três filhos: Basílio, Thomaso e Fortunato. O 1º Encontro da Família Vendruscolo acontece hoje e amanhã no salão de festas da Comunidade Encruzilhada, na cidade de Frederico Westphalen. A programação prevista inclui, entre outras atividades, passeios históricos, torneio de bocha e o lançamento do livro As Famílias Vendruscolo – da Itália para o Brasil – Memórias, de Alcides Gênero. Informações com o organizador do evento, Gervasio Vendruscolo Damian, pelo telefone (51) 9702-0874, ou com Bernardino Vendruscolo: (51) 9472-3751 ou (51) 8642-1205. Na foto (sentados), Basílio Vendruscolo e sua esposa, Maria Trentin. O casamento deles ocorreu em 1875, na Província de Treviso, Itália. O casal teve 14 filhos, sendo que cinco vieram da Itália e os demais nasceram em Novo Treviso.

Enchente na praça

01 de maio de 2015 0

Um dos maiores traumas de todos os tempos sofrido pela capital dos gaúchos foi a grande enchente do mês de maio de 1941. Quem, hoje, tem por volta de 80 e poucos anos e morava em Porto Alegre 74 anos atrás, talvez lembre que, quando criança, o assunto entre os adultos era a dificuldade enfrentada devido aos efeitos da cheia.

Entre 10 de abril e 14 de maio, houve 22 dias de chuva na cidade. Setenta mil pessoas foram obrigadas a abandonar seus lares. O dia mais agudo, batizado pela imprensa de “quinta-feira negra”, foi 8 de maio, quando o Guaíba esteve quase cinco inacreditáveis metros acima de seu nível médio.

Todo o Centro ficou sob a água. O Mercado Público, a Estação Ferroviária, a Rua da Praia. Tudo estava submerso e acessível apenas com o uso de caíques e outras embarcações. Na publicação Águas de Maio – A Grande Enchente de 1941, o autor Vitor Minas registra: “Sem energia, as bombas do sistema de fornecimento de água potável deixaram de funcionar. A cidade ficou às escuras e só nas torneiras não havia água. O Instituto de Educação foi transformado em hospital de emergência. Os bondes e alguns jornais não circularam. O futebol foi suspenso. O abastecimento de alimentos, muito prejudicado, era precário”.

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Como se vê na foto ao lado, o tradicional “footing” na Rua dos Andradas, e na cinelândia da Praça da Alfândega, foi temporariamente suspenso ou substituído por, no máximo, um passeio de barco diante do Clube do Comércio.

Do Prado ao Jockey

30 de abril de 2015 0

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Foi na várzea (hoje Parque Farroupilha) que aconteceram as primeiras corridas de cavalos em Porto Alegre. Eram competições informais até que, em 1877, se estabeleceu o primeiro hipódromo, na Estrada do Mato Grosso (agora Avenida Bento Gonçalves). Durou pouco. Em 1880, foi inaugurado o Prado Boa Vista, nas imediações das ruas Vicente da Fontoura (ex-rua Boa Vista), Santana e São Luiz. No ano seguinte, foi inaugurado o Hipódromo Rio-Grandense, no Menino Deus, que funcionou até 1909, quando cedeu seu espaço às exposições agropecuárias.

Em 1891, surgiu ainda o Prado Navegantes. Duas entidades organizavam, aqui, as corridas no final do século 19 e no início do século 20: o Derby Club, fundado em 1899, e a Associação Protectora do Turfe, que iniciou suas atividades em 1907. A fusão dessas duas agremiações resultou na criação do Jockey Club do Rio Grande do Sul, em 1944. O Prado Independência, que funcionava no bairro Moinhos de Vento (onde hoje está o Parcão) desde 1894, passou por grandes reformas, promovidas com o surgimento do Derby.

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Uma festa soberba no dia 1º de outubro de 1899, que reuniu “tudo quanto Porto Alegre tem de chique”, marcou a vida do hipódromo que passou a concentrar a atividade turfística local, eliminando, pela concorrência, todos os outros prados. Esse glamour, que o belo pavilhão de arquitetura característica abrigou, durou até 5 de novembro de 1959, quando os presentes assistiram ali a última corrida de cavalos. Dezesseis dias depois, era inaugurado o Hipódromo do Cristal.

Circuito Zona Sul: 1950

29 de abril de 2015 0

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Num fim de semana de 1950, nos dias 13 e 14 de maio, foi realizada, em duas etapas, a maior prova automobilística, até então, em solo gaúcho: o Circuito da Zona Sul, com 992 quilômetros. Ainda sem a ponte sobre o rio, a largada foi dada em Guaíba, com destino a Cachoeira do Sul e a Bagé. No dia seguinte, o trecho foi: Bagé, Pelotas e chegada em Guaíba.

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Dos 31 pilotos que participaram, 19 completaram a prova. Um destaque foi a presença do “ás do volante, esportista de cartaz internacional”, o paulista Chico Landi (1907-1989), que cumpriu com brilho a primeira etapa, chegando a Bagé em segundo lugar, atrás de Julio Andreata. Apesar de a barra de direção do seu carro ter quebrado durante a segunda etapa, o famoso piloto ainda ficou com o 10º lugar na classificação final e, segundo se afirma, por momentos, chegou a desenvolver 160 km/h. Catarino Andreata, irmão de Julio, fundiu o motor do seu Galgo Branco.

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Simão Chedid Sobrinho capotou quatro vezes, e, ainda assim, chegou a Pelotas em quarto lugar. José Madrid também capotou, e obteve o 16º lugar. Aldo Finardi, de Passo Fundo, foi o vice-campeão, com a carreteira número 4. Julio Andreata confirmou sua posição de campeão absoluto, vencendo também a segunda etapa da corrida, com média de 91 km/h. Com direito aos cumprimentos do governador Walter Jobim. (foto abaixo)

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Era gastar o latim?

28 de abril de 2015 0

O leitor Rui Gressler nos envia uma recordação de seus tempos de escola. Diz ele: “quem já passou dos 60, com certeza também já passou pelo latim. E provavelmente estudou nos livros do padre Milton Valente, dos quais eu tenho o Ludus Primus e o Ludus Secundus. Também havia o Ludus Tertius, e o Quartius. O padre Milton Valente publicou ainda a Gramática Latina”. No século passado, mais precisamente na década de 1960, o idioma deixou de ser matéria obrigatória nos currículos escolares, salvo em algumas escolas preparatórias de religiosos, ou então de tradição clássica. De modo geral, o ensino do latim que se manteve ficou restrito aos cursos de Licenciatura em Letras das instituições de Ensino Superior. Ainda assim, até o ano de 1996, quando a Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional tornou-o facultativo.
O padre Milton Valente, conhecido pela grande maioria dos alunos no sul do Brasil, nas quatro séries ginasiais em que era adotado o livro, assim introduzia o estudo do latim, em 1952: “dedicai-vos, com afinco, a este venerável idioma. Ele vos tornará homens cultos, ministrando-vos conhecimento mais profundo e amplo da nossa língua, da nossa história, e do caráter da nossa raça latina”.

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Fonte: Latim Vulgar Como Disciplina, de Leila Teresinha Maraschin (UFSM)


Encontro da família Consoli

A família Consoli, proveniente da Comune di Quingentole, província de Mantova, Lombardia, na Itália, reunirá seus descendentes para o segundo encontro. A confraternização será no dia 2 de maio (sábado), no município de Dois Lajeados. Os familiares estão convidados para o almoço festivo que ocorrerá no CTG Potro Sem Dono. Contatos e informações com Nadir Consoli, pelo telefone (54) 9144-3918. A foto é de João e Ana Florinda Canal Consoli (já falecidos), com os filhos, no dia do casamento de Dolores com Zelito Casonato, em 1973.

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O avô do iPod

27 de abril de 2015 0

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A música é uma antiga parceira do homem. O primeiro passo para que ela pudesse ser reproduzida e dispensasse a apresentação ao vivo foi o fonógrafo de Thomas Edison, inventado em 1877. O segundo passo importante foi dado pelo alemão Emil Berliner, que criou o gramofone, em 1888. Todos lembram do cachorrinho ao lado de um deles que é símbolo da RCA Victor. Era um aparelho pesado, com uma grande corneta, movido a corda e manivela, que tocava discos de 78 rpm.

Era preciso torná-lo portátil. Foi o que fez a marca suiça Mikiphone, em 1920. Uma vitrola pequena e desmontável como essa das fotos trazida por Angelo De Carli, da Itália, em 1924. Esse estranho objeto pertence hoje ao acervo de seu neto, Claudio José Paglioli. Claudio fazia grande sucesso nos recreios do Colégio do Carmo, em Caxias do Sul, na década de 1940, quando exibia seus discos em audições relâmpago. Não deixa de ser uma versão jurássica dos aparelhos iPod Nano, que em sua quarta geração, de 2008, com 16 GB, podem armazenar 4 mil canções ou 24 horas de música. A coisa muda…

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Moinhos do passado

Hoje, às 19h30min, Gilberto Werner estará autografando seu livro Moinhos de Vento – Memória e Reconhecimento, no Z Café, na Rua Padre Chagas, 314. Na quinta-feira, dia 30, no mesmo horário, ele fará palestra com exibição de fotos sobre o passado do charmoso bairro, na Associação Leopoldina Juvenil. Eu vou.

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Encontros de famílias

25 de abril de 2015 0

Família Perin

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No ano de 1888, o casal Agustin Perin e Thereza Gava, com cinco filhos, partiu da Itália para o Brasil em busca da realização de um sonho. Aqui, se instalaram em Fagundes Varela e na região de Veranópolis, onde tiveram mais filhos, entre eles: Santo, José e Ricieri. Seus sonhos se tornaram realidade. Cento e vinte sete anos depois, os descendentes dessa família, que são hoje milhares de pessoas, irão fazer o 1º Encontro da Família Perin, na cidade de São Domingos do Sul, no dia 2 de maio de 2015. Contato e informações com Carlos Alberto Perin, pelo telefone (51) 9939-2230 ou pelo e-mail ca-perin@uol.com.br.

Família Feix

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José Feix nasceu na Áustria, em 17 de abril de 1870, era um sapateiro, filho de João Feix e Fiorentina Austel. Veio para o Brasil ainda jovem, tendo se radicado na Vila de Lageado, onde casou com Guilhermina Stein. Da união, nasceram oito filhos: Edmundo, Kuniberto, Otília, Pedro, Elvira, Beno, Elza e Alberto. Posteriormente, a família mudou-se para Venâncio Aires, onde José, ajudado pelos filhos Edmundo e Pedro, montou o seu estabelecimento de conserto e fabricação de calçados. Os filhos do casal tiveram destaque na sociedade local. Um deles, Edmundo, foi também jogador de futebol. O estádio do Esporte Clube Guarani leva, hoje, o seu nome.

Kuniberto se dedicou ao comércio e, com um sócio, manteve um grande armazém. Eles também desenvolveram atividades nos ramos fumageiro e ervateiro. Na área ervateira, produziam a erva-mate Madrugada, ainda hoje no mercado. Os descendentes de José Feix promovem, no dia 2 de maio, com um almoço na Cantina Tonet, localizada na Linha 40, proximidades dos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, o  6º Encontro da Família Feix. Para reservas, contatar Edson Feix Estramar pelo telefone (54) 9979-0693 ou pelo e-mail edson@metroquadradoimoveis.com.br.

 

O pórtico do Cais

24 de abril de 2015 0

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A interminável novela da revitalização do Cais do Porto é acompanhada pelos porto-alegrenses com um misto de esperança e desânimo. A todo momento, é divulgada mais uma nova (velha?) informação de que “agora vai…”. E nada ou pouco acontece. Os mais velhos, como eu, aguardam a hora em que aquele pedaço da margem do Guaíba seja devolvido e possa ser aproveitado pela população da Capital e por eventuais visitantes. A construção do muro da Mauá, nos anos 1970, só veio consolidar o afastamento dos habitantes da cidade de seu rio.

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Considerado pela ditadura militar (1964-1985) como “área de segurança nacional”, o porto se tornou inacessível aos moradores. A visão da foto acima, à esquerda, que durante muito tempo foi o primeiro contato dos viajantes que chegavam via fluvial com Porto Alegre, está definitivamente prejudicada pelo muro. Quando criança, um dos meus passeios preferidos era acompanhar minha mãe, que ia ao Tesouro do Estado (Secretaria da Fazenda) buscar seus “vencimentos” de professora, e estendia o giro com uma breve, e deliciosa, passada pelo burburinho do Cais. Terminado o encantamento, essa era a cena que nos devolvia ao Centro.