Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

A história de uma paixão

26 de janeiro de 2015 0
11144323

Capa do livro

“Nasci em Porto Alegre, na casa da minha família, no Morro Ricaldone, e comecei aos 10 anos de idade a conhecer o Moinhos de Vento e notadamente o Jockey Club do Rio Grande do Sul pela minha intimidade, desde pequeno, com os cavalos. Vi, no final dos anos cinquenta, a transferência do hipódromo para o Cristal, e fui à inauguração do novo hipódromo. Então, meus dias ficaram mais tristes, porque perdia, naquele momento, o contato diário com os cavalos. Era ainda um menino e fizera inúmeros amigos pelo antigo hipódromo. Conhecia-os pelos nomes e admirava-os pela sua convivência com os cavalos das corridas. Então, minha vida junto ao bairro e seus casarões das famílias tradicionais de Porto Alegre resumiu-se às casas que conhecia muito bem, inclusive as frequentava com os amigos.

11144321

Vila Christofell, residência de Alberto Bins

11144322

Os trilhos chegaram à Avenida 24 de Outubro em 1907

Há 14 anos, eu caminhava pelo ‘Parcão’ – outrora o Jockey Club do RGS, no centro do Moinhos de Vento, bairro elitizado em minha cidade,  Porto Alegre – decidi que escreveria um livro, um dia, contando a sua história…” O dia finalmente chegou e o texto acima foi escrito pelo pesquisador e historiador diletante Gilberto Domingues Werner, como introdução do seu livro Moinhos de Vento – Memória e Reconhecimento, que acaba de ficar pronto. É bacana quando uma vontade se concretiza numa obra que mais  do que tudo é uma declaração de amor a um local de tantas lembranças e afetos. Werner pode ser encontrado, quase todas as tardes, cercado de amigos e antigos moradores do bairro de sua paixão numa das mesas de café da Rua Padre Chagas.

O resultado dessas lembranças e longas conversas está nas 130 páginas, fartamente ilustradas com antigas e atuais fotos do bairro Moinhos de Vento, e que está agora à disposição do público por R$70,00 em  tradicionais endereços do bairro, como o Clube dos Caixeiros Viajantes, a Sociedade Germânia e, ainda, a Revista & Chocolate ou na Confeitaria Listo, assim como nas lojas Panvel Farmácias, a partir da próxima semana.

Com o patrocínio da Goldsztein Patrimonial, Werner reuniu uma coleção expressiva de imagens que vão encantar aqueles que conheceram o bairro como ele era antigamente e surpreender os mais jovens, que talvez não tenham tido a oportunidade de conhecê-lo como foi no passado. Fotos dos casarões das famílias tradicionais, com a identificação de quem morava onde, proporcionam a viagem a uma Porto Alegre aristocrática. A chegada dos trilhos dos bondes, a transformação mais recente do Parcão, num passo a passo da evolução local, é uma boa e amorosa contribuição para a história da nossa Capital.

Ospa: patrimônio estadual

23 de janeiro de 2015 0
11140709

Moysés Vellinho

11140710

Pablo Kómlos

Há 50 anos, no dia 22 de janeiro de 1965, a Ospa tornava-se uma orquestra estadual. Através do decreto-lei nº 17.173, a então Sociedade Orquestra Sinfônica de Porto Alegre foi transformada em fundação e teve autorizada a sua encampação pelo governo do Estado. No final do ano de 1964, a Ospa era uma jovem orquestra com 15 anos de fundação, mantida com a colaboração de sócios da comunidade local.

O Rio Grande do Sul, na época, tinha Ildo Meneghetti como governador. Moysés Vellinho (foto menor), presidente da Ospa de 1952 a 1972, vinha desde o seu primeiro ano de gestão agrupando colaboradores e apoio financeiro da parte dos poderes públicos. Cedo ele percebeu que, se continuasse dependendo exclusivamente de donativos e mensalidades da comunidade, a orquestra estaria condenada a vegetar.

Sob a batuta do maestro Pablo Kómlos (foto maior), o processo de encampação trouxe também novas demandas para a Ospa, que se colocou num plano de obrigatória qualidade musical. Os naipes tiveram de ser aperfeiçoados com a contratação de novos componentes.

A partir daí, seus músicos, reconhecidos nos seus direitos como funcionários públicos, passaram a receber um salário melhor, podendo pensar em viver apenas da música. Os músicos estrangeiros tiveram de naturalizar-se. Em 2015, a Ospa completa também, em novembro, 65 anos de criação. Hoje, ela conta com coro sinfônico e com uma escola de música que atua na formação de 200 crianças e adolescentes

O antigo Palácio

23 de janeiro de 2015 0

11143713

Desde os tempos do Brasil Colônia, a sede do governo da Capitania do Rio Grande de São Pedro ficava num velho casarão da Praça da Matriz (Praça Marechal Deodoro), mesmo local onde agora está o Palácio Piratini.  Esse primeiro Palácio do Governo foi mandado edificar em 1773 pelo governador José Marcelino de Figueiredo, mas só foi concluído em 1789, já na administração do brigadeiro Sebastião Veiga Cabral da Câmara.

Depois de muitas modificações e reformas, o prédio chegou até a República já em precário estado de conservação. Em 1894, no governo de Julio de Castilhos, foi que se decidiu pela construção de um novo palácio, já que o existente “se acha práticamente inabitável”, no dizer do então secretário das Obras Públicas. Sem corresponder às exigências dos governantes republicanos, o velho palácio foi demolido em 1896.

O Presidente do Estado passou a despachar no sobrado onde hoje está o Memorial do Ministério Público, na esquina da Praça da Matriz com a Rua Jerônimo Coelho. Ainda neste mesmo ano, no dia 27 de outubro, foi lançada a pedra fundamental da nova sede do governo, com projeto do engenheiro estadual Affonso Hebert. Esse projeto foi posteriormente abandonado, por volta de 1908, quando  o governo era ocupado pelo presidente Carlos Barbosa Gonçalves.

Em 7 de abril de 1909, o arquiteto francês Maurice Gras firmou contrato para a construção do novo palácio. Uma nova pedra fundamental foi assentada em 20 de setembro do mesmo ano. Mas foi só em 1921, no quarto  período administrativo de Borges de Medeiros, que o novo e pomposo prédio pôde começar a ser utilizado, embora ainda faltando algumas obras, que só foram concluídas muito depois. Em 1955, por decreto do governador Ildo Meneghetti, a sede do governo passaria a se chamar Palácio Piratini, em homenagem ao nome da primeira capital da República Rio-Grandense, proclamada em 1836.

Fonte: Porto Alegre Ano a Ano, de Sérgio da Costa Franco

Bento Gonçalves, mais ao alto

21 de janeiro de 2015 2

benntooo

Aqui mesmo, no Almanaque Gaúcho, já havíamos registrado que a estátua que homenageia o general Bento Gonçalves foi instalada, originalmente, diante do pórtico da Exposição  Comemorativa ao Centenário da Revolução Farroupilha, realizada no Parque da Redenção em 1935. Um concurso vencido pelo escultor pelotense Antônio Caringi (1905-1981) consagrou ao herói farrapo esse bonito monumento equestre que obedece à simbologia da estatuária, segundo a qual a posição das patas do cavalo define em que circunstância morreu o homenageado. Se as quatro patas estão no chão, a morte teria sido natural. Se apenas uma das patas está no ar, a morte teria sido em decorrência de ferimentos em combate. Se o cavalo está com as duas patas no ar, a morte ocorreu durante uma batalha. Até encontrar a fotografia ao lado, no acervo da Fototeca Sioma Breitman, do Museu Joaquim José Felizardo, eu não tinha podido observar o quanto o pedestal original era mais baixo do que o atual, que serve de base para a estátua desde 1941, quando ela foi transferida para o local onde se encontra agora, diante do Colégio Estadual Julio de Castilhos, no encontro das Avenidas João Pessoa e Azenha. Caringi teve sua formação artística na Academia de Belas Artes de Munique, na Alemanha. Em 1934, o escultor voltou ao Brasil e venceu o concurso para realizar o monumento a Bento Gonçalves. A ideia inicial era que a obra ficasse junto à Ponte da Azenha, cenário importante do levante dos farroupilhas, em Porto Alegre. Porém, os planos mudaram, e a estátua foi inaugurada em 15 de janeiro de 1936 na Redenção. Caringi também é o autor do monumento ao Laçador (1958), do monumento nacional aos Imigrantes, em Caxias do Sul (1954), do monumento ao Expedicionário (1951), entre outros. Caringi, depois de vencer o concurso, retornou para a Alemanha e lá esculpiu e construiu a grande estátua equestre que foi trazida ao Brasil de navio. Como se nota, muitas das estátuas contemporâneas desceram dos pedestais. Hoje são implantadas junto ao chão, como se estivessem caminhando, sentadas em bancos de praças e, quem sabe, até fazendo parte mais naturalmente da vida da cidade. Afinal, nossos heróis, faz tempo, deixaram de usar cavalos, apearam, mas nem por isso merecem menos respeito.

Progresso sobre os ossos

20 de janeiro de 2015 1

almanaqueA foto, feita pelo Atelier dos Irmãos Ferrari, por volta de 1900, mostra um ângulo curioso de uma parte importante do centro da Capital. Essa área é aquele forte declive entre a Rua Duque de Caxias (antiga Rua da Igreja) e a Rua Coronel Fernando Machado (antiga Rua do Arvoredo). É o trecho atrás do antigo prédio da Assembleia Legislativa (agora Memorial do Legislativo) e fundos do Palácio Piratini. Fica entre a rua General Bento Martins e o grande e antigo prédio hoje ocupado pela Cúria Metropolitana, pelo Arquivo Histórico da Mitra e pela Casa Paroquial, residência do arcebispo de Porto Alegre. Originalmente, esse majestoso prédio foi o Seminário Episcopal, erguido por ordem de dom Sebastião Dias Laranjeira a partir de 1865, e concluído em 1888. O projeto foi do arquiteto alemão Johann Grünewald. Dom Sebastião foi figura especial do clero, era abolicionista e sonhava em ver o fim da escravatura antes de sua morte. Teve esse seu desejo atendido. Morreu em 13 de agosto de 1888, 90 dias após a assinatura da Lei Áurea. Quando o papa João Paulo II esteve em Porto Alegre, em julho de 1980, foi nesse edifício histórico que ele se hospedou, e onde pernoitou do dia 4 para o dia 5. Se hoje o prédio está escondido entre tantos edifícios que asfixiam sua imponente arquitetura, no passado ele se sobressaía em meio ao casario colonial da Cidade Baixa. Na imagem, podem ser vistas modestas casinhas que sobem a Rua General Auto. Parte desse terreno foi tomada pela construção do Grupo Escolar Paula Soares e também pelos jardins do Palácio Piratini. O terreno onde foi erguido o Seminário Episcopal é exatamente nos fundos da antiga Igreja Matriz e da Capela do Espírito Santo, e ali ficava, antes, o antigo cemitério da cidade. Em 1869, o jornal A Reforma denunciava que o seminário estava sendo construído sobre os ossos dos nossos antepassados: “Levante-se o edifício do Seminário – exclamava o jornalista –, que importam os ossos humanos que lhe servem de alicerce e que junto a ele branqueiam?”.

 

Fonte: Porto Alegre – Guia Histórico, de Sérgio da Costa Franco

Nasce o bairro Ipanema

19 de janeiro de 2015 0

No início da década de 1930, bairros como Tristeza e Pedra Redonda já eram antigos balneários e tradicionais locais de lazer da Capital. Mas a área onde hoje se localiza Ipanema continuava praticamente desabitada e com sua geografia nativa quase intocada. Nessa época, o engenheiro e empresário Oswaldo Coufal adquiriu ali uma grande propriedade para transformá-la num novo loteamento. Coufal, que gostava de passar as férias com a família no Rio de Janeiro, cidade que adorava, viu aquela região de Porto Alegre, banhada pelo Guaíba, como um futuro ponto turístico e aproveitou nomes cariocas para batizar o bairro e algumas ruas recém urbanizadas. Em 1937, o novo bairro ganhou a Igreja de Nossa Senhora de Aparecida, que só foi receber definitivamente um pároco em 1939, o que revela que o desenvolvimento do novo balneário foi, de início, lento.

Um anúncio de 1931 dizia: “offerecemos-lhe um passeio sem compromisso” (Fotos: Revista do Globo, Reproduções)

Um anúncio de 1931 dizia: “offerecemos-lhe um passeio sem compromisso” (Fotos: Revista do Globo, Reproduções)

Durante as décadas de 1950 e 1960, Ipanema se tornou um bairro residencial de classe alta e não mais apenas de veraneio, como no princípio de sua história. Os novos moradores dessa época eram profissionais liberais bem-sucedidos, como médicos e advogados. No final da década de 1960, contudo, a balneabilidade da região, que tinha atraído muita gente, perdeu charme devido à poluição ambiental. Muitas das mansões na beira da praia ganharam aproveitamento comercial e Ipanema se consolidou como a alternativa de lazer do verão para aqueles que não se deslocavam ao litoral.

FOTO 3 1901

Pela grandeza da pátria!

17 de janeiro de 2015 0

almanaquePassados os primeiros tempos da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, começaram as pressões para que o país deixasse o regime excepcional e se reconstitucionalizasse. Os momentos que antecederam a Revolução Constitucionalista de 1932 foram de grandes articulações políticas em todo o país. No Rio Grande, não foi diferente. No final de 1931, diversos líderes gaúchos, incluindo Borges de Medeiros, Raul Pilla e João Neves da Fontoura, reuniram-se com o interventor do Estado do Rio Grande do Sul, Flores da Cunha, e decidiram pressionar Getúlio para uma imediata reconstitucionalização do país:

“Esta photographia – que póde ser classificada de histórica – é um esplendido depoimento em favor da maravilhosa politica de concordia que o Rio Grande vem mantendo patrioticamente desde a revolução libertaria. Nella se vêem, sentados lado a lado, na hoje célebre entrevista de Cachoeira, os chefes dos dois partidos do Estado: O venerando e grande republicano, Dr A.A. Borges de Medeiros, e o Dr. Raul Pilla, chefe do Partido Libertador. De pé, o general Flores da Cunha, Interventor Federal, o estadista que vem guiando com soberba visão os destinos do Rio Grande, e o Dr. João Neves da Fontoura, o eminente tribuno cuja palavra miraculosa repercute em todo o território nacional.” Revista do Globo, dezembro de 1931.

 

O verão

16 de janeiro de 2015 0

almanaque veraoCrianças podem se divertir em praticamente qualquer circunstância, mas é no verão que o calor, a pouca roupa, o sol e o mar criam as melhores condições para que a meninada possa desfrutar plenamente as alegrias da infância. Acho que sempre foi assim. E isso não vale exclusivamente para a garotada. Da edição número dois da Revista do Globo, publicada em 19 de janeiro de 1929, extraímos a foto das crianças, a capa, e reproduzimos os seguintes textos: “Para um mais completo aproveitamento do ar e do sol, eis o traje que os hygienistas aconselham ás crianças”. “A seducção das praias… Enquanto a cidade boceja de tedio sob o mormaço, o mar espera nestes mezes a floração das lindas banhistas… o mar é um canto
de sereia, e as sereias vão na onda…” (sic).

Gaúchos e beduínos

15 de janeiro de 2015 0

saara 2

Como dizia a velha seção da extinta revista O Cruzeiro: as aparências enganam. As duas cenas em que beduínos aparecem na imensidão da paisagem árida das areias do suposto deserto do Saara, na verdade, não passam de uma brincadeira feita por veranistas no verão de 1929 para uma reportagem da Revista do Globo, nº 2, de 19 de janeiro daquele ano. Alguns lençóis, na falta de camelos, dois cavalos crioulos, joelhos no chão, pequenos tapetes e cômoros que se perdem de vista mais um ângulo que esconda o vasto mar, logo ali atrás das dunas, e está montada a farsa. Na publicação, a legenda que acompanhava as imagens dizia: “Como é fácil um scenario de deserto quando meia dúzia de veranistas teem imaginação (sic)”. É provável que, na falta de outras alternativas, o pessoal tivesse de buscar na “imaginação”, e em brincadeiras singelas como essa, uma forma de passar o tempo naquelas antigas temporadas à beira-mar.

saara (2)

 

The Beatles em Porto Alegre

14 de janeiro de 2015 1

beatles
Por muito pouco, os Beatles, ninguém menos do que The Beatles, não conheceram o Guaíba e o churrasco gaúcho. Muito pouco. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr poderiam ter sido recebidos por multidão insana no antigo terminal do aeroporto Salgado Filho e perseguidos pela histeria dos fãs no traslado sobre o carro de Bombeiros pela moderna Avenida Farrapos até o hotel no centro de Porto Alegre. Talvez ocupassem quatro suítes do City Hotel, sintonizassem a Telenovela Kolynos no Canal 12 e dispensassem as visitas de autoridades antes dos shows no Estádio Olímpico. Acreditem, esse roteiro dos sonhos quase aconteceu em 1965, há 50 anos.

Os Beatles bombavam no mundo com A Hard Day’s Night e exibiam a condecoração recente de Sua Majestade Elizabeth II, do Reino Unido. Recém haviam colocado 55 mil fãs no primeiro concerto de rock em um estádio, em Nova York. Agora, em agosto de 1965, negociavam para setembro uma turnê pela América do Sul. Seriam dois shows em São Paulo e dois no Rio, mas Jofre Miguel, diretor do Teatro Leopoldina, articulava outras duas apresentações em Porto Alegre. Daqui, o quarteto seguiria para Buenos Aires, Montevidéu e concluiria a excursão em Santiago do Chile.

Havia uma barreira gigantesca. Cada exibição custava 100 milhões de cruzeiros. John Lennon levaria daqui 200 milhões. Pela conversão no site da Fundação de Economia e Estatística (FEE), daria hoje R$ 4,2 milhões. E a julgar pelo pânico de Jofre, o cachê representava muito mais. À época, um dos maiores assaltos a banco de Porto Alegre rendera aos gatunos 70 milhões de cruzeiros, número três vezes menor do que o assustador cachê britânico.

Jofre buscou parceria com o Grêmio. Os shows só seriam viáveis se colocassem a cada dia lotação total de 40 mil pessoas no Olímpico. O Leopoldina chegou a sugerir três apresentações com cachê de 53 milhões de cruzeiros, mas um telegrama do diretor comercial da banda inglesa desfez a hipótese da redução. O temor aumentou quando o homem que traria os Beatles ao Brasil, Paulino de Carvalho, da Record, veio a Porto Alegre em 8 de agosto. Queria firmar os contratos.

Como se sabe, The Beatles jamais vieram à América do Sul. Abortaram a turnê porque a última parada, em Santiago do Chile, não fechou. Desiludidos, os jornais gaúchos noticiaram: “O conjunto instrumental e vocal britânico não vem mais”