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Encontro dos Eickhoff

07 de julho de 2015 0

No dia 12 de julho, domingo próximo, haverá o primeiro encontro dos descendentes de João Eickhoff (doutor Maragato) e de Luiz Eickhoff. Os irmãos, por volta de 1860, deixaram sua família em Bremen, na Alemanha, e partiram rumo ao desconhecido. Chegaram ao Uruguai e, depois, no Brasil, foram para a Velha Colônia de Ijuí (Barracão, naquela época), instalando-se na Linha 8 e na Linha 5. Austríacos, Johann e Ludwig Eichkoff, no Barracão, formaram uma banda de música chamada Banda Eickhoff, que existe até hoje, há mais de cem anos, passando de geração a geração o gosto pela música.

Os irmãos deixaram livros que narram sua trajetória desde a Alemanha até sua morte, aqui no Brasil: conquistas, lutas e tristezas. A Borboleta Negra, de JB Eickhoff, enfoca a história dos dois irmãos, e João: O Dr. Maragato conta a história política de João. Eles deixaram um belo legado aos seus descendentes e, por isso, hoje, seus tataranetos Eliane Marili Uhde Porazzi (descendente de João) e Jorge Gilberto Eickhoff (descendente de Luiz), além de outras pessoas, estão organizando esse encontro. O evento será no Centro Cultural XXV de Julho, de Ijuí, no Parque de Exposições Wanderlei Burmann, e terá início às 8h30min, com ampla programação ao longo do dia. Contatos pelos telefones (55) 8127-8658, com Eliane, ou (55) 9961-6151, com Gilberto. Também pelo e-mail elianeuhdeporazzi@hotmail.com ou no Facebook Descendentes João Eickhoff Dr. Maragato e Luiz Eickhoff!!!!. Nas fotos, Luiz (sentado, na imagem de cima) e João (na de baixo). Ambos com suas respectivas famílias.

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ZH: 50 anos, nos Clubes

Em sua edição do dia 7 de julho de 1965, portanto 50 anos atrás, Zero Hora lançava uma nova coluna, que foi entregue a um jovem de 22 anos, recém chegado de Veranópolis, onde trabalhava como radialista. Ele se chamava Saul Júnior. Essa primeira edição sequer saiu assinada, pois seu nome, que logo e ao longo de meio século (opa!) tornou-se sinônimo da movimentação social nas agremiações da Capital e do Estado, não era conhecido nem pelo diretor da Redação. Na verdade, quem deveria ocupar o posto de colunista era outra pessoa, que no último momento desistiu de abraçar a tarefa. Saul foi, então, o escolhido, meio na marra, e consagrou-se como uma daquelas improvisações que se mostram melhores do que as coisas elaboradas com meticuloso planejamento. Com prazer e dedicação, ele cumpriu, até aposentar-se em 2004, o que prometia naquele primeiro texto: “bem informar sobre as promoções e atividades sociais dos clubes…”. É por esse motivo que Saul, entre outras coisas um dos criadores do concurso Garota Verão, recebe sempre a gratidão de tanta gente.

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Procurando por Lamarca

06 de julho de 2015 0

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Fazia muito tempo que um cofre, alojado no gabinete da prefeitura de Tapes, era cercado por mistério. Ninguém sabia o segredo nem sequer alguém tinha a chave. Existia, inclusive, a lenda de que um ex-prefeito, já falecido, ali havia guardado substanciosa quantidade de dinheiro. Isso até que, meses atrás, um conhecido chaveiro da cidade foi desafiado, por amigos ligados à prefeitura, a fazer uma tentativa de abrir a tal inexpugnável caixa de aço.

A operação foi coberta de sucesso, mas, ao invés de cédulas ou moedas, o que veio à luz, de interessante, foram dois documentos do período de trevas da ditadura, que agora estão expostos no acervo da Casa de Cultura Ruy de Quadros Machado. Com carimbos de CONFIDENCIAL, os papéis, datilografados e dirigidos à autoridade municipal, alertavam: “O Cap. Carlos Lamarca, autor de desvio de armamento FAL, munição e fardamento do 4º RI, no dia 24 de janeiro de 1969, continua desaparecido”. Identificava, também, três outros militares como membros do grupo de Lamarca: o terceiro-sargento Carlos Alberto dos Santos Ferreira e os cabos Carlos Enéas de Araújo e Geraldo de Oliveira Nunes.

Uma breve descrição do principal procurado, além de dados físicos, informava que ele era “excessivamente magro, excelente atirador e proprietário de um VW com amassamento no para-lama direito”. Como “providências solicitadas”, constava: “Se encontrado, bem como qualquer elemento do seu grupo, deverá ser prêso e a comunicação feita a esta CSM em caráter urgentíssimo”. Os documentos são assinados pelo coronel Mario Ribeiro Miranda Junior, chefe da 8ª CSM. Além do “pedido de Busca nº 2-S2-69”, com data de 31 de janeiro de 1969,  que tentava localizar Lamarca, o outro papel alerta para a necessidade de “máximo empenho na guarda e controle” de documentos da situação militar (em branco) e afirma: “A posse de um documento de situação militar por parte de um elemento subversivo, inclusive estrangeiro, lhe é de alta valia para a prática de ações criminosas contra a Segurança Nacional”.

O coronel Miranda Jr. sugeria, no texto, que esse tipo de documento fosse guardado “no cofre do vosso gabinete” e que “procedais a um contrôle dos mesmos, no mínimo mensalmente”, no que deve ter sido prontamente atendido, é claro. Aquela não era uma época para desobediências.  Lamarca, um dos principais inimigos do regime militar, foi encontrado e morto no sertão da Bahia, em 1971.

150 anos na história

04 de julho de 2015 0

O Registro de Imóveis da 1ª Zona de Porto Alegre, o primeiro e mais antigo registro de imóveis da Capital e do Estado, celebra hoje, às 19h, no Palácio da Justiça, na Praça da Matriz, com a abertura de uma exposição e o lançamento do livro Do Manuscrito ao Registro Eletrônico, os seus 150 anos de atividade.

O título remete à possibilidade de consultar a situação da matrícula do imóvel e fazer o pedido da certidão através do sistema de matrículas online, modernidade única no Brasil e exclusiva da instituição. A sua origem histórica data de 1865, quando foi criado, em decorrência da denominada Lei de Hipotecas (número 1.237, de 1864).

Essa lei criou o primeiro sistema de registro imobiliário do Brasil. A data oficial de criação é 5 de julho de 1865, na qual foi assinado o termo de abertura do primeiro livro destinado às transcrições imobiliárias. Após o Código Civil de 1916, foi institucionalizada a figura do registrador ou oficial de registro de imóveis. A sede atual fica na Travessa Leonardo Truda, número 98,  no 12º andar, no Centro.

Vale lembrar que o primeiro registrador nomeado para Porto Alegre foi Sinval Saldanha, casado com Dejanira Medeiros Saldanha, filha de Borges de Medeiros. Dessa forma, e não por acaso, a primeira sede da instituição começou no andar térreo do prédio que ficou conhecido como Palacete Borges de Medeiros, na Rua Duque de Caxias, 1.195, residência do líder do Partido Republicano (PRR) e presidente do Estado, por 25 anos, devidamente indicado ao cargo pelo antigo morador da casa ao lado, Júlio de Castilhos. As escrituras detalhadas sobre essas propriedades e curiosidades sobre sua compra e venda fazem parte da exposição e do livro comemorativos ao sesquicentenário do primeiro registro de imóveis de Porto Alegre.

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Encontro da Família Sipp

Amanhã, domingo, vai ocorrer, na Linha General Neto, em Barão, no RS, o XVII Encontro da Família Sipp. O evento vai reunir descendentes de Johann Geor Sipp e Sophia Billo. Um dos filhos do casal, Cristiano Sipp (1849-1929), nasceu em Alzey, na Alemanha, e veio com os pais, que entraram no Brasil em 1859. Eles se estabeleceram na ex-Colônia Santa Maria da Soledade, que mais tarde passou a pertencer ao município de Montenegro. Quando Cristiano casou, com Ana Maria Steuernagel, foi morar nos fundos das terras do pai, mais tarde na Linha Cairu, Montenegro, em Barão, no RS. Os pais da Ana Maria vieram em 1858 e moravam pertinho. Ana Maria é filha de Gaspar Steuernagel e de Maria Nicolausen. Na foto, Cristiano e Ana Maria.

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Tesouro assombroso

03 de julho de 2015 0

Nosso leitor Ricardo Goulart Jahn encontrou, num sebo da Rua General Câmara, um quadro com um poema e um cartão postal. Ficou sabendo que esse tesouro foi achado dentro de um antigo livro, e emoldurado. Não resistiu à tentação e adquiriu a relíquia. O poema de Olavo Bilac (1865-1918) é provavelmente a primeira versão do soneto Assombração, posteriormente publicado.

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No caso, os dois documentos devem ter sido enviados para a mesma pessoa: mademoiselle Marina Cunha. O poeta juntou votos de “boas festas e feliz ano novo” com sua própria caligrafia e assinou. Consta, ainda, como primeiro destino, a cidade de Pelotas. O Correio deve ter reenviado para Porto Alegre, já que um segundo carimbo está datado de janeiro de 1914.

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Existe ainda uma observação manuscrita identificando a casa do doutor Orphelino Tostes. O carimbo de origem é da cidade do Rio de Janeiro, onde o poeta nasceu, e tem a data 24/12/13. Na face do postal, uma foto do Monte Saint-Michel, na França. O tema do poema, um tanto pesado, talvez tenha sido um prenúncio das angústias do artista, já que ele morreu quatro anos depois da remessa ao nosso Estado dessa partícula de sua grandiosa obra.

Museu Getúlio Vargas

03 de julho de 2015 0

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Hoje, às 11h, será entregue à comunidade, restaurado e ampliado, o Museu Getúlio Vargas, na Avenida Presidente Vargas, 1.772, no centro de São Borja. A revitalização desse patrimônio cultural tombado pelo Estado proporcionará aos visitantes um lugar qualificado para reflexão, fruição e pesquisa sobre uma das fases mais significativas da história nacional. As obras, que se desenvolveram ao longo de 18 meses, foram patrocinadas pela AES Sul, através do financiamento do Pró-Cultura RS, com apoio da prefeitura de São Borja e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE).

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O projeto reuniu uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de excelência. Nos fundos do terreno, foi construída uma nova edificação, com dois pavimentos e cerca de 230 metros quadrados, onde será a sala de consulta e pesquisa, além do espaço para higienização, restauração e manutenção do acervo, composto por fotografias, documentos e indumentária, oferecendo um panorama cronológico da vida de Getúlio Vargas, nos diversos ambientes da casa em que o estadista viveu por 12 anos, após seu casamento, e na qual seus filhos nasceram.

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Uma parte significativa do acervo do Museu é a coleção de álbuns fotográficos da Agência Nacional e do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). São preciosidades da história nacional, onde as origens missioneiras do sul do país se cruzam com a história do Brasil Republicano. O projeto criou, também, produtos institucionais, como suvenires e um catálogo trilíngue acerca do processo de restauro e da trajetória de Getúlio Vargas. Será ministrada, ainda, uma oficina, com o objetivo de estimular a futura Associação de Amigos do Museu, que auxiliará a sua sustentabilidade.

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Boletim trimestral

02 de julho de 2015 0

Nosso leitor Francisco H. Rodrigues, de Jaguarão, comercializa objetos antigos. Junto com três livros que comprou, recebeu um boletim escolar (foto abaixo) do Gymnasio Espirito Santo, e gentilmente nos enviou. O aluno era Vicente Martins da Silva (depois, conhecido médico naquela cidade), e a data do documento é 29 de maio de 1909. Portanto, 106 anos atrás. Além da grafia antiga, o que mais chama atenção é a lista de disciplinas oferecidas pela escola naquela época e as cadeiras que faziam parte do currículo do 6º ano ginasial: Litteratura, Portuguez, Francez, Inglez, Allemão, Latim, Grego, Arithmetica, Algebra, Geometria, Trigonometria, Physica, História Universal, Chimica, História Patria, História Natural, Geographia, Mechanica, Astronomia, Logica, Religião e História Biblica (sic).

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As que têm, ao lado, as notas, foram as ministradas. Esse colégio, fundado em 1901 por iniciativa do vigário da Matriz do Divino Espírito Santo, padre Josué Vieira Mattos, que solicitou a vinda de padres belgas para organizar um ginásio em Jaguarão, funcionou até 1914. E foi responsável pela formação de uma geração de gente com importante contribuição para a sociedade. Jaguarão só voltou a ter um ginásio, por iniciativa do IPA, em 1942.  Fica claro que a vida de um estudante, no início do século passado, não era nada fácil. Nestes novos tempos, em que se combate, com razão, a “decoreba” e o conhecimento está, como nunca antes, à disposição, tudo indica que se sabe muito mais, mas, infelizmente, se ensina muito menos.

A carne é forte

01 de julho de 2015 0

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Em 1900, o moranês Rocco Rosito “Brescio” chegou a  Porto Alegre e, em 1902, inaugurou o finíssimo açougue Bella Vista, na Rua Duque de Caxias, número 1.364, nas proximidades do viaduto Otávio Rocha. Tinha uma grande freguesia, entres eles vários governantes e parlamentares do nosso Estado. Graças à habilidade do proprietário em trabalhar a carne e a seu modo gentil de atrair a clientela, o negócio prosperou rapidamente. Em 1930, o açougue passou a ser chamado de Açougue Boa Vista, tendo como novo proprietário Francesco Giuseppe Rosito “Brescio”, sobrinho do pioneiro.

No ano de 1919, os irmãos José e Pedro, ainda menores de 18 anos, foram acolhidos pelo seu tio, também chamado Rocco Rosito, que lhes ensinou o ofício de retalhar a carne com higiene, arte e disciplina. O primeiro estabeleceu açougue na Avenida Independência. O segundo, na Rua Antão de Farias, no bairro Bom Fim. Depois, vieram seus irmãos Domingos, que fixou açougue na Cidade Baixa,  Antônio, no bairro Auxiliadora, Bernardo, na Rua 24 de Outubro. Salvador, Rocco e Nicola também inauguraram açougues em outros bairros da Capital.

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Os negócios prosperaram, e os irmãos Rosito se associaram à Fedele Marranghello, fundando a Marchanteria Rosito & Cia. Adquiriam o gado em fazendas no Interior, abatiam e distribuiam a carne nos açougues da Capital. Em 1961, a segunda geração da família Rosito, Raffaele e Marcello, filhos de Francesco, aproveitando-se  da tradição e do relacionamento com tantos outros moraneses estabelecidos com açougues em Porto Alegre, reiniciaram a atividade, como distribuidores e transportadores frigoríficos, encerrando definitivamente o trabalho em julho 1994. Foram 92 anos no ramo da carne, consolidando o slogan “Rosito, Tradição em Carnes”.

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História sem fim - Parte II

30 de junho de 2015 0

Ontem, contamos a saga de Ayres Cunha para se casar com Diacuí. Depois de toda a badalação, da festa no Rio, o casal voltou para a floresta remota na margem do Rio Culuene, em Mato Grosso. O tempo passou, e a índia ficou grávida. Durante o trabalho de parto, complicações colocaram a vida de Diacuí em risco. Ayres, assustado, apanhou uma canoa e saiu em busca de socorro. Quando retornou, nada mais pôde ser feito pela mulher, havia apenas uma menina recém-nascida. Não bastasse a dor, Ayres foi acusado, pela imprensa, de ter abandonado Diacuí à própria sorte. Descartado e amargurado, apanhou o bebê, no qual colocou o nome da mãe morta, e voltou para Uruguaiana. Lá, construiu uma mistura de galpão crioulo com oca indígena, que batizou de Taba Diacuí. No início da década de 1960, o fotógrafo Alceu Feijó visitou e fotografou o lugar onde Ayres criava a pequena e lindinha Diacuí, hoje, uma senhora de mais de 60 anos, casada com José, um caminhoneiro internacional aposentado.

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Ayres, que morreu em 1997, aos 82 anos, foi ajudado pela segunda esposa a educar a menina. Diacuí Cunha Dutra, a filha, só voltou à selva do Mato Grosso, onde nascera, no último mês de março, por iniciativa de amigos, como o ativista cultural Duclerc João da Silva e a psicóloga Marcia Batista Tomé, seus acompanhantes nessa incursão catártica. Ela emocionou-se no túmulo da mãe, visitou a aldeia Matipu/Calapalo, ainda hoje um lugar quase inacessível, onde encontrou parentes. Participou de rituais na selva e voltou ao Rio Grande do Sul. Um documentário para a televisão e um livro estão sendo providenciados. Duclerc, que dirige o jornal Gazeta Serrana, de Bom Jesus, busca apoio para poder contar, em detalhes, e sem sensacionalismo, essa história brasileira que, como o nosso país, não tem fim.

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História sem fim - Parte I

29 de junho de 2015 0

Hoje e amanhã, o Almanaque Gaúcho vai lembrar uma história que comoveu o país inteiro no início da década de 1950. O que poderia ser apenas um romance entre duas pessoas que se amavam, tornou-se uma complexa novela com lançes surpreendentes e dramáticos. Aires Camara Cunha era um gaúcho de Uruguaiana chegado numa aventura. Por conta disso acabou indo parar no Brasil Central, onde tornou-se sertanista, e participou da famosa expedição Roncador-Xingu. Essa incursão interior adentro foi criada em 1943, no governo Vargas, e tinha por objetivo desbravar áreas desconhecidas do oeste e da selva do Mato Grosso, e se desenvolveu até 1949. Aires trabalhou como funcionário da Fundação Brasil Central, no meio da floresta encontrou a índia Diacuí, filha de um cacique da etnia Kalapalo. Decidiu que aquela seria a sua mulher e começou a encontrar obstáculos, não entre os sílvícolas, mas entre os homens brancos, como ele, do Serviço de Proteção ao Índio. O sertanista tocou-se para o Rio de Janeiro onde ficou três meses tentando contornar as dificuldades. Ele queria oficilizar a união. Quando a imprensa da época, especialmente a revista O Cruzeiro, de Assis Chateaubriand, descobriu o caso, o interesse sensacionalista em tirar proveito da situação e auferir lucros financeiros, ensejou reportagens em série que fidelizavam leitores. Por interferência de Chateaubriand o Estado e a Igreja foram mobilizados para dar sequencia ao sonho de Aires. A índia Diacuí, trocou a nudez da selva por um vestido de noiva, e trazida para a então Capital Federal, casou-se com o gaúcho numa cerimônia, na Igreja da Candelária, acompanhada por milhares de pessoas. Logo começariam os maiores problemas. A especulação sobre os “reais” propósitos do sertanista ocuparam as páginas dos jornais e revistas. Haveria, por trás, a (improvável) intenção de “ficar” com as terras dos indígenas. O mínimo que se dizia, era que Aires buscava a publicidade fácil, até porque, como escreveu um jornalista, “Diacuí, é apenas uma india; portanto, feia como o são suas irmãs de raça. As Iracemas desepareceram há muito, refutadas, com José de Alencar, pela crua realidade do sertão brasileiro”.
Amanhã tem mais…1 2 3

Nina Moreno (1928-2015)

27 de junho de 2015 0

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Nina Moreno, veterana intérprete de música portenha e latino-americana, nos deixou em 17 de maio último. Rosa Esther Moreno Moreira, seu nome de batismo, nasceu em Montevidéu a 22 de setembro de 1928. Depois de uma desilusão amorosa, em 1954, veio para Porto Alegre, atuando na antiga American Boite, e nunca mais saiu do Brasil. Trabalhou em várias capitais, como cantora de tangos, boleros e música latino-americana. Em 1974, abriu sua primeira casa de tangos, La Cumparsita, e, depois de cinco anos, a Recanto Latino, na Praça Cônego Marcelino. Durante todos esses anos, interpretou de clássicos de Gardel a Piazzola, encantando gerações de porto-alegrenses e também turistas que se deliciavam ao ouvi-la. Nos últimos tempos, apresentava-se nos bares Parangolé, onde foi fotografada por Renata Ibis (ao lado), e Acuario, no bairro Cidade Baixa. Nesse último, cantou até a véspera da sua morte, aos 86 anos. Dotada de memória e simpatia prodigiosas, foi, sem dúvida, a maior e melhor intérprete  da música rio-platense e latino-americana que teve a noite da Capital desde os anos 1950.

Colaborou Caio Lustosa

 

Encontro da Família Nicolini

Hoje ocorrerá o 10º Encontro da Família de Victório e Amábile Nicolini. Eles são descendentes de imigrantes italianos que vieram de Vicenza, na região do Vêneto. A família se estabeleceu em Garibaldi, mas, como um dos 12 filhos do casal, Luiz (in memoriam), foi morar em Santana do Livramento, em 1970, a festa deste ano será rea-lizada naquela cidade da fronteira. Luiz casou-se com Ignêz. Os sete filhos remanescentes (eram seis homes e seis mulheres) já confirmaram presença com suas proles. A reunião está marcada para as 16h30min, quando será feita uma foto oficial dos parentes, que já chegam a quase 200 pessoas. Às 18h, haverá missa, seguida do jantar, no Galeto Itália, local onde serão efetuadas todas as celebrações. Na foto abaixo, Victório e Amábile, com seus filhos. Mais informações, com Elda, pelo telefone (55) 9902–8419.

 

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