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Cecat/ETA/Viamão

25 de maio de 2016 0

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A Escola Técnica de Agricultura (ETA) foi fundada em 1910. Seis anos depois, o Centro dos Estudantes dos Cursos Agrotécnicos (Cecat) iniciava, no dia 28 de setembro, as suas atividades. É o mais antigo centro de estudantes da América do Sul, e vai comemorar neste ano seu centenário.

Um bom número de professores, políticos, parlamentares, jornalistas e escritores por ali passou. Alguns de seus componentes vieram a ocupar a presidência de entidades culturais diversas, como a Academia Rio-Grandense de Letras, a Estância da Poesia Crioula, vários Grêmios Literários, o Conselho Estadual de Cultura e muitas cátedras no Ensino Superior, podendo citar-se Gevaldino Ferreira, Francisco Pereira Rodrigues, Hélio Moro Mariante, Mozart Pereira Soares, Caio Flávio Prates da Silveira (todos presidentes da Academia e/ou da Estância), Áureo Gonçalves Dias, Fernando Ribeiro de Souza, José Castelano Rodrigues, João Pedro dos Santos, Josino Guimarães Soares e Osmar Matzembacker (professores), Leonel Brizola, Loris Reali e Zaire Nunes Pereira (políticos), Oldemar Maboni e Mozart (jornalistas e escritores). Eram vários departamentos, como Cultural, Esportes, Recreativo, Semanal e Social, que promovia o Baile dos Bixos, o maior acontecimento social de Viamão em determinada época, além das famosas reuniões dançantes que deram início a namoros e casamentos.

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Por dificuldades econômico-financeiras da ETA e da Secretaria de Educação do Estado, o prédio do Cecat ficou sem manutenção por vários anos, acabando em mau estado de conservação. Em novembro último, quando a ETA completou 105 anos, foi formada uma comissão para angariar fundos e reconstruir o seu querido e saudoso Cecat. Essa comissão, formada pelos ex-alunos Ravardière, Ney, Elso, Carlos Alberto, Aldo Leandro, Kleto e Érito, convida os ex-colegas e outros voluntários a cooperarem na obra, que se encontra em pleno andamento, embora os recursos existentes sejam insuficientes para finalizá-la. Contatos: Ravardière Gama, 9972-6949; Elso Pereira Filho, 9979-6434; Carlos Alberto Azevedo, 9974-0959.

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Encontro da Família Cattelan

24 de maio de 2016 0

No dia 28 (sábado), na Linha Porto Alegre, município de Guarani das Missões, ocorrerá o 4º Encontro dos Cattelan. Serão comemorados os 151 anos de nascimento de Luigi Cattelan, natural de Ormelle, comuna italiana da região do Vêneto, província de Treviso. Ele nasceu em 23 de setembro de 1865, filho de Michele Cattelan e Antonia Anna Dal Bo. Michele (43 anos), a esposa, Antonia Anna (36 anos), e os filhos, Maria (14 anos), Luigi (12 anos), Augusta (sete anos) e Giacomo (cinco anos), desembarcaram do vapor Colombo, no Rio de Janeiro, a 12 de fevereiro de 1878, de onde seguiram para Santa Catarina, antes de se fixarem em Silveira Martins/RS. Luigi, em 21 de outubro de 1889, casou-se com a imigrante italiana Giulia Damian (foto), nascida em 1º de fevereiro de 1873, na comuna de Fontanafredda, na região do Friuli-Venezia Giulia, província de Pordenone. Em 1892, a família transferiu-se para a Colônia Jaguari (linha 11), nas imediações da comunidade São Pedro de Fontana Freda. Luigi e Giulia tiveram 13 filhos. Informações: Ivanete, (55) 3353-1358; facebook.com/familiacattelan; João Damazio e Lucas Cattelan, (55) 3255-1446 ou (55) 99851478; lucascattelan@hotmail.com.

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Bodas de Vinho

24 de maio de 2016 0

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A promessa firmada, “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença”, é cumprida à risca por um casal de Veranópolis. Avelino Sangali (91) e Helena Lucchini Sangali (88) estão completando 70 anos de união. Para celebrar as Bodas de Vinho, será realizada uma festa no dia 29 (domingo). Haverá missa, às 10h30min, no oratório de Santa Rita de Cássia, e após os convidados serão recepcionados no salão da comunidade. A comemoração reunirá os amigos e a família. São sete filhos, 15 netos e sete bisnetos. O único namoro, na década de 1940, resultou no matrimônio, em 25 de maio de 1946. Desde então, nunca mais se separaram. Porém, nem tudo foi fácil na vida do casal. Aos 17 anos, Avelino já havia perdido a visão de um olho em decorrência de uma catarata. Aos 49, teve o problema agravado: sofreu um acidente enquanto trabalhava e ficou completamente cego. “No momento mais complicado, a união foi ainda mais fortalecida”, conta, emocionado, o filho Paulo. As adversidades e a idade avançada do casal não impedem uma vida ativa. Avelino mantém uma rotina agitada: produz cestas de vime, atividade que realizava à época em que sua vista foi prejudicada. Helena mantém o ritmo de sempre, cuidando da casa e da família. O Almanaque Gaúcho felicita os “noivos” e deseja uma boa festa para toda a família.

Larry e Bodinho

24 de maio de 2016 0

No início deste mês, quando morreu o craque colorado Larry Pinto de Faria (1932-2016), o nosso leitor Carli Reinoldo Rucker resgatou de seu arquivo pessoal uma foto feita por seu pai há quase seis décadas. Albano Rucker era fotógrafo em Estrela, e, quando o Inter foi jogar em Lajeado, em 1958, ele fez questão de levar ao estádio, além da câmera, seu filho de nove anos de idade. Albano não poderia perder a oportunidade de fotografar o filho ao lado da dupla de atacantes que mais infernizava os adversários naquela época. E, assim, o garoto Carli, hoje um senhor de mais de 60 anos, posou ao lado de Larry (esquerda) e Bodinho (Nílton Coelho da Costa, 1928-2007), para a imagem histórica. Quando vejo fotos como essa, penso sempre na indiferença de grande parte dos jogadores de hoje com os torcedores. Mesmo alguns que não têm a metade do futebol que Larry e Bodinho tiveram transitam com seus fones nas orelhas sem dar ouvidos ou sequer um aceno aos “meninos” (torcedores de todas as idades), de cuja paixão dependem o futebol e os  altos salários que muitas vezes recebem sem merecer. Muita máscara, muita tatuagem, e, infelizmente, pouca sensibilidade, especialmente para com os pequenos.

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Voltando à tona

21 de maio de 2016 0

Uma boa notícia para Porto Alegre, e especialmente para o 4º Distrito da Capital, surge com a finalização das obras de revitalização da antiga sede do Clube Sociedade Gondoleiros. Localizado no cruzamento da Avenida Presidente Roosevelt (antiga Avenida Eduardo) com a Rua Moura Azevedo, no bairro São Geraldo, o emblemático prédio está, agora, sendo devolvido à comunidade, pronto para ser ocupado. Destinado a abrigar atividades voltadas ao setor de desenvolvimento de tecnologias, o imóvel representa um bem-sucedido caso de Direito Ambiental Urbanístico, realizado pela Carpena Advogados Associados.

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O escritório assessorou o processo de compra e obra do imóvel, trabalhando na adequação às legislações federal, estadual e municipal, compatibilizando as exigências legais com os anseios dos investidores e da comunidade local. O prédio é inventariado pela prefeitura de Porto Alegre, sendo listado como um conjunto arquitetônico de interesse cultural que deve ser protegido e preservado. Com 2,7 mil metros quadrados de área, oferece atrativos para locatários e investidores. “Imóveis inventariados ou tombados contam com isenção de impostos como o IPTU e taxas referentes a obras de preservação.

No caso dos imóveis localizados no 4º Distrito, uma Lei Complementar concede isenção de IPTU e ITBI quando a ocupação é feita por empresas de base tecnológica ou de inovação. Há ainda benefícios oriundos da Lei de Incentivo à Cultura do RS e do Ministério da Cultura”, explica a advogada especialista em Direito Ambiental Jaqueline Franceschetti. Os projetos de revitalização podem prever novas possibilidades de uso para edificações antigas, ligadas a atividades de cultura e lazer e, em alguns lugares, até a moradia. “A assessoria jurídica, em parceria com arquitetos e engenheiros, auxilia na elaboração de estudos com vistas a enfrentar o processo de tombamento ou de inventário, assegurando que o imóvel não se torne ‘imutável’ e sim um bom investimento”, completa a advogada. É comum o pensamento de que o tombamento e o inventário de prédios congelam os ambientes urbanos, impedindo alterações de patrimônio e a livre construção de novas edificações e moradias.

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No entanto, projetos como esse conjugam a ideia de preservação com a de revitalização, gerando o resgate de prédios históricos e também a reestruturação da área em que estão inseridos, devolvendo-os ao uso da comunidade e qualificando o seu entorno. O prédio que sediou o Clube Sociedade Gondoleiros foi erguido em 1915 por imigrantes italianos, vindos em sua grande maioria de Veneza. A proximidade do Guaíba inspirou os fundadores a ornamentar o topo do edifício com a famosa escultura que homenageia os conhecidos gondoleiros da cidade italiana.

O construtor foi João Luiz Pufal (1892-1957), que chegou ao Brasil aos dois anos, filho de imigrantes alemães. Além do prédio do Gondoleiros, Pufal também foi o responsável pela construção das estacas dos armazéns do Cais do Porto, em Porto Alegre, do Colégio Bom Conselho e também pelo estaqueamento da ponte sobre o Rio Gravataí. Fundador de várias entidades, pertenceu durante longos anos à Sociedade Gondoleiros, tendo ocupado diferentes cargos dentro do clube.

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São José de São Leopoldo

20 de maio de 2016 0

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Esta é a turma de normalistas do Colégio São José, de São Leopoldo, que realizou sua formatura em 1966. Um grupo destas formandas está organizando um reencontro para comemorar os 50 anos daquele evento e convida todas as colegas para participarem do almoço anual que a Associação de Ex-Alunos realizará no dia 4 de junho, após a tradicional missa das 10h, na própria escola. As interessadas em participar devem fazer contato com Mágda, (51) 9143-3737 (magda_raffo@yahoo.com.br), ou Arlete, (51) 9112-3018 (arletemscherer@gmail.com).

Maneca de luxo

19 de maio de 2016 0

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Uma das grandes curtições de ler publicações antigas é que, ali, muitas vezes, encontramos personagens em início de carreira que só mais tarde irão se tornar personalidades internacionais e viverão (ou não) longas trajetórias que dificilmente poderiam ser projetadas, mesmo com obstinada certeza, a não ser pela sua própria imaginação (e vontade) ou pela convicção de jornalistas encarregados de decifrar fenômenos enquanto ainda estão alvorecendo. A reportagem de capa da Revista do Globo número 738, feita por Flávio Carneiro com a modelo Lucía Tomazzoni Curia, em 1959, é um bom exemplo disso. Lucía trabalhava na Pelaria Volga, na Rua Marechal Floriano, e encantava a todos com seu charme.

Num concurso promovido pela extinta Folha da Tarde, ela foi a candidata mais votada na preferência popular, mas acabou em segundo lugar na decisão do júri, que escolheu A Mais Bela Comerciária. Apesar de o filme Bonequinha de Luxo ter sido lançado somente dois anos depois da entrevista, ela revelou ao repórter que já era fã de Audrey Hepburn. A foto dela saindo de um carro Bel Air não deixa dúvidas. Ela estreou nas passarelas em 1957 e foi sofisticada até o fim de uma vida que terminou no dia 24 de janeiro de 2009. Logo no início, o costureiro Rui Spohr encantou-se com aquela figura esguia e requintada e convidou-a para desfilar.

O RS logo ficou pequeno. Lucía mudou-se para São Paulo. Trabalhou em desfiles e integrou a equipe de modelos brasileiras selecionadas para o desfile da Rhodia, em Paris. Ali, começaria sua fama internacional. Nos anos 1960, percorreu as passarelas do mundo, para os grandes costureiros europeus. Foi musa de Valentino e braço direito de mademoiselle Coco Chanel, de quem se tornou top model e com quem trabalhou por mais de três anos. Amiga do costureiro, transferiu-se para a Maison Valentino, em Roma. Ilustrou a capa das maiores revistas de moda, como Vogue e Harper’s Bazaar.

Em 1986, casou-se com o banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), fundador do Unibanco. Ministro da Fazenda no governo parlamentarista de Tancredo Neves, em 1961, e duas vezes embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Walther é pai do editor Fernando, de seu primeiro casamento, com Hélène Matarazzo, e do cineasta Walther Salles Jr., do banqueiro Pedro e do documentarista João Moreira Salles, do segundo casamento, com Elisinha Gonçalves.

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Lucía foi sua terceira mulher. Não tiveram filhos, mas permaneceram juntos até a morte dele, aos 88 anos, em fevereiro de 2001. Lucía mantinha um apartamento em Nova York, onde costumava passar mais tempo até do que na cobertura da Avenida Atlântica, no Edifício Golden State, posteriormente rebatizado de Edifício Presidente Tancredo Neves, antigo morador do prédio. Apaixonada pela terra natal, Lucía pediu para ser enterrada em Porto Alegre. Partiu discretamente, como queria.

Fonte: Zero Hora, edição número 15.853. Segundo Caderno/Memória/Angela Ravazzolo

Família Faraco

19 de maio de 2016 0

Os Faraco radicados na cidade de Alegrete farão seu quarto encontro no próximo dia 28 (um sábado), em comemoração aos 116 anos da chegada de seus ancestrais ao Brasil. A família é proveniente do sul da Itália, da cidade de Lauria. O casal “oriundi” foi Braz Rossi Faraco e Francesca Albanese Zaccaro. Eles se casaram em 26 de agosto de 1900 e logo cumpriram o propósito de “fazer a América”. No mesmo ano, vieram para o Brasil, via Buenos Aires, por onde chegaram em Uruguaiana, no dia 8 de dezembro. Braz exercia a profissão de alfaiate. Foi sócio do cunhado Rafael Zaccaro, já estabelecido naquela cidade com alfaiataria. Coube ao novo sócio atender à clientela de Alegrete, onde, em seguida, fixou residência. Uma curiosidade que merece registro é que, naquela época, o meio de transporte entre Uruguaiana e Alegrete era por água (!), pelos navios fluviais da empresa Barbará. Subiam o Rio Uruguai até a foz do Ibicuí e, daí, pelo Ibirapuitã até o Passo do Firmino, onde aportavam. Para a cidade, usava-se lombo de mula.
O retorno, com “medidas de muitos clientes”, faziam pelo mesmo trajeto. Semanas depois, retornava-se para a entrega com as confecções prontas e para receber o pagamento. Os irmãos mais jovens de Braz, Ângelo, Luís e Antônio, também nasceram em Lauria. Ângelo Faraco não veio diretamente. Com o irmão Luís, o mais moço, Ângelo teve passagem pelos Estados Unidos, onde, também como alfaiate, em Nova York, trabalhou por três anos. Luís permaneceu nos EUA, na cidade de Boston, onde sua família persiste. Mas Ângelo deu preferência ao Brasil. Aqui aportou em 1923, fixando-se no Alegrete. Casou-se em 1927, com Carlota Sá Medeiros, de família do Alegrete. Ele e Braz montaram alfaiataria e loja de “armarinhos” e de produtos masculinos. Tempos depois passou a dedicar-se à agropecuária. O casal teve dois filhos: José e Ítalo. Antônio foi casado com Francesca Imbeloni, e também se transferiu de Lauria para Alegrete com a mulher, em 1923. Tiveram cinco filhas: Domingas, Josefina, Antonieta, Elvira e Maria. Antônio Faraco foi construtor licenciado, estabeleceu-se com indústria de mosaicos e se dedicou à construção civil. Braz e Francesca foram pais de 12 filhos: Francisco, Maria, Angelina, Rafael, José, Luzia, Humberto (pai do escritor Sergio Faraco), Ernani, Biacito, Iolanda, Itália e Eduardo – este, médico, professor de terapêutica e reitor da UFRGS na década de 1970.

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A atividade comercial de Braz passou por diversos segmentos: alfaiataria, fábrica de massas alimentícias, armazém por atacado e loja de ferragens. Esta última continua sob a gerência do bisneto José Lúcio Faraco, marcando, com isso, uma longa tradição no comércio, pelos 116 anos corridos. A foto mostra o grupo familiar em 1950, nas bodas de ouro do primeiro casal. O quarto encontro vai contar com churrasco, na sede da AABB, e, à noite, com festa e baile no restaurante do Parque do Sindicato Rural do Alegrete. Contatos com Adão Faraco, pelos telefones (55) 3422-1084 ou (55) 9975-2893 ou pelo e-mail adaofaraco@via-rs.net.

1950 em cinco fotos

18 de maio de 2016 0

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O nosso leitor Augusto R. A. Chagas enviou ao Almanaque Gaúcho uma foto inusitada, especialmente pela época em que foi feita. Luiz Osório Aguilar Chagas, irmão de Augusto, por volta de 1950, subiu no alto de um prédio da Avenida Borges de Medeiros e fez cinco fotografias movimentando a câmera para cobrir toda a paisagem da Cidade Baixa e produzir uma curiosa foto panorâmica. Há algum tempo, Augusto encontrou os velhos negativos e, com seus recursos, compôs a foto que até então só existia na cabeça de Luiz Osório. Nos cinco fotogramas, ele acrescentou números para a identificação dos locais, muitos dos quais, atualmente, pouco lembram a época em que as fotografias foram obtidas. Aí vão:

 

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1 – Edifício Império, esquina transversal ao Cinema Capitólio 2 – Rua José do Patrocínio 3 – Igreja Sagrada Família

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4 – Avenida Borges de Medeiros                                               5 – Ponte de Pedra (atrás do cano)

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6 – Associação Cristã de Moços 7 – Ponte da estrada de ferro 8 – Boca do Arroio Dilúvio 9 – Navegação Progresso

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10– Rua Demétrio Ribeiro 11 – Rua Fernando Machado      12 – Pracinha.

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Champagnat

17 de maio de 2016 0

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Exatamente hoje, 96 anos atrás, o Instituto Champagnat iniciava suas atividades educativas, no prédio recém inaugurado, na Estrada do Mato Grosso (hoje Avenida Bento Gonçalves), que ligava Porto Alegre a Viamão. Nessa época, o local do Instituto Champagnat abrigava também a sede da Administração Provincial e era onde se oferecia a formação para que meninos se tornassem irmãos maristas. A instituição ficava na zona rural da Capital, com poucos vizinhos e cercada de morros despovoados, ao contrário de hoje, quando, embora situada no mesmo lugar, está numa área densamente povoada.

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O edifício está em processo de tombamento. Desde 2014, passou por obras para modernizar as salas de aula e restaurar a estrutura histórica. Todas as reformas e inovações feitas respeitaram a arquitetura do prédio, fundado em 1920. Em 1956, passou a se chamar Colégio Champagnat e a oferecer o Curso Ginasial para os irmãos ou candidatos.

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No ano seguinte, foi lançada a pedra fundamental do prédio da Faculdade de Odontologia da universidade (PUCRS), fundada por irmãos maristas e que, desde 1931, funcionava junto com o Colégio Nossa Senhora do Rosário, na Praça São Sebastião, em frente à Beneficência Portuguesa. Quando o colégio abriu suas portas para toda a população estudantil, em 1957, a universidade inaugurou seus primeiros prédios, e o grande terreno que acolhia apenas o colégio tornou-se o Campus Universitário.

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Essa parceria, até hoje, gera muitos frutos e contribuições para o avanço do ensino, mas os primeiros estudantes transferidos para lá enfrentaram dificuldades com a precariedade do transporte coletivo e do acesso ao local no então “final” da Avenida Ipiranga. Atualmente, com mais de 1,2 mil estudantes e 150 educadores, o Colégio Marista Champagnat continua acreditando que fazer escola como São Marcelino Champagnat sonhou é acreditar no ensino como transformação social e na educação como uma maneira de impregnar seus valores na vida de cada pessoa que passa pelo colégio.