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Gremistas e colorados juntos. Em 1967

26 de fevereiro de 2015 0

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Grêmio e Inter já foram bem próximos, solidários e parceiros, um tanto parecido com a iniciativa da torcida mista do clássico de domingo no Beira-Rio. Corria o início de 1966, e a dupla Gre-Nal estava empenhada em participar do antigo torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, a competição mais badalada do país desde 1950, até então reservada aos grandes de Rio e São Paulo. Mas os gaúchos tinham de provar que fariam renda em seus jogos no Sul, o suficiente para motivar a vinda de um Santos de Pelé, um Botafogo de Gerson, um Flamengo de Almir. As estrelas não voltariam sem a mala de dinheiro. Então nasceu aqui uma campanha inédita pela presença de gremistas nos jogos do Inter e de colorados nos do Grêmio.

 

Antes do clássico, Grêmio e Inter posaram juntos em demonstração de união, como pedia a campanha que tomou conta da cidade

Antes do clássico, Grêmio e Inter posaram juntos em demonstração de união, como pedia a campanha que tomou conta da cidade

Criou-se um “Comitê Robertão”, e os dois decidiram jogar apenas no Olímpico. O Eucaliptos do Inter era acanhado, e o Beira-Rio ainda engatinhava em obras. Espalharam-se faixas promocionais pelo centro de Porto Alegre pedindo a presença amigável das duas torcidas em dias contra os times de fora. O assunto dominou as rodas da Rua da Praia em torno da Galeria Chaves e um sentimento de união surgiu das cinzas. Pedia-se que os gremistas comparecessem e apoiassem o Inter nos jogos
– e o mesmo devia acontecer nos confrontos do Grêmio.

Houve um Gre-Nal logo no início da competição. Torcedores do Inter empunharam faixas vermelhas em meio à maioria gremista no pátio do Olímpico, sem que fossem importunados. Cada torcida ficou em seu espaço, mas bandeiras do Inter apareceram em redutos de arquibancadas reservadas aos azuis.

Os dois times foram a campo e se perfilaram intercalados, gremista ao lado de colorado, uma jogada de incentivo ao comparecimento das torcidas no novo torneio. Até então, via-se Robertão apenas pelo cinejornal de antes das projeções dos filmes. Os gaúchos sonhavam em fazer parte daquele cenário deslumbrante do Maracanã.

Ao final do Gre-Nal de 3 de março, o Inter venceu por 2 a 0, e a renda de 69 mil cruzeiros novos foi decepcionante. A campanha teria de ser mais forte. Amanhã contaremos mais sobre 1967.

Você fez o Simulão de 72?

26 de fevereiro de 2015 0
O primeiro grande Simulão reuniu 22 mil candidatos sobre o cimento do Beira-Rio e consagrou o evento de preparação para o vestibular

O primeiro grande Simulão reuniu 22 mil candidatos sobre o cimento do Beira-Rio e consagrou o evento de preparação para o vestibular

Se você foi vestibulando em 1972, deve lembrar do primeiro Simulão preparatório para o concurso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Era um domingo de agosto, e 22 mil candidatos se submeteram a quatro horas de provas para responder a 25 questões de português, conhecimentos gerais, matemática, inglês e ciência, e outras cinco de um estranho teste
intelectual.

A ideia era desmistificar o vestibular, que à época atingia índices de concorrência perto dos padrões de hoje. O estresse era o novo ingrediente do ensino, que se massificava puxado pelo “milagre” brasileiro dos regimes militares.

Desde cedo, uma multidão tomou as rampas em direção às arquibancadas do estádio Beira-Rio, uma cena de jogo.

Dois meses antes, gremistas e colorados (e possivelmente grande parte daqueles estudantes) haviam ocupado as mesmas arquibancadas no dia em que os gaúchos e o combinado Gre-Nal enfrentaram a Seleção Brasileira no histórico empate em 3 a 3, numa espécie de levante regional pela não convocação do lateral Everaldo. O jogo levou uma multidão de 102 mil torcedores.

Portanto, os 22 mil do Simulão eram um número significativo naqueles tempos em que recém acontecia uma pioneira transmissão a cores no país.

Os candidatos tomaram as superiores, havia gente até nas escadas de acesso, vigiados de cima pela organização. Pelo menos
80 funcionários e professores aplicaram a mesma rigidez do concurso oficial. Outras seis cidades realizaram o evento, que
acabou por se consagrar.

O dia em que a cidade parou

24 de fevereiro de 2015 0
Em 11 de março de 1976, acidente na Avenida Farrapos provocou um dos maiores congestionamentos da história de Porto Alegre

Em 11 de março de 1976, acidente na Avenida Farrapos provocou um dos maiores congestionamentos da história de Porto Alegre

Com a volta das férias, a repentina migração do Litoral para a cidade e o agito do começo das aulas, o porto-alegrense começa a se queixar do trânsito pesado. Já houve tempos piores. Os anos 1970, por exemplo. Milhares de Fuscas, Simca, Corcel e Kombis tomavam as ruas e disputavam cada paralelepípedo com centenas de ônibus de dezenas de linhas que transportavam uma população crescente, já acima do que dizia a canção de refrão ufanista “90 milhões em ação”, cantada na época do tri da Seleção na Copa do México.

Aí chegou o dia 11 de março de 1976, uma quinta-feira. De tão grande o caos, a cidade estancou. Havia obras na área central e era época de retorno às aulas. E chovia. Às 14h, um ônibus da empresa Real Rodovias derrubou uma sinaleira na esquina da Avenida Farrapos com a Rua Dona Margarida. Trancou tudo. Desviaram o trânsito pela Avenida Castelo Branco, mas havia um agravante: obras na Avenida Mauá impediam o escoamento em direção ao Centro. Nada saía, nada chegava aos terminais de ônibus da Capital e da Região Metropolitana. Os passageiros sofriam à espera de uma solução, de pé durante horas.

Em torno do Mercado Público, Praça Rui Barbosa, Sete de Setembro, Júlio de Castilhos, nada era transitável. No Túnel da
Conceição, a novíssima obra de escoamento e de revitalização da cidade, aberta em 1972, nada se movia, também porque um Dodge Dart e um ônibus apresentaram avaria justo naquele dia. Não bastasse, um coletivo da linha Sabará se chocou com um do bairro Navegantes, na Júlio de Castilhos. Passaram-se cinco horas neste quadro de horror.

Porto Alegre parou. Parados desde o início da tarde, motoristas e passageiros temiam a chegada do horário do pique. Ao menos a previsão não se confirmou: o trânsito não ficou pior porque era impossível. Ninguém se mexia. Só perto das 21h,
o trânsito foi normalizado.

Cozinheiros do samba

23 de fevereiro de 2015 0

A foto maior é um daqueles registros ocasionais que revelam a nobreza de uma cultura. Ou como entender um encontro entre o poeta Vinicius de Moraes e o compositor Dorival Caymmi em uma roda de samba à mesa de um restaurante em companhia dos compositores gaúchos Lupicínio Rodrigues e Túlio Piva? Como estamos em tempo de homenagens aos 100 anos do nascimento de Túlio Piva, vale dissecar a tal foto, que é de 1964, mas de data imprecisa. O jornalista e pesquisador Marcello Campos acredita que seja de 1° de março. O local? O Clube dos Cozinheiros, um dos últimos restaurantes que Lupicínio
abriu em suas empreitadas comerciais de pouco sucesso. Ficava no número 800 da Rua Garibaldi. O motivo do encontro? O lançamento de um evento chamado Cafezinho Poético, promovido pela Casa do Poeta do Estado.

Lupicínio (E) recepciona Vinicius e Caymmi ao lado de Túlio Piva, ao violão

Lupicínio (E) recepciona Vinicius e Caymmi ao lado de Túlio Piva, ao violão

Vinicius e Caymmi participaram do evento, antes de serem recepcionados por Lupicínio em torno de uma mesa do Clube. Ao violão, Túlio Piva segura a harmonia. O compositor tem 48 anos – embora haja uma polêmica com relação ao seu ano de
nascimento, se em 1915 ou em 1914. A família consagrou 1915. Além de compositor, Túlio, morto em 1993, era farmacêutico prático desde os tempos de sua Santiago do Boqueirão. Abriu farmácia, a Drogaria Piva, na esquina da Rua dos Andradas com a Doutor Flores, centro de Porto Alegre. Recebia clientes e amigos ligados à música, como fazia Lupi em seus restaurantes.
Túlio também foi dono de bar, como o Gente da Noite.

 

Túlio tinha uma farmácia no centro de Porto Alegre, que foi local de encontro de músicos

Túlio tinha uma farmácia no centro de Porto Alegre, que foi local de encontro de músicos

De volta à foto histórica, Lupicínio avança sobre o prato, como faz o jornalista Demóstenes Gonzales (de costas). Os cantores Johnson e Alcides Gonçalves estão no local e não aparecem na foto, espécie de pequeno encontro nacional do samba.

 

Autor de mais de 500 sambas, como Pandeiro de Prata, Túlio faria 100 anos

Autor de mais de 500 sambas, como Pandeiro de Prata, Túlio faria 100 anos

Olha a fila, furão!

22 de fevereiro de 2015 0

A fila nos cinemas reluzentes dos shoppings ainda não foi abolida, e talvez seja difícil eliminá-la, apesar da compra antecipada com lugares marcados. Mas ela, a dita fila, já foi mais, digamos, explícita e vulnerável na época dos cinemas de rua. Mesmo com ampla antessala, com a bilheteria no recôndito do prédio, ainda assim a fileira humana se estendia pela calçada – uma à espera da compra do ingresso e a outra aguardando a entrada na sala de projeção. Na calçada, tudo podia
acontecer. De tão longa, obstruía a passagem de quem nada tinha a ver com o programa alheio, quando não havia tumulto provocado pela saída do pessoal da sessão anterior. Havia espertos que encostavam em alguém melhor localizado e pediam para que lhes comprasse o ingresso. Logo vinha o protesto: “Olha a fila, furão!”

Semanas de grandes lançamentos levavam multidões às calçadas. No ex-cine Avenida, na esquina da Avenida João Pessoa com a Venâncio Aires, e no Baltimore, na Avenida Osvaldo Aranha, era impossível se manter apenas na calçada estreita. Muitas vezes, as filas avançavam o meio-fio e serpenteavam no leito da rua. Dependia do filme, é claro.

Vejam a foto principal, do antigo Cine Victória. A fila desce pela Avenida Borges de Medeiros um quarteirão inteiro da Rua Andrade Neves até a Rua dos Andradas. O filme? Tubarão, de Steven Spielberg. O ano é 1975, e a aglomeração é um quinhão do sucesso que levou 13 milhões de brasileiros a assistirem a aventura de Roy Scheider e Richard Dreyfuss mar adentro.

Vejam os detalhes dos pacientes fileiros, com sapatos plataforma e pantalonas, as bocas de sino, que de tão largas pareciam ocupar mais espaço na calçada.

Censura no teatro

20 de fevereiro de 2015 0

Alguns dedos da mão forte do regime militar em Porto Alegre se abateram sobre o Teatro Leopoldina, de uma vastidão de 1.230 lugares no número 925 da então fulgurante Avenida Independência – onde hoje se ergue um empreendimento imobiliário. As largas portas de vidro do teatro se abriram em outubro de 1963, acolheram o musical My Fair Lady, com Bibi Ferreira e Paulo Autran, e a peça Liberdade, Liberdade, com Autran e Tereza Rachel. Mas foi em 1968, durante a exibição de Roda Viva, de Chico Buarque, que forças estranhas sequestraram e deram uma surra em dois atores da peça e picharam a fachada do teatro praguejando contra os “comunistas”. É claro que Roda Viva teve a temporada interrompida, o que provocou a ira de Chico Buarque. Dois anos antes, Chico e Nara Leão haviam apresentado com sucesso de público A Banda em festival no Cine Cacique e na boate Encouraçado Butikin. Mas aí era A Banda.

Gibis de mocinhos

20 de fevereiro de 2015 0

A imaginação de crianças e adolescentes corria solta pelas páginas dos gibis de mocinho, de coldres reluzentes e senso de justiça muitas vezes duvidoso. Contra bandidos facínoras ou contra índios que se atreviam a defender suas terras invadidas, os heróis do faroeste fizeram a cabeça de gerações entre os anos 1950 e 1970. A grande curtição era ir ao cinema com pilhas de gibis para troca na calçada, como hoje crianças e adultos trocam figurinhas de colecionáveis de futebol.

Um dos mais disputados era o Zorro. Por muitos anos, o Cavaleiro Solitário, como era chamado, manteve tiragem mensal acima de 150 mil exemplares. Liam-se muito quadrinhos. Em 1957, só uma editora, a Ebal, comemorava tiragem mensal de 3,2 milhões em 32 títulos, como escreve o jornalista Gonçalo Junior no livro A Guerra dos Gibis (Companhia das Letras, 2004).

Zorro puxava as explosivas vendas dos faroestes, embora Tarzan, Batman e Superman também fossem campeões nas bancas de revistas. Estamos falando aqui do Zorro do Velho Oeste. Não confundir com o cavaleiro da Califórnia espanhola
que também vivia no anonimato da máscara negra. O espadachim, aliás, é o primeiro e verdadeiro Zorro. Nascido de um personagem do início do século 19, Don Diego de La Vega usava capa e o cavalo negro, Tornado, na luta contra o governo colonial, com a conivência do mudo mordomo, Bernardo. Quem fez sucesso nos gibis foi o Zorro de chapéu branco (porque
chapéu negro era de bandidos, na ótica canhestra dos editores da época). Vencia o crime com um colt 38, o cavalo Silver e a parceria do apache Tonto. Amanhã,

Os Sacis do quadrinho brasileiro

20 de fevereiro de 2015 0

Saci Pererê foi uma das histórias mais marcantes do quadrinho brasileiro. Ziraldo Alves Pinto começou por publicá-la em cartuns na antiga revista O Cruzeiro, antes de lançar o gibi que vendeu milhares de exemplares em edições mensais entre 1960 e abril de 1964. Personagem do folclore nacional, Saci desembarcou das pranchetas de Ziraldo quando parte da imprensa,
escritores, artistas, críticos de arte e classe política contestava a invasão dos HQs americanos impregnados de cultura “alienígena e violenta”. Falava-se em “nacionalização” dos gibis, em libertar as crianças de “leituras superficiais, carregadas de erros gramaticais” e de mensagens “incentivadoras do crime”, como escreve o jornalista e pesquisador Gonçalo Junior no seu livro A Guerra dos Gibis (Companhia das Letras, 2004). Era uma briga sem trégua com as grandes editoras.

Já nos anos 1950, Oscarito e Grande Otelo pularam das telas para os quadrinhos com desenhos de ilustradores brasileiros de primeiro time. Na mesma linha, Mazzaropi fez algum sucesso numa primeira fase, de 1956 a 1958, e outras 20 edições
em 1965. Da TV, os palhaços Arrelia e Pimentinha, Fuzarca e Torresmo e Carequinha e Fred ganharam as páginas das revistinhas.

Embalados pelo mesmo nacionalismo, também obras literárias como Escrava Isaura, romance de Bernardo Guimarães,
e Menino de Engenho, de José Lins do Rego, alcançaram os quadrinhos. Amanhã falaremos mais sobre história em quadrinhos, com base em A Guerra dos Gibis.

É proibido biquíni

20 de fevereiro de 2015 0

Entre as excêntricas proibições por decreto presidencial da história recente do país, a censura ao biquíni na praia e em concurso de miss foi a que mais provocou risos. O canetaço partiu do ex-presidente Jânio Quadros (janeiro de 1961 a agosto de 1961), o homem que comia sanduíches com mortadela e pão com banana com o claro propósito de ganhar a simpatia do povão. Na curta passagem de sete meses por Brasília, até a surpreendente renúncia ao poder, Jânio implantou uma política de “saneamento moral da nação”. A proibição do biquíni em todas as praias do Brasil e dos maiôs mais cavadinhos em desfiles de
misses era apenas uma das medidas mais drásticas.

Havia outras, como o uso de lança-perfumes no Carnaval, corridas de cavalos em dias úteis e shows de hipnose em locais  públicos. Já havia proibido o rock’n’roll em bailes quando governador de São Paulo. Portanto, apesar de jovem quando eleito presidente da República, Jânio marcava época no folclore político por suas atitudes que serviam como estratégia de marketing. E os biquínis e maiôs do início dos anos 1960 nem eram tão acintosos assim. O de Ursula Andress, no filme 007 Contra o Satânico Dr. No, de 1962 (acima, à direita), um ano após o evento Jânio, nem de longe sugeria imoralidade. Ao menos aos olhos de hoje.

Carnaval, futebol e política

16 de fevereiro de 2015 0

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Vale lembrar de Vicente Rao nestes tempos de Carnaval (e do futebol que se reinicia amanhã com a estreia do Inter na Libertadores de 2015 em plena Terça-feira Gorda). A figura roliça do bonachão que era descendente de calabrês e nascera em Porto Alegre, em 1908, é mais lembrada pela condição de Rei Momo, o que exerceu por longos e festivos 22 anos.

Não à toa é considerado o mais histórico chefe da folia de uma cidade que foi bem mais saidinha do que os dias atuais. De pacato cidadão que dividia o tempo como sargento do Exército e funcionário do Banco Nacional do Comércio, criou um bloco, a Banda Filarmônica do Faxinal. Era magro, então, e por isso aventurou-se como jogador do Inter, embora tivesse vida curta nos gramados.

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Continuou no Estádio dos Eucaliptos, então como chefe de um pomposo Departamento de Cooperação e Propaganda do clube, que nada mais era do que a primeira torcida organizada que se tem conhecimento no futebol brasileiro.
Desde então passou a ter mais graça assistir aos jogos do Inter, animados por buzinas, faixas, serpentinas e foguetes – até porque, em campo, o time vivia os anos do Rolo Compressor e seus seis títulos seguidos a partir de 1940. Ele próprio fazia os desenhos de um rolo amassando os adversários. A próxima façanha foi reunir instrumentistas nas arquibancadas de concreto dos Eucaliptos, e assim nasceu a charanga.

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Em 1947, foi sua a ideia de criar o bloco carnavalesco Tira o Dedo do Pudim, que logo ele desfez porque era contra a bebida nos ensaios, mas continuou a brincar no Carnaval devidamente vestido com uma fantasia luxuosa. Virou Rei Momo. Quando, em 1957,    desceu de helicóptero no Parque da Redenção todo de vermelho e barba branca tornou-se o Papai Noel oficial da cidade. Por essa época, já era presidente do Federação dos Bancários do Estado.

No primeiro ano do Golpe Militar, em 1964, foi preso, acusado de exercer atividade política no sindicato. Morreu em 1972, como o homem que mais estreitou a relação Carnaval, futebol e política, um três em um. 11001022