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O antigo prédio do Judiciário gaúcho

31 de outubro de 2014 0
Foto: Arquivo Pessoal

Prédio, maior, que ficava ao lado do Theatro São Pedro, abrigou a sede do Judiciário Gaúcho de 1893 a 1949, quando sofreu um incêndio criminoso. Foto: Arquivo Pessoal

Em 1530, Martim Afonso de Souza recebeu, do Rei de Portugal, D. João III, amplos poderes para, inclusive, sentenciar à morte os autores de delitos considerados graves. Isso marca a instalação da Justiça em nosso país.

A história do Judiciário no Rio Grande do Sul teve início quando, às 11h do dia 3 de fevereiro de 1874, num prédio alugado da Rua Duque de Caxias, 225, foram iniciados os trabalhos no Tribunal da Relação de Porto Alegre, com jurisdição sobre as Províncias de São Pedro do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Depois da Proclamação da República e da promulgação da Constituição Federal de 1891, as províncias se tornaram Estados, cabendo a esses a competência para legislar sobre Direito Processual e organizar suas Justiças.

Nesse mesmo ano, a Constituição do Estado dispôs que as funções judiciais seriam exercidas por um Superior Tribunal, cuja sede seria na Capital, e, em outubro, cessou a jurisdição sobre o território do Estado vizinho. O Tribunal da Relação foi extinto em fevereiro de 1892.

Em 13 de janeiro de 1893, foi instalado o Tribunal Superior do Rio Grande do Sul, conforme determinava a Constituição, no prédio da foto acima, que ficava ao lado (e era muito semelhante ao) do Theatro São Pedro, na Praça da Matriz.Esse edifício, em 19 de novembro de 1949, foi destruído por um incêndio criminoso. O sinistro teve consequências que atualmente ainda se fazem sentir, pois foram reduzidos a cinzas os arquivos e a preciosa biblioteca, em cujas estantes se alinhavam raridades de renomados juristas.

Foto: Carlos Edler, Banco de Dados, 31/10/2014

Prédio onde fica, atualmente, o Tribunal de Justiça do Estado. Foto: Carlos Edler, Banco de Dados, 31/10/2014

Com a vitória da Revolução de 1930, foi instituído o Governo Provisório e dissolvidos todos os órgãos legislativos do país. O Poder Judiciário Federal e dos Estados continuou a ser exercido em conformidade com as leis em vigor, ressalvadas algumas restrições, dentre elas a exclusão da apreciação pelo Judiciário dos decretos e atos do Governo Provisório e dos interventores federais.

A nova Constituição Federal de 1934 dispôs que competia aos Estados, com observância dos princípios nela estabelecidos, legislar sobre sua divisão e organização judiciárias. Foi também a Carta de 34 que dispôs ser, ao Juiz, vedada atividade político-partidária. Em 1937, uma nova constituição estabeleceu que a Corte Suprema voltasse a ter a denominação de Supremo Tribunal Federal, e os Tribunais dos Estados passaram a denominar-se não mais Cortes de Apelação, mas Tribunais de Apelação.

Com a queda do Estado Novo, e promulgada a nova Constituição Federal em 18 de setembro de 1946, o Tribunal de Apelação passou a ter a denominação que permanece até hoje, Tribunal de Justiça. O Tribunal passou a funcionar, após o incêndio de 1949, em dependências do Palácio Municipal. Em 1956, houve a mudança para o Edifício Comendador Azevedo, na Rua Uruguai, 155. Em 8 de dezembro de 1968 – Dia da Justiça –, passou a ocupar edifício próprio, o Palácio da Justiça, na Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz), onde até hoje se encontra.

Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
Colaborou Jorge Silva

Exposição relembra cenas e personagens da Porto Alegre de antigamente

30 de outubro de 2014 0
Foto: Leonardo Kerkhoeven, Reprodução

Obra retrata um bonde lotado. Foto: Leonardo Kerkhoeven, Reprodução

Aqueles que têm a Porto Alegre antiga entre suas mais caras e afetuosas memórias terão hoje, às 19h, a oportunidade bacana de levar para casa um fragmento que, como arte, lhe assegure esse vínculo expresso graficamente. Estou falando das obras do artista Carlos Henrique Bins, que poderão ser conferidas na Agência de Leilões (Rua Câncio Gomes, 661, Porto Alegre).

Foto: Leonardo Kerkhoeven, Reprodução

A ex-escrava Sinforosa é uma das personangens da exposição. Foto: Leonardo Kerkhoeven, Reprodução

Os 50 trabalhos, em variadas dimensões, são desenhos sobre papel ou pinturas sobre tela, em tinta acrílica ou a óleo. Eles reproduzem fotografias antigas, que retratam personagens, locais e situações do passado da capital gaúcha, sendo a mais remota do final dos anos 1800. Carlos Henrique, 55 anos, é filho da escritora Patrícia Bins e do arquiteto Roberto Bins (ambos já falecidos), de quem herdou parte das fotos que originaram a exposição Álbum de Porto Alegre. Outras tantas vieram da doação de amigos e de cuidadoso garimpo em sebos e briques.

Foto: Leonardo Kerkhoeven, Reprodução

O garçom Antoninho, figura legendária da Confeitaria Central. Foto: Leonardo Kerkhoeven, Reprodução

Entre os personagens e as cenas retratadas, estão o legendário garçom Antoninho, da Confeitaria Central (que funcionava na esquina da Rua dos Andradas com a General Câmara), a ex-escrava Sinforosa, um bonde lotado e muitos outros. Os trabalhos, todos à venda, estão expostos até 6 de novembro, com visitação de segunda-feira a sábado, das 10h às 18h. Informações: (51) 3026-4183, (51) 3061-5017 ou agenciadeleiloes.com.br.

Instituição Educacional São Judas Tadeu completa 68 anos

30 de outubro de 2014 0
Foto: Acervo da Instituição Educacional São Judas Tadeu

Foto: Acervo da Instituição Educacional São Judas Tadeu

Na terça-feira passada, dia 28, a Instituição Educacional São Judas Tadeu, tradicional estabelecimento de ensino da zona norte de Porto Alegre, completou 68 anos de existência. A escola foi fundada nesse dia, em 1946, pela iniciativa da jovem imigrante húngara Elisa Verinha Romak Alves, falecida em 2009. Elisa esteve à frente da instituição por 48 anos e contou com a ajuda de sua mãe, Elizabeth Papp Romak, e de sua filha, Sandra Diamantina Mierczynski, nas fases de criação e consolidação da São Judas Tadeu.

Foto: Acervo da Instituição Educacional São Judas Tadeu

Foto: Acervo da Instituição Educacional São Judas Tadeu

O começo foi com apenas 12 alunos, principalmente filhos de imigrantes poloneses e húngaros, que se alfabetizaram e cursaram as primeiras séries em uma pequena casa de madeira. Hoje, a instituição oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior e Pós-Graduação, e envolve 3 mil alunos, 150 professores e 100 funcionários que trabalham em uma área física de 6,5 mil m² na Rua Dom Diogo de Souza, no bairro Cristo Redentor.

Foto: Acervo da Instituição Educacional São Judas Tadeu

Foto: Acervo da Instituição Educacional São Judas Tadeu

Cesão Miranda lança segundo livro sobre o bairro Menino Deus

29 de outubro de 2014 0
Foto: Reprodução

Foto de remadores no Arroio Dilúvio é uma das que ilustra o livro. Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira, entre 17h e 19h, Cesão Miranda estará recebendo os amigos no lugar em que se sente mais à vontade: na esquina das ruas Itororó e Barbedo. Foi ali que ele se criou, e é ali que vai lançar, no final da tarde, o segundo volume do livro Menino Deus, Nosso Bairro – História e Estórias. Como na edição anterior, do ano passado, convidou outros autores para dividir com eles as cem páginas de crônicas e recordações a respeito do antigo “arraial”. Além de textos, a obra traz fotos como essa publicada acima, que ilustra um artigo de Álvaro Copetti sobre os clubes de remadores e seus barcos de regatas, nos quais percorriam o Arroio Dilúvio, indo até a Praça Garibaldi, limite norte do bairro.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Cesão (César Adriano Silva Miranda), 59 anos, tem uma longa trajetória ligada ao comércio da Capital. Trabalhou na Padaria Pão de Açúcar, de sua família, no Mercado Público, onde também administrou o Restaurante Castelo. Por três vezes foi presidente da Associação do Comércio do Mercado Público. Atualmente, é diretor do Instituto Cultural Português, depois de ter presidido a Casa de Portugal entre 2009 e 2011. Foi ainda gerente da Confeitaria Matheus Ltda., na Avenida Borges de Medeiros, e é professor do Senac.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Cesão aproveita a oportunidade para lançar, simultaneamente, seu segundo livro com receitas portuguesas: Comer – Uma Arte Portuguesa à Moda de Baião. Baião é o lugar em que nasceu, em Portugal, Joaquim Miranda, seu pai, recentemente falecido, para quem ele também dedica a obra. Os prazeres da mesa compartilhados com amigos fizeram com que Cesão criasse a Confraria de Baião em Porto Alegre, que reúne neste momento 24 confrades. Muito papo e boas risadas em torno de saborosas receitas de bacalhau, que agora estarão à disposição de todos os interessados. Depois do pré-lançamento de hoje, os dois livros serão apresentados na Feira do Livro, no dia 12 de novembro, às 20h.

Fotos mostram como era o município de Áurea em 1928

28 de outubro de 2014 0
Fotos: Acervo de Firmino Chagas Costa

Famílias saem da missa em Áurea, em 1928. Fotos: Acervo de Firmino Chagas Costa

Em 1928, quando o capitão Firmino Leal da Costa era o primeiro subdelegado e também subintendente de Treze de Maio, o lugar todo cabia em duas únicas fotografias: uma daqui para lá e outra de lá para cá. Eram poucas casas, cobertas por tabuinhas, uma igreja de madeira e uma rua só, sem calçamento. Mas já era um lugar promissor, cercado de pinheirais e colonizado desde 1906 por imigrantes poloneses, que lá se estabeleceram quando o local ainda era chamado de Rio Marcelino.

O nome Treze de Maio só veio em 1918, quando se tornou distrito de Erechim. Essa querência do noroeste rio-grandense ainda seria conhecida como Princesa Isabel, em 1938, e por Vila Áurea, a partir de 1944. Dez anos depois, em 1954, passou a ser distrito de Gaurama. Finalmente, em 24 de novembro de 1987, foi criado o município de Áurea. A emancipação foi promovida pelo exitoso movimento articulado desde 1980 pelo vigário da Igreja de Nossa Senhora do Monte Claro de Vila Áurea, padre Josef Wajnar.

Fotos: Acervo de Firmino Chagas Costa

Rua Porto Alegre, em 1928, ainda sem a ponte sobre o Rio Leão. Fotos: Acervo de Firmino Chagas Costa

Ainda em 1944, chegou uma nova leva de poloneses. A etnia, aliás, representa 90% na formação do município. Pinheiros hoje são raridade e a economia baseia-se principalmente na produção de grãos e no cultivo e industrialização da erva-mate. As últimas denominações remetem à abolição da escravatura e foram homenagens prestadas pelos poloneses à princesa Isabel, que teria ajudado, ainda no Império, algumas famílias de imigrantes que perderam seus filhos em função de uma forte epidemia.

Nas fotos antigas, vê-se a Rua Porto Alegre, ainda sem a ponte sobre o Rio Leão. As imagens foram obtidas, provavelmente, num domingo após a missa, e nelas se observam as pessoas abrigadas do sol por sombrinhas, e os cavalos amarrados na cerca que protege o terreno da igreja, à espera de seus donos.

Colaborou Firmino Chagas Costa

Os 50 anos do Conjunto Excelsior

27 de outubro de 2014 2
Foto: Arquivo Pessoal

Conjunto fez sucesso nas décadas de 1960 e 1970. Foto: Arquivo Pessoal

O baile realizado no dia 18, no Clube Comercial de São Gabriel, marcou mais do que o reencontro dos remanescentes do Conjunto Excelsior, que neste ano comemora seu cinquentenário de formação. A festa foi também a oportunidade para que inúmeros casais pudessem reaver sua juventude e recordar os seus mais preciosos anos dourados. Foi no embalo das músicas executadas por essa banda que, principalmente nos anos de 1960 e 1970, a moçada daquela época trocou os primeiros beijos e selou relações amorosas que duram até hoje.

Criado em dezembro de 1964 por alguns estudantes gabrielenses, o conjunto foi fazendo cada vez mais sucesso e sua fama fez com que sua presença fosse requisitada em cidades cada vez maiores e mais distantes. Depois de Rosário, Dom Pedrito, Livramento e Bagé, a velha Kombi também passou a levar os meninos para Pelotas, Santa Maria, Rio Grande ou Caxias do Sul. Formada por Plauto Evangelho Ruchiga (sax), Luiz Carlos Ribeiro (in memoriam) (teclados), Carlos Luiz Gerzson (trompete), Alceu Barel (bateria), Iran de Britto Condessa (in memoriam) (contrabaixo),  Antonio Paulo Torres Machado (guitarra e vocal), Siderlei Santos Leal (vocal), Adalberto Bortoluzzi (percussão, vocal) e conquistando muita fama, a banda foi contratada também para tocar por quatro temporadas de verão, entre 1967 e 1970, nas animadas noites do Restaurante Figueira em Tramandaí.

Foto: Arquivo Pessoal

No encontro deste ano, o grupo se vestiu com roupas iguais às usadas no auge do sucesso. Foto: Arquivo Pessoal

Por um período de 30 dias, inclusive, os rapazes do Excelsior dividiram as acomodações de uma residência com os componentes do famoso Conjunto Musical de Norberto Baldauff, que se apresentava no badalado Restaurante Tahiti, do outro lado, na mesma rua. O Excelsior também foi convidado, em 1967, para se apresentar ao vivo, na TV Gaúcha, Canal 12, no prestigiado programa GR Show, comandado pelo saudoso DJ Glênio Reis.  Na parte instrumental, eram executadas músicas consagradas por orquestras como as de Glenn Miller, Billy Vaughn, Ray Conniff, Herb Alpert’s Tijuana Brass, entre outras. Na parte vocal, dançava-se ao som das músicas que faziam sucesso na época,  como aquelas da Jovem Guarda e da Bossa Nova.

Uma nota na imprensa chegou a comparar o “crooner” como o “mais novo papel carbono de Roberto Carlos “, referindo-se ao vocalista do conjunto, que interpretava os maiores sucessos do Rei na época. Para as comemorações dos 50 anos do Conjunto Excelsior, foram convidados os músicos Paulo Cezar Braga (guitarra), Antonio Atanaides dos Santos (teclados), Diorgi dos Santos (baterista) e Jorge Sidney dos Santos (contrabaixo).  Vestidos com o visual da época, em lamé (vermelho para o vocalista e dourado para os demais), o grupo executou o repertório que o consagrou. Profissionalmente, o Conjunto Excelsior deixou de atuar no início dos anos 70. No entanto, nunca se desfez.

Encontros de família

25 de outubro de 2014 0

RODRIGUES

Foto: Arquivo Pessoal

Família de Elias e Maria Laudelina. Foto: Arquivo Pessoal

Os descendentes de Elias Almeida Rodrigues e Maria Laudelina Silveira Rodrigues promovem, em 15 de novembro, o 12º encontro da família Rodrigues, na localidade de Travessão, em Dois Irmãos. Elias, de família de origem uruguaia, dedicou sua vida à área da construção civil, erguendo obras na área urbana e rural de Santa Vitória do Palmar, onde se casou com Maria Laudelina, dona de casa. O casal gerou quatro filhos e, mais tarde, migrou para Novo Hamburgo. Informações: (51) 8151-7557 e cesar@centauro-export.com.br, com César, ou (51) 3561-1606 e rodrigueselso@gmail.com, com Elso.

 

ONGARATTO

Há quase 200 anos, Carlo Domênico Ongaratto e Antônia Batóchio deixaram sua terra natal, a comuna italiana de Treviso, na região do Vêneto, e fixaram-se no distrito de Arco Verde, em Carlos Barbosa. Seus descendentes se encontrarão no dia 1º de novembro, no município de Relvado, para celebrar a trajetória do casal. Informações com Pedro, pelo telefone (51) 3473-7144 e pelo e-mail casagaucho@terra.com.br.

 

BROCHIER

Foto: Arquivo Pessoal

Os irmãos Brochier. Foto: Arquivo Pessoal

Os irmãos Jean Honoré e August, originários do sul da França, vieram para o Brasil em 1828. No Estado, fundaram o atual município de Brochier e foram pioneiros da extração de madeira na região. Em 9 de novembro, seus descendentes se reúnem em Brochier para relembrar a trajetória dos dois pioneiros. Informações: brochierfamilia@gmail.com.

 

LOURENCI

No dia 15 de novembro, os descendentes de Pedro Lourenci e Celina Manganelli, que, após ficar viúva, casou-se com Paulo Lourenci, se reunirão em Santo Antônio da Patrulha. Pedro e Paulo chegaram ao Brasil por volta de 1885, vindos da província de Parma, na Itália, e se estabeleceram em Bento Gonçalves. Informações pelos telefones (51) 3484-2713, com Paulo Dirceu, e (51) 9658-8222, com Enoque.

 

JOAS

Foto: Arquivo Pessoal

Leo e Maria Antonieta. Foto: Arquivo Pessoal

Leo Joas partiu de Walkertshofen, na Alemanha, e chegou a Estrela em 1923. Seis anos depois, casou-se com Maria Antonieta Müssnich, com quem teve seis filhos. No dia 9 de novembro, em Gravataí, os descendentes do casal promovem o 17º encontro dos primos Joas. Informações: (51) 9545-1899 e cac0@terra.com.br, com Claudio.

 

Fotos mostram como era o município de Garibaldi em 1912

24 de outubro de 2014 0
Foto: Alvaro da Costa Franco, Acervo de Sérgio da Costa Franco

Uma rua de Garibaldi ainda sem calçamento e com poucas casas. Foto: Alvaro da Costa Franco, Acervo de Sérgio da Costa Franco

Como os leitores já perceberam, este Almanaque recorre a inúmeras fontes em busca de informações para a publicação. Entretanto, duas delas são mais constantes e se constituem em mananciais preciosos e inesgotáveis. Uma é a coleção da Revista do Globo, publicada entre 1929 e 1967, e outra é o trabalho de pesquisa desenvolvido pelo historiador, advogado e jornalista Sérgio da Costa Franco, especialmente o seu Porto Alegre: Guia Histórico.

Foto: Alvaro da Costa Franco, Acervo de Sérgio da Costa Franco

Na época do registro, Garibaldi tinha se tornado município havia apenas 12 anos. Foto: Alvaro da Costa Franco, Acervo de Sérgio da Costa Franco

A coluna de hoje também traz, mais uma vez, a contribuição relevante de Sérgio. Só que, desta feita, o crédito tem de ser dividido com o pai dele, Alvaro da Costa Franco (1887-1935). Doutor Alvaro foi casado com dona Gilda, e eles tiveram oito filhos. Em 1912, no início da sua carreira no Judiciário, ele era juiz distrital em Garibaldi, na serra gaúcha. Foi lá que ele, dedicado fotógrafo amador, fez estas (e outras) fotografias, agora importantes registros que nos permitem ver como foi aquela cidade serrana em seus primórdios.

Foto: Alvaro da Costa Franco, Acervo de Sérgio da Costa Franco

A principal igreja da cidade na época. Foto: Alvaro da Costa Franco, Acervo de Sérgio da Costa Franco

Quando as imagens foram captadas pela lente da grande câmera Kodak de Alvaro, Garibaldi tinha ganho esse nome e se tornado município havia apenas 12 anos. Antes disso, e até 1900, o lugar era conhecido como Colônia Conde D’Eu, e foi um dos primeiros destinos dos imigrantes trazidos ao Brasil pelo governo imperial. As fotos são muito boas tecnicamente e nos dão uma visão precisa da paisagem geográfica e humana de então. Poucas casas, ruas ainda sem calçamento, nenhum automóvel, o centro movimentado, muitos cavalos e já a forte presença da Igreja e dos parreirais.  A vida… como ela era.

Foto: Alvaro da Costa Franco, Acervo de Sérgio da Costa Franco

Parreirais já faziam parte da paisagem da cidade. Foto: Alvaro da Costa Franco, Acervo de Sérgio da Costa Franco

Vacaria, 164 anos

23 de outubro de 2014 0
Foto: Arquivo Pessoal

O Hotel Popular. Foto: Arquivo Pessoal

Ontem, o município de Vacaria completou 164 anos desde que, em 1850, a Freguesia de Nossa Senhora da Oliveira da Vacaria foi elevada à condição de Vila. Só em 1936, por decreto assinado pelo governador Flores da Cunha, Vacaria tomou a denominação de cidade. Mas a presença de homens brancos na região dos Campos de Cima da Serra data do século 17. O monumento mais antigo do Rio Grande do Sul, inclusive, seria o marco histórico que se encontra no Museu Municipal da cidade. O objeto, que tem entalhado, em pedra, o ano de 1692 e as letras S. J. (que significam “Societas Iesu” ou Companhia de Jesus), é considerado a evidência do trânsito dos jesuítas espanhóis na Baqueria de los Pinãles, primeira denominação daquela área do Estado.

Foto: Arquivo Pessoal

Marco histórico que comprova a presença dos jesuítas na região de Vacaria. Foto: Arquivo Pessoal

Para preservar o rebanho da cobiça dos bandeirantes portugueses, os padres missionários reuniram parte da grande quantidade de gado que mantinham espalhado pelo pampa naquela região do nordeste gaúcho. Mesmo assim, pouco a pouco as “vacarias dos jesuítas” foram sendo conquistadas pelos portugueses, que se radicaram ali. Com o tempo, a “baqueria” virou Vacaria e foi reconhecida como a “Porteira do Rio Grande”. Lugar histórico de trânsito intenso no início do século 20, acolhia os viajantes em estabelecimentos como o Hotel Familiar ou o Hotel Popular.

Colaborou Adhemar Pinotti

Foto: Arquivo Pessoal

Hotel Familiar. Foto: Arquivo Pessoal

Há 92 anos, Ernst Zeuner iniciava trajetória na Livraria do Globo

22 de outubro de 2014 0
Autorretrato do artista. Foto: Reprodução

Autorretrato do artista. Foto: Reprodução

Nascido em Zwickau, nas proximidades da fronteira alemã com a República Checa, em 13 de agosto de 1895, Ernst Zeuner formou-se na Academia de Artes Gráficas de Leipzig. O artista deixou a Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial, radicando-se em Porto Alegre. Em 22 de outubro de 1922, foi contratado pela Livraria do Globo para ser o responsável pelo ateliê de artes gráficas. Ali trabalhou por quase quatro décadas, de 1922 a 1960, tendo sido responsável por capas de livros de Erico Verissimo, como Viagem à Aurora do Mundo, e de As Aventuras de Tibicuera, este premiado pelo Ministério da Educação e Cultura.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Procurado para executar trabalhos particulares, desenhou órgãos do corpo humano para a Faculdade de Medicina de Porto Alegre e embalagens para ovos de Páscoa e chocolates para a Neugebauer. Concebeu também ilustrações para a Fogões Geral e para a Varig. Fez artes para loterias, selos de impostos, bônus, cartões, calendários e enciclopédias. Teve destacado papel no desenvolvimento das artes gráficas no Rio Grande do Sul. Formou, na Livraria do Globo, uma verdadeira escola de artistas. Passaram por sua “escola” nomes como Edgar Koetz, João Mottini, Vitório Gheno, João Fahrion, João Faria Vianna, entre outros conhecidos no Brasil e Exterior. Zeuner morreu em Porto Alegre, em 1967, aos 72 anos de idade.

Colaborou Rodrigo Trespach