Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

As empresas que ajudaram no desenvolvimento econômico de Santana do Livramento, que completa 191 anos nesta quarta-feira

30 de julho de 2014 0
Balcão do Banco Pelotense. Foto: Reprodução

Balcão do Banco Pelotense. Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira, Santana do Livramento completa 191 anos de fundação. A cidade começou quando, em 1810, tropas portuguesas, comandadas por Diogo de Souza, chegaram à região com a finalidade de resguardar a fronteira luso-portuguesa. Quatro anos depois, com as doações, pelo Marquês de Alegrete, Luís Teles da Silva Caminha e Menezes, das primeiras sesmarias, a povoação portuguesa tornou-se permanente. Um primeiro acampamento foi chamado de Cidade de São Diogo, e uma capela chegou a ser construída à beira do Arroio Ibirapuitã. Mais tarde, outra capela (definitiva), com a denominação de Nossa Senhora do Livramento, foi erguida no local chamado de Itacuatiá, o que marca a fundação de Sant’Ana do Livramento em 30 de julho de 1823.

Filial do Banco da Província na cidade. Foto: Reprodução

Filial do Banco da Província na cidade. Foto: Reprodução

O município só viria a ser criado em 1857, quando houve a emancipação, separando-se de Alegrete. No início do século 20, o expressivo desenvolvimento da pecuária atraiu para a cidade uma agência do Banco Pelotense. A filial foi aberta em 16 de maio de 1910, na Rua dos Andradas, no 370 (atual Exatoria), e encerrou suas atividades em outubro do mesmo ano. Ainda em 1910, naquele endereço, surgiria, a 3 de outubro, uma filial do poderoso Banco da Província do Rio Grande do Sul. Essa instituição contribuiu extraordinariamente com a indústria pastoril e pecuária. Foi o banco das importantes charqueadas do município e de outras localidades do Estado.

Fábrica de sabão da Sociedade Industrial e Pastoril de Sant'Anna do Livramenti. Foto: Reprodução

Fábrica de sabão da Sociedade Industrial e Pastoril de Sant’Anna do Livramenti. Foto: Reprodução

Em 5 de agosto de 1907, foi constituída a Sociedade Industrial Pastoril, no Passo da Carolina, a 4,5 quilômetros do centro da cidade. Em 1913, foi instalada a fábrica de sabão, com modernas máquinas que produziam três tipos do produto: Vapor, Pará e Comum. Em 1910, um grupo de capitalistas brasileiros e uruguaios fundou a Companhia Progresso Uruguai-Brasil, proprietária da Charqueada São Paulo. Também eles fabricavam sabão e velas com máquinas importadas da Europa.

Saladeiro da Charqueada Sant'Anna no início do século passado. Foto: Reprodução

Saladeiro da Charqueada Sant’Anna no início do século passado. Foto: Reprodução

Outro empreendimento importante dessa época foi a Charqueada Sant’Anna, cuja capacidade de abate chegou a 1,2 mil cabeças por dia. A povoação dessa charqueada era superior a 900 habitantes, distribuídos em 150 casas. Outro marco decisivo no desenvolvimento de Livramento foi quando nasceu, no dia 19 de julho de 1919, a Sociedade Agropecuária da Fronteira, que, em maio de 1940, teve o nome alterado para o atual: Associação Rural de Sant’Ana do Livramento.

Colaborou: Carlos Alberto Potoko

Veja como uma reportagem de 1926 falava sobre um dos mais novos bens de consumo na época: o carro

29 de julho de 2014 0
Foto: Revista Madrugada, Reprodução

Foto: Revista Madrugada, Reprodução

Em setembro de 1926, circulou em Porto Alegre uma revista chamada Madrugada. Foram apenas cinco números publicados entre o mês de lançamento e dezembro daquele ano. O semanário propunha-se a abordar “literatura, artes, mundanismo”. Em seu primeiro número, com 38 páginas, o verso da capa e as páginas 2 e 4 foram ocupados pelos anúncios de marcas americanas de automóveis que reproduzimos hoje aqui em nossa coluna. Curiosamente, na página 28, um artigo intitulado “O Automóvel” abordava exatamente esse, relativamente novo, bem de consumo.

Foto: Revista Madrugada, Reprodução

Foto: Revista Madrugada, Reprodução

Vale a pena transcrever literalmente algumas linhas da matéria: “Não resta dúvida que o automobilismo vai tomando fóros de necessidade entre nós, com um augmento notável de veículos e cousequentemente com o aparecimento de novas marcas, cada vez mais aperfeiçoadas, de linhas mais apuradas e de preços mais razoaveis. Passou-se o tempo em que o automóvel era um objecto de luxo, só accessivel ás pessoas abastadas ou a malucos, como pittorescamente se dizia entre nós. Hoje, com o preço ao alcance de todas as bolsas e facilidades de pagamentos, pelos inestimaveis serviços que presta, o automovel é uma necessidade. Nessa luta intensa pela vida, só realiza negocios aquelle que chega primeiro. [...] Quantas vezes por differença de minutos perde-se uma vida, deixa de realizar-se um negocio importante pelo atrazo de um bonde sempre demorado, por uma caminhada mais longa? [...] Porto Alegre possue quasi 2.500 automoveis e pela extensão de sua area e numero de seus habitantes póde comportar mais de cinco mil automoveis. Com o nosso calçamento em franco andamento, com estradas projectadas e com o concurso de Associação das Estradas de Rodagem, teremos em breve novas fontes para a intensificação dos automoveis entre nós, o que auguramos para o crescente prestigio e progresso da capital”. O texto dizia ainda: “Setembro é o mez geralmente escolhido pelas grandes fábricas americanas de automóveis, para o lançamento dos novos typos, por ser o início da primavera, época propicia para os compradores de automoveis adquirirem a ultima palavra da industria automobilista”.

Foto: Revista Madrugada, Reprodução

Foto: Revista Madrugada, Reprodução

 

O autor, na nota, se derramava em elogios aos aperfeiçoamentos do novo Oakland 6 ‘cylindros’ e concluía dizendo: “Com estas innovações, por certo o Oakland terá firmado mais ainda a sua invejavel reputação”. Em Porto Alegre, hoje, segundo o Detran, circulam mais de 688 mil veículos. De acordo com o número de habitantes, pelos dados do censo de 2010, isso equivale, mais ou menos, a um carro para cada duas pessoas.

Colaborou Antônio Goulart

Foto: Revista Madrugada, Reprodução

Foto: Revista Madrugada, Reprodução

A primeira vez que um trem chegou em Dom Pedrito

28 de julho de 2014 0
Foto: Acervo do Museu Paulo Firpo

Em 1922, o trem chegou pela primeira vem em Dom Pedrito. Foto: Acervo do Museu Paulo Firpo

Em 31 de dezembro de 1922, saído da estação São Sebastião, chegou pela primeira vez na plataforma da Estação Ferroviária de Dom Pedrito, no final da Avenida Barão do Rio Branco, o tão esperado trem. Embora o dr. Antônio Louzada fosse o prefeito, coube ao representante do governador do Estado, coronel Furtado do Nascimento, quebrar uma garrafa de champanhe na locomotiva nº 3, que teve como madrinha a senhorita Iolanda Garcia (depois Fortes, por casamento), que era, então, a Miss Dom Pedrito. À noite, no Clube Comercial, um grande baile celebrou aquele momento histórico.

Foto: Acervo do Museu Paulo Firpo

A antiga estação, que recebeu o primeiro trem. Hoje, ela é ocupada por uma escola. Foto: Acervo do Museu Paulo Firpo

No dia anterior, um convite foi divulgado pela “commissão constituída para levar a effeito os festejos projectados por motivo da chegada da primeira locomotiva à Estação da Praça da República”. A população de Dom Pedrito “em geral” foi chamada a comparecer “a esse acto, amanhã, às 16 horas, bem como para assistir ao corso que, após, terá lugar na Praça General Osório”. A convocação dizia ainda que “esse acontecimento de auspiciosos e inestimáveis benefícios a esta terra” deveria se revestir “da maior satisfação e regosijo (sic), por isso que é uma velha e justificada aspiração que ora se realisa (sic)”.

Foto: Acervo do Museu Paulo Firpo

População atendeu ao convite e compareceu à chegada do trem em Dom Pedrito. Foto: Acervo do Museu Paulo Firpo

O texto termina dizendo que: “a comissão está certa que os habitantes de D. Pedrito, amantes do progresso, não regatearão o valioso concurso de suas presenças”. Hoje, infelizmente, essa antiga gare, chamada de Estação Velha, está em precário estado de conservação. Agora ela é parte do complexo da Escola Estadual Arthur Villamil de Castro. O trecho até São Sebastião foi concluído em 1896, e era um braço da ferrovia Bagé-Rio Grande, de 1884.

Foto: Acervo do Museu Paulo Firpo

Chegada da locomotiva nº 3 foi festejada pelos pedritenses. Foto: Acervo do Museu Paulo Firpo

Em 1900, a ferrovia foi estendida a São Gabriel. A necessidade de ligar Dom Pedrito a Livramento ensejou, entre 1935 e 1937, a retomada das obras e a construção de uma nova estação. Para isso, foi aberto o mato nos altos da Avenida Barão do Upacarahy, onde surgiu o novo prédio. Em 6 de março de 1943, a Rede Ferroviária tomou posse da Estação Nova, atualmente ocupada pela prefeitura, que está reabilitando o imóvel.

Colaborou Adilson Nunes de Oliveira

O cartão enigmático

26 de julho de 2014 0
Foto: Reprodução

Postal é endereçado a Augusto Ambrósio Rücker, de Sapiranga. Foto: Reprodução

Um ano atrás, o filatelista e numismata Edil Gomes, 42 anos, residente no interior de São Paulo, encontrou num site da internet a oferta de um estranho cartão postal, muito diferente de todos os outros que são normalmente oferecidos. Numa das faces do cartão, impresso por American Bank Note Company New York, em que já vinha estampado um selo de 40 réis com a efígie de Dom Pedro II, consta apenas de forma manuscrita o nome do destinatário: Cidadão Augusto Ambrósio Rücker, e o local: Sapiranga. O lado oposto da cartolina é totalmente ocupado por números e algumas poucas letras, o que se configura em uma enigmática mensagem criptografada. Apesar de nunca ter vindo ao Rio Grande do Sul, nunca ter visitado Sapiranga e não saber quem foi Augusto Ambrósio Rücker, Edil, que é diagramador e sócio da Gráfica Diagrama, na cidade de Botucatu, achou interessante o antigo e peculiar postal e pagou US$ 20 para que sua encomenda viesse da Alemanha, onde se encontrava.

Foto: Reprodução

A parte de trás do postal traz uma mensagem codificada. Foto: Reprodução

Curioso e empenhado em decifrar o escrito, o paulista encontrou no Almanaque Gaúcho de 15 de outubro de 2011 um convite para a festa que reuniu os descendentes da família Rücker, no dia 23 daquele mesmo mês e ano. Então ele  digitalizou o cartão postal e o enviou para Zero Hora. Tentamos contato com alguém da família, mas ainda não conseguimos. Apuramos apenas que Augusto Ambrósio Rücker é o nome de uma escola municipal de Ensino Fundamental em São Pedro do Maratá, um distrito do município de Maratá, que se emancipou de Montenegro em 20 de março de 1992. Até onde sabemos, Ambrósio foi professor de música e um dos dois filhos de Vicente José Rücker, um imigrante alemão que teria vindo da Silésia em 1896. A opção pela mensagem em código continua sendo para nós um mistério. Alguém poderia ajudar-nos na solução desse enigma?

A viagem entre Rio de Janeiro e Recife no Graf Zeppelin

25 de julho de 2014 0
Foto: Reprodução

O bilhete para a viagem entre Rio de Janeiro e Recife. Foto: Reprodução

Jair Paulo Schaparini, 51 anos, trabalha para a Infraero com navegação aérea. Um dia desses, encontrou entre os papéis guardados pela família de sua mulher, Karen, um bilhete de passagem aérea com o número 0469. A viagem ocorreu no dia 21 de setembro de 1933, entre as cidades do Rio de Janeiro e Recife, e o passageiro foi José Antonio Fernandes, bisavô de Karen. A surpresa maior foi constatar que a aeronave empregada para cumprir o longo percurso foi nada mais nada menos do que o gigantesco dirigível alemão Graf Zeppelin.

Foto: Reprodução

Detalhe com o nome do passageiro. Foto: Reprodução

A viagem durava dois dias e só podia ser paga por gente abonada, como o português Fernandes, que era sócio de uma grande casa de ferragens em Porto Alegre, chamada Santos Rocha e Cia, e resolveu aproveitar as férias para viver aquela aventura. Ele também fez longas viagens de navio para o Exterior, mas voar no Zeppelin deve ter sido uma experiência e tanto.

Foto: Reprodução

Postal mostra o dirigível no céu do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

O enorme dirigível tinha mais de 200 metros de comprimento (um Boeing 747 Jumbo mede 76 metros) e cinco motores. Levava 20 passageiros acomodados em luxuosos camarotes, a uma velocidade máxima de 128 quilômetros por hora. A tripulação chegava a 45 pessoas. O primeiro voo intercontinental do Graf Zeppelin foi entre Frankfurt e Nova York, em setembro de 1928, e consumiu 112 horas (mais de quatro dias).

Foto: Reprodução

O Graf Zeppelin sobrevoando Recife. Foto: Reprodução

Ao longo de sete anos, entre 1930 e 1937, a presença desses gigantes do ar era comum nos céus brasileiros, mas eles só faziam paradas para reabastecimento, embarque e desembarque de passageiros e cargas em Recife e no Rio de Janeiro. A tragédia com o dirigível Hindenburg, em maio de 1937, nos EUA, na qual morreram 35 pessoas, decretou o fim de uma era. Os voos nesse tipo de nave foram interrompidos e, em 1940, as que restavam foram desmanchadas.

Colaborou Jair Paulo Schaparini

Sobre modernidades e antiguidades

24 de julho de 2014 0
Mais de meio século atrás, Jet Jackson já usava celular no vídeo arredondado dos aparelhos de TV da época. Foto: Reprodução

Mais de meio século atrás, Jet Jackson já usava celular no vídeo arredondado dos aparelhos de TV da época. Foto: Reprodução

É engraçado como algumas coisas da nossa infância, aparentemente sem nenhuma importância, ficam profundamente gravadas em nossa mente. Na última segunda-feira, completei 63 anos, portanto, eu era criança quando a televisão chegou a Porto Alegre, em dezembro de 1959, com a inauguração da TV Piratini. Era uma novidade difícil de a gente desgrudar, e só não ficávamos o dia todo diante da tela de cantos arredondados porque a programação, de início, só começava no final da tarde.

Uma das primeiras séries que lembro ter acompanhado foi Jet Jackson. Ele era um piloto de avião de caça a jato que protagonizava inúmeras aventuras nos céus e na terra. Hoje, a todo momento tem alguém com um aparelho celular na mão, ao meu lado. No elevador, na fila, na sala de espera… e, inevitavelmente, a cena sempre me remete ao antigo seriado em que o personagem principal lançava mão de um pequeno aparelho que retirava do bolso para se comunicar. Não era um microfone com fio, como aqueles de transmissores de rádio. Era pequenino e… wireless.

Muitas das coisas que a ficção científica nos apresentou em filmes e livros agora convivem conosco sem causar nenhum espanto. Ainda não andamos por aí voando com uma turbina individual presa às costas, como no Command Cody, que nos fazia bater os pés no piso de madeira do Cine Rio-grandense nas tardes quentes de verão, mas já vimos algo parecido até ali no sambódromo do Rio de Janeiro. O “novo” já frequentava a casa da família Jetson há muito tempo.

Os anúncios abaixo, bem bolados pela agência de propaganda Moma, de São Paulo, para o evento MaxiMídia, em 2010, brincam com uma onda retrô que sente saudade de coisas que sequer envelheceram, mas que, sabemos, é só uma questão de tempo. O Orkut só voltou a ser lembrado quando, recentemente, foi anunciado que ele será extinto em 30 de setembro deste ano. Essa “antiga” rede social morre aos 10 anos. Mais ou menos a idade que eu tinha quando me espantava com o aparelhinho usado pelo Jet Jackson. Mas, sou obrigado a confessar, continuo me espantando com o celular, o Face, o Google, o Skype, o…

Encontros de família

23 de julho de 2014 0

CAVAZZOLA

Foto: Arquivo Pessoal

Ângelo, Virginia e os filhos durante a festa de Bodas de Ouro do casal, Ouro na Capela de Nossa Senhora de Monte Bérico, em Antônio Prado, em 1958. Foto: Arquivo Pessoal

A Linha 21 de Abril, em Antônio Prado, sediará, em 26 de julho, o encontro da família Cavazzola. A história do clã no Brasil começou com Ângelo Cavazzola, que emigrou da comunidade de San Giovanni Ilarione, na Itália, para o Brasil, no final do século 19, fixando residência na Linha 21 de Abril, em Antônio Prado. Ele foi casado com Virginia Slongo, com quem teve 11 filhos.Informações pelo telefone (51) 3332-8337, com Lucimar, ou pelos e-mails ocavazzola@ig.com.br, silviocavazzola@gmail.com, e rosmaridelfino@hotmail.com.

 

COLLET

Foto: Arquivo Pessoal

No retrato de família, o imigrante italiano Guerino Collet, que, já em terras gaúchas, casou-se com Maria Luigia Piacenti e teve 11 filhos. Foto: Arquivo Pessoal

Há mais de 250 anos, os ancestrais dos Collet saíram da França para residir na região de Belluno, na Itália, onde nasceu o patriarca, Guerino Collet. De lá, ele emigrou, mais tarde, para a Argentina e, em 1891, pisou em solo brasileiro, estabelecendo-se na então Alfredo Chaves, hoje Veranópolis. Casou-se com Maria Luigia Piacenti, e tiveram 11 filhos. Para homenagear os antepassados, será realizado em 26 de julho, em Erechim, o segundo encontro da família Collet. Informações pelos telefones (54) 9113-7422 e (54) 3321-1251, com Rovilio, ou pelos telefones (54) 9983-0579 e (54) 3522-4772, com Adelino.

 

MONTAGNER

No Rio Grande do Sul, três famílias de sobrenome Montagner se estabeleceram na Quarta Colônia de Imigração Italiana: a de Giacinto, que chegou em 1883, e as dos irmãos Giovanni Battista e Francesco, primos de Giacinto, que chegaram em 1886. Todos eles tinham seus lotes na localidade de Novo Treviso, em Faxinal do Soturno. Por ser considerada o berço da família no Estado, a localidade foi escolhida como sede para o primeiro encontro, em 27 de julho. Informações com Clara Luiza, pelo telefone (55) 9149-5936, e com Jorge Eduardo, pelo telefone (55) 9997-3950.

 

DORNELLES DA SILVA

Foto: Arquivo Pessoal

Um dos encontros do clã. Foto: Arquivo Pessoal

Em 26 de julho, será realizado o 12o encontro da família Dornelles da Silva, no CTG Ilhapa do Rio Grande, em Itacurubi. O clã descende de João D’Ornellas de Souza e Catharina Ignácia, oriundos da Ilha Terceira dos Açores, que chegaram ao Brasil em 1752 e se estabeleceram em Taquari. Na segunda metade do século 19, alguns integrantes migraram para a região de São Borja. Informações com Cláudio, pelo telefone (55) 9681-0957.

 

Santa Maria recebe exposição sobre a era dos trens no Rio Grande do Sul

22 de julho de 2014 0
Trem da Rede Ferroviária sobre "obra de arte" próximo a Vacaria. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

Trem da Rede Ferroviária sobre “obra de arte” próximo a Vacaria. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

Houve uma época, aqui em nosso Estado, em que era impossível falar sobre estrada de ferro, ou trens, sem citar o nome do município de Santa Maria. Afinal, situada geograficamente no chamado “coração do Rio Grande”, foi natural sua vocação como principal entroncamento ferroviário gaúcho. No RS, a primeira ferrovia ligou Porto Alegre a São Leopoldo em 1874. Dez anos depois, foi inaugurado um segundo trecho, unindo Rio Grande a Bagé. Em 1877, foram iniciadas as obras daquela que pode ser considerada como a mais importante ferrovia ao longo da história do Rio Grande do Sul, a estrada de ferro da Capital até Uruguaiana. Em 15 de outubro de 1884, os trilhos chegaram oficialmente a Santa Maria. Nas duas décadas seguintes, a cidade conheceu marcante desenvolvimento. A população aumentou quase cinco vezes naquele período. As atividades econômicas intensificaram-se com a criação de entrepostos comerciais e depósitos de produtos agropecuários.

A Estação Diretor Pestana ficava na rótula originalmente ocupada pelo monumento do Laçador, em Porto Alegre. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A Estação Diretor Pestana ficava na rótula originalmente ocupada pelo monumento do Laçador, em Porto Alegre. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A partir de 1900, Santa Maria passou a concentrar o tráfego de trens no Rio Grande do Sul. Além de ser o ponto de cruzamento das principais linhas férreas, que eram Porto Alegre-Uruguaiana, Tronco Cacequi-Rio Grande, Tronco Santa Maria-Marcelino Ramos, sediava a Diretoria da Compagnie Auxiliaire des Chemins de Fer au Brésil, empresa belga arrendatária da rede rio-grandense desde 1898. A rede ferroviária exerceu enorme influência no desenvolvimento econômico, social e cultural de Santa Maria. Em 1905, um novo contrato com a companhia belga ensejou a criação da Viação Férrea do RGS (VFRGS). Essa empresa passou a administrar praticamente todas as ferrovias do Rio Grande do Sul.

A locomotiva 153 chegando da sua última viagem de Bagé, na plataforma da estação de Rio Grande em 1983. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A locomotiva 153 chegando da sua última viagem de Bagé, na plataforma da estação de Rio Grande em 1983. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A mostra fotográfica O Rio Grande na Era dos Trens, que será inaugurada às 19h de hoje na sala Iberê Camargo, no Museu de Arte de Santa Maria (Avenida Presidente Vargas, 1.400), é, de certa forma, o reencontro de Santa Maria com seu passado de polo ferroviário. A exposição fica aberta ao público até 15 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. As fotos de José Abraham (in memoriam) e de seu filho Alfonso Abraham nos permitem uma visita a um tempo que poderia voltar, porém atualizado. Aquele em que os trens são, como foram, importantes.

Fonte: Seguindo os Trilhos do Trem, de Danielle Faccin

Livro mostra a relação entre escravos e imigrantes alemães na época da colonização

21 de julho de 2014 0
São Leopoldo em 1895. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

São Leopoldo em 1895. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

Ainda como parte dos eventos que marcam, neste mês, os 190 anos da chegada dos imigrantes alemães ao nosso Estado, será lançado hoje à noite, com direito a palestra, o livro Histórias de Escravos e Senhores em uma Região de Imigração Europeia, escrito por Paulo R.S. Moreira e Miquéias H. Mugge. Se nos dermos conta de que os colonos alemães chegaram aqui em 1824, e a Lei Áurea, que aboliu a escravidão, data de 1888, percebemos que os recém-chegados também conviveram com essa ignomínia por 64 anos. Outros pesquisadores já evidenciaram a posse escrava por alemães e seus descendentes, que absorveram de seus vizinhos lusos práticas usuais de uma formação social escravista. Não existia, nos primeiros anos da colonização alemã, qualquer lei que proibisse esses estrangeiros de adquirir cativos. A interdição realmente ocorre por meio de leis imperiais de 1840 e 1848 e de leis provinciais de 1848 e de 1850.

Casal de escravos em uma foto de Lunara com inscrição em alemão: “amor tardio”. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

Casal de escravos em uma foto de Lunara com inscrição em alemão: “amor tardio”. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

É interessante que esse tema volte a ser abordado, já que uma historiografia apologética destaca essa imigração como propugnadora de novos valores morais e econômicos, como a poupança, o amor, a família, a religiosidade e a regeneração do trabalho manual. O intento dos autores é pensar as inter-relações da vida em comum entre esses colonos e os escravos africanos, focando políticas desses teuto-senhores. Afinal, na historiografia sul-riograndense, os pesquisadores perceberam que existem lacunas que geram um véu de invisibilidade que encobre as populações afrodescendentes residentes nas áreas de imigração europeia, com reflexos até a atualidade. Trata-se de um projeto amplo em andamento, que se propõe a entender como se estruturavam as relações entre esses atores sociais que coabitaram com proximidade – e às vezes intimidade – na formação social oitocentista. Para saber mais, basta comparecer às 19h3omin de hoje no Salão da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de São Leopoldo (Rua Marquês do Herval, 500).

Colaborou Erny Mugge

Hospital da Cidade de Passo Fundo completa cem anos

19 de julho de 2014 0
Inauguração do primeiro prédio do hospital, em 1920. Foto: Acervo HCPF

Inauguração do primeiro prédio do hospital, em 1920. Foto: Acervo HCPF

É bacana quando uma ideia que surgiu lá atrás e foi cultivada com pertinácia torna-se realidade. Melhor ainda é, depois de cem anos, comemorar o aniversário muito maior do que seus criadores jamais poderiam imaginar. Estou falando do centenário do Hospital da Cidade de Passo Fundo (HCPF). Fundado em julho de 1914, por Antonino Xavier e Oliveira e um grupo de ilustres passo-fundenses, com o nome de Hospital de Caridade, essa iniciativa evoluiu e agora pode atender, com a mesma dedicação do passado, mais de 16 mil pacientes oriundos daquela cidade do Planalto, de toda a região norte do Rio Grande do Sul e do oeste catarinense.

O prédio do hospital na década de 1940, já ampliado. Foto: Acervo HCPF

O prédio do hospital na década de 1940, já ampliado. Foto: Acervo HCPF

Quem poderia supor que aquele casarão sem reboco externo, que foi orgulhosamente inaugurado no dia 20 de julho de 1920, portanto seis anos após sua criação, seria hoje um complexo hospitalar, que inclui um edifício de 11 pavimentos, tem 316 leitos, 350 médicos e quase 1,2 mil colaboradores, que continuam, como no início, se dedicando a cuidar da saúde das pessoas que ali buscam ajuda.

O novo edifício do hospital. Foto: Acervo HCPF

O novo edifício do hospital. Foto: Acervo HCPF

Em 1915, a Intendência doou o terreno. Em 1960, o nome foi alterado para o atual. Em 1967, foi declarado de Utilidade Pública. Em 1987, o Hospital da Cidade, até então uma entidade particular, foi transformado em filantrópico por meio de assinatura de convênio com o então INSS. Em 1990, o Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes foi integrado ao HCPF. Amanhã, dia 20 de julho, um século após a fundação, o novo prédio será solenemente inaugurado. O casarão cresceu. Parabéns, HCPF. Parabéns, Passo Fundo.