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Estação a perigo

17 de abril de 2015 0

Ninguém mais viaja de trem aqui no Rio Grande do Sul. Com exceção das linhas metropolitanas, e de algum trecho turístico, esse meio de transporte, tão usado em outros países, sumiu. Nem sempre foi assim. Sou tão antigo, que lembro de ter ido, uma vez, para São Borja de trem. Foi lá que Luiz e Lida nos apanharam, nas férias de inverno de 1964, para 15 inesquecíveis dias na fazenda dos Monteiro, em Itaqui. Que viagem!

Agora, fico sabendo pelo leitor Celso Dornelles que o prédio da antiga estação férrea de São Borja, que deveria funcionar como centro cultural, está “abandonado, infestado de morcegos, e corre o risco iminente de desabamento”. Lamentável. Celso está colhendo adesões a um abaixo-assinado que pede providências à prefeitura para que faça obras emergenciais e preserve esse patrimônio histórico municipal tombado, que, mais do que dos são-borjenses, é de todos nós.

Fernando Rodrigues, presidente do Centro Cultural de São Borja, informa que, “de acordo com deliberação tomada em reunião extraordinária ocorrida no dia 25/03/2015, sua direção resolveu suspender, por tempo indeterminado, todas as atividades da entidade no prédio da antiga estação férrea”.

Fernando diz ainda: “Pouquíssimo resta neste município que lembre suas origens históricas. O descaso de uns, somado ao desconhecimento de outros com relação à importância e necessidade de resguardar o legado cultural do município, determinou que a nossa tricentenária São Borja chegue agora em 2015 como uma cidade quase esquecida de suas raízes.

Um povo que não preserva suas raízes é um povo esquecido de si mesmo, de sua história e de suas origens, sem legado a preservar ou a transmitir. Precisamos mobilizar a sociedade e salvar o pouco que nos resta”. A estação de São Borja foi inaugurada em 1913, pela The Brazil Great Southern Railway Co. Ltd. Deixá-la como está é uma viagem… sem volta.

Liberty sobre o Mercado

15 de abril de 2015 0
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O painel da Cia Souza Cruz sobre o Mercado Público

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A caixinha dos cigarros Liberty

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A carteira Gegê, do acervo de Selmar Gassen

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O colecionador Célio Alberto Eisenhut com seu certificado do Guinness

Outro dia, publicamos uma foto que mostrava um grande anúncio da marca de cigarros Elmo sobre o telhado do Mercado Público. Eu até comentei que meu avô, Natale di Leone, fumava Elmo. Agora, encontrei outra foto do Mercado, que exibe no painel de propaganda uma marca diferente: cigarros Liberty, também da Companhia de Cigarros Souza Cruz.

Estes tinham duas características especiais, vinham em uma embalagem de cartolina em forma de cigarreira e eram ovais. Quando eu era guri, fumar não era pecado (ao contrário, era charmoso). Naquela época, as coleções de embalagens de cigarros faziam parte das brincadeiras e do hobby da garotada.

Muita bronca levei ao chegar em casa com maços sujos e amassados cuja procedência era colocada sob suspeita de terem sido catados do lixo, o que, na verdade, não era incomum. Minha obsessão de colecionador durou pouco. Outros persistiram, como, por exemplo, o catarinense, de Jaraguá do Sul, Célio Alberto Eisenhut.

Em 2012, apesar de nunca ter fumado, ele contabilizava 72 mil embalagens em sua coleção, o que lhe assegurou o título de “maior colecionador de carteiras de cigarros da América”, com direito, inclusive, a registro no livro Guinness de recordes. O gaúcho Luiz Carlos Freitas de Oliveira é outro conhecido colecionador de raridades tabagistas. Selmar José Gassen, de Santa Cruz do Sul, tem no seu acervo a carteira de cigarros Gegê, lançados para homenagear e explorar a popularidade do presidente Getúlio Vargas.

Dano patrimonial

14 de abril de 2015 0
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O templo, como era nos anos 1960

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A demolição da igreja, na década de 1970

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A Avenida Getúlio Vargas, com a igreja ao fundo

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O templo nos dias de hoje.

Cada vez que me lembro da antiga Igreja do Menino Deus (que, quando criança, cheguei a frequentar com minha mãe), minha indignação volta forte. Não foi diferente quando, outro dia, pesquisando no Museu da Cidade (Joaquim José Felizardo/Fototeca Sioma Breitman) fotos para o Almanaque Gaúcho, encontrei essa imagem, bem de perto, do templo como ele era até ser demolido, em 1970. O assunto não é novo, mas é quase inacreditável que tenham posto abaixo a antiga igrejinha gótica de 1908.

Ela ficava perpendicular à Avenida José de Alencar e arrematava de forma harmônica, com sua fachada voltada para a vista de quem vinha pela Avenida Getúlio Vargas, uma das paisagens mais características daquele bairro. A igreja atual, construída paralela à avenida, permitiu que a parte de trás do terreno fosse usada para a construção de um prédio de apartamentos (?).

Gostaria muito de saber qual seria a opinião do doutor Manoel José de Campos, médico que, em 1860, generosamente doou aquele terreno para a municipalidade sobre o destino reservado posteriormente à sua propriedade. A chegada da maxambomba (um bonde com tração animal), em 1865, cujo fim da linha era exatamente no encontro das duas avenidas, talvez tenha sido o sinal de que novos tempos estavam se aproximando.

Mas que a falta de sensibilidade, relativamente recente, pudesse chegar ao ponto de cometer tamanha atrocidade contra a memória, ninguém poderia imaginar.
Fonte: Porto Alegre Guia Histórico, de Sérgio da Costa Franco

DE DON PEDRITO A DOM PEDRITO

13 de abril de 2015 0

A denominação do município gaúcho de Dom Pedrito tem origem no apelido, espanhol e diminutivo de Don Pedro de Ansuategui. Ele era chamado de Don Pedrito pelo seus companheiros de aventura.

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Don Pedro de Ansuategui era natural de Biscaia, norte da Espanha, no País Basco, na região denominada então como San Andrés de Etchevarria (hoje Etchevarria), cidade conhecida pela extração de minerais de ferro, atividade a que se dedicavam os Ansuategui, desde finais do século 14. Pedro de Ansuategui, fixado no Vice-Reino do Prata, desertou do exército, na segunda metade do século 18, instalando-se com um posto de contrabando na margem do Rio Santa Maria, região a que os primitivos pampianos denominavam Iñuvoti – campo das flores.

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Sua vida, misto de lenda e mistério, foi repassada aos moradores desse município pela história oral. Mas há registros confiáveis, como um de 1790, do comandante da Guarda Aduaneira de Montevideo, capitão Cipriano Mello, que aponta Pedro de Ansuategui como chefe de partida de contrabandistas a serviço de Rafael Pinto Bandeira, governador militar da Província de São Pedro. Também há a descrição do encontro de Bento Manuel Ribeiro com Ansuategui, na noite de 15 de março de 1836, narrado no diário do farroupilha. Fato divulgado pelo historiador Jorge Telles, na obra Farrapos, a Guerra que Perdemos.

Por outro lado, o jornalista Jose Antônio Dias Lopes conta que Gavino Machado da Silveira, proprietário da Gazeta Pedritense, teria encontrado pessoalmente Don Pedrito também em entreveiros da Guerra do Paraguai. Depois das investidas jesuíticas que criaram as bases das Redução de San Andrés dos Guenoas e, mais tarde, a de São Miguel e a de São Nicolau, as terras de Dom Pedrito passaram a pertencer definitivamente ao Brasil, com a independência da Cisplatina, 1825-1828. Com a criação dos quatro primeiros municípios na província, Dom Pedrito pertenceu a Rio Grande, depois a Piratini e, finalmente, a Bagé, da qual emancipou-se em 1872.

O principal fato histórico ligado a Dom Pedrito é a pacificação do Rio Grande do Sul, em 1845, que lhe garante o título de Capital da Paz. De hoje até sexta-feira, Dom Pedrito estará ocupando a Galeria dos Municípios, na Assembleia Legislativa, em uma exposição que terá a curadoria do Museu Paulo Firpo, quando a história desse município estará em evidência.

Encontros de famílias

11 de abril de 2015 0

Carboni

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A família Carboni tem seu quarto encontro marcado para o dia 19 de abril, na Linha Várzea Grande, no município de Putinga (RS). Descendentes de Giácomo Carboni e Antônia Benatti vindos de Quingentole, Mantova, região da Lombardia, na Itália, estabeleceram-se na Linha Farias Lemos, em Bento Gonçalves, RS. Do casal pioneiro, originaram-se as famílias de Ítalo Carboni e Marta Catherina Chiamulera, Lúcia Carboni e Attílio Mantovani e Primo Carboni e Justina Zanchet.

Ítalo era agricultor e depois tornou-se agrimensor. Em 1914, mudaram-se para Várzea Grande, no município de Putinga, onde ele passou a trabalhar a serviço de uma Companhia Francesa de Colonização. Pelos serviços prestados, recebeu uma colônia de terras, onde acabou de criar sua família, vindo a falecer em 1930, com 61 anos, deixando a viúva e os 10 filhos: Stella, Arthur, Rômulo, Marcelo, Faustino, Domingos, Jacó, Luiza, Adelina e Antônio.

A foto desta página mostra a família de Ítalo Carboni e Marta Catherina Chiamulera. Sentados: Maria Mella e Arthur Carboni, Marcelo, Luiza, Marta Catherine Chiamulera e Ítalo Carboni, Jacó e Antônio. Em pé: Stella, Domingos, Adelina, Faustino, Rômulo Carboni e Maria Polese. Informações pelo e-mail ktrevisol@ibest.com.br ou pelos telefones (51) 3777-1294, com Anair Carboni Trevisol ou Kácia Trevisol (Putinga), e (51) 9906-4989, com Luiz Carboni (Linha Várzea Grande).

Lange

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Estamos reunindo os familiares do imigrante alemão Augusto Lange, cujo filho André Lange nasceu em Estrela e teve nove filhos. Contamos com mais de 300 descendentes já identificados e ainda buscamos pelos descendentes dos irmãos de André (outros filhos do Augusto), cuja existência e paradeiro ainda não conseguimos estabelecer.

Cerca de cem descendentes de André e Ana Lange, que se casaram em 12 de maio de 1900 no então distrito de Estrela, hoje município de Roca Sales, já confirmaram a participação. Buscamos contato de muitos parentes espalhados pelo Estado e pelo Brasil. O Primeiro Encontro da Família Lange ocorrerá na cidade de Torres, entre os dias 17 e 19 de abril, com uma programação voltada para troca de experiências, causos, fotos e catalogação dos dados dos descendentes para registro em futura publicação.

Contatos com Carlos Lange (carloslange@ledic.com.br) ou Marina Muller Lange (marinamulange@gmail.com). Na foto, os filhos do casal André e Anna Lange.

 

Leitores contribuem com o Almanaque Gaúcho

10 de abril de 2015 0

Cesariana

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“Amigo Ricardo: pela fotógrafa Adriana, te enviei hoje cópia de uma fotografia interessante. Não é assunto gaúcho, mas do Rio de Janeiro. Em todo caso, a foto é rara. Segundo a história oral da minha família, é foto tirada na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, no princípio do século 20, objetivando uma cesariana operada pelo doutor Francisco Furquim Werneck, meu avô materno (1846-1908), que foi obstetra e cirurgião afamado no seu tempo. Além de ter sido deputado constituinte da Primeira República e prefeito da Capital Federal no tempo do Floriano Peixoto. Teria sido a primeira cesariana realizada no Rio de Janeiro, o que parece justificar a numerosa assistência…” Abraço do Sérgio da Costa Franco.
O Almanaque Gaúcho sente-se honrado com a colaboração. Muito grato, Sérgio.

Pince-nez da Foergnes

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O leitor Helio Oliveira, gentilmente, nos enviou uma mensagem e uma foto bacana. Diz ele: “Na quarta, 1º de abril, publicaste uma nota no Almanaque sobre a Foernges. Tenho uma relíquia para ilustrar, um par de óculos antigos que eu ganhei de minha mãe e, até onde sei, embora com informações não muito claras, está em minha família há mais de 70 anos. Tenho, ainda, uma curiosidade que não consegui elucidar: a numeração da Andradas que aparece no estojo da foto é 308 e 310. Na nota, diz que a família se estabeleceu no número 1.504. A Rua da Praia teve a numeração alterada? Ou seria realmente em outro lugar? Acho que não, em função de ter a Casa Lyra ao lado, que, depois, transferiu-se para a frente.” Alguém nos ajuda a esclarecer a dúvida do leitor?

Paço dos Açorianos

09 de abril de 2015 1

Essa imagem, do início do século passado, guarda muitas diferenças da paisagem atual, especialmente no entorno do conhecido prédio da prefeitura municipal, que parece exatamente como é hoje. Engano. Podemos demorar um pouco para perceber, mas falta alguma coisa… Nas laterais das escadarias dos acessos secundários, ainda não haviam sido instalados os quatro leões de mármore de Carrara.

Se vocês lembram, cada um está voltado para seu parceiro como se surpresos indagassem (em gauchês): “Tu viu?” Brincadeiras à parte, aproveito para identificar o simbolismo das imagens do edifício que vemos, mas a que não atribuímos sentido. No torreão central (visto de frente), dois bustos: à esquerda, José Bonifácio, e à direita, Deodoro da Fonseca.

Entre os dois, o Brasão da República. Na platibanda, duas estátuas isoladas: à esquerda, a Justiça, à direita, a República. Ainda nas extremidades da platibanda, ladeados por jarrões, dois grupos escultóricos: à esquerda, com a foice ao alto, a Agricultura, e à direita, a Liberdade.

Projetado pelo arquiteto italiano João Antônio Carrara Colfosco, e inaugurado em 1901, o prédio foi concebido em estilo eclético. Na arquitetura e na farta ornamentação, fica clara a influência da doutrina positivista, que propunha uma sociedade ideal baseada nos princípios da ciência, do progresso econômico e da ordem social. A edificação foi iniciada em 1898, e concluída durante o governo do intendente José Montaury, eleito pelo Partido Republicano, de Júlio de Castilhos.

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Zoo de Sapucaia

08 de abril de 2015 1

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Quando éramos pequenos, em belos domingos de sol, meu pai, Hamilton, convidava minhas irmãs, Maria Teresa e Maria Betânia, e eu para uma “visita aos semelhantes”. Isto significava um passeio ao Parque Farroupilha, com parada obrigatória diante da grande jaula dos macacos no Mini-Zoo da Redenção.

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Até 1962, quando, no dia 1º de maio, o governador Leonel Brizola inaugurou o Jardim Zoológico de Sapucaia do Sul. Essa era a forma de a gurizada da Capital conhecer e conviver pelo menos por alguns instantes com várias espécies da fauna. Até então, zoo era coisa de cidades grandes ou de desenhos animados.

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Tive o privilégio de ser uma das primeiras crianças a visitar o local, mesmo antes de ele ser inaugurado. Nos dias que antecederam a entrega do parque à população gaúcha, o fotógrafo do Serviço de Imprensa do Palácio Piratini, Lemyr Martins, convocou um grupo de filhos de funcionários do governo (meu pai era um deles) para uma incursão e sessão de fotos que seriam distribuídas aos jornais para divulgar a nova área de lazer. Maria Teresa, Cristina, Sílvia, Paulinho e eu (com 10 anos e de calças curtas), entre outros, circulamos pelas alamedas com jaulas, cercados e viveiros numa experiência inédita cujo momento de maior emoção foi quando um tratador nos apresentou, de muito perto, um macaco aranha.

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O tempo passou e, 53 anos depois, a situação é a seguinte: o Mini-Zoo da Redenção, criado em 1934, e que chegou a possuir 107 animais, de 24 espécies, foi extinto em 2011, em nome da saúde dos animais submetidos ao estresse da urbe. O Zoo de Sapucaia, com 130 espécies de animais e cerca de mil exemplares, é, hoje, ao que parece, um “problema” a ser resolvido.

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Ponte de Pedra

07 de abril de 2015 1

Nos últimos dias, muito se tem falado no lago, ou espelho d’água, da Ponte de Pedra. Depois de relativo abandono, decidiu-se pela drenagem, remoção do lodo do fundo e por reparos na amurada. Entre muita sujeira, até uma carpa capim de quase 20 quilos foi encontrada. Com as atenções voltadas para esse local histórico da cidade, agora é uma boa oportunidade para recordarmos um pouco do passado da velha ponte, felizmente preservada.

A cidade cresceu em volta daquele monumento e, hoje, quando a observamos, temos um pouco aquela sensação de quando voltamos a um lugar frequentado na infância e que, tempos depois, parece bem menor e acanhado. Lembremos que barcos já navegaram sob aquela ponte e ali, nas margens do Arroio Dilúvio, sobre o qual ela foi construída entre 1846 e 1848, e mercadorias trazidas por esses barcos já foram desembarcadas e comercializadas.

Antes dessa, houve outras, de madeira, que não resistiam às cheias e tinham de ser refeitas de quando em quando. Foi o Conde de Caxias, Luís Alves de Lima e Silva (depois Duque), quando presidente do Estado, que providenciou aquela obra sólida e definitiva. A antiga ponte perdeu a utilidade prática depois da canalização do arroio, mas foi mantida como testemunho dos velhos tempos. A decisão sobre o nível da água que o lago teria escondeu os pilares originais de sustentação e, agora, a ponte é vista como outrora em épocas de enchente. A Ponte de Pedra é a “cara” de Porto Alegre, e não por outro motivo faz tempo que inspira pintores e fotógrafos.

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Praça Princesa Isabel

06 de abril de 2015 0

A foto é de uma feira livre, em 1955, na Praça Princesa Isabel. Você sabe onde ela fica? Vou ajudar: está localizada onde se encontram a Estrada do Mato Grosso, a Estrada de Belém e a “estrada que vai para a chácara do Tenente General Câmara”. Ali, onde ficava a casa do Laurentino (Laurentino Antônio da Silva), de onde partiram os chefes farroupilhas para atacar Porto Alegre, em 19 de setembro de 1835. Sacou? Vou dar mais uma dica: Laurentino era parente do Chico Azenha, aquele que teve um moinho movido à água no Arroio Dilúvio, moenda essa que acabou por batizar um bairro da Capital.

Agora ficou fácil: é aquela praça onde, bem mais recentemente, havia o Cine Roma, inaugurado em setembro de 1960. Vamos esclarecer: a Estrada do Mato Grosso é a atual Avenida Bento Gonçalves, a Estrada de Belém agora se chama Avenida Oscar Pereira, e a estrada que conduzia à chácara do tenente é a Avenida da Azenha.

Certo. Desde o século 18, existem referências ao “caminho da Azenha”. O tal moinho pertencia a Francisco Antônio da Silveira e moía trigo. Depois que algumas das pontes sobre o Arroio Dilúvio foram levadas pela água ou parcialmente destruídas (obrigando sua reconstrução), entre 1935 e 1936 foi construída essa que hoje lá existe, inaugurada durante a gestão do prefeito Alberto Bins.

 

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Fonte: Porto Alegre – Guia Histórico, de Sérgio da Costa Franco