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Encontros de família

22 de novembro de 2014 0

Bobsin

Em 29 de novembro, os descendentes do imigrante alemão Johann Bobsin e de sua mulher, Charlotte Marlow, promovem o primeiro encontro da família Bopsin, a partir das 10h, no CTG Devotos da Tradição, em Maquiné. O casal chegou ao Brasil em 1824 e se estabeleceu na cidade de Três Forquilhas. Devido a erros de escrita nos registros de casamento e nascimento, ocorrem variações na grafia do sobrenome, que também pode ser escrito como Pobsin, Bopsim, Bosien e Popsin.
Informações com Anelise, pelo telefone (51) 9922-1547.

bopsin

Osvaldo Frederico Bopsin aparece bem à esquerda, com o mão sobre o filho Elodir Elcidio Bopsin.

Santos

No dia 7 de dezembro de 2014, domingo, acontecerá o 20º Encontro da Família Santos, na cidade de Santa Cruz do Sul. O encontro será promovido pelos 12 filhos de Maria Eufrásia Falleiro dos Santos e José Altivo dos Santos (foto). José era filho de Eduardo Pereira dos Santos e Bela Aurora Simas dos Santos e os pais de Maria Eufrásia Falleiro dos Santos eram Antônio José Falleiro e Cândida Maria da Silva Falleiro. O evento começará a partir das 10h na sede da antiga Tabra. Contato pelo telefone (51) 3713-1306, com Antônio.

casal lindo

Maria Eufrásia Falleiro dos Santos e José Altivo dos Santos

Felini

Nos dias 29 e 30 de novembro, será realizado o 3º Encontro da Família Felini no Thermas de Piratuba Park Hotel, em Piratuba, Santa Catarina. O objetivo do encontro é reunir descendentes de Eugênio Felini e Maria Menegaz Felini, para que possam se conhecer e fortalecer seus laços.
Os dois tiveram pais imigrantes da Itália e nasceram e cresceram em Ana Rech, Caxias do Sul. Depois,  mudaram -se para Tapejara, onde tiveram 9 filhos e construíram a maior parte da sua história. Contato com Salete, pelo telefone (54) 8100-9900.

Felini

Família Felini

Família Saraiva

Em 29 de novembro, se realizará, na Sociedade Libanesa, em Porto Alegre, o 11º Encontro da Família Saraiva, que reúne descendentes de Noé (Cachoeira do Sul) e Zeferino Rodrigues Saraiva (Rio Pardo), filhos de Raphael Rodrigues Saraiva, natural de Alegrete. Informações com Roberto Saraiva (51 – 9805-5360).

 

noé saraiva e familia

Família Saraiva

 

 

Caratê no RS

21 de novembro de 2014 0
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Mestre Takeo se exibe no Colégio Militar, em 1963

Com 25 anos, Takeo Suzuki chegou, no final de 1963, ao Rio Grande do Sul, para se tornar o primeiro professor de caratê do Estado. O faixa preta, formado em Agronomia, em Tóquio, naturalizou-se brasileiro e aqui fundou a Dojinmon, uma escola de caratê Wado-Ryu. Em 1969, Suzuki partiu para o Rio de Janeiro e São Paulo e, em seguida, voltou ao Japão para dois anos de especialização com seu mestre Hironori Otsuka. Retornou em 1974 ao Estado, onde permaneceu até 1980, formando uma nova legião de faixas pretas.

O professor Nelson Guimarães, seu discípulo, foi o substituto na condução da escola Dojinmon. Hoje, mestre Takeo Suzuki- 8º DAN mora em Portugal e vem todos os anos ao Brasil ministrar treinamento em Gasshukus (treinamentos intensivos), cada ano em um Estado. Neste ano, para comemorar os 50 anos do início do caratê aqui, o escolhido foi o Rio Grande do Sul. O Gasshuku deste ano será realizado na cidade de Gramado, com estadia na Casa da Juventude e treinamentos no Ginásio Perinão, entre os dias 20 e 23 de novembro.

Familiares relembram Nico Duarte

20 de novembro de 2014 1
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Festa de aniversário de cem anos de Nico Duarte

Para preservar a memória da família Duarte no município de Canguçu, Baltazar Duarte, o seu Macota, reuniu em uma publicação diversas fotos, textos e a árvore genealógica de sua família. A obra destaca a figura de seu falecido pai, Antônio Florêncio Duarte, o Nico Duarte, que foi canguçuense de prestígio, atuando como presidente da Câmara de Vereadores e Juiz de Paz, marcando seu nome na história. Inclusive, ganhou uma rua com seu nome, localizada no bairro Vila Nova.  Seu Nico reuniu toda a família em sua fazenda nas festividades de seus 100 anos, no dia 07 de novembro de 1952. Durante a festa, montou a cavalo e laçou as três reses para fazer o churrasco que ofereceu aos convidados, sendo aplaudido pelos presentes. Antônio Florêncio Duarte faleceu em 22 de setembro de 1954, dois anos depois das festividades de seu centenário, deixando boas lembranças de um tempo muito bem vivido, para amigos e familiares.

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Seu Nico Duarte montando a cavalo no dia em que completou 100 anos

O bairro Teresópolis em 1920

18 de novembro de 2014 0
O antigo arraial tornou-se um bairro que hoje é um dos mais movimentados da cidade. Foto: Livraria Hendges & Cia, Acervo do Museu Joaquim José Felizardo, Fototeca Sioma Breitman

O antigo arraial tornou-se um bairro que hoje é um dos mais movimentados da cidade. Foto: Livraria Hendges & Cia, Acervo do Museu Joaquim José Felizardo, Fototeca Sioma Breitman

Hoje, o bairro Teresópolis é um dos mais movimentados e daqueles em que os moradores desfrutam de quase total autonomia em relação ao centro da Capital. Exatamente por isso, é curioso rever fotos da década de 1920, quando a vida ali era a de um pacato subúrbio da cidade. Os limites daquela zona foram definidos por Lei Municipal de 1963, mas a povoação remonta aos primórdios de Porto Alegre.

O chamado “arraial de Teresópolis”, já identificável em planta de 1896, desenvolveu-se em torno da Estrada da Cavalhada, que iniciava no final da Azenha (hoje o trecho é a Avenida Dr. Carlos Barbosa) e se entendia até a Tristeza. Antes da implantação da Estrada de Ferro do Riacho à Tristeza que costeava o Guaíba, em 1900, todas as comunicações com a Zona Sul eram feitas através dessa estrada interior. Quem loteou e vendeu a maior parte daquela área, onde hoje está o bairro, foi a Companhia Territorial Rio-Grandense, empresa que em 1901 ofereceu à venda um grande estoque de terrenos em toda a cidade.

A oferta de lotes através de anúncios na imprensa, no início do século 20, aliciava os eventuais compradores acenando com “gordo churrasco, regado a chope gelado”. A atual Praça Guia Lopes, que foi núcleo central do arrabalde, teve como primeiro nome oficial Maria Luiza, que é como se chamava a mulher (Maria Luiza de Abreu Fernandes) do doador daquele logradouro, Antônio Manuel Fernandes, ex-vereador e presidente da Câmara ainda no tempo do Império.

A capela, ali construída, com a invocação de Nossa Senhora da Saúde, foi consagrada em 1913 e tornou-se sede de paróquia em 1919 (época em que foi batida a foto). Na década de 1950, quando morei na Vila dos Comerciários, que, na época, ficava “longe de tudo”, muitas vezes era na praça de Teresópolis que buscávamos nossos momentos de lazer. Afinal, também ali ficava o “moderno” e assiduamente frequentado Cine Teresópolis, inaugurado em dezembro de 1953.

Fonte: Porto Alegre, Guia Histórico, de Sérgio da Costa Franco

Antigo Araújo Vianna deu lugar ao prédio da Assembleia Legislativa

17 de novembro de 2014 1

O tempo passa e vai exigindo mudanças. Quando o velho prédio colonial da Assembleia Legislativa, ao lado do Palácio Piratini, que hoje abriga o memorial daquela casa, já não comportava as necessidades do parlamento gaúcho, foi erguido o moderno Palácio Farroupilha, nos primeiros anos da década de 1960. Para a construção desse edifício de vidro e mármore, que, segundo se sabe, já está pequeno, carecendo urgentes reformas e ampliação, foi sacrificado o antigo e lindo Auditório Araújo Vianna.

Bancos sendo removidos para demolição do Araujo Vianna. Foto: Banco de Dados, 14/06/1960

Bancos sendo removidos para demolição do Araujo Vianna. Foto: Banco de Dados, 14/06/1960

Nessa época, a modernidade, que via nascer Brasília, fazia com que Porto Alegre também aspirasse a ter a sua Praça dos Três Poderes contemporânea, mantendo concentrados na antiga Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz) o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. O terreno ocupado pelo espaço cultural, dedicado especialmente à música, foi negociado entre o Estado e a prefeitura, que acertaram a transferência do Araújo Vianna para o Parque Farroupilha.

Antigo Auditório do Araújo Vianna, localizado na Praça da Matriz em Porto Alegre, nas vésperas de sua demolição. Foto: Acervo Última Hora

Antigo Auditório do Araújo Vianna, localizado na Praça da Matriz em Porto Alegre, nas vésperas de sua demolição. Foto: Acervo Última Hora

Assim, a concha acústica e a plateia para 1.200 espectadores, que se acomodavam em bancos de cimento e madeira, deram lugar a um canteiro de obras, destruindo o projeto do engenheiro italiano Armando Boni (1886-1946), responsável também por obras como o Cemitério São Miguel e Almas, o Palacinho do vice-governador, na Avenida Cristóvão Colombo, e o prédio da Livraria do Globo, na Rua da Praia.

Compositor e regente José de Araújo Vianna. Foto: Reprodução

Compositor e regente José de Araújo Vianna. Foto: Reprodução

Na metade da década de 1960, começou a remoção dos tradicionais bancos, que pelo menos foram preservados e podem ser vistos hoje adornando os jardins da Hidráulica Moinhos de Vento ou dispostos em praças como a Júlio de Castilhos, na extremidade da Avenida Independência. O compositor Araújo Vianna (1871-1916) não foi privado da sua justa homenagem, já que, em 12 de março de 1964, o novo auditório que leva seu nome foi reinaugurado na Redenção.

Banco do antigo auditório Araújo Vianna.  Foto: Jéssica Couto, Divulgação

Banco do antigo auditório Araújo Vianna. Foto: Jéssica Couto, Divulgação

Mas é inegável dizer que aqueles que conheceram o antigo auditório, de inúmeros concertos abertos e gratuitos, vão sempre associar o nome do músico gaúcho, que morreu aos 45 anos e foi um dos fundadores do Instituto de Belas Artes, ao lirismo dos caramanchões e ao ar livre.

Encontros de família

15 de novembro de 2014 1

RAUPP

Família de André Raupp. Foto: Arquivo Pessoal

Família de André Raupp. Foto: Arquivo Pessoal

Para relembrar a história dos casais Joseph Raupp e Cristina Webber Raupp e Joham Georg Raupp e Aphollonia Kuhn Raupp, seus descendentes realizam, em 23 de novembro, o 27º encontro do clã, em Praia Grande (SC). Os pioneiros chegaram ao Brasil em 1826, vindos de Laudenbach, na Alemanha. Informações: (51) 9657-3700, com Aurélia, e (48) 8800-5945, com Juliana, ou rauppfest@gmail.com.

 

LETTIERI E DE MARCO

O encontro dos Lettieri e De Marco, que será em 23 de novembro, reunirá os representantes das duas famílias em Porto Alegre. O primeiro Lettieri a chegar na Capital, em 1930, foi Giovanni Lettieri. Sobrinhos dele que vieram para o Brasil a partir de 1950 convidaram seus primos, da família De Marco, para morar no país. Os dois clãs fixaram residência no bairro Jardim Ingá. Informações: (51) 8118-2592, com Salvatore, e (51) 9238-5245, com Carmela.

 

GERHARDT

Nascido na Alemanha, em 1789, o imigrante Johann Gerhardt chegou à localidade de São Caetano, em Arroio do Meio, entre 1835 e 1840. Seus descendentes se reúnem em 23 de novembro, em Arroio do Meio, para o segundo encontro da família Gerhardt. Informações pelo telefone (51) 9152-5645, com Júlio Alberto, ou pelo e-mail jornal@oaltotaquari.com.br.

 

WAGNER

O casal Margarida e Nicolau. Wagner. Foto: Arquivo Pessoal

O casal Margarida e Nicolau. Wagner. Foto: Arquivo Pessoal

Será em 23 de novembro o terceiro encontro dos descendentes de Nicolau Wagner e Margarida Alles Wagner. O casal, que morou em Linha 17 de Junho, em Venâncio Aires, teve 13 filhos. O evento será no Ginásio de Esportes Luizão, de Linha Santa Emília, em Venâncio Aires. Informações: (51) 9203-7848, com Astério, ou (51) 3741-8632, com Benildo.

 

BICCA

Os descendentes de Joaquim Pedro de Barros Bicca promovem, em 22 de novembro, o quarto encontro da família Bicca. Os ancestrais de Joaquim, nascido em Alegrete, são originários da região da Sicília, na Itália. Informações pelo telefone (51) 8137-7149, com Paulo.

 

SCHERER

O imigrante alemão Philipp Scherer. Foto: Arquivo Pessoal

O imigrante alemão Philipp Scherer. Foto: Arquivo Pessoal

Panambi sediará, em 23 de novembro, o oitavo encontro dos Scherer. Foi nessa cidade que se estabeleceram, em 1930, os familiares de Deolinda Scherer, uma das netas do patriarca do clã, o imigrante alemão Philipp Scherer . Informações: (51) 9245-2543 ou (51) 9114-8982, com Cristiane.

As três épocas da esquina da Duque de Caxias com a Praça da Matriz

14 de novembro de 2014 0
Foto: Virgílio Calegari, Acervo do Museu Joaquim José Felizardo, Fototeca Sioma Breitman

A esquina da Rua Duque de Caxias com a Praça Marechal Deodoro (Matriz) em 1890. Foto: Virgílio Calegari, Acervo do Museu Joaquim José Felizardo, Fototeca Sioma Breitman

Aqueles porto-alegrenses que, como eu, tiverem mais de 60 anos, provavelmente ainda guardam na memória algum vestígio do velho Auditório Araújo Vianna com sua concha acústica, seus bancos de cimento e madeira e cercado pelo belo caramanchão. Lembram bem que ele ficava na esquina da Rua Duque de Caxias com a Praça da Matriz (Marechal Deodoro), terreno hoje ocupado pelo Palácio Farroupilha, sede da Assembleia Legislativa.

Foto: Acervo do Museu Joaquim José Felizardo, Fototeca Sioma Breitman

De 1927 ao início da década de 1960, o Auditório Araújo Vianna ocupou o local. Foto: Acervo do Museu Joaquim José Felizardo, Fototeca Sioma Breitman

Mas antes de o auditório ser ali instalado, o que existia naquele lugar? Encontrei a resposta na incrível foto da década de 1890 (primeira do post), batida por Virgílio Calegari, parte da Fototeca Sioma Breitman e do Acervo do Museu Joaquim José Felizardo. No canto superior esquerdo, vemos a sequência de sacadas e o portal do Solar dos Câmara, que ainda hoje lá está, na Rua Duque. À direita da foto, ao centro, podemos observar, na rua que desce em direção ao Theatro São Pedro, o canto de uma grande casa branca com nove janelas voltadas para a sua lateral. Ali funcionou, por volta de 1850 em diante, a Sociedade Bailante. Na extremidade inferior direita, está um córner da Praça da Matriz.

Foto: Ricardo Chaves, Banco de Dados,  28/11/2007

Atualmente,  a esquina abriga a sede da Assembleia Legislativa do Estado. Foto: Ricardo Chaves, Banco de Dados, 28/11/2007

O “velho” Araújo Vianna, projeto do italiano Armando Boni, foi implantado exatamente naquela esquina e inaugurado em 1927. No início dos anos de 1960, ele desapareceu para dar lugar ao edifício da Assembleia. Foi demolido e transferido para o novo prédio, inaugurado em 1964, no Parque Farroupilha.

Em 1957, palestra de estudantes da URGS sofreu ameaça de censura

13 de novembro de 2014 0
Turma do Clube de Jornalismo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da URGS na Sociedade dos Caixeiros Viajantes, em 1º de dezembro de 1957. Foto: Arquivo Pessoal

Turma do Clube de Jornalismo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da URGS na Sociedade dos Caixeiros Viajantes, em 1º de dezembro de 1957. Foto: Arquivo Pessoal

O nosso querido Rio Grande do Sul, certamente, não é o único Estado do país que tem inexplicáveis histórias escabrosas de atentado à cultura, mas olhem só o que aconteceu aqui em 1957. Eu disse 1957, era dos Anos Dourados do governo JK. Juscelino Kubitschek (1902-1976) foi presidente da República entre 1956 e 1961, e seu governo foi marcado por desenvolvimento econômico e relativa estabilidade política.

Pois, nessa época, os alunos do curso de Jornalismo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da URGS criaram o Clube de Jornalismo, com a intenção de incrementar, com iniciativas próprias, a qualificação profissional e complementar os quase sempre precários ensinamentos curriculares oficiais. Na metade do ano, eles articularam um ciclo de palestras intitulado Aspectos do Jornalismo, com dez temas, entre eles Jornalismo e Ficção, Crítica de Arte, Jornalismo e Política.

Para ministrar as conferências, convidaram expoentes em cada área: respectivamente, o escritor Erico Verissimo, o pintor Ângelo Guido e o jornalista Limeira Tejo, que foi chefe de redação da Revista do Globo. Por deferência, encaminharam à direção da Faculdade a programação toda e solicitaram a cessão do auditório para a realização do evento. Para surpresa dos alunos, o diretor de então, professor Luiz Pilla, comunicou que, após o assunto ter sido submetido ao Conselho Técnico da Faculdade, este decidiu vetar a participação de Erico e Limeira Tejo, “por esposarem ideias incompatíveis” com as da casa.

Indignados, os alunos reafirmaram seu propósito de manter a iniciativa, mesmo que as palestras tivessem de ser proferidas num outro lugar qualquer. Talvez temerosos sobre a repercussão negativa do seu gesto junto à opinião pública, os dirigentes acabaram recuando e, no dia marcado, lá estavam os convidados para dissertar sobre os assuntos previstos. Erico foi acolhido por um público enorme, que lotou o auditório para ouvir, por mais de uma hora, sua brilhante explanação sobre Jornalismo e Ficção.

Mesmo assim, dias depois, o aluno Caio Lustosa, então presidente do Clube de Jornalismo, foi comunicado que lhe estava sendo aplicada uma “pena de advertência por desrespeito a ordens superiores”. Caio, até hoje, considera a punição como “uma verdadeira homenagem” e não acredita que o reitor, Eliseu Paglioli, tivesse aprovado a decisão, posteriormente revogada.

A responsabilidade pelo absurdo veto teria sido mesmo do tal Conselho Técnico, integrado por figuras conhecidas do nosso “meio intelectual”. Como se não bastasse, é mais inacreditável ainda ficar sabendo que, graças àquele convite, o já então maior romancista gaúcho teve a oportunidade de adentrar, pela primeira vez, a casa de Ensino Superior dedicada inclusive às Letras.

Colaborou Caio Lustosa

Encontros de família

12 de novembro de 2014 0

LAUX

Famílias dos irmãos Henrique e Bertha Laux.  Foto: Arquivo Pessoal

Famílias dos irmãos Henrique e Bertha Laux. Foto: Arquivo Pessoal

Será em 16 de novembro, na Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Rincão dos Ilhéus, em Estância Velha, o quarto encontro nacional dos descendentes de Johann Adam Laux e Maria Katharina Schneider Laux. O casal chegou a Porto Alegre em 15 de novembro de 1846 e se estabeleceu em Picada Café. Informações: (51) 3561-3036, com Márcia (à noite), e pelo e-mail alvaro.laux@bol.com.br.

GIGOSKI

Em 16 de novembro, ocorre no Clube Rosário de Ernesto Alves, em Santiago, o sexto encontro da família Gigoski. Estarão reunidos os descendentes dos imigrantes poloneses que se instalaram na região de Santiago e Jaguari. Informações: (51) 9803-2421, com Maria Catarina.

GIOVANAZ

Família de Giuseppe Giovanaz e Josephina Miotto. Foto: Arquivo Pessoal

Família de Giuseppe Giovanaz e Josephina Miotto. Foto: Arquivo Pessoal

Originários de Mezzolombardo, na Itália, Giácomo Giovanaz e Luigia Matuella chegaram ao Brasil em 1883 e se estabeleceram em Garibaldi. Seus descendentes se reúnem em 16 de novembro, em Venâncio Aires, para o quinto encontro da família Giovanaz. Informações: familiagiovanaz@hotmail.com ou (51) 9872-6564, com Clair.

BITTENCOURT

José Inácio Bittencourt com a mulher, Ana Raquel Lopes Bittencourt, e os filhos. Foto: Arquivo Pessoal

José Inácio Bittencourt com a mulher, Ana Raquel Lopes Bittencourt, e os filhos. Foto: Arquivo Pessoal

O sexto encontro dos Bittencourt, que ocorre em 16 de novembro, em Camaquã, reunirá os descendentes de José Inácio Bittencourt e Ana Raquel Lopes Bittencourt. Originária da França, a família emigrou para Portugal e depois para o Brasil. No Estado, José Inácio radicou-se em Sentinela do Sul. Informações sobre o evento pelo telefone (51) 9957-5565, com Patrícia.

SILVA E PERES

Emygdio Kleine da Silva e Bertília Fernandes da Silva. Foto: Arquivo Pessoal

Emygdio Kleine da Silva e Bertília Fernandes da Silva. Foto: Arquivo Pessoal

Os descendentes dos casais José Joaquim da Silva e Deolinda Neves da Silva e João de Deus Peres e Leonides Alexandrina Peres, originários de Herval, estarão reunidos em 16 de novembro, no salão de festas da Igreja Metodista Mãos Postas, em Porto Alegre. Informações: (51) 9107-6086, com Luciana.

Exposição destaca atrativos e potencialidades de Uruguaiana

11 de novembro de 2014 0
Foto: Acervo do Centro Cultural de Urugua

O antigo porto da cidade, no Rio Uruguai. Foto: Acervo do Centro Cultural de Uruguaiana

Com a exposição inaugurada ontem e que vai até o dia 14 deste mês, com visitação das 8h30min até as 18h30min, na Galeria dos Municípios da Assembleia Legislativa (Praça da Matriz, na Capital), a cidade de Uruguaiana busca visibilidade e destaca seus atrativos e suas potencialidades. Sua posição geográfica (a 641 km de Porto Alegre) e história garantem a essa localidade gaúcha lugar especial na formação rio-grandense e grande importância estratégica no comércio internacional.

Foto: Acervo do Centro Cultural de Urugua

Vista da Praça do Barão em 1932. Foto: Acervo do Centro Cultural de Uruguaiana

Fundada em 24 de fevereiro de 1843 pelo governo farroupilha, depois que uma grande enchente destruiu e inviabilizou uma aldeia e acampamento militar então conhecida como Santana Velha (que ficava a uns 30 quilômetros) de onde agora está a cidade), Uruguaiana emancipou-se de Alegrete três anos após sua fundação. O lugar cresceu e se tornou polo de produção agrícola, especialmente no cultivo do arroz, e também se consolidou como uma das mais tradicionais áreas de criação de gado e equinos. Quanto ao comércio, o fato de estar plantada na margem do Rio Uruguai – na fronteira entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai – foi sempre decisivo para assegurar seu grande movimento.

Foto: Acervo do Centro Cultural de Urugua

Rua Duque de Caxias no início do século passado. Foto: Acervo do Centro Cultural de Uruguaiana

Mesmo antes da inauguração, em 12 de outubro de 1945, da ponte internacional que a liga à cidade argentina de Passo de Los Libres, Uruguaiana já concentrava mercadorias vindas das mais diversas procedências, que ali chegavam por via fluvial e que eram posteriormente distribuídas pelo Estado e pelo país. Outro motivo de orgulho para o povo de Uruguaiana foi a decisão de libertar os escravos por lei municipal de 1884, antecipando-se à Lei Áurea, que só viria em 1888.

Colaborou Júlio Machado