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Boletim trimestral

02 de julho de 2015 0

Nosso leitor Francisco H. Rodrigues, de Jaguarão, comercializa objetos antigos. Junto com três livros que comprou, recebeu um boletim escolar (foto abaixo) do Gymnasio Espirito Santo, e gentilmente nos enviou. O aluno era Vicente Martins da Silva (depois, conhecido médico naquela cidade), e a data do documento é 29 de maio de 1909. Portanto, 106 anos atrás. Além da grafia antiga, o que mais chama atenção é a lista de disciplinas oferecidas pela escola naquela época e as cadeiras que faziam parte do currículo do 6º ano ginasial: Litteratura, Portuguez, Francez, Inglez, Allemão, Latim, Grego, Arithmetica, Algebra, Geometria, Trigonometria, Physica, História Universal, Chimica, História Patria, História Natural, Geographia, Mechanica, Astronomia, Logica, Religião e História Biblica (sic).

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As que têm, ao lado, as notas, foram as ministradas. Esse colégio, fundado em 1901 por iniciativa do vigário da Matriz do Divino Espírito Santo, padre Josué Vieira Mattos, que solicitou a vinda de padres belgas para organizar um ginásio em Jaguarão, funcionou até 1914. E foi responsável pela formação de uma geração de gente com importante contribuição para a sociedade. Jaguarão só voltou a ter um ginásio, por iniciativa do IPA, em 1942.  Fica claro que a vida de um estudante, no início do século passado, não era nada fácil. Nestes novos tempos, em que se combate, com razão, a “decoreba” e o conhecimento está, como nunca antes, à disposição, tudo indica que se sabe muito mais, mas, infelizmente, se ensina muito menos.

A carne é forte

01 de julho de 2015 0

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Em 1900, o moranês Rocco Rosito “Brescio” chegou a  Porto Alegre e, em 1902, inaugurou o finíssimo açougue Bella Vista, na Rua Duque de Caxias, número 1.364, nas proximidades do viaduto Otávio Rocha. Tinha uma grande freguesia, entres eles vários governantes e parlamentares do nosso Estado. Graças à habilidade do proprietário em trabalhar a carne e a seu modo gentil de atrair a clientela, o negócio prosperou rapidamente. Em 1930, o açougue passou a ser chamado de Açougue Boa Vista, tendo como novo proprietário Francesco Giuseppe Rosito “Brescio”, sobrinho do pioneiro.

No ano de 1919, os irmãos José e Pedro, ainda menores de 18 anos, foram acolhidos pelo seu tio, também chamado Rocco Rosito, que lhes ensinou o ofício de retalhar a carne com higiene, arte e disciplina. O primeiro estabeleceu açougue na Avenida Independência. O segundo, na Rua Antão de Farias, no bairro Bom Fim. Depois, vieram seus irmãos Domingos, que fixou açougue na Cidade Baixa,  Antônio, no bairro Auxiliadora, Bernardo, na Rua 24 de Outubro. Salvador, Rocco e Nicola também inauguraram açougues em outros bairros da Capital.

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Os negócios prosperaram, e os irmãos Rosito se associaram à Fedele Marranghello, fundando a Marchanteria Rosito & Cia. Adquiriam o gado em fazendas no Interior, abatiam e distribuiam a carne nos açougues da Capital. Em 1961, a segunda geração da família Rosito, Raffaele e Marcello, filhos de Francesco, aproveitando-se  da tradição e do relacionamento com tantos outros moraneses estabelecidos com açougues em Porto Alegre, reiniciaram a atividade, como distribuidores e transportadores frigoríficos, encerrando definitivamente o trabalho em julho 1994. Foram 92 anos no ramo da carne, consolidando o slogan “Rosito, Tradição em Carnes”.

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História sem fim - Parte II

30 de junho de 2015 0

Ontem, contamos a saga de Ayres Cunha para se casar com Diacuí. Depois de toda a badalação, da festa no Rio, o casal voltou para a floresta remota na margem do Rio Culuene, em Mato Grosso. O tempo passou, e a índia ficou grávida. Durante o trabalho de parto, complicações colocaram a vida de Diacuí em risco. Ayres, assustado, apanhou uma canoa e saiu em busca de socorro. Quando retornou, nada mais pôde ser feito pela mulher, havia apenas uma menina recém-nascida. Não bastasse a dor, Ayres foi acusado, pela imprensa, de ter abandonado Diacuí à própria sorte. Descartado e amargurado, apanhou o bebê, no qual colocou o nome da mãe morta, e voltou para Uruguaiana. Lá, construiu uma mistura de galpão crioulo com oca indígena, que batizou de Taba Diacuí. No início da década de 1960, o fotógrafo Alceu Feijó visitou e fotografou o lugar onde Ayres criava a pequena e lindinha Diacuí, hoje, uma senhora de mais de 60 anos, casada com José, um caminhoneiro internacional aposentado.

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Ayres, que morreu em 1997, aos 82 anos, foi ajudado pela segunda esposa a educar a menina. Diacuí Cunha Dutra, a filha, só voltou à selva do Mato Grosso, onde nascera, no último mês de março, por iniciativa de amigos, como o ativista cultural Duclerc João da Silva e a psicóloga Marcia Batista Tomé, seus acompanhantes nessa incursão catártica. Ela emocionou-se no túmulo da mãe, visitou a aldeia Matipu/Calapalo, ainda hoje um lugar quase inacessível, onde encontrou parentes. Participou de rituais na selva e voltou ao Rio Grande do Sul. Um documentário para a televisão e um livro estão sendo providenciados. Duclerc, que dirige o jornal Gazeta Serrana, de Bom Jesus, busca apoio para poder contar, em detalhes, e sem sensacionalismo, essa história brasileira que, como o nosso país, não tem fim.

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História sem fim - Parte I

29 de junho de 2015 0

Hoje e amanhã, o Almanaque Gaúcho vai lembrar uma história que comoveu o país inteiro no início da década de 1950. O que poderia ser apenas um romance entre duas pessoas que se amavam, tornou-se uma complexa novela com lançes surpreendentes e dramáticos. Aires Camara Cunha era um gaúcho de Uruguaiana chegado numa aventura. Por conta disso acabou indo parar no Brasil Central, onde tornou-se sertanista, e participou da famosa expedição Roncador-Xingu. Essa incursão interior adentro foi criada em 1943, no governo Vargas, e tinha por objetivo desbravar áreas desconhecidas do oeste e da selva do Mato Grosso, e se desenvolveu até 1949. Aires trabalhou como funcionário da Fundação Brasil Central, no meio da floresta encontrou a índia Diacuí, filha de um cacique da etnia Kalapalo. Decidiu que aquela seria a sua mulher e começou a encontrar obstáculos, não entre os sílvícolas, mas entre os homens brancos, como ele, do Serviço de Proteção ao Índio. O sertanista tocou-se para o Rio de Janeiro onde ficou três meses tentando contornar as dificuldades. Ele queria oficilizar a união. Quando a imprensa da época, especialmente a revista O Cruzeiro, de Assis Chateaubriand, descobriu o caso, o interesse sensacionalista em tirar proveito da situação e auferir lucros financeiros, ensejou reportagens em série que fidelizavam leitores. Por interferência de Chateaubriand o Estado e a Igreja foram mobilizados para dar sequencia ao sonho de Aires. A índia Diacuí, trocou a nudez da selva por um vestido de noiva, e trazida para a então Capital Federal, casou-se com o gaúcho numa cerimônia, na Igreja da Candelária, acompanhada por milhares de pessoas. Logo começariam os maiores problemas. A especulação sobre os “reais” propósitos do sertanista ocuparam as páginas dos jornais e revistas. Haveria, por trás, a (improvável) intenção de “ficar” com as terras dos indígenas. O mínimo que se dizia, era que Aires buscava a publicidade fácil, até porque, como escreveu um jornalista, “Diacuí, é apenas uma india; portanto, feia como o são suas irmãs de raça. As Iracemas desepareceram há muito, refutadas, com José de Alencar, pela crua realidade do sertão brasileiro”.
Amanhã tem mais…1 2 3

Nina Moreno (1928-2015)

27 de junho de 2015 0

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Nina Moreno, veterana intérprete de música portenha e latino-americana, nos deixou em 17 de maio último. Rosa Esther Moreno Moreira, seu nome de batismo, nasceu em Montevidéu a 22 de setembro de 1928. Depois de uma desilusão amorosa, em 1954, veio para Porto Alegre, atuando na antiga American Boite, e nunca mais saiu do Brasil. Trabalhou em várias capitais, como cantora de tangos, boleros e música latino-americana. Em 1974, abriu sua primeira casa de tangos, La Cumparsita, e, depois de cinco anos, a Recanto Latino, na Praça Cônego Marcelino. Durante todos esses anos, interpretou de clássicos de Gardel a Piazzola, encantando gerações de porto-alegrenses e também turistas que se deliciavam ao ouvi-la. Nos últimos tempos, apresentava-se nos bares Parangolé, onde foi fotografada por Renata Ibis (ao lado), e Acuario, no bairro Cidade Baixa. Nesse último, cantou até a véspera da sua morte, aos 86 anos. Dotada de memória e simpatia prodigiosas, foi, sem dúvida, a maior e melhor intérprete  da música rio-platense e latino-americana que teve a noite da Capital desde os anos 1950.

Colaborou Caio Lustosa

 

Encontro da Família Nicolini

Hoje ocorrerá o 10º Encontro da Família de Victório e Amábile Nicolini. Eles são descendentes de imigrantes italianos que vieram de Vicenza, na região do Vêneto. A família se estabeleceu em Garibaldi, mas, como um dos 12 filhos do casal, Luiz (in memoriam), foi morar em Santana do Livramento, em 1970, a festa deste ano será rea-lizada naquela cidade da fronteira. Luiz casou-se com Ignêz. Os sete filhos remanescentes (eram seis homes e seis mulheres) já confirmaram presença com suas proles. A reunião está marcada para as 16h30min, quando será feita uma foto oficial dos parentes, que já chegam a quase 200 pessoas. Às 18h, haverá missa, seguida do jantar, no Galeto Itália, local onde serão efetuadas todas as celebrações. Na foto abaixo, Victório e Amábile, com seus filhos. Mais informações, com Elda, pelo telefone (55) 9902–8419.

 

família

Homenagem a Nico Fagundes

26 de junho de 2015 0
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Antônio Augusto Fagundes, o Nico, pilchado na Redação de Zero Hora. Anos atrás, recuperando a saúde, recebeu de Dacanal o poema abaixo.

 

ÁGUIA GAUDÉRIA

Para Nico Fagundes

J.H.Dacanal

Sabedor contrito da fatal sina
Que a nós viventes todos irmana,
Ouvi em silêncio (assim desejo comigo seja, que a morte nossa
solitário é ato) que a infama Parca
Em rebolo torto da tesoura as facas
Aguçava lépida, espreitando o fio
Do destino teu.
Mas desde que, como a águia da qual falaste,
Em Caronte torvo, em justa liça,
Desta vez um guascaço deste,
Ouve a voz de quem te admira:
Aproveita o tempo que clemente os Deuses
Te concederam extra
E frente à tola chusma que nos cavalga agora
Intimorato como sempre foste
Diz ao mundo com tua voz sonora
Que, açoriano ou imigrante,
Português ou africano,
O Rio Grande não nasceu ontem!

O frio em casa

25 de junho de 2015 0

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Ainda é comum o pessoal de mais idade se referir à geladeira como Frigidaire. A marca desse eletrodoméstico, que era novidade no início da década de 1950, acabou se tornando sinônimo de refrigerador. Frigidaire era uma marca da General Motors, que trouxe, de acordo com a propaganda da época, “grande satisfação e proveito” aos consumidores. Numa outra página publicitária, o anúncio era mais ameaçador: “os gêneros que ingerimos a cada dia são verdadeiros viveiros de micróbios e de mofo, mesmo sem aparência, mesmo sem mau cheiro ou mau paladar. A má conservação é fonte de inúmeras e perigosas doenças! Podeis impedir isso completamente, empregando em vosso lar a geladeira elétrica. Os que exigem o melhor podem possuir um Frigidaire, a utilidade acondicionada em linhas modernas”. A maravilha podia ser encontrada, por exemplo na Casa Coates, na Rua dos Andradas, 997.

Ainda o melódico

Dois dias atrás, falamos do conjunto melódico Renato e seu Sexteto, mas cometemos uma falha imperdoável: não citamos o crooner da banda, Sabino Loguercio. Alertados pela leitora Neida G. do Carmo, reparamos agora a omissão. Segundo ela, o cantor “era portador de uma voz  incomparável. Foi ele, no embalo das músicas que cantava (e encantava), o responsável por muitos namoros e casamentos iniciados nos inesquecíveis Bailes da Reitoria”. Faltou dizer, também, que dois grandes músicos gaúchos, o pianista Geraldo Flach e o percussionista Fernando do Ó, começaram naquele conjunto, como afirma Arthur de Faria em seu sensacional Uma História da Música de Porto Alegre. Walter Galvani lembra: “os concursos de conjuntos foram momentos inesquecíveis em que contei com o apoio de José Heliodoro Xavier de Castro e Enio Sandler, entre outros”. Hoje são todos doutores, como, aliás, Sabino Vieira Loguercio, hoje gastroenterologista e endoscopista do aparelho digestivo.

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Mercado Livre

24 de junho de 2015 1

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Naquela grande esplanada, entre o Mercado Público e o Cais do Porto, onde hoje só existe um grande arco que assinala a estação central da Trensurb, no passado havia o monumental prédio do Mercado Livre. Era um quarteirão inteiro ocupado por um edifício em estilo art déco, que foi construído por ordem do prefeito Loureiro da Silva, em 1939, para abrigar um mercado de frutas e verduras. Em agosto de 1971, durante a “sanha modernizadora” do “milagre brasileiro”, foi, infelizmente, demolido.

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Até a inauguração da Ceasa RS, em março de 1974, era lá que se comercializavam os vegetais frescos que vinham das zonas agrícolas no entorno da Capital. Muitos desses produtos chegavam, inclusive, em embarcações pelo Guaíba e eram desembarcados na “doca das frutas”, ali em frente. Numa reportagem de Carlos R. Guimaraens, publicada em março de 1953, na Revista do Globo, pode-se ter uma ideia da movimentação que envolvia toda aquela área durante a madrugada.

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Eram pequenos caminhões, camionetas e carroças lotadas de frutas e legumes que chegavam ao Centro para suprir o comércio de alimentos. Balaios e caixotes continham o que de mais saudável era colocado à disposição da população e dos verdureiros que mais tarde percorreriam, com suas carroças, os bairros, vendendo as mercadorias.

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Alguns comerciantes vinham acompanhados de sonolentos filhos, que deveriam, desde cedo, aprender o trabalho no mercado. Esses trabalhadores noturnos abasteciam, também, as bancas dos concessionários do Mercado Público. Consumidores que se dispunham a acordar cedo se beneficiavam. Os preços iam subindo com o sol.

O maior sexteto do mundo

23 de junho de 2015 0

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Em 1960, levados por Érico Kramer, os rapazes foram pela primeira vez se apresentar na televisão. Um ano depois, já tinham certa intimidade com os estúdios da TV Piratini, pois tocavam em todas as segundas-feiras no programa Mundo da Mulher, apresentado pela jornalista Célia Ribeiro e que fazia sucesso na telinha. Com a participação na TV, o conjunto Renato e seu Sexteto tornou-se ainda mais popular.

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De acordo com reportagem de Luiz Carlos Lisboa para a Revista do Globo número 793, de setembro de 1961, em uma promoção para eleger o melhor conjunto musical de Porto Alegre, organizada por Walter Galvani e que teve a participação maciça de 46 mil votantes, o grupo de Renato Maciel de Sá Jr. (1941-1992) ficou com o honroso segundo lugar, com somente 110 votos a menos do que o renomado conjunto de Norberto Baldauf.

O título de “maior sexteto do mundo” deve-se à inclusão, posteriormente, de outros tantos músicos, que chegaram a totalizar uma formação com 11 pessoas. Mesmo assim, o nome original foi mantido. Renato tocava bateria. Maneca, piano. Jayme Eduardo, acordeão. Luis Fernando Verissimo (sim, ele mesmo!!), sax alto e clarinete. Benati era o ritmista. Beto, guitarra. Luiz Carlos tocava contrabaixo.

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Verissimo, que viveu nos Estados Unidos entre 1953 e 1956, onde viu (e, principalmente, ouviu) ao vivo Charlie Parker e Dizzy Gillespie, só participou dos anos iniciais do conjunto, pois, em 1962, foi viver no Rio de Janeiro. Foi lá que ele encontrou a carioca Lúcia, com quem se casou.

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Os 100 anos de dona Orfelia

22 de junho de 2015 0
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Orfelia Conte Sant’Anna com o marido, doutor Alvaro, embarcando para o Rio de Janeiro, em lua de mel, em 1939.

O Almanaque Gaúcho começa, nesta semana, animado. Não poderia ser de outra forma, afinal, uma querida leitora de Zero Hora chega hoje aos 100 anos de idade. É justo, portanto, que dona Orfelia Conte Sant’Anna, ao abrir o seu jornal, como faz todas as manhãs, encontre numa das páginas uma nota celebrando o seu centenário. Essa é uma boa notícia. Antes de mais nada: parabéns, Orfelia! Por favor, permita que a tratemos com informalidade.

Era assim quando você era aquela jovem que fazia a Escola Normal no Instituto de Educação Flores da Cunha.
E também ainda antes, na época em que você era apenas uma das cinco meninas do casal de italianos seu Genaro e dona Eugenia, que também tinham quatro meninos. Família grande. A menina tornou-se professora no G.E. 3 de Outubro, na Tristeza. E quando começou o namoro com o Alvaro? Ele não era o doutor Alvaro, que depois formou-se médico, foi trabalhar em Constantina, já tendo ao seu lado a esposa e professora dedicada. Mais tarde, sempre com você junto dele, foi para o Paraná e ajudou na fundação do Hospital de Maringá, para onde vocês se mudaram.

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Orfelia com o marido e os filhos, Suzana e Alvaro Jr.

E dizer que a mudança foi só o início de uma longa caminhada que levaria a família de vocês para mais longe. Chegaram ao Rio de Janeiro, lá por 1954, aquela época conturbada em que o presidente Vargas suicidou-se. No Rio de Janeiro, vocês puderam oferecer aos filhos o que havia de melhor em educação. Suzana estudou no Sion, e Alvaro Jr., no Santo Inácio.

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Ela fazendo exercícios na bicicleta ergométrica, aos 100 anos

Foi muito legal você poder contar, ao longo do tempo, com a Maria, sua fiel escudeira, por 65 anos. O doutor Alvaro faleceu em 1965, ainda no Rio. Suzana formou-se em Direito, e Alvaro, em Engenharia. Casados, lhe deram cinco netos. Todos homens. E segue a vida… que hoje é segunda-feira, acordar, ler o jornal, fazer um pouco de exercício na bike ergométrica, talvez um passeio no shopping… No próximo final de semana, haverá uma grande festa para você. E você estará linda e arrumada como o Alvaro gostava de vê-la.