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Ex-alunos do Colégio Israelita comemoram 50 anos de formatura

18 de setembro de 2014 0
Foto: Arquivo Pessoal

Turma de formandos de 1964 do Ginásio do Colégio Israelita. Foto: Arquivo Pessoal

Em 21 de novembro, a turma de formandos de 1964 do Ginásio do Colégio Israelita Brasileiro se reunirá para comemorar 50 anos de formatura. Na foto, na escadaria do Círculo Social Israelita, aparecemos formandos e os professores Marisa Silveira Alberton, Guilherme Finkelstein, Eni Fortes, José Blumenthal, Vani Pontes e Lia Marquardt. Informações: (51) 9808-7196, com Eliane, (51) 9842-0040, com Denise, e (51) 9682-3525, com Paulete.

Encontros de família

18 de setembro de 2014 0

REDIN

- Família de Eugênio Redin, um dos filhos de Giuseppe e Luigia. Foto: Arquivo Pessoal

Família de Eugênio Redin, um dos filhos de Giuseppe e Luigia. Foto: Arquivo Pessoal

A família Redin realiza, no dia 20 de setembro, em Sobradinho, o seu primeiro encontro. O evento reúne os descendentes de Giuseppe Redin, de seus irmãos e de sua mulher, Luigia Piovesan. Nascidos em 1871, na Itália, Giuseppe e Luigia vieram para o Brasil e se estabeleceram em Nova Palma, onde tiveram seis filhos. Informações: (51) 8031-9033, com Cleci, e (51) 3742-1599, com Claudio, e pelo e-mail redin.encontro@gmail.com.

Paróquia da Paz comemora 100 anos

18 de setembro de 2014 0
A Paróquia da Paz foi duramente afetada pela enchente de 1941. Foto: Acervo da Paróquia da Paz

A Paróquia da Paz foi duramente afetada pela enchente de 1941. Foto: Acervo da Paróquia da Paz

Em 1914, a Europa estava convulsionada pela I Guerra Mundial. Nessa época, embalada pelos ideais positivistas dos seus governantes, a Capital implementava o Plano Geral de Melhoramentos. Enquanto a área central se modernizava, novos bairros operários, como Navegantes e São João, abrigavam a expansão industrial e comercial. Nesse contexto, em 1913, a Comunidade Evangélica Alemã de Porto Alegre decidiu que um novo campo pastoral para o 4º Distrito deveria ser fixado. Um sobrado no número 82 da Avenida Brasil foi alugado e lá se estabeleceu Walter Ossend, seu primeiro pastor.

Em 1915, foi comprado um terreno na Avenida Sertório, para que lá fosse erguido um templo. Foi o que aconteceu e, em 1919, a Paróquia da Paz inaugurou parcialmente sua igreja. A consagração da torre e dos sinos ocorreria em 1927. Como parte dessa longa história, a Paróquia da Paz celebrará seu centenário com um culto comemorativo no próximo domingo, dia 21, às 9h30min. Logo após, haverá um almoço festivo. Informações na secretaria, pelo telefone (51) 3325-5515 ou pelo e-mail ieclbpazpoa@gmail.com.

Livro conta a história da cirurgia cardíaca no Rio Grande do Sul

17 de setembro de 2014 0
Nesralla (de gravata vermelha) comemora os 25 anos do transplante de Cechella, o mais longevo receptor de um coração no Estado. Foto: Diego Vara, Banco de Dados, 09/11/2006

Nesralla (de gravata vermelha) comemora os 25 anos do transplante de Cechella, o mais longevo receptor de um coração no Estado. Foto: Diego Vara, Banco de Dados, 09/11/2006

Nesta quinta-feira, a partir das 18h30min, na Livraria Saraiva do Moinhos Shopping , ocorre o lançamento do livro As Emoções da Cirurgia do Coração. Os autores, Ivo Nesralla e Paulo Prates, são duas feras da medicina e, muito além de testemunhas, foram protagonistas responsáveis por grande parte da evolução no tratamento das doenças cardiovasculares em nosso Estado e país. O Instituto de Cardiologia surgiu em 1946, por sonho do cardiologista e professor Rubem Rodrigues de que existisse um hospital específico para atender às doenças do coração. Era, então, apenas uma unidade ambulatorial. Em 1966, foi constituída a Fundação Universitária de Cardiologia, tornando o sonho realidade.

O atual prédio do Instituto de Cardiologia ainda em construção, em 1966. Foto: Acervo do Instituto de Geografia

O atual prédio do Instituto de Cardiologia ainda em construção, em 1966. Foto: Acervo do Instituto de Geografia

O Instituto se consolidou, sempre dedicado ao ensino e à pesquisa. Em 1969, um passo importante foi a inauguração do novo prédio, na Avenida Princesa Isabel, que abriu novas frentes e novos cursos. Dois anos antes, em dezembro de 1967, o cirurgião Christiaan Barnard fazia, na África do Sul, o primeiro transplante de coração. O paciente, Louis Washkansky, sobreviveu menos de 30 dias. No Brasil, o primeiro doente a receber o coração de outra pessoa foi um peão, conhecido como João Boiadeiro, em maio de 1968. Ele viveu apenas mais 28 dias, e o transplante, pioneiro em nosso país, foi feito pelo doutor Euryclides de Jesus Zerbini, em São Paulo.

A atual fachada do Instituto de Cardiologia. Foto: Carlinhos Rodrigues, Banco de Dados, 09/11/2006

A atual fachada do Instituto de Cardiologia. Foto: Carlinhos Rodrigues, Banco de Dados, 09/11/2006

“Em junho de 1984, um cirurgião brasileiro fora do eixo paulista – o dr. Ivo Nesralla, de Porto Alegre – realizou o primeiro transplante sul-americano dessa nova era, com emprego de ciclosporina [...]”, escreveu o jornalista Celso Arnaldo Araujo no livro Dr. Zerbini, O Operário do Coração. Esse transplante, em Ari Zagar, foi o primeiro no RS e o quarto no Brasil. Depois de um intervalo em que se tentou resolver os problemas de rejeição, e mesmo Vaccari tendo resistido só alguns poucos dias, era preciso confiar e persistir.

Capa do Livro de Ivo Nesralla  e Paulo Prates. Foto: Reprodução

Capa do Livro de Ivo Nesralla e Paulo Prates. Foto: Reprodução

Hoje, o serviço de cirurgia dirigido por Nesralla tem mais de 40 mil operações do coração e grandes vasos, incluindo 200 transplantes cardíacos. No dia 16 do último mês de maio, João Carlos Cechella, que recebeu um novo coração 25 anos atrás, ingressou novamente no hospital do Instituto de Cardiologia. A única coisa que sentia era emoção ao assoprar as velas do bolo que celebrava duas décadas e meia de uma nova vida. Cechella é o mais longevo receptor de um coração no Estado. Ao seu lado, Ivo Nesralla compartilhava mais uma emoção das cirurgias do coração. Paulo Prates e ele têm muito para contar. Foi o que fizeram.

Encontros de família

16 de setembro de 2014 0

SANTOLIN

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

O Seminário Nossa Senhora de Fátima de Erechim sediará, nos dias 27 e 28 de setembro, o primeiro encontro nacional da família Santolin. Estarão reunidos os descendentes de Santo Santolin e Colomba Durante Santolin. Ele emigrou de Volpago Del Montello, na província italiana de Treviso, em 1878, estabelecendo-se em Bento Gonçalves. Informações pelos telefones (54) 3321-3461, com Nelson, (54) 3522-1408, com Altair, e (54) 3321-2831, com Dionísio.

 

FABRIS

Os imigrantes italianos Vicenzo Fabris e Marcolina Forte casaram-se em Antônio Prado, em 1903, e depois se transferiram para a cidade de Paraí, na época distrito de Nova Prata, onde tiveram 13 filhos. Os descendentes do casal se reunirão em 20 de setembro, no Clube Gercan, em Paraí. Informações com Filomena, pelo telefone (54) 3477-1202 ou pelo e-mail pealvaroluiz@gmail.com.

 

JOST

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Vera Cruz sediará, em 27 de setembro, o 15o encontro da família Jost. Há integrantes do clã vindos da Suíça e de várias localidades da Alemanha, mas a maior parte é de imigrantes que vieram das proximidades do Rio Reno, principalmente da região de Hunsrück, na Alemanha. Informações pelo telefone (51) 3718-1492, com Nestor.

 

HOLMER

Para celebrar a trajetória do imigrante dinamarquês Bernth Hansen Holmer, a família se reunirá em Taquara, em 28 de setembro. Ele se estabeleceu naquele município em 1868. Casou-se primeiramente com Luize Trein, com quem teve cinco filhos. Depois de ficar viúvo, casou-se novamente, com Amália Heurich, tendo mais seis filhos. Informações com Ana Lúcia, pelo telefone (51) 3542-1474.

 

BASEGGIO

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Nos dias 27 e 28 de setembro, ocorrerá o sexto encontro internacional da família Baseggio, em Carlos Barbosa. Os patriarcas Antonio Baseggio e Candida Luigia Sbeghen saíram da Itália por volta de 1881 e se estabeleceram em Garibaldi. Informações: rafael.bazeggio@gmail.com e (54) 3433-2000, com Taís, em horário comercial.

Há 70 anos, a FEB entrava em ação na II Guerra Mundial

15 de setembro de 2014 1
O pracinha em um acampamento próximo a Nápolis, na Itália. Foto: Acervo de Emma Valmorbida

O pracinha em um acampamento próximo a Nápolis, na Itália. Foto: Acervo de Emma Valmorbida

O professor Valdemir Guzzo, 61 anos, nasceu em Veranópolis, lecionou filosofia na Universidade de Caxias do Sul (UCS) e hoje reside em Antônio Prado. Curioso e inquieto, paralelamente a sua atividade docente, já lançou alguns livros sobre educação e História. Agora, aposentado, está debruçado em pesquisas sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na II Guerra. Sua preocupação principal é conhecer e o lado humano e a trajetória de vida de alguns dos combatentes e, assim, valorizar esses heróis brasileiros – na maioria das vezes, anônimos.

O pracinha Jácomo Valmorbida era o soldado 3.082. Foto: Acervo de Emma Valmorbida

O pracinha Jácomo Valmorbida era o soldado 3.082. Foto: Acervo de Emma Valmorbida

Recentemente, o Dia D e a rendição do Japão foram muito lembrados. “O que poucos sabem, e quase ninguém recorda, é que exatamente 70 anos atrás, no dia 15 de setembro de 1944, ao construir uma ponte sobre o Rio Arno, a 1ª Cia. do 9º Batalhão de Engenharia foi a primeira unidade brasileira a entrar em ação junto aos países aliados”, afirma Guzzo. Três dias depois, viria a vitória da tomada de Camaiore. Seguiram-se a conquista do caminho de Castelnuovo, as investidas para a tomada de Monte Castelo (alcançado em fevereiro de 1945 depois de três meses de combates), o avanço sobre Montese (conquistado em abril) e a rendição da 148ª Divisão de Infantaria alemã, da 90ªDivisão de Infantaria Mecanizada e da Divisão Itália às tropas brasileiras.

Valmorbida e dois colegas posam para foto no Rio de Janeiro, antes do embarque para a Itália. Foto: Acervo de Emma Valmorbida

Valmorbida e dois colegas posam para foto no Rio de Janeiro, antes do embarque para a Itália. Foto: Acervo de Emma Valmorbida

Inicialmente vistos com restrições pelo primeiro-ministro inglês Winston Churchill e por Mark Clark, comandante das tropas aliadas na Itália, os soldados brasileiros deram conta de suas missões e acabaram recebendo o carinho do povo italiano libertado e o reconhecimento de ingleses e americanos por sua bravura e determinação. Dos 23.702 soldados que pisaram solo italiano, 1.880 eram gaúchos. Em Antônio Prado, na Praça Garibaldi, uma placa de bronze, colocada em 1981, homenageia os 13 filhos daquela comunidade que lutaram na Itália. Todos já estão mortos.

O cartão postal que o soldado trouxe como suvenir para a família. Foto: Valdemir Guzzo, Arquivo Pessoal

O cartão postal que o soldado trouxe como suvenir para a família. Foto: Valdemir Guzzo, Arquivo Pessoal

Quando ainda viviam, certamente, foram menos reconhecidos do que mereciam. Ao retornarem da guerra, permaneceram esquecidos por muitos anos. O soldado 3.082, Jácomo Valmorbida, por exemplo, nascido em 1922, voltou à agricultura como fazia antes. Casou-se, teve três filhos e, 33 anos após dar baixa, somente em julho de 1978, recebeu a primeira pensão. Tinha 56 anos e morreu dois meses depois.

Colaborou Valdemir Guzzo

Em Antônio Prado, na Praça Garibaldi, uma placa de bronze, colocada em 1981, homenageia os 13 filhos daquela comunidade que lutaram na Itália. Foto: Acervo de Emma Valmorbida

Em Antônio Prado, na Praça Garibaldi, uma placa de bronze, colocada em 1981, homenageia os 13 filhos daquela comunidade que lutaram na Itália. Foto: Acervo de Emma Valmorbida

Encontros de família

13 de setembro de 2014 0

NIEDERLE

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

O 10o encontro da família Niederle será no dia 21 de setembro, na localidade de Linha Santana, em Venâncio Aires. O casal Karl Niederle e Maria Wollmann, da cidade de Kriesdorf, que na época pertencia à Alemanha, desembarcou no Brasil em 1877. Passaram por muitas cidades até se fixarem na localidade de Linha Alto Sampaio, em Venâncio Aires. Informações pelos telefones (51) 3793-4808, com Alberto, e (51) 3793-4796, com Romilda. Na foto, o casal aparece com filhos e netas.

 

WOLF

O quinto encontro dos Wolf reunirá, em 21 de setembro, em Coqueiros do Sul, os descendentes de Johann Nikolaus Wolf e Maria Elisabeth Jost. Originários do Estado de Renânia-Palatinado, na Alemanha, eles chegaram a São Leopoldo em 1852 e se estabeleceram na Linha Nova. Informações pelos telefones (54) 3615-3117, com Denis, (54) 3329-4215, com Marlene, e (54) 9954- 6474, com Andrea, ou pelo e-mail aesausen@ibest.com.br.

 

KLEIN

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Será em 27 de setembro, no salão paroquial da Igreja Evangélica de Confissão Luterana em Humaitá, o segundo encontro dos descendentes de Guilherme Klein. Nascido em Waldeck, na Alemanha, em 1889 emigrou para o Brasil, fixando residência em Santa Clara do Ingaí, distrito de Quinze de Novembro. Informações: (54) 9962-3021, com Eder, (55) 9971-3224, com Edo, (55) 9998-7799, com Lucila, e (51) 9266-1174, com Wilson.

 

PARISE

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Os descendentes de Bruno e Maria Parise se reunirão em 27 de setembro, no Parque Municipal de Exposições de Santa Rosa, para celebrar a trajetória do clã. A história da família no Rio Grande do Sul começou em 1889, quando, aos 16 anos, o patriarca Francesco Geremia Parise emigrou da comuna de Vicenza, na Itália, para o Estado. Informações com Augusto, pelos telefones (55) 3511-1419 e (55) 9962-1778.

Igreja São Geraldo comemora seus 90 anos com missa e jantar

12 de setembro de 2014 0
A Avenida Farrapos na década de 1980. À esquerda, se destaca a torre da igreja. Foto: Arivaldo Chaves, Banco de Dados, 03/06/1980

A Avenida Farrapos na década de 1980. À esquerda, se destaca a torre da igreja. Foto: Arivaldo Chaves, Banco de Dados, 03/06/1980

Na primeira metade do século 20, Porto Alegre experimentou um acelerado desenvolvimento urbano associado à expansão de seu parque industrial, que se articulava a uma rede de transportes _ navegação fluvial, ferrovia e aviação civil. O distrito industrial, constituído originalmente pelos bairros Navegantes e Passo D’Areia e que, depois, se expandiria para toda a zona norte da Capital, concentrou o crescimento populacional da cidade naquele período. Para suprir as necessidades espirituais dos habitantes, o novo bairro exigia uma nova igreja. Sensível aos apelos, Dom João Becker, que era, então, o Arcebispo de Porto Alegre, fundou, em 13 de setembro de 1924, a Paróquia São Geraldo. O nome foi motivado pela existência de fábricas de tecelagem e um grande número de alfaiates, profissão da qual São Geraldo é o padroeiro.

Do alto da torre da Igreja São Geraldo, uma imagem de Cristo abençoa aqueles que chegam à cidade pela Avenida Farrapos. Foto: Jefferson Botega, Banco de Dados, 25/11/2009

Do alto da torre da Igreja São Geraldo, uma imagem de Cristo abençoa aqueles que chegam à cidade pela Avenida Farrapos. Foto: Jefferson Botega, Banco de Dados, 25/11/2009

O templo erigido é um dos destaques da arquitetura em estilo art déco da Capital. O projeto é de Vitorino Zani, arquiteto responsável também por outras igrejas no Estado, como a de São Pelegrino, em Caxias do Sul. As obras de construção da São Geraldo se desenvolveram do final da década de 1930 até o início dos anos de 1940. A modernidade de concepção era compatível com a nova Avenida Farrapos (onde a igreja se localiza, no número 2.611), uma proposta de artéria radial para a cidade desde 1914, mas que só seria inaugurada em 1940. Para marcar os 90 anos de fundação da paróquia, no próximo sábado, dia 13 de setembro, às 19h, haverá uma missa solene presidida pelo arcebispo Dom Jaime Spengler. Logo após, às 21h, na Sociedade Polônia (Avenida São Pedro, 778, Porto Alegre), um jantar comemorativo celebrará a data.

Colaboraram C.A. Junges e Enio Raupp

Estação ZH terá bate-papo sobre a história do Moinhos de Vento neste domingo

12 de setembro de 2014 0

A Estação ZH, espaço itinerante construído para comemorar os 50 anos de Zero Hora, está instalada temporariamente no Parcão e receberá, neste domingo, às 15h*, para um bate-papo, Gilberto Werner. Ele é autor do livro Moinhos de Vento: Memória e Reconhecimento, que será lançado em breve.

Estarei lá para recebê-lo, conhecer as imagens fotográficas garimpadas por ele para a obra (que serão mostradas no telão) e compartilhar suas memórias pessoais de antigo frequentador do bairro. Vá lá, deve ser bem bacana. No facebook.com/estaçãozh, pode ser conferida a programação completa.

* CORREÇÃO: O bate-papo com o autor do livro Moinhos de Vento: Memória e Reconhecimento, Gilberto Werner, será a partir das 15h deste domingo, e não às 16h como publicado neste blog em 12 de setembro. O texto original já foi corrigido.

O quartel general da Rua dos Andradas

11 de setembro de 2014 0
O Quartel General, na esquina da Rua da Praia com a General Canabarro, tendo ao fundo a Igreja Nossa Senhora  das Dores. Foto: Virgílio Calegari, Acervo do Museu Joaquim José Felizardo, Fototeca Sioma Breitman

O Quartel General, na esquina da Rua da Praia com a General Canabarro, tendo ao fundo a Igreja Nossa Senhora das Dores. Foto: Virgílio Calegari, Acervo do Museu Joaquim José Felizardo, Fototeca Sioma Breitman

Não por acaso, agora nos referimos ao centro da Capital como Centro Histórico. Por ignorância, na maioria das vezes, transitamos por lugares que foram cenário de acontecimentos importantes sem prestar maior atenção aos prédios e sem valorizar os locais que, silenciosamente, testemunharam os fatos notáveis que construíram nossa história. Aqui, ao contrário do que ocorre em outras partes, especialmente na Europa, são poucas as construções que possuem placas identificando e interpretando nosso passado.

Uma exceção é o antigo Quartel General do Exército (foto abaixo), na esquina da Rua da Praia (Andradas) com a General Canabarro. Naquele pitoresco edifício, uma placa, colocada 70 anos depois, informa que, no dia 3 de outubro, aquela unidade militar foi atacada, deflagrando o início da Revolução de 1930. A edificação foi erguida entre 1906 e 1908, por ordem do general Manoel Joaquim Godolphim, em substituição ao antigo prédio colonial, de 1775, que existia naquela esquina e tinha a mesma função (foto acima).

Foto atual do quartel. Foto: Ricardo Chaves

Foto atual do quartel. Foto: Ricardo Chaves

O atual QG foi construído na mesma Rua dos Andradas, mais adiante, em 1955. Portanto, por mais de meio século, o antigo QG serviu de sede do Comando Militar e Político do Exército para a 3ª Região Militar.

Decisões importantes foram tomadas no interior daquela casa durante a Guerra do Contestado, a I Guerra Mundial, a Revolução de 1923, a Revolução de 1924-26, a Revolução de 1930 (quando da invasão, a guarda foi morta, e o comandante, preso; catorze militares do exército morreram em Porto Alegre naquele movimento), a Revolução de 1932, a deposição de Flores da Cunha (do governo do Estado) em 1937 e a II Guerra Mundial (1939-1945). O QG é, sem dúvida, um prédio original e singular da nossa cidade.

Fonte: A história militar terrestre do Brasil no Rio Grande do Sul no século passado,
de cel. Cláudio Moreira Bento