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12 de outubro de 2016 0

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Encontros de famílias

28 de setembro de 2016 0

Sangoi

No próximo dia 9 de outubro (domingo), às 10h, na Sociedade Recreativa Concórdia, de Boca do Monte, no distrito de Santa Maria, ocorrerá o 2º Encontro da Família Sangoi. A família, de origem italiana, estabeleceu-se primeiramente no então distrito santa-mariense de Silveira Martins, hoje município pertencente à Quarta Colônia, com a chegada dos irmãos Antonio e Leonardo Sangoi. Filhos de Leonardo di Andrea Sangoi e Teresa Tavani, Antonio e Leonardo desembarcaram no Rio de Janeiro em 12 de janeiro de 1886, provenientes de Gemona del Friuli, província de Udine, região de Friuli-Venezia Giulia, no nordeste da Itália. Antonio Sangoi, nascido em 26 de janeiro de 1856, veio acompanhado da esposa, Maria Casani, e dos filhos Teresa, de três anos, e Antonio, de apenas um, que veio a falecer ainda criança. Tiveram, ainda, os filhos Rosa, Leonardo, Catarina, Agostinho Primo, Anna Teresa, Antonio Filho e Pedro. Leonardo, nascido em 24 de setembro de 1857, veio solteiro, casando-se, em 1887, com Anna Thomazi, tendo os filhos Maria Thereza, José, Pedro, João Battista, Luiz, Antonio, Agostinho José, Rosa e Catarina. Leonardo mudou-se para o bairro Dores, em Santa Maria, em 1914, e Antonio, para o distrito de Boca do Monte. A extensa descendência de Antonio e Leonardo, que hoje se encontra por várias cidades do Rio Grande do Sul, do Brasil e do Exterior, pretende confraternizar neste segundo encontro, que será maior do que o primeiro. 12465575-sangoi.jpg-27_09_2016-15.59.48 Os interessados em participar devem entrar em contato com Jorge Sangoi pelo telefone (55) 9918-8050. A foto é de Leonardo com a esposa e filhos. Em pé da esquerda para direita: José, Pedro, João Battista, Luiz, Antonio e Agostinho. Sentados: Rosa, Anna Thomazi, Catarina e Leonardo.

Fedrigo

Os descendentes de Giovanni Battista Fedrigo e Maria Socchia realizarão o 2º Encontro da Família Fedrigo, no domingo, dia 9 de outubro, na Associação dos Motoristas da cidade de Guaporé, no Rio Grande do Sul. A família é proveniente de Sarone, fração da comune di Caneva, província de Udine, região de Friuli Venezia Giulia, na Itália. Na esteira do tempo, pedras e poeira marcaram o chão de passos passados. Uma geração vai e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre. Nada há que seja novo debaixo do sol, tudo já existiu nos séculos que já se foram. Assim como só ficam lembranças das gerações passadas, também será com as que virão depois de nós. Hoje, sermos muitos nos deixa felizes, orgulhosos dos nossos cento e tantos anos de história no Brasil. Naquela época, ser em “muitos” na Itália queria dizer: “Bisogna cercar de scamparghe alla miseria, alla fame”. E foi exatamente isso que fizeram nossos antepassados quando deixaram o velho continente. Carregando não mais do que algumas tralhas, alguns alimentos, muita dor e muita tristeza, mas sem deixar para trás a esperança. O adeus aos familiares que ficaram, a velha casinha de pedra, a videira, a mãe, que por idade avançada não parte e pela janela os acompanha até onde o horizonte permite ver pela última vez. Os descendentes do casal Giovanni Battista Fedrigo e Maria Socchia estão convidados para o segundo encontro, que começa com um café da manhã colonial, missa da família alegrada pelo coral Belvedere, almoço e apresentação da história familiar. Reservas de ingressos e camisetas pelo celular ou WhatsApp: (54) 9942-1565, com Jhon Fedrigo, e também pelo Facebook de Jhon Fedrigo e Caroline Perin Fedrigo.

Pensando em voz alta

27 de setembro de 2016 0

Não foram poucos os radialistas que deixaram, indelevelmente, seus nomes gravados no mundo da radiofonia e que, com criatividade, profissionalismo e caráter, inspiraram várias gerações. Entre esses, destaca-se Cândido Norberto (1926-2009). Criador de programas como Sala de Redação, em 1971, na Rádio Gaúcha, e Pensando em Voz Alta, na antiga Difusora, Cândido projetou-se também como cronista esportivo e presidente da Assembleia Legislativa do Estado. Em homenagem ao Dia do Rádio e da Radiodifusão, registrado no domingo último, e a todos os radialistas, aqui vai uma das antigas crônicas de Cândido, narrada em Pensando em Voz Alta, na Difusora, por ocasião do Dia do Rádio.

“Porque hoje é o Dia do Rádio, penso naqueles que abriram seus longos e largos caminhos. Os que foram seus pioneiros, os que enfrentaram suas primeiras dificuldades, os primeiros preconceitos, ditados pela ignorância ou pela incompreensão. Não foram muitos, mas também não foram tão poucos que possam ser relacionados pela memória. No começo dessa história, bem no começo, o grupo de conselheiros da Rádio Gaúcha. A Gaúcha, que, precisamente, no ano que vem estará completando 50 anos. Uma longa história, que, por ser longa, confunde-se com a própria história do Rádio. Depois, o nome de Arthur Pizzoli, o mecânico da Casa Coates, também vendedor de máquinas e, a seguir, vendedor de receptores de rádio. Um grande nome: Arthur Pizzoli. Um grande marco de nosso rádio. Porque a Rádio Gaúcha transmitia poucas horas durante o dia, ocorreu a Pizzoli a ideia de montar um transmissor para poder regular os receptores que vendia. Daí a função da segunda rádio de Porto Alegre. De apenas um passo, um passo que foi dado, o qual, deve-se ficar sabendo, resultou na fundação da segunda rádio de Porto Alegre, a Rádio Difusora, esta em cujo microfone volto a falar depois de tanto tempo. Penso em Pizzoli, em Arnaldo Ballvé, em Nelson Lanza, em Piratini, e, saltando no tempo, vou alinhando outros nomes, outras saudades: do Walter Ferreira, da Tânia Maria. O capitão Erasmo, muito mais homem de rádio e jornal do que capitão. Em Peri e Estelita Bell. No Paulo Amaro Salgado, no Samuel Madureira Coelho, meu afeto, irmão. Nesses nomes e tantos mais, alguns, entre os quais já citados, já se foram. Penso neles nesse dia e nesta hora. Penso com ternura profunda, especialmente naqueles que já não estão mais entre nós. E, mais do que pensar, sofro a ausência. O que é consolador também. Sinto-lhes a terna presença, como se aqui estivessem, ao meu lado, ao nosso lado, convivendo conosco. O tempo passou. O tempo está passando. Vários tempos. Tempos de falar, tempos de calar. Tempos diversos, todos muitos gratos ao meu coração. Muito gratos, como eu, muito afortunadamente, até hoje não encontro razões para brigar com o mundo, para lastimar a vida. Tempos de rir, tempos de chorar. Sempre, no entanto, tempos de viver. Tempos, já os tive todos. Tenho-os ainda, já os tive todos. Tempos mais diversos, repito, tive todos. Inclusive os claros tempos, os largos tempos, os luminosos tempos de pensar em voz alta”.

12463365-candido251.jpg-26_09_2016-14.49.06 Jornalista e radialista Cândido Norberto em sua casa, em 21 de setembro de 1976

 

 

Colaborou Sérgio Dillenburg, jornalista, organizador  e primeiro diretor do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa

A fantástica fábrica de chocolate

26 de setembro de 2016 0

Quarenta anos atrás, no dia 26 de setembro de 1976, Lauri Casagrande fundou, em Gramado, a fábrica de chocolates Lugano. Ele tinha como ideal trazer um sabor diferenciado e um cuidado especial na fabricação artesanal do chocolate. Lauri, de família tradicional da serra gaúcha, inspirou-se na cidade suíça para escolher o nome de sua empresa. A localidade europeia é margeada pelo Lago Lugano, que também serviu de referência numa alusão ao Lago Negro, um dos cartões-postais de Gramado. Na época, a loja e a fábrica ostentavam bandeiras da Suíça.

Renaldo Henrique Schwingel, mais conhecido como Ronaldo, comprou a Lugano no dia 1º de abril de 1985, após encerrar uma trajetória de sucesso com frotas de ônibus na Empresa Floresta de Transportes Limitada. Naquele tempo, a Lugano contava com apenas três funcionários. No início dos anos de 1990, aconteceu a primeira transição, a mudança para a Avenida das Hortênsias, porque a demanda aumentava e a fábrica precisava crescer. A produção nesse período passou de 500 quilos para duas toneladas por mês, quando a empresa já contava com 12 funcionários.

A Lugano procurava se diferenciar pelo constante aprendizado e aperfeiçoamento de suas receitas exclusivas. Uma delas, por exemplo, misturava 70% de chocolate ao leite e 30% de meio amargo, o que dava um toque especial ao produto. As tradicionais barrinhas sempre se destacaram no portfólio de produtos comercializados. No início, as caixinhas com oito barras eram vendidas para as redes hoteleiras de Gramado e Porto Alegre e também eram distribuídas por companhias aéreas, como a Varig e a TAM. O ano de 1999 marca uma inovadora mudança, com a introdução, na loja, da inédita prática do self-service. Isto representou um aumento de 40% nas vendas. Em 2001, a Lugano realizou um elevado investimento ao adquirir máquinas com capacidade de produzir o próprio chocolate.

12461410-Renaldo e Lauri.jpg-25_09_2016-02.06.44 Renaldo Henrique Schwingel e Lauri Casagrande

A Loja da Fábrica, inaugurada em 1992, foi a primeira loja temática, além de dispor de amplo estacionamento para atender grupos. Ali, surgiu o simpático mascote, batizado de Luguito. Sua gigantesca presença recepciona os visitantes. O mascote também cumprimenta e abraça a criançada.

Infelizmente, o ano de 2007 registrou a morte de Renaldo Henrique Schwingel, aos 83 anos. Até uma semana antes, Renaldo trabalhou, entusiasmado, na fábrica. No ano seguinte, um novo negócio: foi fundada a Rasen Bier. A cervejaria tem capacidade instalada de 150 mil litros por mês. Como se não bastasse, a empresa também incorporou os licores Aurich ao grupo de parceiros.

Em 2014, a Lugano iniciou o licenciamento da marca para lojas em todo o Brasil. Contando, atualmente, com 15 lojas e intensificando sua estratégia de expansão. A empresa chega aos 40 anos com uma linha de mais de 300 produtos, cerca de 500 itens para venda, 170 funcionários e capacidade para produção de 35 toneladas por mês.

12461409-Barrinhas 03.JPG-25_09_2016-02.06.18 Tradicionais barrinhas de chocolate da Lugano

Cinquentenário da Famecos e 29º SET

24 de setembro de 2016 0

Há 67 anos, jornalistas, entidades e empresários pressionavam pela instalação do primeiro curso de Jornalismo no sul do país. Quatro anos depois, em 1952, a Escola de Jornalismo da Faculdade de Filosofia da PUCRS passou a funcionar nas dependências do Colégio Rosário (atual Colégio Marista Rosário). Em 1968, foi transferida para o campus atual, na Avenida Ipiranga.

Em março de 1965, a faculdade de Propaganda passou a integrar a Escola de Jornalismo – que, em dezembro do mesmo ano, recebeu o nome de Faculdade dos Meios de Comunicação Social (Famecos). Dois anos depois, em 1967, foi criado o curso de Relações Públicas (RP).

12459423-013o.jpg-23_09_2016-16.00.01 Prédio da Famecos, na década de 1960

Antes da inauguração da sede atual da Famecos, em 1972, os alunos aprendiam sobre as diferentes áreas e habilitações da Comunicação em locais provisórios do campus. Em março de 1973, o prédio 7 recebeu as primeiras turmas. Em 1988, aconteceu a primeira edição do SET Universitário, evento que estimula a troca de experiências entre alunos, docentes e profissionais das áreas de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Cinema, Produção Audiovisual e Design. Desde então, foram promovidas muitas palestras, workshops e, também, a Mostra Competitiva, que premia trabalhos desenvolvidos por estudantes do Brasil e do Exterior.

Em 50 anos de história, muitos alunos e educadores passaram pela Famecos. Alguns ainda passeiam pelos corredores da faculdade, outros viajaram para longe e lembram da época de graduação com muito carinho e saudade. Na década de 1960, época em que os estudantes estacionavam os carros em torno do prédio 7, foi por ali que tudo começou. A Famecos coloriu as paredes e o layout do edifício, antes padrão, de tons alegres e coloridos no decorrer destes anos. Mas não foi só isso que mudou. Antes, os calouros dos cursos de Comunicação eram recebidos com uma gincana, proposta pelos veteranos, com a duração de uma semana. Cada faculdade realizava seus eventos na própria unidade, o que fazia com que o saguão fosse repleto de atividades acadêmicas, culturais e sociais. O que não mudou, entretanto, foi o sentimento de pertencimento dos alunos. Já nos primeiros anos, os estudantes que tinham aulas em turmas grandes exibiam orgulhosos as camisetas com o nome de cada curso. Chaveiros e adesivos colados nos automóveis também eram acessórios indispensáveis, usados para marcar o local onde estudavam. Décadas depois, esse sentimento tomou forma através da marca Eu Sou Famecos.

12459424-Caixa 04-0149.jpg-23_09_2016-16.00.42 Famecos na década de 1970

A partir desta segunda-feira (dia 26), ocorre o 29° SET Universitário, que traz palestras e oficinas com conteúdos atuais e inovadores para alunos da área de Comunicação. A abertura é às 20h, com a palestra Que Mundo É Esse?, ministrada por André Fran e Rodrigo Cebrian (TV Globo).
O encerramento ocorre quarta-feira (dia 28), às 19h40min, com a presença de Xico Sá e Leo Jaime.

Colaborou Mariana Brun

12459422-013a.jpg-23_09_2016-15.59.30 Prédio atual da Famecos

Imagens para a História

23 de setembro de 2016 0

No dia 26 de setembro de 1956, no Salão Nobre da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), com a presença de mais de duas dezenas de profissionais que atuavam nos mais importantes veículos de comunicação da Capital, foi fundada a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (Arfoc).

As comemorações do 60º aniversário da entidade começam hoje, às 19h, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs, na Praça da Alfândega), com coquetel, homenagem e a entrega do troféu Você Faz Parte dessa História a quatro agraciados. São eles: Duda Pinto, repórter fotográfico e radialista em Santana do Livramento; Itamar Aguiar, fotojornalista e ex-presidente da Arfoc; Fernanda Denardin, coordenadora de comunicação da Arena do Grêmio; e Régis Tatsuya Shiba, diretor de administração do Internacional.

A celebração abre também o 13º Congresso Nacional de Jornalistas de Imagem, que tem programação, no mesmo local, a partir das 9h da manhã de sábado (dia 24). O primeiro painel será sobre o futuro do fotojornalismo, com Rafael Hoff, Vitor Borges e o presente colunista. Logo após, às 11h, Alan Marques fala sobre seu livro A máquina de acelerar o tempo: conversas sobre fotojornalismo contemporâneo.

No início da tarde, às 13h30min, haverá um painel, com as advogadas Thaís Schramm Werutsky, Daniela Tedesco Barcelos e Lúcia Anversa Munhoz, sobre direito autoral e direito de imagem. Às 16h, o tema será o livro Alceu Feijó: a imagem além do tempo. O painel sobre direitos de credenciamento, com os advogados Daniel da Silva Campos e Décio Neuhaus, às 17h, e uma assembleia geral da Arfoc, às 18h, encerrarão as atividades.

12457002-603572-GE70109B.JPG-08_11_1999-05.18.33.jpg-22_09_2016-17.00.58Fundação da Arfoc, em 26 de setembro de 1956 . Em pé: José Alves, Waldomiro Soares, Orlando Mosca, Cláudio Vilanova, Nito Vidarte, Antônio Nunes, Antônio Roneck, Antônio Andrade, Santos Vidarte, Fleuri Bianchi, Wiss Soares, Raul Queiroz, Raimundo Oliveira, Alberto Etchart, Léo Guerreiro, Ítalo Mageroni e José Strano; sentados: Carlos Contursi, Adalmiro Moura, presidente da Assembleia Legislativa, Joaquim Magadan e Eurico Trindade

Petrópole: 75 anos

22 de setembro de 2016 0

Neste mês, um dos mais tradicionais clubes da Capital completou sete décadas e meia de existência. Fundado em setembro de 1941, o Petrópole Tênis Clube, com sede na esquina das Ruas Faria Santos e Riviera, teve origem por iniciativa de funcionários da Caixa Econômica Federal. O objetivo
do grupo pioneiro era valorizar o bairro onde viviam, promovendo o lazer dos moradores da região.

Um dos primeiros presidentes do PTC foi um dos diretores da CEF, Eulino Mendes Ribeiro. Com o empenho de muitos, o clube foi ampliando suas dependências e construiu a sua tão esperada piscina. Os trabalhos de construção da piscina foram realizados por detentos com bom comportamento da antiga Casa de Correção, que ficava ao lado da Usina do Gasômetro, autorizados a fazer trabalho externo. Logo, o Petrópole foi escolhido como sede do Campeonato Universitário Internacional de Ballet Aquático. Na década de 1960, surgiram novas e importantes obras para a construção do ginásio.

Na memória do clube e da comunidade, estão gravados os inesquecíveis bailes de Carnaval, festivais de música interclubes e os torneios de bolão. O tênis sempre foi e continua sendo o principal esporte do PTC, consolidado como uma referência em nosso Estado. Em 1971, duas das maiores estrelas do tênis brasileiro, Thomaz Koch e Edson Mandarino, protagonizaram um sensacional Gre-Nal, com quadra cheia e ruidosa torcida. Koch venceu, com a camisa tricolor, por dois sets a zero (9-7 e 6-0). Esse jogo funcionou como aquecimento para as partidas da Copa Davis, realizadas ali, no ano seguinte, com grande sucesso.

Parabéns, Petrópole!

12453757-Bailado Aquático Inauguração Piscina PTC 1946.jpg-21_09_2016-13.12.11  Campeonato de Ballet Aquático, em 1946

12453759-Construção Ginásio.jpg-21_09_2016-13.12.44 Ginásio esportivo em obras, em 1965

12453762-Sede do PTC 1946.jpg-21_09_2016-13.13.22 Sede do Petrópole Tênis Clube, em 1946

12453761-Pres. Loyd Polidoro 1972 - Rei Momo Vicente Rau.jpg-21_09_2016-13.13.11 Presidente Lloyd Polydoro e o Rei Momo Vicente Rao

12453758-Carnaval 1969.jpg-21_09_2016-13.12.33 Carnaval de 1969

12453760-Copa DAVIS PTC AGO71.jpg-21_09_2016-13.13.02 Casa cheia para a Copa Davis, em 1972

Demolidor e revolucionário

21 de setembro de 2016 0

No início da primavera de 1963, no dia 21 de setembro, portanto há 53 anos, morria Tyrteu Rocha Vianna, em Alegrete. Nasceu no interior do Estado, em São Francisco de Assis, em 22 de novembro de 1898, e passou a morar, na sua mocidade, em Porto Alegre, onde formou-se em Direito, em 1922. Em 1927, ele terminou seu primeiro e único livro, Saco de viagem, lançado em 1928 pela Editora Globo. Foram apenas 10 exemplares, marcados no colofão pelas letras de A a J. Dizem que, na época, a tiragem mínima era de mil exemplares. Tyrteu queria apenas 10 exemplares do livro, mas teria pagado o preço de mil. Ou seja, cada impressão do seu livro custou o equivalente ao preço de cem. Logo na capa da obra, com ilustração de sua autoria, o poeta fugiu de clichês. Ali, podemos perceber as suas intenções e objetivos. O desenho destaca a máquina e a velocidade, evidenciando a sua ligação ao credo estético futurista, criado pelo italiano Filippo Marinetti. Diferente da maioria dos poetas modernistas gaúchos – com rara exceção –, que exibiam nas capas de suas obras uma paisagem rural, ligada ao campo e estagnada.

Saco de viagem é um livro de estética modernista-futurista e de um humor corrosivo que lembra Oswald de Andrade. Na segunda reedição crítica da obra, Itálico Marcon registra: “Sem demérito ou subordinação descaracterizadora”, o autor “faz malabarismos com o seu tecido linguístico, criando neologismos saborosos e inusitados”, antecipando Guimarães Rosa. Nas suas poesias, ele também faz antecipações ao movimento concretista. Tyrteu é o “nosso modernista mais ortodoxo, vanguardista, demolidor e revolucionário”, afirma Marcon.

12452272-Sem título-1 cópia.jpg-20_09_2016-16.46.44 Tyrteu Rocha Vianna, autor do livro Saco de viagem

Tyrteu Rocha Vianna não foi vanguardista somente na literatura, mas também nas comunicações, tendo sido o primeiro radioamador do
Rio Grande do Sul e o quinto do Brasil.

Colaborou Zulmar Anchieta, poeta e professor

12452271-saco.jpg-20_09_2016-16.46.40 Ilustração da capa da obra Saco de viagem

Dicionário Gaúcho

20 de setembro de 2016 0

A de AFOCINHAR –  Cair de ventas no chão

B de BAGUAL – Cavalo novo de mês

C de CAMORRA – Desafio, provocação

D de DESGUAMPAR – Tirar a guampa da rês

E de ESTÂNCIA – Campo de grande extensão

F de FOLHEIRO –  Elegante e garboso

G de GAUDÉRIO – Índio sem ocupação

H de HARAGANO – Cavalo arisco, preguiçoso

I de ILHAPA – Parte grossa do laço

J de JIRAU – Onde seca a plantação

L de LAMBADA – Relhada, laçaço

M de MARCADO – Velhaco, espertalhão

N de NABO – Parte grossa do moirão

O de ORELHANO – Animal não marcado

P de PAGO – A querência, o rincão

Q de QUEBRA-COSTELA – Abraço muito apertado

R de RECUERDO – Lembrança, recordação

S de SENADOR – Cavalo velho, égua idosa

T de TAURA – Valente e folgazão

U de UMBU – Das árvores, a mais frondosa.

Colaborou Luiz Roberto Dalpiaz Rech. 

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O general Vignoli e a Chama Crioula

17 de setembro de 2016 0

O general Darcy Vignoli nasceu em 28 de outubro de 1902, na cidade de Rio Grande, e mudou-se para Porto Alegre ainda pequeno. Estudou no Ginásio Anchieta e, terminado o colégio, foi cursar a Escola Militar do Realengo. Em 1922, foi expulso, com a revolta de junho daquele ano, voltando a morar em Porto Alegre. Dedicou-se, então, a atividades comerciais, dirigindo até 1930 os escritórios do Estaleiro Alcaraz. Com a Revolução de 1930, anistiado, voltou ao Exército, servindo no Rio de Janeiro até 1934, quando regressou a Porto Alegre. Aqui, serviu no 7º Batalhão de Caçadores e no quartel general da 3ª Região Militar. Na interventoria de Ernesto Dorneles, ele foi chefe de polícia no Estado. O general Darcy Vignoli, a partir de 1935, presidiu a Federação Aquática do Rio Grande do Sul; pertenceu, durante anos, ao Conselho Regional de Desportos; representou em nosso Estado a Federação Uruguaia de Remo e a Comisión Nacional de Educación Física do país vizinho. Ostentou títulos honoríficos de todos os clubes de remo de nosso Estado e de diversos do Brasil. Foi presidente do Grêmio Náutico União nos biênios 1925/1926 e 1927/1928, sendo, ainda, o seu primeiro patrono. Foi criador e primeiro presidente da Liga de Defesa Nacional. Nestes dias de comemoração farroupilha, não é demasia lembrar o nome do general Vignoli. No seu site, Bombeador, o tradicionalista Aldomar de Castro registra: “Neste panorama, a Liga de Defesa Nacional, por motivo da Semana da Pátria de 1947, resolve homenagear os combatentes brasileiros que lutaram na II Guerra Mundial, acendendo o fogo simbólico no cemitério de Pistoia, na Itália. A centelha do fogo foi transportada pelo coronel aviador Rubens Canabarro. No mesmo ano, o Colégio Júlio de Castilhos, de Porto Alegre, contava com um departamento de tradição. Paixão Côrtes, representando esse departamento, solicitou ao então major do Exército Darcy Vignoli, presidente da Liga de Defesa Nacional, para, no momento da extinção do fogo simbólico, retirar uma centelha e levar para o Colégio Júlio de Castilhos, e lá permanecer aceso o candeeiro crioulo até o dia 20 de setembro. Nasceu assim a Chama Crioula, que deu origem à Semana Farroupilha, e o 35º Centro de Tradições Gaúchas, fundado pelos mesmos componentes do Piquete da Tradição, em 24 de abril de 1948. O 35º CTG instalou, no interior do Estado, representantes da instituição para divulgar seus objetivos, e a maioria deles, imediatamente, transformou-se em Centros de Tradições Gaúchas, povoando o Rio Grande do Sul e o Brasil de entidades tradicionalistas”. O general Darcy Vignoli morreu aos 58 anos, em 1960. Sua morte comoveu, à época, o mundo esportivo do Estado. A Federação Gaúcha de Futebol, por exemplo, pelo seu então presidente, Aneron Corrêa de Oliveira, decretou luto oficial por três dias. Seu sepultamento foi acompanhado por inúmeras autoridades, entre elas o governador Leonel Brizola, o prefeito Loureiro da Silva, o deputado Fernando Ferrari e o coronel Walter Peracchi Barcelos. Hoje, no Passo D’Areia, zona norte da Capital, em homenagem ao general Vignoli, com o seu busto em bronze, há uma praça que leva o seu nome.

 

 

8368442-GENERAL DARCY VIGNOLI (1).JPG-28_06_2012-16.42.57 Busto do general Darcy Vignoli, no bairro Passo D’Areia