Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

O pórtico do Cais

24 de abril de 2015 0

foto2

A interminável novela da revitalização do Cais do Porto é acompanhada pelos porto-alegrenses com um misto de esperança e desânimo. A todo momento, é divulgada mais uma nova (velha?) informação de que “agora vai…”. E nada ou pouco acontece. Os mais velhos, como eu, aguardam a hora em que aquele pedaço da margem do Guaíba seja devolvido e possa ser aproveitado pela população da Capital e por eventuais visitantes. A construção do muro da Mauá, nos anos 1970, só veio consolidar o afastamento dos habitantes da cidade de seu rio.

imagem2

Considerado pela ditadura militar (1964-1985) como “área de segurança nacional”, o porto se tornou inacessível aos moradores. A visão da foto acima, à esquerda, que durante muito tempo foi o primeiro contato dos viajantes que chegavam via fluvial com Porto Alegre, está definitivamente prejudicada pelo muro. Quando criança, um dos meus passeios preferidos era acompanhar minha mãe, que ia ao Tesouro do Estado (Secretaria da Fazenda) buscar seus “vencimentos” de professora, e estendia o giro com uma breve, e deliciosa, passada pelo burburinho do Cais. Terminado o encantamento, essa era a cena que nos devolvia ao Centro.

Paisagem íntima

23 de abril de 2015 0

Artistas são aquelas pessoas com uma capacidade especial de nos fazer entender onde estamos metidos. A vida. As coisas materiais, e também as abstratas, que nos revelam como é, ou foi, determinado espaço de tempo. Os melhores traduzem isso com tamanha precisão e sensibilidade, que seus trabalhos tornam-se atemporais. O porto-alegrense Edgar Koetz (1914-1969) é um desses. Litógrafo, desenhista, ilustrador, pintor e referência nas artes gráficas, iniciou sua carreira trabalhando com Ernst Zeuner (1895-1967), que coordenou um grupo de feras nessa área da Editora Globo.

pessoas

Entre as décadas de 1930 e 1960, fez ilustrações para a Revista do Globo, capas de livros para grandes escritores, como Erico Verissimo, e, mais tarde, em São Paulo, criou para Samuel Wainer o logotipo do jornal Última Hora. Aqui, foi um dos fundadores do Clube de Gravura. Koetz, entre 1945 e 1950, morou em Buenos Aires, onde conviveu com Monteiro Lobato, e lá foi premiado mais de uma vez.

obra1

Também mudou-se para São Paulo, em 1952, e só retornou a Porto Alegre, profundamente deprimido, com o golpe militar de 1964 e o consequente fechamento do Última Hora. Durante breve internação (um mês no Hospital São Pedro), produziu um conjunto exemplar de desenhos numa série chamada Alienados. Saiu revitalizado para continuar sua obra, mais focado na pintura. Registrou com maestria aspectos da Capital.

obra3

Do alto do edifício do Hotel São Luiz, no início da Avenida Farrapos, fez uma tela mostrando premonitoriamente a área onde seria construída, posteriormente, a nossa Estação Rodoviária e onde se situa, atualmente, o Largo Edgar Koetz. O pintor foi casado com Liége Silveira, que lhe deu dois filhos, Sérgio (1938) e Celso (1940).

obra2

A jornalista Clara Conti também foi sua companheira, até a sua morte. “Arte, para mim, é dizer aquilo que sinto, como que para acalmar uma inquietação”, revelou o artista, certa vez, numa entrevista. Nas palavras da crítica de arte Ana Albani de Carvalho, Koetz “captou, como poucos, o espírito das cidades onde viveu”.

ultimahora

Bom conselho?

22 de abril de 2015 0

Taí uma coisa que eu acho que anda faltando: juízo. Faz muito tempo que, ao que parece, dar conselhos saiu de moda. Um dos mais comuns e genéricos que eu ouvia, na minha infância e juventude, era: “tome juízo, meu filho!”. Uma espécie de alerta. Um sinal amarelo, piscante, que deveria anteceder qualquer atitude ou decisão. Algo que continha implícita outra advertência que também parece andar em falta: tenha “vergonha na cara…”.

essa

É duplamente curioso verificar que, em 1950, quando esse anúncio de aguardente foi publicado na Revista do Globo nº 509, de 27 de maio, houvesse espaço no marketing para uma marca e uma propaganda tão politicamente incorretas, mas, inegavelmente, super bem- humoradas. Pura contradição. Como sabemos, uma das maneiras mais efetivas para que se perca rapidamente o juízo é, exatamente, a ingestão excessiva de álcool. “Na rua, em casa, em viagem, antes das refeições, antes de certos esportes (?)… Tome Juízo, meu amigo!”, dizia a publicidade. Para arrematar, afirmava ainda: “quem tem Juízo não toma outro aperitivo”.
Sem noção? Rs, rs, rs.

No caminho para a Azenha

20 de abril de 2015 1

A foto mostra a Avenida João Pessoa na primeira década do século 20. Um dia após a Revolução de 1930, um decreto alterou o nome da Avenida da Redenção para o atual. A decisão foi uma homenagem ao presidente do Estado da Paraíba, assassinado em Recife, em 26 de julho de 1930, e que tinha sido companheiro de Getúlio Vargas na chapa da Aliança Liberal. Essa via é uma das principais radiais que ligava o centro histórico da vila à periferia.

Em direção ao entroncamento com a Estrada do Mato Grosso (hoje Avenida Bento Gonçalves), que levava a Viamão, ela cruzava a Ponte da Azenha, depois de passar pela grande várzea onde foi criado o Parque Farroupilha. A ladeira próxima à antiga Praça do Portão, onde se situava o quartel do 8º Batalhão (posteriormente PE), demolido quando da construção do Viaduto Loureiro da Silva, só foi devidamente calçada por volta de 1857, com o apoio do governo da Província e a urbanização da Praça Independência (hoje Praça Argentina).

Nos primórdios da Capital, esse caminho em declive foi conhecido como Rua Nova do Portão, e posteriormente como Rua da Azenha (que portanto iniciava, com esse nome, muito antes de onde está a atual Avenida Azenha). As principais transversais eram: o Beco do Oitavo (atual Rua Desembargador André da Rocha), o Beco do Firme (Rua Avaí), o Beco da Olaria (atualmente Rua Sarmento Leite), Beco do Totta (hoje Rua da República) e o Beco de Dona Aurélia (Rua Otávio Corrêa).

esssa

Mais adiante, depois de uma longa extensão de área vazia, ficava a Rua da Imperatriz (agora Avenida Venâncio Aires). Pela antiga avenida, também transitaram os bondes com tração animal, que por mais ou menos 30 anos serviram como transporte coletivo, até que, em 1908, se estabeleceram as linhas de bondes elétricos para o Menino Deus (foto), Glória, Teresópolis e Partenon.

Fonte: Porto Alegre, Guia Histórico, de Sérgio da Costa Franco

Estação a perigo

17 de abril de 2015 1

Ninguém mais viaja de trem aqui no Rio Grande do Sul. Com exceção das linhas metropolitanas, e de algum trecho turístico, esse meio de transporte, tão usado em outros países, sumiu. Nem sempre foi assim. Sou tão antigo, que lembro de ter ido, uma vez, para São Borja de trem. Foi lá que Luiz e Lida nos apanharam, nas férias de inverno de 1964, para 15 inesquecíveis dias na fazenda dos Monteiro, em Itaqui. Que viagem!

Agora, fico sabendo pelo leitor Celso Dornelles que o prédio da antiga estação férrea de São Borja, que deveria funcionar como centro cultural, está “abandonado, infestado de morcegos, e corre o risco iminente de desabamento”. Lamentável. Celso está colhendo adesões a um abaixo-assinado que pede providências à prefeitura para que faça obras emergenciais e preserve esse patrimônio histórico municipal tombado, que, mais do que dos são-borjenses, é de todos nós.

Fernando Rodrigues, presidente do Centro Cultural de São Borja, informa que, “de acordo com deliberação tomada em reunião extraordinária ocorrida no dia 25/03/2015, sua direção resolveu suspender, por tempo indeterminado, todas as atividades da entidade no prédio da antiga estação férrea”.

Fernando diz ainda: “Pouquíssimo resta neste município que lembre suas origens históricas. O descaso de uns, somado ao desconhecimento de outros com relação à importância e necessidade de resguardar o legado cultural do município, determinou que a nossa tricentenária São Borja chegue agora em 2015 como uma cidade quase esquecida de suas raízes.

Um povo que não preserva suas raízes é um povo esquecido de si mesmo, de sua história e de suas origens, sem legado a preservar ou a transmitir. Precisamos mobilizar a sociedade e salvar o pouco que nos resta”. A estação de São Borja foi inaugurada em 1913, pela The Brazil Great Southern Railway Co. Ltd. Deixá-la como está é uma viagem… sem volta.

Liberty sobre o Mercado

15 de abril de 2015 0
5

O painel da Cia Souza Cruz sobre o Mercado Público

3

A caixinha dos cigarros Liberty

1

A carteira Gegê, do acervo de Selmar Gassen

4

O colecionador Célio Alberto Eisenhut com seu certificado do Guinness

Outro dia, publicamos uma foto que mostrava um grande anúncio da marca de cigarros Elmo sobre o telhado do Mercado Público. Eu até comentei que meu avô, Natale di Leone, fumava Elmo. Agora, encontrei outra foto do Mercado, que exibe no painel de propaganda uma marca diferente: cigarros Liberty, também da Companhia de Cigarros Souza Cruz.

Estes tinham duas características especiais, vinham em uma embalagem de cartolina em forma de cigarreira e eram ovais. Quando eu era guri, fumar não era pecado (ao contrário, era charmoso). Naquela época, as coleções de embalagens de cigarros faziam parte das brincadeiras e do hobby da garotada.

Muita bronca levei ao chegar em casa com maços sujos e amassados cuja procedência era colocada sob suspeita de terem sido catados do lixo, o que, na verdade, não era incomum. Minha obsessão de colecionador durou pouco. Outros persistiram, como, por exemplo, o catarinense, de Jaraguá do Sul, Célio Alberto Eisenhut.

Em 2012, apesar de nunca ter fumado, ele contabilizava 72 mil embalagens em sua coleção, o que lhe assegurou o título de “maior colecionador de carteiras de cigarros da América”, com direito, inclusive, a registro no livro Guinness de recordes. O gaúcho Luiz Carlos Freitas de Oliveira é outro conhecido colecionador de raridades tabagistas. Selmar José Gassen, de Santa Cruz do Sul, tem no seu acervo a carteira de cigarros Gegê, lançados para homenagear e explorar a popularidade do presidente Getúlio Vargas.

Dano patrimonial

14 de abril de 2015 0
igrejac

O templo, como era nos anos 1960

igrejademolida

A demolição da igreja, na década de 1970

foto pequena

A Avenida Getúlio Vargas, com a igreja ao fundo

fotoatual

O templo nos dias de hoje.

Cada vez que me lembro da antiga Igreja do Menino Deus (que, quando criança, cheguei a frequentar com minha mãe), minha indignação volta forte. Não foi diferente quando, outro dia, pesquisando no Museu da Cidade (Joaquim José Felizardo/Fototeca Sioma Breitman) fotos para o Almanaque Gaúcho, encontrei essa imagem, bem de perto, do templo como ele era até ser demolido, em 1970. O assunto não é novo, mas é quase inacreditável que tenham posto abaixo a antiga igrejinha gótica de 1908.

Ela ficava perpendicular à Avenida José de Alencar e arrematava de forma harmônica, com sua fachada voltada para a vista de quem vinha pela Avenida Getúlio Vargas, uma das paisagens mais características daquele bairro. A igreja atual, construída paralela à avenida, permitiu que a parte de trás do terreno fosse usada para a construção de um prédio de apartamentos (?).

Gostaria muito de saber qual seria a opinião do doutor Manoel José de Campos, médico que, em 1860, generosamente doou aquele terreno para a municipalidade sobre o destino reservado posteriormente à sua propriedade. A chegada da maxambomba (um bonde com tração animal), em 1865, cujo fim da linha era exatamente no encontro das duas avenidas, talvez tenha sido o sinal de que novos tempos estavam se aproximando.

Mas que a falta de sensibilidade, relativamente recente, pudesse chegar ao ponto de cometer tamanha atrocidade contra a memória, ninguém poderia imaginar.
Fonte: Porto Alegre Guia Histórico, de Sérgio da Costa Franco

DE DON PEDRITO A DOM PEDRITO

13 de abril de 2015 0

A denominação do município gaúcho de Dom Pedrito tem origem no apelido, espanhol e diminutivo de Don Pedro de Ansuategui. Ele era chamado de Don Pedrito pelo seus companheiros de aventura.

brasãodompedrito

Don Pedro de Ansuategui era natural de Biscaia, norte da Espanha, no País Basco, na região denominada então como San Andrés de Etchevarria (hoje Etchevarria), cidade conhecida pela extração de minerais de ferro, atividade a que se dedicavam os Ansuategui, desde finais do século 14. Pedro de Ansuategui, fixado no Vice-Reino do Prata, desertou do exército, na segunda metade do século 18, instalando-se com um posto de contrabando na margem do Rio Santa Maria, região a que os primitivos pampianos denominavam Iñuvoti – campo das flores.

DOMPREDRITO

Sua vida, misto de lenda e mistério, foi repassada aos moradores desse município pela história oral. Mas há registros confiáveis, como um de 1790, do comandante da Guarda Aduaneira de Montevideo, capitão Cipriano Mello, que aponta Pedro de Ansuategui como chefe de partida de contrabandistas a serviço de Rafael Pinto Bandeira, governador militar da Província de São Pedro. Também há a descrição do encontro de Bento Manuel Ribeiro com Ansuategui, na noite de 15 de março de 1836, narrado no diário do farroupilha. Fato divulgado pelo historiador Jorge Telles, na obra Farrapos, a Guerra que Perdemos.

Por outro lado, o jornalista Jose Antônio Dias Lopes conta que Gavino Machado da Silveira, proprietário da Gazeta Pedritense, teria encontrado pessoalmente Don Pedrito também em entreveiros da Guerra do Paraguai. Depois das investidas jesuíticas que criaram as bases das Redução de San Andrés dos Guenoas e, mais tarde, a de São Miguel e a de São Nicolau, as terras de Dom Pedrito passaram a pertencer definitivamente ao Brasil, com a independência da Cisplatina, 1825-1828. Com a criação dos quatro primeiros municípios na província, Dom Pedrito pertenceu a Rio Grande, depois a Piratini e, finalmente, a Bagé, da qual emancipou-se em 1872.

O principal fato histórico ligado a Dom Pedrito é a pacificação do Rio Grande do Sul, em 1845, que lhe garante o título de Capital da Paz. De hoje até sexta-feira, Dom Pedrito estará ocupando a Galeria dos Municípios, na Assembleia Legislativa, em uma exposição que terá a curadoria do Museu Paulo Firpo, quando a história desse município estará em evidência.

Encontros de famílias

11 de abril de 2015 0

Carboni

famíliacarboni

A família Carboni tem seu quarto encontro marcado para o dia 19 de abril, na Linha Várzea Grande, no município de Putinga (RS). Descendentes de Giácomo Carboni e Antônia Benatti vindos de Quingentole, Mantova, região da Lombardia, na Itália, estabeleceram-se na Linha Farias Lemos, em Bento Gonçalves, RS. Do casal pioneiro, originaram-se as famílias de Ítalo Carboni e Marta Catherina Chiamulera, Lúcia Carboni e Attílio Mantovani e Primo Carboni e Justina Zanchet.

Ítalo era agricultor e depois tornou-se agrimensor. Em 1914, mudaram-se para Várzea Grande, no município de Putinga, onde ele passou a trabalhar a serviço de uma Companhia Francesa de Colonização. Pelos serviços prestados, recebeu uma colônia de terras, onde acabou de criar sua família, vindo a falecer em 1930, com 61 anos, deixando a viúva e os 10 filhos: Stella, Arthur, Rômulo, Marcelo, Faustino, Domingos, Jacó, Luiza, Adelina e Antônio.

A foto desta página mostra a família de Ítalo Carboni e Marta Catherina Chiamulera. Sentados: Maria Mella e Arthur Carboni, Marcelo, Luiza, Marta Catherine Chiamulera e Ítalo Carboni, Jacó e Antônio. Em pé: Stella, Domingos, Adelina, Faustino, Rômulo Carboni e Maria Polese. Informações pelo e-mail ktrevisol@ibest.com.br ou pelos telefones (51) 3777-1294, com Anair Carboni Trevisol ou Kácia Trevisol (Putinga), e (51) 9906-4989, com Luiz Carboni (Linha Várzea Grande).

Lange

famúlialange

Estamos reunindo os familiares do imigrante alemão Augusto Lange, cujo filho André Lange nasceu em Estrela e teve nove filhos. Contamos com mais de 300 descendentes já identificados e ainda buscamos pelos descendentes dos irmãos de André (outros filhos do Augusto), cuja existência e paradeiro ainda não conseguimos estabelecer.

Cerca de cem descendentes de André e Ana Lange, que se casaram em 12 de maio de 1900 no então distrito de Estrela, hoje município de Roca Sales, já confirmaram a participação. Buscamos contato de muitos parentes espalhados pelo Estado e pelo Brasil. O Primeiro Encontro da Família Lange ocorrerá na cidade de Torres, entre os dias 17 e 19 de abril, com uma programação voltada para troca de experiências, causos, fotos e catalogação dos dados dos descendentes para registro em futura publicação.

Contatos com Carlos Lange (carloslange@ledic.com.br) ou Marina Muller Lange (marinamulange@gmail.com). Na foto, os filhos do casal André e Anna Lange.

 

Leitores contribuem com o Almanaque Gaúcho

10 de abril de 2015 0

Cesariana

essa

“Amigo Ricardo: pela fotógrafa Adriana, te enviei hoje cópia de uma fotografia interessante. Não é assunto gaúcho, mas do Rio de Janeiro. Em todo caso, a foto é rara. Segundo a história oral da minha família, é foto tirada na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, no princípio do século 20, objetivando uma cesariana operada pelo doutor Francisco Furquim Werneck, meu avô materno (1846-1908), que foi obstetra e cirurgião afamado no seu tempo. Além de ter sido deputado constituinte da Primeira República e prefeito da Capital Federal no tempo do Floriano Peixoto. Teria sido a primeira cesariana realizada no Rio de Janeiro, o que parece justificar a numerosa assistência…” Abraço do Sérgio da Costa Franco.
O Almanaque Gaúcho sente-se honrado com a colaboração. Muito grato, Sérgio.

Pince-nez da Foergnes

00acbda2

O leitor Helio Oliveira, gentilmente, nos enviou uma mensagem e uma foto bacana. Diz ele: “Na quarta, 1º de abril, publicaste uma nota no Almanaque sobre a Foernges. Tenho uma relíquia para ilustrar, um par de óculos antigos que eu ganhei de minha mãe e, até onde sei, embora com informações não muito claras, está em minha família há mais de 70 anos. Tenho, ainda, uma curiosidade que não consegui elucidar: a numeração da Andradas que aparece no estojo da foto é 308 e 310. Na nota, diz que a família se estabeleceu no número 1.504. A Rua da Praia teve a numeração alterada? Ou seria realmente em outro lugar? Acho que não, em função de ter a Casa Lyra ao lado, que, depois, transferiu-se para a frente.” Alguém nos ajuda a esclarecer a dúvida do leitor?