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Encontros de família

23 de agosto de 2014 0

DHEIN

Foto: Arquivo Pessoal

Família de Amália Dhein. Foto: Arquivo Pessoal

Será no dia 31 de agosto, em Sapiranga, o 37o encontro da família Dhein. Philipp Heinrich Dhein chegou a São Leopoldo em 31 de dezembro de 1825, passageiro da sumaca Delfina e do navio transatlântico Friedrich Heinrich, que zarpou de Amsterdã em 25 de agosto de 1825 e chegou ao Rio de Janeiro em 8 de novembro de 1825. Cervejeiro e evangélico, nasceu em 1798, em Dernbach, na Alemanha, e casou-se com Maria Müller. Informações com Ivan, pelo telefone (51) 9988-2905, com Raquel, pelo telefone (51) 9899-1163, e com Angela, pelo telefone(51) 3599-1359. Na foto, a família de Amália Dhein.

 

ZASSO

Nova Palma sediará em 30 de agosto o primeiro encontro da família Zasso. Estarão reunidos os descendentes de Luigi Domênico Zasso, que emigrou de Agordo, na província italiana de Belluno, para o Brasil, no final do século 19, e fixou residência em Geringonça (hoje Novo Treviso, em Faxinal do Soturno). Ele foi casado com Codol Maria Domênica, com quem teve seis filhos. Informações com Antonio, pelo e-mail krebstunico@gmail.com e pelo telefone (55) 3271-1265, com Ceres, pelo telefone (55) 9963-7956, e com Marta, pelo telefone (55) 3266-1174

Reservistas do CPOR se reúnem para comemorar 50 anos de formatura

23 de agosto de 2014 0
Foto: Arquivo Pessoal

Oficiais reservistas no dia da formatura, com a madrinha da turma. Foto: Arquivo Pessoal

No dia 29 de agosto de 1964, no Ginásio da Brigada Militar, houve a solenidade de formatura da turma de aspirantes da Artilharia do CPOR. Para celebrar o cinquentenário da data, os oficiais reservistas voltam a se reunir na próxima sexta feira, dia 29. No quartel do CPOR, será descerrada uma placa comemorativa, às 15h. Depois, às 20h, haverá um jantar no restaurante Tirol (Avenida José de Alencar, 520, Porto Alegre). Contatos com Dutra Vila, pelo telefone (51) 8405-2627 e pelo e-mail marco@dutravila.com.br, ou Marco Cracco, pelo telefone (51) 3573-0973.

Stella, Érico e o caderninho de danças

22 de agosto de 2014 0
Livrete servia para organizar com quem os convidados dançariam cada ritmo. Foto: Reprodução

Livrete servia para organizar com quem os convidados dançariam cada ritmo. Foto: Reprodução

No dia 25 de agosto de 1928, quase 86 anos atrás, houve a inauguração da “Sede Sociale del Circolo Italiano” na cidade de Rio Grande. Nessa festa foi distribuída uma cadernetinha com um pequeno lápis ligado a ela por um cordão vermelho, para que os convivas anotassem o nome do par com quem dançavam os diversos ritmos propostos, num total de 20 músicas. Na caderneta de Érico, o nome de Stella foi grafado sete vezes. Eles dançaram quatro vezes maxixe, um one step, um charleston e um paso doble. Carmem, Heloisa, Maria L. e Regina também tiveram alguma chance, na valsa ou no foxtrote. Mas a preferência de Érico ficou ali gravada para sempre.

Capa da cartilha de danças distribuída na inauguração da Sede Social do Círculo Italiano. Foto: Reprodução

Capa da cartilha de danças distribuída na inauguração da Sede Social do Círculo Italiano. Foto: Reprodução

Pouco tempo depois, no dia 7 de maio de 1929, o Diário Popular de Pelotas registrava: “Consorciam-se hoje na vizinha cidade de Rio Grande a prendada senhorinha Stella de Carvalho Cramer [...] e o illustrado médico dr. Érico Poester Peixoto. [...] E nós, que conhecemos a intelligência e o caracter do dr. Érico Peixoto e a gentileza e o fino espirito de Stella Cramer, que é um dos elementos femininos mais representativos da cidade vizinha, sentimo-nos contentes em apresentar a ambos os nossos cumprimentos cordiaes [...]” (sic). Estava selada a união que duraria mais de quatro décadas e que só a morte viria separar. O casamento gerou Roberto e Renato, este último, o filho do casal que conserva em seu poder a antiga lembrança do tempo de namoro dos seus pais. Érico foi pediatra e morreu aos 66 anos. Stella, que era irmã do conhecido aviador comandante Cramer, fundador da Savag e tragicamente morto no acidente aéreo que também matou o senador Salgado Filho, faleceu aos 78 anos.

Colaborou Ângelo Passos

O casal em viagem ao Rio de Janeiro. Foto: Arquivo Pessoal

O casal em viagem ao Rio de Janeiro. Foto: Arquivo Pessoal

Exposição mostra como surgiu a rota marítima entre Alemanha e Brasil

21 de agosto de 2014 0
Navio a vapor Pernambuco (1883/1894) ainda era equipado com velas auxiliares e podia transportar 30 pessoas na primeira classe e 260 passageiros no convés intermediário. Foto: Reprodução

Navio a vapor Pernambuco (1883/1894). Foto: Reprodução

Uma exposição compacta e interessante está no térreo do Memorial do Rio Grande do Sul (Rua Sete de Setembro, 1.020, Porto Alegre) e pode ser vista até o dia 14 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 12h às 17h. Promoção da Hamburg Süd e do Espaço Cultural Correios, com curadoria de Carsten Jordan, possibilita transitar pela rota marítima que une a Europa à América do Sul por meio da mostra “Brasil-Alemanha: uma história centenária contada pelo mar”.

Miniatura do navio Aurora. Foto: Reprodução

Miniatura do navio Aurora. Foto: Reprodução

Cartazes antigos, painéis informativos com fotos, objetos náuticos e lindas maquetes de navios proporcionam uma incursão nas históricas relações entre os dois países. No dia 4 de novembro de 1871, representantes de 11 respeitadas casas de comércio de Hamburgo reuniram-se para fundar a sociedade anônima de navegação Hamburg-Südamerikanische Dampfschifffahrts-Gesellschaft”. O objetivo era criar e manter uma conexão regular por navio entre Hamburgo e o Brasil, assim como com os países do Prata.

Alavanca de controle de aceleração. Foto: Reprodução

Alavanca de controle de aceleração. Foto: Reprodução

Em seguida, com três navios a vapor – o Rio , o Santos e o Brasil –, foi inaugurada uma linha com viagens mensais para Rio de Janeiro, Bahia e Santos, passando por Lisboa. Comparados com os barcos a vela até então utilizados, os navios a vapor reduziram o tempo de viagem da Alemanha para o Brasil de cem para cerca de 30 dias. Em 1888, o imperador Dom Pedro II garantiu a essa empresa marítima ampla liberdade de operação e comércio em todas as águas brasileiras.

Clique na galeria para ampliar as imagens:

 

Antes, o foco foi o transporte de mercadorias, mas, no início do século 20, houve também um grande incremento no transporte de passageiros. Muitos imigrantes que vieram para nosso país nessa época viajaram pela Hamburg Süd. Num computador instalado para uso dos visitantes da exposição, pode-se pesquisar, em antigas listas de passageiros, nomes e sobrenomes de antepassados. No fim dos anos de 1910, veio a era dos grandes navios a vapor, como o Cap Finisterre (1911-1914), que chegava a levar 1.350 passageiros e fazia o percurso entre a Europa e a América do Sul em apenas 13 dias e meio.

Uma homenagem a Glênio Reis

20 de agosto de 2014 0
Glênio Reis. Foto: Banco de Dados

Glênio Reis. Foto: Banco de Dados

Ele era brincalhão, descontraído e, principalmente, aberto e sem preconceitos em relação à música, arte de que mais gostava e pela qual trabalhou durante toda a vida, até morrer, na noite da última sexta-feira. É natural, portanto, que o radialista Glênio Reis tenha deixado tantos amigos e tantas lembranças de bons e divertidos papos. O Almanaque Gaúcho recebeu, por exemplo, a foto em que Glênio aparece fardado. Ela foi enviada por Alceu Feijó, que foi seu colega no serviço militar do Tiro de Guerra e na Escola Técnica Parobé. Alceu, que se tornou conhecido fotojornalista, ficou comovido com a morte de Glênio, e recorda que em 1943, em plena II Guerra, havia certa tensão com a possibilidade de convocação para a batalha. Apesar disso, o clima era alegrado pela presença do futuro disc-jóquei, sempre “batendo samba numa caixa de fósforos” e descontraindo o ambiente.

Glênio aparece fardado, à esquerda, na primeira fila. Feijó está à direita, abraçado ao capacete. Foto: Arquivo Pessoal

Glênio aparece fardado, à esquerda, na primeira fila. Feijó está à direita, abraçado ao capacete. Foto: Arquivo Pessoal

Outro leitor nosso, Jorge Silva, enviou a foto em que Glênio está ao lado de Ronnie Von num show de 1967 no ginásio do Grêmio Náutico União. Como profissional do microfone, Glênio Reis começou na Rádio Difusora, na Capital, em 1958, apresentando o programa Falando de Discos. Ele comentava, sempre em alto-astral e divertido, os lançamentos musicais. Não fazia o gênero “crítico azedo”, tocava o que gostava, e gostava de muita coisa, sem fronteiras – que, não por acaso, era o nome do programa que apresentava atualmente na Rádio Gaúcha nas noites de sábado. Graças a essa marca do seu comportamento, ele deu força para muita gente do meio musical gaúcho e brasileiro, que hoje lhe é grata.

O radialista com Ronnie Von no Ginásio do Grêmio Náutico União em 1967. Foto: Acervo do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa

O radialista com Ronnie Von no Ginásio do Grêmio Náutico União em 1967. Foto: Acervo do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa

Ardoroso torcedor gremista, era do tipo que frequentava treinos e conhecia até a garotada das equipes de base. Também por essa razão, parte de seus admiradores defende a ideia de que, na nova Arena, no bairro Humaitá, a esplanada seja batizada com seu nome. Amanhã, quinta-feira, às 18h30min, na Igreja do Divino Espírito Santo (Avenida José Bonifácio, na esquina com a Avenida Osvaldo Aranha), ocorrerá a missa de sétimo dia. Passada uma semana, fica cada vez mais claro que Glênio fará uma enorme falta.

Glênio comanda programa na TV Gaúcha nos anos 1970. Foto: Banco de Dados

Glênio comanda programa na TV Gaúcha nos anos 1970. Foto: Banco de Dados

Florence, Niépce e Daguerre, os pioneiros da fotografia

19 de agosto de 2014 0
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Hoje é o Dia Mundial da Fotografia. De acordo com Boris Kossoy, fotógrafo, professor e ex-diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, entre as importantes invenções surgidas no século 19, a evolução da fotografia foi provavelmente a que acarretou as mais profundas transformações psicológicas, sociais e políticas. Ainda de acordo com ele, a imagem fotográfica tem se prestado para inúmeros usos, inclusive para moldar e modificar o modo de ser e de ver dos homens. Kossoy é um dos principais pensadores e pesquisadores no assunto. Graças ao seu trabalho, hoje sabemos que o termo “photographie” foi empregado pela primeira vez por Hércules Florence (1804-1879), um francês nascido em Nice que chegou ao nosso país em 1824 e participou da expedição científica ao interior do Brasil promovida pelo barão von Langsdorff. Ao voltar da incursão, ele casou-se e se estabeleceu em Campinas (SP). Enquanto na Europa gente como Niépce e Daguerre, considerados os pais da fotografia, tentavam gravar (e fixar) as imagens de uma câmera obscura, Florence desenvolvia aqui pesquisas paralelas e isoladas.

Fotografia continua sendo fotografia, mas a tecnologia digital acabou com os complicados processos fotoquímicos pesquisados por Hércules Florence. Foto: Reprodução

Fotografia continua sendo fotografia, mas a tecnologia digital acabou com os complicados processos fotoquímicos pesquisados por Hércules Florence. Foto: Reprodução

A data de hoje foi marcada como o dia em que Daguerre (1787-1851) apresentou oficialmente sua descoberta no Institut de France, uma instituição que englobava a Académie des Sciences. Mas ele se referia ao seu invento como daguerreotipia, assim como Niépce (1765-1833) usava o termo heliografia para definir o que praticava. Florence, que tinha mais preocupações com o desenvolvimento da indústria gráfica e buscava usar a luz no processo de impressão, chamava o que fazia de “photographie” desde 1833/34*, pelo menos cinco anos antes de outros adotarem essa expressão. Agora, todos fazem selfies e fotos o tempo inteiro. Nem percebemos como foi longo o caminho até aqui.

Colaborou Marcos Contreira

 

 

Clemens Seeber, o “photographo-ciclista”, em 1886. Foto: Reprodução

Clemens Seeber, o “photographo-ciclista”, em 1886. Foto: Reprodução

*CORREÇÃO: O termo “photographie” era usado por Hércules Florence desde 1833/34, e não desde 1933/34 como publicado nesta página em 19 de agosto de 2014. O texto original foi corrigido.

O padre Cornélio Papen e a Igreja das Dores

18 de agosto de 2014 2
Foto: Banco de Dados

A Igreja das Dores (no fundo, ao centro) na Porto Alegre dos anos 1950. Foto: Banco de Dados

É engraçado, volta e meia vejo fotos externas da Igreja Nossa Senhora das Dores sem que elas me causem emoção maior. Mas, outro dia, vendo uma foto interna, da nave central daquele templo, fui subitamente catapultado aos meus oito anos de idade. Há muito tempo, eu não entrava lá. Na semana passada, visitei a igreja. Fui gentilmente recebido pelo atual pároco, padre Almeida.

Foto: Acervo Igreja das Dores

O padre Cornélio Papen. Foto: Acervo Igreja das Dores

Queria ver o local onde minha irmã Maria Teresa e eu, compenetrados, assistíamos às aulas de catecismo ministradas pelo padre Cornélio com o auxílio de um flanelógrafo, que era o recurso visual disponível na época. Figuras bíblicas de papel iam sendo metodicamente fixadas num painel de feltro enquanto nos eram apresentados os mistérios da fé.

Foto: Lemyr Martins, Arquivo Pessoal

O menino Ricardo Chaves, fotografado no dia da sua primeira comunhão. Foto: Lemyr Martins, Arquivo Pessoal

Padre Cornélio Papen era um holandês, da Congregação dos Sacramentinos (Santíssimo Sacramento). Um cura querido dos paroquianos, que voltou para morrer, três anos atrás, a sua Holanda natal. Era muito dedicado e até um livro sobre a igreja ele escreveu. Meus pais casaram-se na Igreja das Dores em 5 de janeiro de 1949. Em 1o de novembro de 1959, foi lá que fizemos a nossa primeira comunhão. Nossa cidade era outra. A centenária igreja está quase igual. Todo o resto agora é muito diferente.

Foto: Reprodução

Padre Cornélio escreveu até um livro sobre a igreja. Foto: Reprodução

 

A chama crioula e as origens do tradicionalismo

16 de agosto de 2014 0
O estudante Paixão Côrtes, com a primeira chama crioula, em 1947, no saguão do colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Foto: Banco de Dados

O estudante Paixão Côrtes, com a primeira chama crioula, em 1947, no saguão do colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Foto: Banco de Dados

Hoje, às 10h, em Cruz Alta, ocorre a solenidade de distribuição da Chama Crioula. Um grupo de cavaleiros se encarregará de trazê-la para a Capital. No próximo mês, ela seguirá para o Acampamento Farroupilha, dando início aos festejos do 20 de Setembro. Essa história começou quando, em 1947, alunos do Julinho, liderados por Paixão Côrtes, criaram naquela tradicional escola um Departamento de Tradições Gaúchas.

Paixão Côrtes e Barbos Lessa participaram da fundação do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Foto: Reprodução

Paixão Côrtes e Barbos Lessa participaram da fundação do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Foto: Reprodução

Foi esse mesmo grupo que teve a ideia de colher do Fogo Simbólico, que ardia na pira durante a Semana da Pátria, uma labareda que representasse, com o mesmo ardor cívico que nutriam pelo país, o amor que sentiam pelo Rio Grande do Sul, seus hábitos e costumes. E assim foi feito.

Paixão encontra, no Interior, Moisés Mondadori,o gaiteiro mais importante da “geração gramophone”. Foto: Reprodução

Paixão encontra, no Interior, Moisés Mondadori,o gaiteiro mais importante da “geração gramophone”. Foto: Reprodução

Mas tão importante quanto a ideia da chama, ou a da criação do CTG 35, o movimento foi relevante como impulsionador das pesquisas que foram empreendidas rumo ao Interior em busca das raízes e do folclore gaúcho. Paixão encontrou em Ipê (hoje município, mas que antes pertencia a Vacaria) o velho gaiteiro Moisés Mondadori, o mais importante da “geração gramophone”, que foi o primeiro a gravar a música Boi Barroso num disco prensado pela casa A Elétrica em 1913.

Moisés Mondadori com a mulher, Elisa. Foto: Reprodução

Moisés Mondadori com a mulher, Elisa. Foto: Reprodução

"Nem parece Porto Alegre": reportagem elogia as instalações do Terminal 2 do Aeroporto Salgado Filho um ano após inauguração

15 de agosto de 2014 0
Foto: Pedro Flores, Revista do Globo, Reprodução

Foto: Pedro Flores, Revista do Globo, Reprodução

“Agrada mais que o de São Paulo e nada fica devendo ao do Rio de Janeiro: eis o novo aeroporto (Salgado Fº) da capital gaúcha”. Com o título “Mas isto nem parece Porto Alegre…” e a introdução acima, uma reportagem de 1954 comemorava, com deslumbramento, o primeiro aniversário da estação que agora é conhecida como Terminal 2. As acanhadas instalações do antigo Aeródromo de São João já haviam ganho o pomposo nome de Aeroporto Internacional Salgado Filho em 12 de outubro de 1951.

Foto: Pedro Flores, Revista do Globo, Reprodução

Foto: Pedro Flores, Revista do Globo, Reprodução

Salgado Filho foi um político ligado a Getúlio Vargas desde a Revolução de 1930. Foi ministro do Trabalho, deputado federal, senador e o primeiro ministro da Aeronáutica. Morreu num acidente aéreo, quando o bimotor que o levava ao encontro de Vargas bateu no Cerro dos Cortelini, em São Francisco de Assis. Na época, 30 de julho de 1950, Salgado Filho era candidato ao governo gaúcho e presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Foto: Pedro Flores, Revista do Globo, Reprodução

Foto: Pedro Flores, Revista do Globo, Reprodução

Porto Alegre precisava de um novo aeroporto havia algum tempo, e o repórter da Revista do Globo Luiz Müller saudou “o belo edifício” afirmando ser “uma obra que comprova o bom-gôsto da arquitetura brasileira moderna” (sic). Ele dizia ainda que “aos domingos, está sempre atulhado de porto-alegrenses que fazem a sua dose semanal de turismo doméstico”. Esse terminal foi usado até 11 de setembro de 2001, quando uma nova estação de passageiros foi inaugurada. Ele esteve desativado e voltou como Terminal 2, em 2010. A edição da tal reportagem afeta grande orgulho, mas é traída por alguma humildade. Nem parece coisa de gaúcho…

Os gestos que não fazemos mais

14 de agosto de 2014 1
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Recentemente, lendo o romance Capricornius, escrito por meu tio Ovídio Chaves na década de 1940, ficou mais evidente para mim que, com o passar do tempo, as coisas se transformam, nosso comportamento muda, e alguns gestos e sons deixam de existir, passando a fazer parte só da nossa memória. Por exemplo, imagino que há muito você não vê ninguém “dando corda no relógio” de pulso, né? Ou então “batendo o cigarro na unha” ou na caixa de fósforos.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Sim, pois quando existiam fumantes (?) e os cigarros eram sem filtro, você lembra que para socar e firmar o fumo, antes de acendê-lo, era comum dar umas batidinhas? E alguém “enchendo a caneta tinteiro”, você tem visto? Sabe que, quando entro num táxi, até hoje, sinto falta do “barulhinho da catraca” do taxímetro, provocado pela ação do motorista ao baixar a “bandeira”?

Foto: Reprodução

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