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Encontro de Famílias

28 de junho de 2016 0

 Cachapuz

Cachapuz

Os Cachapuz farão seu encontro a partir das 10h do próximo sábado, dia 2, no Galpão Crioulo (Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, sem número, na Estância da Harmonia, no Centro), na Capital, quando haverá a entrega das camisetas, com memória do encontro, e cumprimentos entre os familiares. Depois, às 13h, ocorrerá o almoço de confraternização, seguido de apresentações orais sobre as origens da família, em Portugal e no Brasil. A família Sousa Pinto de Barros Cachapuz, da Rua Direita, em Chaves, é originária do distrito de Braga e foi para Chaves no início ou em meados do século 18. Cachapuz foi uma alcunha posta ao juiz de fora doutor Pedro Sousa Pinto Ribeiro de Barros, nas lutas liberais, tendo ele recebido a medalha Efígie pela constante defesa da causa miguelista. Nessas lutas, em que se portou como um valente guerrilheiro, galopava no seu cavalo, sendo conhecido pelos seus inimigos pelo seu cachapuz. Assim ficou, e alguns irmãos também adotaram essa alcunha. Outros, não, podendo ainda hoje se encontrar os nomes de Barros e Cachapuz tratando-se da mesma família. Alice Adelaide Cachapuz Guerra Moreira da Silva visitou os primos, em Bagé, no ano de 1975. Agora, no dia 2 de julho, voltam a se reunir, em Porto Alegre, com os descendentes de José Joaquim de Barros, que se encontram em Goiânia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, e com Alexandra Moura (e seus filhos), que vem da cidade de Porto, Portugal, especialmente para a reunião. Os antepassados estão intimamente ligados ao desenvolvimento de Bagé e de Lavras do Sul. No domingo, dia 3, os que quiserem se deslocarão de ônibus para Bagé. Informações pelo e-mail alexandramoura1@gmail.com.}

 

De Luca

de Luca

Os De Luca já podem comemorar, pois mais um encontro está chegando. Desta vez, a cidade escolhida para a confraternização foi Içara, no sul de Santa Catarina. Conhecida como Capital do Mel, Içara já está se preparando para receber a todos. O encontro de 2016 será realizado no dia 17 de julho, a partir das 10h, quando uma missa festiva, ministrada pelo padre Antônio Vander, será celebrada na Catedral São Donato, no centro. Logo após, haverá um almoço no Salão Paroquial. A expectativa é de que sejam recebidas de 400 a 500 pessoas no evento. Para Felix Pizzetti, hoje com 78 anos, filho de Lucia De Luca e neto do imigrante Felice De Luca (foto ao lado), será uma grande honra receber os familiares na terra onde nasceu e sua família se instalou. A Associação dos Descendentes da Família De Luca foi criada após o primeiro encontro, no ano de 2000. Esse evento, que teve a presença de 2,2 mil pessoas, serviu de incentivo para a organização da associação, que renova a diretoria com eleição a cada dois anos. Mais informações com Paulo Roberto De Lucca, pelo telefone (48) 9974-1740 ou pelo e-mail deluccapaulo@gmail.com.

No lugar certo

25 de junho de 2016 0

Por Rosane Tremea, editora de Zero Hora

Repare na foto. O que você vê bem ao centro? Uma mulher, quase uma menina, sentada em uma cadeira de palha com um livro na mão. É minha mãe. Chamava-se, então, Rosa De Conto Dadalt e era professora. Foi professora no município de Encantado dos 14 aos 28 anos, quando se casou. Tirou licença do cargo por um bom tempo, até ter certeza de que não conseguiria conciliar a profissão que tanto amava, a casa na colônia, sem babá e sem estrutura, e os filhos que viriam em seguida.

fotosábado

Crédito: Arquivo Pessoal

Para compensar a falta de alunos de verdade, nos ensinava em casa, e alguns de nós seis chegamos ao colégio já alfabetizados. Enquanto passava roupas com o ferro a brasa num canto da mesa, nos posicionava na outra ponta e tomava a lição. Estava acostumada a lecionar para crianças de idades diferentes em salas multisseriadas. Era um tempo em que se decorava, e graças a isso eu sabia como poucos todas as capitais dos Estados e de países das Américas e da Europa, pelo menos. Causava impressão para uma criança de pouca idade.

Repare na foto de novo. Foi tirada nos anos 1940, e no centro está minha mãe numa festa que a escola onde lecionava, no Palacin, pequena comunidade rural de Encantado (hoje pertencente a Doutor Ricardo), promoveu na casa de meu avô. Mas no centro, no lugar de minha mãe, poderia estar qualquer professor. Era a posição que ocupavam nas suas comunidades. Queridos e reverenciados. Mudou tudo. Mudaram as escolas, a educação, os professores, os pais, os alunos. Não que o professor deva ser o centro de tudo. Comunidade, pais, alunos, professores têm um lugar na escola. Ninguém ousaria defender autoritarismo nem decoreba. Mas alguma coisa se perdeu nesse tempo todo. Talvez a palavra seja respeito

Luciana de Abreu (?)

24 de junho de 2016 0

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André Worm gosta de antiguidades e de arte. Algumas peças, ele coleciona. Outras, comercializa. Frequentador assíduo do Brique da Redenção, no ano passado gostou de uma antiga pintura a óleo que lá encontrou. A única certeza, até então, era de que se tratava de um belo retrato de mulher, executado por um artista com sofisticada técnica e competência. A tela, com a moldura interna em pinho-de-riga, com curiosos cravos em madeira, atestava, pelo aspecto e confecção, ser algo elaborado há muito tempo. Worm adquiriu o quadro oval, que tem ainda uma precária moldura pintada em dourado e feita em partes unidas por grampos metálicos.

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Colhendo uma informação aqui e outra ali, na tentativa de identificar o autor da obra, a data aproximada e quem seria a retratada, o curioso comprador ouviu especialistas e chegou a dados surpreendentes. O pintor é, provavelmente, Frederico Trebbi (Frederico Alberto Crispin Francisco Arnoldi Trebbi), nascido em Roma, em 1837, que morreu em Pelotas, em 1928. Ele foi comerciante, fotógrafo, pintor e professor de arte ativo no Rio Grande do Sul entre os séculos 19 e 20. Depois de estudos artísticos na Academia de Belas Artes, Trebbi deixou a Itália aos 20 anos e, entre 1858 e 1864, residiu no Chile, na Argentina, no Uruguai, na Bolívia e no Paraguai.

Com a eclosão da Guerra do Paraguai, mudou-se para o Brasil, para cujas Forças Armadas realizou importantes serviços de mapeamento topográfico e documentação fotográfica, sendo agraciado com o título de Comendador e Cavaleiro da Coroa. Ao término do conflito, numa visita ao Rio Grande do Sul, conheceu, em Mostardas, sua futura esposa e, com isso, veio a fixar-se definitivamente no Estado. Além de Pelotas, Trebbi morou temporariamente em Porto Alegre, onde trabalhou no ateliê fotográfico de Jacintho Ferrari. Nessa época, ou em alguma visita anterior à Capital, o pintor teria conhecido e retratado a poeta, professora e pioneira da luta pela emancipação da mulher, Luciana de Abreu (1847-1880).

Luciana era 10 anos mais jovem que Trebbi e morreu com 33 anos incompletos. Se, de fato, é ela a figura que está na pintura comprada por Worm, a tela ganha especial significado também pela importância da modelo. Nestes tempos de justo empoderamento feminino e na ausência de fotos conhecidas de Luciana de Abreu (até onde sei, só existe uma imagem em bico de pena), o quadro mereceria ser incorporado a algum acervo público.

Encontros de Famílias

23 de junho de 2016 0

Vilanova/Villanova

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O 1º Encontro da Família Vilanova/Villanova será realizado no próximo domingo, dia 26. São os descendentes de Cezimbra Villanova e Gonçalina Pinto Vilanova, da cidade de Taquari (RS). Esta família, estabelecida no Estado desde os primórdios da colonização portuguesa, tem através de Cezimbra Villanova a ascendência da família D’Azambuja Vilanova. Ele era neto do médico carioca Ricardo José Vilanova, que atuou na política e na medicina do Rio Grande do Sul no início do século 19. Era casado com a bisneta de Jerônimo de Ornellas, senhora Leocadia Xavier D’Azambuja Vilanova, tradicionais famílias da região do Vale do Taquari e do Rio Pardo, com atuação histórica, política e econômica nos municípios de Paverama, Taquari e Fazenda Vilanova. Também a família Pinto, originária de Portugal, estabeleceu-se no Vale do Taquari, atuando no comércio e na educação daquele município. Estão confirmados para o encontro familiares de diversas localidades. Eles, além da confraternização, irão relembrar os antepassados e a história do Rio Grande do Sul. Na fotografia, de 1915, Cezimbra e Gonçalina Vilanova, com os filhos Herondina, Diogo, Mário Adroaldo, Maria Máxima, Almiro, Emiliano, Osvaldo, Célia, Darci e Nair, no ventre. Contatos com Lisiane Vilanova Frydel, pelo e-mail lisianevbz@gmail.com.

 

Fontanella

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No próximo domingo, dia 26, na Igreja Matriz de Urussanga (SC), os descendentes de Giovanni Batista Fontanella irão realizar seu encontro. Imigrante italiano que veio para o Brasil em 1882, Giovanni se estabeleceu em Urussanga, onde se destacou pelos notáveis feitos como construtor, sendo ele, inclusive, um dos construtores da bela Igreja Matriz de Urussanga. Com sua esposa, Maria Bez Fontana Fontanella, teve 12 filhos. Hoje, suas famílias estão radicadas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Na foto, de pé, da esquerda para a direita: Ângelo, Egídio, Isidoro, Jacomo, Hercílio, Adelino e Enrico. Sentados, na mesma ordem: Elvira, Helena, Joana, João Battista Fontanella, Maria Bez Fontana Fontanella, Herminia e Henriqueta. Mais informações podem ser obtidas com a comissão organizadora: Gilson Fontanella, (48) 9988-0829, ou Eduardo Fontanella, (48) 9124-8642.

Kart em Tarumã

22 de junho de 2016 0

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Hoje, a partir das 19h, o kartódromo de Tarumã terá uma noite especial. A pista de kart está completando 50 anos e será aberta para delícia de alguns veteranos. Pilotos como Clóvis de Moraes, os irmãos Neco e Neno Fornari, Biguá e Airton Diehl vão relembrar o tempo em que pisavam fundo naquele circuito. Mais do que uma brincadeira, vai ser um grande encontro de confraternização, articulado pelo professor de pilotagem Bruno Razia, diretor do kartódromo desde 2011.

Na presidência do Automóvel Clube do Rio Grande do Sul (ACRGS), Antonio Pegoraro (in memoriam), em 1964, autorizou Ibraim Gonçalves e Solon Radin a tentar fazer o traçado de um kartódromo em Tarumã. Eles foram à prefeitura de Viamão, conseguiram uma patrola e tocaram para onde hoje é o autódromo. O local era um capinzal, um mato. Solon, que já era corredor de kart, tinha feito uma planta, e eles começaram a trabalhar. Ibraim era uma espécie de teodolito (instrumento óptico para medição) improvisado, ou seja, pegava na ponta de uma corda. Solon, na outra, e, com estacas de madeira, iam traçando as curvas e estaqueando a rota. No dia seguinte, já com a patrola e ao lado do operador, a dupla começou o trabalho por dentro das balizas colocadas.

Aos poucos, o traçado foi aparecendo no meio do capinzal. Levaram dois dias, tomaram uma sapecada daquelas e ficaram bem moreninhos. Toda a área no entorno foi roçada, e o traçado idealizado ainda em terra bruta. Depois disso, passaram a bola novamente a Pegoraro, que fez contato com o governo do Estado (o governador era Ildo Meneghetti), que autorizou o asfaltamento da pista. Pegoraro assumiu a construção das arquibancadas, fez o alambrado e construiu os boxes.

Para a grande festa de inauguração (foto), foram convidados kartistas do Brasil, Uruguai e Argentina. Eram cerca de 250 inscritos. Numa enorme pedra, diante das arquibancadas, foi colocada uma placa com os nomes do governador Meneghetti (presente na inauguração), do presidente Pegoraro (ACRGS) e de Ibraim Gonçalves, como diretor do Departamento de Kart. A inauguração do kartódromo, em 15 de maio de 1966, foi o marco inicial para a concretização do sonho de se ter um autódromo no RS.
O autódromo foi inaugurado em novembro de 1970.

Ocaso no Belo Horizonte

21 de junho de 2016 0
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O restaurante Belo Horizonte, na Rua Riachuelo, funcionou até 1978

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Américo Fernandes Gomes, proprietário do Belo Horizonte de 1940 a 1957, e um dos clientes do estabelecimento

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Antônio Rodrigues Branco e, em primeiro plano, Manoel Domingues, sócios-proprietários do restaurante de 1957 até o fechamento, em 1978

Trinta e oito anos atrás, numa sexta feira, dia 30 de junho de 1978, um tradicional ponto de encontro da cidade encerrou suas atividades e deixou triste uma grande turma que diariamente “batia ponto” no Bar, Café e Restaurante Belo Horizonte. O estabelecimento estava aberto desde 1940 e, dessa época até 1957, seu proprietário foi Américo Fernandes Gomes. Depois disso, Américo passou o negócio para uma parceria de dois novos sócios, lusitanos como ele: Antônio Rodrigues Branco e Manoel Domingues.

No dia em que o Belo Horizonte fechou definitivamente as suas portas, o antigo proprietário ocupou uma das mesas e, tomando uma cerveja preta junto a outros frequentadores, pôde se despedir da casa que lhe deu tanto trabalho quanto satisfação. Recordou as visitas que o compositor Lupicínio Rodrigues fazia com a sua turma e disse que, embora teoricamente o encerramento das atividades estivesse previsto para acontecer entre 23h e meia-noite, muitas vezes as portas eram fechadas mas o pessoal continuava por lá bebendo, tocando violão e até fazendo galeto na grelha que havia no pátio dos fundos, sob um parreiral.

A solução era esperar que decidissem “bater em retirada”, o que só acontecia próximo das 4h da madrugada. Os novos proprietários mantiveram a tradicional hospitalidade e a comida honesta que garantiam a presença constante, com a casa cheia do café da manhã ao jantar. Mas, em 1978, Antônio Branco e Manoel Domingues também cansaram e tomaram a difícil decisão de se aposentar. O número 1.510 da Rua Riachuelo deixou saudade. Ali, com outro nome, estava por abrir uma lanchonete. O diagnóstico do velho Américo foi preciso: “Hoje, ninguém tem mais tempo e nem dinheiro para sentar num restaurante e almoçar. Tem que comer um lanche rápido e correr de volta ao trabalho…”.

Colaborou Carlos Branco

Novo Hamburgo

20 de junho de 2016 0
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Foto panorâmica de Novo Hambuergo, em 1915

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A antiga Catedral São Luiz, em NH, obra do arquiteto alemão Franz Joseph Seraph Lutzenberger

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Foto da cidade por volta de 1860

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A capa do livro História de Novo Hamburgo, de Felipe Kuhn Braun

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Família Kroeff, do deputado Jacob Kroeff Filho e de seu filho, Jacob Kroeff Neto, primeiro prefeito nomeado

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O primeiro prefeito eleito de Novo Hamburgo, Leopoldo Petry

Embora Novo Hamburgo seja uma cidade importante para o Rio Grande do Sul e para o Brasil, com destacado nível econômico, cultural e social, existe pouco registro escrito sobre ela. Em sua constante busca por material histórico, o jornalista Felipe Kuhn Braun (28 anos) contribui, mais uma vez, para sanar essa deficiência. Braun acaba de concluir a sua segunda obra (a primeira é de 2012) de pesquisa sobre esse município gaúcho. O livro História de Novo Hamburgo 1824/1945, da Editora Oikos, que será lançado hoje, às 20h, na Fundação Scheffel (Avenida General Daltro Filho, 911 – Hamburgo Velho/NH), traz material inédito a respeito dos fundadores da cidade.

São registros, até então, não publicados sobre os primeiros prefeitos do município, Jacob Kroeff Neto e Leopoldo Petry. Além disso, apresenta uma série de imagens de Hamburgo Velho, Lomba Grande e do centro de Novo Hamburgo e um breve relato sobre a Fundação Evangélica, consagrada instituição de ensino. Em suas 176 páginas, estão 244 fotos, como a da antiga Catedral São Luiz, obra do arquiteto alemão Franz Joseph Seraph Lutzenberger. Outro fragmento importante do passado é o relato do período de privações que os hamburguenses passaram durante o período da II Guerra Mundial, com as dificuldades impostas pela Campanha de Nacionalização. O autor também é responsável por livros sobre Linha Nova, Tramandaí, Dois Irmãos, Bom Princípio, São José do Hortêncio e outros sobre imigração alemã.

As três Graças

18 de junho de 2016 0

Na última terça-feira, recordamos os primórdios da Rua da Praia, em que, por volta de 1785, as casas ainda eram cobertas por capim.
É legal registrar que o trecho que levava o nome de Rua da Praia ia desde a ponta da península, (onde está a Usina do Gasômetro) até a Rua do Ouvidor (atual Rua General Câmara ou Rua da Ladeira). Dali até a subida (próximo da Santa Casa de Misericórdia), pelo menos até o final da Revolução Farroupilha, o nome era Rua da Graça. Logo depois disso, toda a via passou a ser chamada de Rua da Praia.A designação atual, Rua dos Andradas, só viria em 1865.

As três fotos que publicamos hoje mostram o logradouro mais importante da cidade em três épocas distintas: em 1890 (primeira imagem), numa foto de Virgílio Calegari, nos anos finais da primeira década do século 20 e atualmente (segunda imagem).

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Na primeira imagem, notam-se o calçamento irregular, com a pista abaulada e sarjetas junto aos passeios, o casario baixo, com uma maioria de prédios térreos com fachadas de porta e janelas, a presença de carroças e animais, uma ou outra pessoa e a ausência de postes.

É curioso observar que, na foto original, pode-se ler, no cartaz colado na parede e sob as placas, a programação do Theatro São Pedro, inaugurado em 1858. Na segunda cena, as alterações que mais se destacam são: um maior número de sobrados com dois ou três andares, os trilhos e bondes elétricos, muitos fios e postes e a rua, com alguns pedestres, mas ainda sem nenhum automóvel.

A terceira fotografia, bem… essa é só chegar no topo da lomba da Rua da Praia e olhar para trás. Você vai ver asfalto, tampas de bueiros, a verticalização da arquitetura, a publicidade na fachada das casas comerciais, bastante gente, veículos lotação e muitos carros estacionados. Não sei por qual motivo os nossos antepassados chamaram de Graça a principal rua da aldeia.

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Na mitologia grega, As Três Graças (do nosso título) são as deusas da Concórdia, Banquete e Prosperidade. Se substituirmos concórdia por convivência, o banquete pelo café e considerarmos o comércio como um indício de prosperidade, quem sabe a nossa Rua dos Andradas justifique ter, um dia, caído definitivamente nas graças da população da Capital.

A fundação do Partenon

17 de junho de 2016 0

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Amanhã, dia 18 de junho, completam-se 148 anos da fundação, em Porto Alegre, da Sociedade Parthenon Litterario. Criada em 1868, ela foi considerada a principal agremiação cultural do Rio Grande do Sul do século 19. Extinta por volta de 1885, foi recriada em 1997. Teve um papel superimportante e uma linda trajetória. Quer saber como foi a reunião de inauguração? Pois o repórter da história traz um pouco deste relato:
Porto Alegre, 18 de junho do ano de 1868. Eram 17h. Chovia abundantemente, o que levou um dos presentes a fazer o comentário: “Não bastasse tudo mais, até o tempo se conspira contra a realização de nossos mais caros anseios”. Mas era uma preocupação passageira.

Apesar do clima chuvoso, o que se seguiu foi uma grande festa no salão vastíssimo da Sociedade Musical Firmeza e Esperança (um antigo teatrinho na Rua de Bragança, atual Rua Marechal Floriano), constituída de empregados do comércio e de funcionários públicos e que tinha como seu presidente o major João de Castro do Canto e Mello. A decoração era simples, mas apresentava elegância.O presidente da Província, doutor Joaquim Vieira da Cunha, e o bispo da Diocese, dom Sebastião Dias Laranjeira, foram recepcionados por um estouro de foguetes e pela música dos menores do Arsenal de Guerra, que ocupavam o coro. Logo após as maiores autoridades da Capital tomarem assento entre os membros da associação que estava sendo fundada, iniciou-se uma série de discursos.

Quem primeiro falou foi Vasco de Araújo e Silva, tomando a palavra, a seguir, Antonio Ferreira Neves, Jorge Rainieri, Victorino dos Santos Azevedo, Cadete Carlos Barrão, José Bernardino dos Santos e Apolinário José Gomes Porto Alegre (foto), que apresentou um discurso com muito luxo, de estilo, dando a ideia de que argumentava muito bem com a história. Poesias foram recitadas por Hilário Ribeiro de Andrade, Achylles Porto Alegre e Francisco Antunes da Luz, que, apesar de estar estreando, mostrou que ainda poderia vir a ser um excelente poeta.

A bela poesia de Hilário, abaixo, tocou de forma sublime os presentes:

“… Marchai! Ide cruzados ao futuro!
Avante que é sublime essa missão!
Desdobrai o pendão, coragem sempre,
E tereis amanhã a redenção!
Ide, avante!… Inscrevei os vossos nomes
Na gloriosa história do Rio Grande
Não trepideis – que a pátria engrandecida
Vos contempla, sorri, também se expande”.

Hilário Ribeiro de Andrade

 
Colaborou Benedito Saldanha

Caminho do Meio

16 de junho de 2016 0

Este é hoje um dos lugares mais movimentados da cidade. Talvez seja um pouco difícil identificá-lo, num primeiro momento, mas, pela curva suave que tantas pessoas fazem todos os dias, dá para matar a charada.  A foto, provavelmente de 1927, mostra o encontro da Avenida Bom Fim (atual Osvaldo Aranha) com o Caminho do Meio (agora, Protásio Alves). A Avenida Venâncio Aires foi, antigamente, chamada de Rua da Imperatriz, e até 1881 ainda não havia sequer o arruamento que a conecta ao entroncamento com as duas grandes vias, onde hoje está o Pronto Socorro Municipal (inaugurado em 19 abril de 1944).

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O trecho mais antigo da Avenida Venâncio Aires só ia da atual Praça Garibaldi até a Avenida João Pessoa. Como legenda desta imagem, do acervo da Fototeca Sioma Breitman, do Museu Joaquim José Felizardo, estão as seguintes informações: “Fim da Avenida Bom Fim, entrada da linha de bondes no Caminho do Meio”. A Avenida Protásio Alves foi chamada de Caminho do Meio exatamente porque ficava geograficamente entre duas das principais saídas para a zona rural: a Estrada do Mato Grosso (depois Avenida Bento Gonçalves), que rumava para Viamão, e a continuação da Avenida Independência, que ligava Porto Alegre a Aldeia dos Anjos, em Gravataí. O morro, ao fundo, é onde posteriormente foi instalado o bairro Petrópolis.

Fonte: Porto Alegre – Guia histórico, de Sérgio da Costa Franco