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Madona polonesa

26 de agosto de 2016 0

polonesa

A capelania dos poloneses de Porto Alegre (Avenida Presidente Roosevelt, 920) convida para a sua tradicional Festa da Padroeira Nossa Senhora de Czestochowa, que está se realizando no período de 25 a 28 de agosto. Hoje e amanhã, respectivamente às 19h30min e às 18h, continua o tríduo de preparação para a grande festa de domingo (dia 28), quando haverá uma missa especial, às 10h30min, e a inauguração da placa alusiva aos 1.050 anos de batismo cristão da Polônia. Logo após, às 12h, no salão paroquial, será servido o almoço polonês, que comemora também a reabertura da capelania em nossa cidade.

Os organizadores pedem aos participantes que providenciem com antecedência a aquisição dos ingressos para o almoço pelos telefones (51) 9957-3972 ou (51) 3237-7421, através dos quais podem ser obtidas mais informações. Segundo o padre doutor Zdzislaw Malczewski SChr, “a participação na celebração religiosa será também um sinal da nossa espiritualidade mariana, tão característica da nação polonesa batizada, bem como de todos aqueles que são descendentes dos que, no passado, por diversas razões, deixaram a Polônia e escolheram o Brasil como um lugar de vida tranquila para si mesmos, para seus filhos e para as futuras gerações. Entre os principais valores que os descendentes dos imigrantes poloneses preservam no Brasil estão a profunda fé e o filial culto de Nossa Senhora de Czestochowa”.

A celebração deste ano tem um caráter especial porque, em abril, na catedral de Gniezno e na de Poznaó, realizaram-se as principais solenidades jubilares dos 1.050 anos do batismo do duque Mieszko I. O batismo, aceito em 966 pelo soberano polonês, introduziu a nação na comunidade da Igreja Católica e da civilização europeia. Igualmente, o papa Francisco, no último mês de julho, expressou seu desejo de estar no santuário da Senhora de Monte Claro, em Czestochowa, para, pela celebração da santa missa com numerosos cardeais, bispos, sacerdotes e fiéis, expressar através de Maria Mãe a ação de graças pelo dom da fé para a nação polonesa. Em 1979, quando o papa João Paulo II visitou esse mosteiro, estive lá e pude testemunhar a fé do povo polonês, representada na foto acima e pela maciça presença de fiéis. Durante a solenidade deste ano, ficará registrado, também, o agradecimento ao arcebispo metropolitano dom Jaime Spengler, pelo bem espiritual da comunidade, com a nomeação do capelão. As pessoas que de bom grado se propuseram a apoiar a capelania no Conselho Econômico, Administrativo e Pastoral foram gentilmente aceitas pelo arcebispo.

Colaborou Marisa L. Pezzol

Escola de Ivoti

26 de agosto de 2016 0

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No próximo domingo, dia 28, em Ivoti, haverá o tradicional encontro festivo anual de ex-alunos, professores e funcionários, com jubilados de diversas turmas egressas nos mais diversos anos, formados entre 1957 (então Escola Normal Evangélica em São Leopoldo) e 2006. Hoje, a escola é denominada Instituto de Educação Ivoti. Reservas para refeições devem ser feitas pelo telefone (51) 3563-8600, durante o horário comercial, ou pelo e-mail thais.previatti@ieduc.org.br.

Eleições 1930

24 de agosto de 2016 0

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O curioso Título Federal do Eleitor número 2.359, de Battista Meazza, é dos tempos da República dos Estados Unidos do Brasil, registrado no município de Encantado, 3º Distrito, 4ª Secção, encartado em um invólucro, tendo no verso a foto de Getúlio Vargas e, na parte superior, os dizeres “Offerecido pelo Comité pro Getulio Vargas-João Pessoa”. Na parte inferior, abaixo do nome, o slogan “Candidato do povo à Presidencia da República”. Essa eleição, realizada em 1º de março, foi a última da chamada República Velha, tendo seus resultados divulgados em 21 de maio. Júlio Prestes foi eleito, mas não chegou a tomar posse por causa da Revolução de 1930. A reprodução do documento foi gentilmente enviada pelo leitor Dorvalino João Uez, de Iraí.

Palestra

24 de agosto de 2016 0

Hoje, às 20h, no auditório da Câmara
de Vereadores de Nova Prata, com entrada franca, a Associação Bellunesi Nel Mondo da Serra Gaúcha receberá a pesquisadora italiana Giorgia Miazzo (foto abaixo), da Universidade Ca’Foscari de Veneza, Itália, para uma palestra sobre a imigração vêneta no Brasil.

Colaboração de Davino Contini.

 

pesquisadora

Robustez infantil

24 de agosto de 2016 0

medalha

Após ler na ZH duas reportagens sobre concursos de robustez infantil, a leitora Vanda Kobe enviou a sua medalha de premiação na categoria alimentação natural, de 1953, na cidade de Carazinho. Diante da pergunta “por onde andam as crianças premiadas no Concurso de Robustez Infantil?”, outro leitor, Juarez Fogliatto Pulino, médico e produtor rural em Santa Maria, informou que recebeu esse prêmio no ano de 1941, quando completava um ano de vida. Foi outorgado pelo Departamento Estadual de Saúde, através do Posto de Higiene de Tupanciretã, cujo diretor era o doutor João Queiroz Filho. Não recebeu diploma alusivo, mas, sim, uma medalha de ouro com a inscrição da premiação. Diz ele: “Esta medalha não existe mais, foi derretida, em 1975, juntamente com outras joias, para se transformar em um cordão de ouro que uso até hoje diuturnamente. Tenho quase 76 anos de idade. Minha prima Clecy Brum Spreckelsen, com 85 anos e vivendo em Tupanciretã, é talvez a única testemunha viva daquela premiação que muito orgulhou meus pais, João Pedro Pulino e Helena Maria Fogliatto Pulino”.

Capão do piquenique

23 de agosto de 2016 0
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Getúlio Vargas, em 1922, em campanha para deputado federal, em comício no Capão do Piquenique, em São Borja. Ele está de branco, sentado, no centro da foto

Nosso leitor Darwim Gomes Filho tem 82 anos, mora em Santo Ângelo, é pecuarista e gosta tanto de tiro de laço, que ainda continua laçando. Ele foi campeão de tiro de laço Veterano, no ano de 2007, em Gravataí. É tradicionalista e, há poucos dias, participou de uma cavalgada de São Nicolau a Santo Ângelo (mais ou menos 170 quilômetros). Em matéria de causos gauchescos, é expert. Darwim morou na fazenda Jacarandá, vizinha daquela que ele menciona no texto abaixo, desde os 18 anos, depois de servir ao Exército. Já publicou, por conta própria, dois livros de histórias e estórias. Com a palavra, Darwim Gomes Filho: “O meu avô Raimundo Gomes Netto morava na fazenda, no Rincão do Rosário, no 4º Distrito de São Borja. Era chefe do Partido Republicano.

Em 1922, em campanha para deputado federal, o ex-presidente doutor Getúlio Dornelles Vargas participou de um comício e piquenique num capão a uns 1,2 mil metros de distância da sede da fazenda do meu avô, que fica perto do Arroio Iverá. Como se observa na foto, juntou mais ou menos uns 60 homens. Conta-se que, quando o doutor Getúlio Vargas terminou o seu discurso, deram uma trepidante salva de tiros, o que, além de desgalhar o capão de mato, fez com que os cavalos se assustassem e saíssem campo afora com os arreios e tudo. Na sequência, os participantes levaram um bom tempo para achar todos os animais.

Com esse comício, o referido capão ficou sendo denominado de Capão do Piquenique. Consegui visualizar na foto, além do doutor Getúlio (ao centro), alguns dos demais participantes: Darwin Gomes, Dorval Gomes, Viriato Vargas, Amantino Ribeiro, Raimundo Gomes Netto, Vargas Netto, Cezar Dias (juiz de Direito de São Borja), Januario Miranda, Gontá Nenê, Alziro Antunes, Dorival Gonçalves, Januario Araujo, Pedro dos Santos, Coralio Gonçalves, Lucio Chaves, Reinaldo Rodrigues e Nico do Prado. Os outros participantes, não consegui identificar”.

 

Festival do Japão

22 de agosto de 2016 0

A família Kanno emigrou para o Brasil por influência do irmão mais velho de Tametoshi, Masamitsu, que aqui chegou em 1958. Composta por pai (Tametoshi), mãe (Katsuko), duas filhas (Kazuhisa e Taeko, de nove e seis anos) e um filho, Fumiko (hoje Itahashi, quatro anos), a família veio de Hokkaido, em abril de 1960, para trabalhar na agricultura, em Cachoeira do Sul. Após 10 meses, mudou-se para Rio Pardo. Depois de alguns anos trabalhando na terra, por motivo de saúde, Tametoshi abriu um pequeno mercado na rodoviária de Rio Pardo, onde morou até a sua morte. A mãe viveu mais alguns anos lá e, depois, mudou-se para a Capital para viver com a filha mais velha e dois netos. Katsuko faleceu em 2013. Gente simples, como essa família, faz parte da história da presença japonesa entre os gaúchos. Hoje e amanhã, das 10h às 17h, na Academia de Polícia Militar (Avenida Coronel Aparício Borges, 2.001 – Porto Alegre), acontece a 5ª edição do Festival do Japão – RS. O evento terá música e danças tradicionais, origami, ikebana, caligrafia japonesa e, claro, gastronomia oriental. O ingresso é um quilo de alimento não perecível.

Colaborou Carol Ayako

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas por este link:

https://www.facebook.com/events/1037682446321905/

 

A família Kanno no Mercadinho da Estação Rodoviária de Rio Pardo: à esquerda, Tametoshi, o pai, com as duas filhas, Kazuhisa e Taeko, e a mãe, Katsuko.

Tametoshi com frequentadores do local.

 

 

 

Um repórter na Olimpíada do Führer

20 de agosto de 2016 0
tocha

O jornalista Túlio de Rose, o campeão de remo Arno Franzen e Ernesto Capelli, na Semana da Pátria de 1941

Em agosto de 1936, há 80 anos, Berlim organizou a XI Olimpíada da Idade Moderna, que foi usada por Adolf Hitler como propaganda do regime nazista. Mas nem tudo ocorreu como o esperado. O Führer acabou sofrendo uma de suas maiores decepções ao assistir ao negro norte-americano Jesse Owens superar os até então imbatíveis atletas alemães nas provas de atletismo. Quem viu de perto essas cenas foi o jornalista Túlio de Rose (1900-1981), o primeiro repórter gaúcho a cobrir uma Olimpíada. Viajou, de navio, na companhia de José Carlos Daudt, dirigente da Sogipa, e do general Darci Vignoli, presidente do Conselho Estadual de Esportes. O Brasil mandou uma pequena delegação, mas não obteve premiação.

Túlio de Rose, na época, estava ingressando na Companhia Jornalística Caldas Júnior, onde permaneceu por 40 anos e marcou sua passagem por uma incansável dedicação ao esporte amador. Recebeu como recompensa maior, um ano antes de sua morte, o título de Jornalista Símbolo do Esporte Amador do Rio Grande do Sul, outorgado pelo governo do Estado. Tem ainda uma avenida na Capital com o seu nome, junto ao Shopping Iguatemi, no bairro Bela Vista. Entre as principais iniciativas do jornalista está a introdução, em 1928, do Fogo Simbólico da Pátria, uma maratona cívica organizada pela Liga de Defesa Nacional e que ele acompanhou por mais de quatro décadas.

Foi também o criador das federações de atletismo, basquete e voleibol, além dos Jogos da Primavera e das famosas corridas de carrinhos de lomba, na Avenida Dom Pedro II, na Capital. No início de minha carreira, cheguei a trabalhar com Túlio na redação da antiga Folha da Tarde. Uma das minhas tarefas diárias era organizar os resultados das inúmeras competições que ele trazia no início de cada noite. Ele cobria mais de uma dezena de modalidades esportivas – passando por atletismo, natação, remo, esgrima, bocha, bolão, tênis, hipismo, boxe, basquete, vôlei, entre outras. Só não gostava de futebol. Foi casado com Eloá de Rose e deixou um filho, o advogado Marco Túlio de Rose. Faleceu, aos 81 anos, no dia 3 de outubro
de 1981.

Colaboração do jornalista Antônio Goulart

ZYF-5 Rádio Passo Fundo

19 de agosto de 2016 0

Há exatos 70 anos, era inaugurada a ZYF-5 Rádio Passo Fundo, a primeira emissora da cidade. Em um programa especial de 1977, intitulado A radiodifusão em Passo Fundo, produzido por Gildo Flores (que foi gerente da Rádio Passo Fundo entre 1955 e 1965), a história do início da radiodifusão naquela cidade do Planalto foi contada em detalhes, inclusive com áudios de depoimentos gravados com alguns dos pioneiros na iniciativa precursora, como Maurício Sirotsky Sobrinho, que foi o seu primeiro gerente. Com o fim da II Guerra Mundial, em 1945, acabou também o racionamento de combustíveis, alimentos e energia elétrica, as pessoas entraram num clima de paz, esperança e novas possibilidades, entre elas a instalação de novas emissoras de rádio em cidades do interior do Estado. Nessa época, a Capital contava com as rádios Farroupilha, Difusora e Gaúcha. Quando Assis Chateaubriand comprou a Farroupilha para incorporá-la à rede dos Diários Associados, Arnaldo Ballvé, que era o diretor, pediu demissão e conseguiu a concessão para abrir novas rádios em cidades gaúchas.

Ballvé chegou a Passo Fundo e pediu ao jornalista Túlio Fontoura que o ajudasse na empreitada. O prefeito, coronel Artur Ferreira Filho, autorizou a instalação da antena e do transmissor na Praça Brasil, na Vila Rodrigues. O estúdio e a administração ocuparam salas num prédio da Rua Coronel Chicuta, 441. As primeiras transmissões interferiram nas linhas telefônicas, o som da rádio podia ser ouvido mais alto do que a conversa estabelecida. Mas logo as coisas se normalizaram e Fontoura apresentou a Ballvé um jovem locutor, chamado Maurício Sirotsky Sobrinho, que já havia trabalhado no serviço de alto-falantes da cidade e, por pouco tempo, em Porto Alegre. Maurício chamou também Lamaison Porto, outro locutor, para ajudá-lo ao microfone e no departamento comercial. Avisos e dedicatórias, encomendadas pelos ouvintes, dividiam o tempo com valsas vienenses e cantores locais.

Com a colaboração de Ione Pacheco, futura esposa de Maurício, foi formado um cast de radioteatro com elementos da Associação Teatral do Instituto Educacional (Atie). Em 1947 e 1948, novelas ao vivo, como 3 Vidas e Noturno, em 30 capítulos, fizeram grande sucesso. Um departamento de notícias foi montado e, para isso, foi contratado, além do jornalista Segundo Brasileiro Reis, o telegrafista João Gueba, da Rede Ferroviária, que recebia as “novidades” (às vezes com 24 ou 48 horas de atraso) por transmissões telegráficas com a “instantaneidade” possível para a época. Às 18h, a cidade parava para ouvir a Ave-Maria na voz emocionada de Lamaison Porto (que, depois, faria carreira na política). Logo após, às 19h, o jornal falado O globo em foco, sob patrocínio de A Mundial, concentrava as atenções de toda a população da região. Os esportes também iam ao ar através das ondas da ZYF-5, transmissões de partidas de futebol ou corridas de automóveis eram algumas das principais atrações radiofônicas. Em 2002, a Rádio Passo Fundo deu lugar à Rádio Diário da Manhã/AM.

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Elenco da radionovela Noturno, em 1948. Entre outros: Lamaison Porto, à direita, de terno claro e gravata listrada; Lourdes Pitthan, a quarta da direita para a esquerda, atrás; a segunda, de gola branca, é Ione Pacheco; o primeiro à esquerda é Maurício Sirotsky Sobrinho.

Colaborou Juliano Barasuol Flores

Museu Getúlio Vargas

18 de agosto de 2016 0

Nosso leitor, e “cidadão são- borjense”, como ele faz questão de frisar, Celso Dornelles é um vigilante defensor do patrimônio histórico e cultural da “cidade dos presidentes”. Algum tempo atrás, Celso alertou-nos sobre o deplorável estado de conservação da Estação Férrea, que deveria funcionar como centro cultural. Agora, ele demonstra toda a sua preocupação com a umidade nas paredes do prédio onde está instalado o Museu Getúlio Vargas, que foi entregue à população no dia 3 de julho do ano passado, após 18 meses de obras. Para a execução do projeto, foram investidos mais de R$ 2,5 milhões, sendo R$ 2.387.961,64 da empresa patrocinadora, AES Sul, através do financiamento do Pró-Cultura RS (Lei de Incentivo à Cultura), e R$ 284.057,65 oriundos da prefeitura de São Borja, que assinou a realização. As fotos enviadas por ele, como a ao lado, não deixam dúvidas da situação em que se encontra neste momento o museu, após um ano do restauro e inauguração.

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