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Encontros de família

23 de julho de 2014 0

CAVAZZOLA

Foto: Arquivo Pessoal

Ângelo, Virginia e os filhos durante a festa de Bodas de Ouro do casal, Ouro na Capela de Nossa Senhora de Monte Bérico, em Antônio Prado, em 1958. Foto: Arquivo Pessoal

A Linha 21 de Abril, em Antônio Prado, sediará, em 26 de julho, o encontro da família Cavazzola. A história do clã no Brasil começou com Ângelo Cavazzola, que emigrou da comunidade de San Giovanni Ilarione, na Itália, para o Brasil, no final do século 19, fixando residência na Linha 21 de Abril, em Antônio Prado. Ele foi casado com Virginia Slongo, com quem teve 11 filhos.Informações pelo telefone (51) 3332-8337, com Lucimar, ou pelos e-mails ocavazzola@ig.com.br, silviocavazzola@gmail.com, e rosmaridelfino@hotmail.com.

 

COLLET

Foto: Arquivo Pessoal

No retrato de família, o imigrante italiano Guerino Collet, que, já em terras gaúchas, casou-se com Maria Luigia Piacenti e teve 11 filhos. Foto: Arquivo Pessoal

Há mais de 250 anos, os ancestrais dos Collet saíram da França para residir na região de Belluno, na Itália, onde nasceu o patriarca, Guerino Collet. De lá, ele emigrou, mais tarde, para a Argentina e, em 1891, pisou em solo brasileiro, estabelecendo-se na então Alfredo Chaves, hoje Veranópolis. Casou-se com Maria Luigia Piacenti, e tiveram 11 filhos. Para homenagear os antepassados, será realizado em 26 de julho, em Erechim, o segundo encontro da família Collet. Informações pelos telefones (54) 9113-7422 e (54) 3321-1251, com Rovilio, ou pelos telefones (54) 9983-0579 e (54) 3522-4772, com Adelino.

 

MONTAGNER

No Rio Grande do Sul, três famílias de sobrenome Montagner se estabeleceram na Quarta Colônia de Imigração Italiana: a de Giacinto, que chegou em 1883, e as dos irmãos Giovanni Battista e Francesco, primos de Giacinto, que chegaram em 1886. Todos eles tinham seus lotes na localidade de Novo Treviso, em Faxinal do Soturno. Por ser considerada o berço da família no Estado, a localidade foi escolhida como sede para o primeiro encontro, em 27 de julho. Informações com Clara Luiza, pelo telefone (55) 9149-5936, e com Jorge Eduardo, pelo telefone (55) 9997-3950.

 

DORNELLES DA SILVA

Foto: Arquivo Pessoal

Um dos encontros do clã. Foto: Arquivo Pessoal

Em 26 de julho, será realizado o 12o encontro da família Dornelles da Silva, no CTG Ilhapa do Rio Grande, em Itacurubi. O clã descende de João D’Ornellas de Souza e Catharina Ignácia, oriundos da Ilha Terceira dos Açores, que chegaram ao Brasil em 1752 e se estabeleceram em Taquari. Na segunda metade do século 19, alguns integrantes migraram para a região de São Borja. Informações com Cláudio, pelo telefone (55) 9681-0957.

 

Santa Maria recebe exposição sobre a era dos trens no Rio Grande do Sul

22 de julho de 2014 0
Trem da Rede Ferroviária sobre "obra de arte" próximo a Vacaria. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

Trem da Rede Ferroviária sobre “obra de arte” próximo a Vacaria. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

Houve uma época, aqui em nosso Estado, em que era impossível falar sobre estrada de ferro, ou trens, sem citar o nome do município de Santa Maria. Afinal, situada geograficamente no chamado “coração do Rio Grande”, foi natural sua vocação como principal entroncamento ferroviário gaúcho. No RS, a primeira ferrovia ligou Porto Alegre a São Leopoldo em 1874. Dez anos depois, foi inaugurado um segundo trecho, unindo Rio Grande a Bagé. Em 1877, foram iniciadas as obras daquela que pode ser considerada como a mais importante ferrovia ao longo da história do Rio Grande do Sul, a estrada de ferro da Capital até Uruguaiana. Em 15 de outubro de 1884, os trilhos chegaram oficialmente a Santa Maria. Nas duas décadas seguintes, a cidade conheceu marcante desenvolvimento. A população aumentou quase cinco vezes naquele período. As atividades econômicas intensificaram-se com a criação de entrepostos comerciais e depósitos de produtos agropecuários.

A Estação Diretor Pestana ficava na rótula originalmente ocupada pelo monumento do Laçador, em Porto Alegre. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A Estação Diretor Pestana ficava na rótula originalmente ocupada pelo monumento do Laçador, em Porto Alegre. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A partir de 1900, Santa Maria passou a concentrar o tráfego de trens no Rio Grande do Sul. Além de ser o ponto de cruzamento das principais linhas férreas, que eram Porto Alegre-Uruguaiana, Tronco Cacequi-Rio Grande, Tronco Santa Maria-Marcelino Ramos, sediava a Diretoria da Compagnie Auxiliaire des Chemins de Fer au Brésil, empresa belga arrendatária da rede rio-grandense desde 1898. A rede ferroviária exerceu enorme influência no desenvolvimento econômico, social e cultural de Santa Maria. Em 1905, um novo contrato com a companhia belga ensejou a criação da Viação Férrea do RGS (VFRGS). Essa empresa passou a administrar praticamente todas as ferrovias do Rio Grande do Sul.

A locomotiva 153 chegando da sua última viagem de Bagé, na plataforma da estação de Rio Grande em 1983. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A locomotiva 153 chegando da sua última viagem de Bagé, na plataforma da estação de Rio Grande em 1983. Foto: Alfonso Abraham, Divulgação

A mostra fotográfica O Rio Grande na Era dos Trens, que será inaugurada às 19h de hoje na sala Iberê Camargo, no Museu de Arte de Santa Maria (Avenida Presidente Vargas, 1.400), é, de certa forma, o reencontro de Santa Maria com seu passado de polo ferroviário. A exposição fica aberta ao público até 15 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. As fotos de José Abraham (in memoriam) e de seu filho Alfonso Abraham nos permitem uma visita a um tempo que poderia voltar, porém atualizado. Aquele em que os trens são, como foram, importantes.

Fonte: Seguindo os Trilhos do Trem, de Danielle Faccin

Livro mostra a relação entre escravos e imigrantes alemães na época da colonização

21 de julho de 2014 0
São Leopoldo em 1895. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

São Leopoldo em 1895. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

Ainda como parte dos eventos que marcam, neste mês, os 190 anos da chegada dos imigrantes alemães ao nosso Estado, será lançado hoje à noite, com direito a palestra, o livro Histórias de Escravos e Senhores em uma Região de Imigração Europeia, escrito por Paulo R.S. Moreira e Miquéias H. Mugge. Se nos dermos conta de que os colonos alemães chegaram aqui em 1824, e a Lei Áurea, que aboliu a escravidão, data de 1888, percebemos que os recém-chegados também conviveram com essa ignomínia por 64 anos. Outros pesquisadores já evidenciaram a posse escrava por alemães e seus descendentes, que absorveram de seus vizinhos lusos práticas usuais de uma formação social escravista. Não existia, nos primeiros anos da colonização alemã, qualquer lei que proibisse esses estrangeiros de adquirir cativos. A interdição realmente ocorre por meio de leis imperiais de 1840 e 1848 e de leis provinciais de 1848 e de 1850.

Casal de escravos em uma foto de Lunara com inscrição em alemão: “amor tardio”. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

Casal de escravos em uma foto de Lunara com inscrição em alemão: “amor tardio”. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

É interessante que esse tema volte a ser abordado, já que uma historiografia apologética destaca essa imigração como propugnadora de novos valores morais e econômicos, como a poupança, o amor, a família, a religiosidade e a regeneração do trabalho manual. O intento dos autores é pensar as inter-relações da vida em comum entre esses colonos e os escravos africanos, focando políticas desses teuto-senhores. Afinal, na historiografia sul-riograndense, os pesquisadores perceberam que existem lacunas que geram um véu de invisibilidade que encobre as populações afrodescendentes residentes nas áreas de imigração europeia, com reflexos até a atualidade. Trata-se de um projeto amplo em andamento, que se propõe a entender como se estruturavam as relações entre esses atores sociais que coabitaram com proximidade – e às vezes intimidade – na formação social oitocentista. Para saber mais, basta comparecer às 19h3omin de hoje no Salão da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de São Leopoldo (Rua Marquês do Herval, 500).

Colaborou Erny Mugge

Hospital da Cidade de Passo Fundo completa cem anos

19 de julho de 2014 0
Inauguração do primeiro prédio do hospital, em 1920. Foto: Acervo HCPF

Inauguração do primeiro prédio do hospital, em 1920. Foto: Acervo HCPF

É bacana quando uma ideia que surgiu lá atrás e foi cultivada com pertinácia torna-se realidade. Melhor ainda é, depois de cem anos, comemorar o aniversário muito maior do que seus criadores jamais poderiam imaginar. Estou falando do centenário do Hospital da Cidade de Passo Fundo (HCPF). Fundado em julho de 1914, por Antonino Xavier e Oliveira e um grupo de ilustres passo-fundenses, com o nome de Hospital de Caridade, essa iniciativa evoluiu e agora pode atender, com a mesma dedicação do passado, mais de 16 mil pacientes oriundos daquela cidade do Planalto, de toda a região norte do Rio Grande do Sul e do oeste catarinense.

O prédio do hospital na década de 1940, já ampliado. Foto: Acervo HCPF

O prédio do hospital na década de 1940, já ampliado. Foto: Acervo HCPF

Quem poderia supor que aquele casarão sem reboco externo, que foi orgulhosamente inaugurado no dia 20 de julho de 1920, portanto seis anos após sua criação, seria hoje um complexo hospitalar, que inclui um edifício de 11 pavimentos, tem 316 leitos, 350 médicos e quase 1,2 mil colaboradores, que continuam, como no início, se dedicando a cuidar da saúde das pessoas que ali buscam ajuda.

O novo edifício do hospital. Foto: Acervo HCPF

O novo edifício do hospital. Foto: Acervo HCPF

Em 1915, a Intendência doou o terreno. Em 1960, o nome foi alterado para o atual. Em 1967, foi declarado de Utilidade Pública. Em 1987, o Hospital da Cidade, até então uma entidade particular, foi transformado em filantrópico por meio de assinatura de convênio com o então INSS. Em 1990, o Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes foi integrado ao HCPF. Amanhã, dia 20 de julho, um século após a fundação, o novo prédio será solenemente inaugurado. O casarão cresceu. Parabéns, HCPF. Parabéns, Passo Fundo.

Normalistas de São Luiz Gonzaga comemoram 50 anos de formatura

19 de julho de 2014 0
Foto: Arquivo Pessoal

Turma que se formou em 1964. Foto: Arquivo Pessoal

Em 1964, na Escola Salesiana Nossa Senhora Auxiliadora, em São Luiz Gonzaga, 30 moças se tornaram professoras. Neste sábado, 50 anos depois, naquela cidade, essa primeira turma vai celebrar a data com dois eventos: um chá de confraternização, às 15h, na Casa da Amizade, e um jantar, às 20h, no Restaurante Cantina. Informações com Suzete, pelo telefone (55) 3352-2623, ou com Joana Darc, pelo telefone (51) 9807-2665.

Encontros de família

18 de julho de 2014 0

BOLZAN

Foto: Arquivo Pessoal

João Bolzan com a mulher , filhos, noras, genros e netos, na ordenação sacerdotal do filho frei Eurico Bolzan, em 13 de fevereiro de 1955, na Igreja Matriz de Flores da Cunha. Foto: Arquivo Pessoal

A família Bolzan, originária da região do Vêneto, na Itália, realiza seu terceiro encontro em 20 de julho, em Flores da Cunha. Estarão presentes os descendentes de Giàcomo, Giusepe e Lorenzo, que emigrou com três filhos e a mulher, Elisabetta Argenta, e se estabeleceu na Serra. Informações pelo e-mail bolzanterceiroencontro@gmail.com.

 

MICHELON

Foto: Arquivo Pessoal

O casal Pietro e Maria Guerra Michelon. Foto: Arquivo Pessoal

Será em 20 de julho o segundo encontro dos descendentes de Pietro e Maria Guerra Michelon. Oriundo de Mure di Molvena, na província italiana de Vicenza, Pietro chegou ao Brasil em julho de 1891, com os pais, Giovanni e Maria Mascarello Michelon, e seis irmãos. A família estabeleceu-se na Linha Riachuelo, em São Marcos, e hoje tem descendentes espalhados por todo o Brasil e também na América Latina. A reunião ocorrerá na Capela do bairro Michelon, em São Marcos. Informações pelo e-mail kpiska@gmail.com.

Em livro, jornalista relembra o primeiro século de história de Dois Irmãos

17 de julho de 2014 0

Tropa transportando produtos coloniais para a cidade de Dois Irmãos.

O jovem jornalista Felipe Kuhn Braun tem apenas 26 anos, mas, hoje, às 19h, no Espaço Cultural Antiga Matriz de São Miguel, em Dois Irmãos, vai lançar o seu  10º livro.  Ele, que tem buscado nas  investigações sobre o passado material para publicar obras como Tramandahy: as idas à praia no início do século XX, ou sobre os primórdios de Novo Hamburgo, e ainda outras a respeito da imigração alemã no Rio Grande do Sul, agora foi em busca dos seus ancestrais para escrever Dois Irmãos: o primeiro século de história.

Foto: Arquivo Pessoal

Casa do colono que fabricava selas. Foto: Arquivo Pessoal

Durante as pesquisas, o autor conheceu muitas famílias, em cidades como Estância Velha, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Montenegro, São José do Hortêncio, Brochier e Porto Alegre, cujas origens se encontram na antiga Linha Grande, ou “Baumschneis” (Picada dos Baum), também conhecida antigamente por Picada Dois Irmãos ou São Miguel dos Dois Irmãos. O livro tem 200 páginas e conta com 165 fotografias de outrora, muitas delas inéditas, sendo que as mais antigas são do final da década de 1850, e as mais recentes, da década de 1920.

Foto: Arquivo Pessoal

Elisabeth Hess e Franz Jacob von Fries com os filhos. Foto: Arquivo Pessoal

O escritor traz informações sobre o envolvimento dos imigrantes e de seus descendentes na Revolução Farroupilha e na Guerra do Paraguai. Braun descreve a atuação das igrejas Católica, Evangélica de Confissão Luterana e Evangélica Luterana naquela região, conta sobre os educadores pioneiros e sobre as profissões dos primeiros moradores. No início da noite de hoje, simultaneamente e no mesmo local, será entregue o Troféu Baumschneis a 24 personalidades que se destacaram por relevantes trabalhos prestados à comunidade.

Foto: Reprodução

Livro conta o início da história de Dois Irmãos. Foto: Reprodução

Ciclo de palestras e livros celebram a presença luterana no Brasil e os 190 anos da imigração alemã no RS

16 de julho de 2014 0
Casa comercial em colônia alemã no Estado. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

Casa comercial em colônia alemã no Estado. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

Em comemoração aos 190 anos da presença luterana no Brasil, e também aos 190 anos da imigração alemã no Rio Grande do Sul, será promovido um ciclo de três palestras: hoje, no dia 21 (próxima segunda-feira) e depois no dia 30, sempre às 19h30min, e no mesmo local, o Salão da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de São Leopoldo (Rua Marquês do Herval, 500, São Leopoldo). No colóquio desta noite, o historiador Martin N. Dreher aproveita para lançar seu livro 190 anos de Imigração no RS: esquecimentos e lembranças. Na conversa de segunda-feira, o tema será “Luteranos, escravos e indígenas na região de imigração europeia”, e também haverá o lançamento do livro de Paulo S. Moreira e Liquéias H. Mugge sobre esse assunto. No último encontro, no dia 30, o massacre de luteranos no Ferrabraz será abordado.

Olaria em colônia alemão no RS. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

Olaria em colônia alemão no RS. Foto: Acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

O Rio Grande do Sul teve muitos grupos de imigrantes involuntários ou voluntários: inicialmente, açorianos, espanhóis, portugueses e africanos, seguidos de alemães, suíços, luxemburgueses, holandeses, belgas, franceses, austríacos, italianos, poloneses, russos, ucranianos, japoneses e outros, o que perfaz imensa riqueza étnica e cultural. Com a imigração alemã, o Estado apostou na pequena propriedade agrícola, da qual se originou novo modelo econômico para o Brasil. Dela decorreu a formação de dois Rio Grandes: um mais dedicado a fazendas, outro, a pequenas propriedades. As imigrações, como sabemos, tiveram grande impacto na educação, na cultura e na industrialização. O livro de Dreher, publicado pela Editora Oikos, retrata especialmente os esquecidos e os silenciados na história do processo de colonização, como os imigrantes vindos de casas de detenção, as crianças e as mulheres, sem esquecer também de citar os importantes legados econômicos e culturais. Informações sobre os eventos podem ser obtidas pelo telefone (51) 3568-2848 ou pelo e-mail vendas@oikoseditora.com.br.

Livro retrata especialmente os esquecidos e os silenciados na história do processo de colonização. Foto: Reprodução

Livro retrata especialmente os esquecidos e os silenciados na história do processo de colonização. Foto: Reprodução

A Bossa Nova em Porto Alegre

15 de julho de 2014 3
Foto: Arquivo Pessoal

No início dos anos 1960, a juventude porto-alegrense ouvia e dançava alguma coisa além de Rock: a Bossa Nova. Foto: Arquivo Pessoal

No domingo passado, foi comemorado o Dia Mundial do Rock. A escolha dessa data deu-se em função de um megaevento, chamado Live Aid, que ocorreu simultaneamente na Inglaterra e nos EUA, em 1985. As origens do Rock como gênero musical remontam ao final dos anos 1940, mas foi na década de 1950 que o Rock and Roll se desenvolveu, tomando conta praticamente do mundo todo. Também no final desta mesma década, aqui no Brasil, surgiu uma maneira diferente de tocar e cantar o nosso samba. Era um jeito novo e com muita bossa, uma Bossa Nova.

Foto: Arquivo Pessoal

No Black Horse, o novo estilo musical brasileiro fazia sucesso. Foto: Arquivo Pessoal

Bossa, na gíria, de acordo com o dicionário Aurélio, é o atributo ou a qualidade peculiar a pessoas ou coisas, que faz com que elas agradem, chamem atenção, se distingam de uma ou de outra. Se o Rock pegava pesado em todas as partes no início dos anos 1960 (The Rolling Stones iniciou em 1962), aqui em Porto Alegre não era diferente. Mas não era só o Rock que fazia a cabeça da moçada, naquela época, como podemos observar nas fotos desta página.

Foto: Arquivo Pessoal

Convite da festa Gente Moça em Bossa Nova, promovida pelo cronista social Edilton Hofmann em 1963. Foto: Arquivo Pessoal

Por exemplo: numa promoção do cronista social Edilton Hofmann, a juventude porto-alegrense foi convidada para curtir o evento Gente Moça em Bossa Nova, embalado pelo som de Renato (Renato Maciel de Sá Jr.) e seu conjunto, na boate Black Horse, que ficava no 13o andar, na cobertura do no 444, na Rua Coronel Vicente, no centro da cidade. A festa, num domingo, 4 de agosto de 1963, previa traje esporte e tinha hora para começar: 17h, e, também, para terminar: 21h (uau!! Que pessoalzinho comportado esse!).

Foto: Arquivo Pessoal

Apresentação da cantora Erika Norimar e do violonista Mutinho no Círculo Social Israelita. Foto: Arquivo Pessoal

Esse movimento musical caracterizado pela renovação rítmica, melódica e harmônica, que teve João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes entre seus expoentes, adotou aquela forma de samba suave e pausado, que valorizava letras de temática leve, cantado baixinho e falado, como fez Erika Norimar, naquele mesmo ano, no Círculo Social Israelita, num dos inúmeros shows de sucesso, com muita e nova bossa.

Rua da Ponte e Rua do Cotovelo, os antigos nomes da Rua Riachuelo

14 de julho de 2014 1
A Rua Riachuelo, que no passado foi conhecida como Rua da Ponte e Rua do Cotovelo, aparece num postal de 1908. Foto: Livro "Porto Alegre Ano a Ano", Reprodução

A Rua Riachuelo, que no passado foi conhecida como Rua da Ponte e Rua do Cotovelo, aparece num postal de 1908. Foto: Livro “Porto Alegre Ano a Ano”, Reprodução

A atual Rua Riachuelo é uma das mais antigas do centro de Porto Alegre. Ela foi traçada no primeiro Plano da Vila, elaborado pelo Capitão Alexandre Montanha, ainda no governo do Brigadeiro José Marcelino de Figueiredo, na segunda metade do século 18. Em seus primórdios, essa artéria teve dois nomes: entre a Rua da Ladeira (General Câmara) e a Praça do Portão, era tratada como Rua da Ponte, e, entre a Ladeira e a Praia do Arsenal (Ponta do Gasômetro), era conhecida como Rua do Cotovelo, em função, obviamente, da curva que forma atrás do Theatro São Pedro. Supõe-se que, em função de um lodaçal, a tal “ponte” ficava no atual cruzamento com a Avenida Borges de Medeiros. Essa rua abrigou algumas residências nobres, como a casa do contratador Manoel Antônio de Magalhães, que foi a primeira a possuir vidraças, segundo informação do cronista Pereira Coruja. Em 1869, ali já estavam instaladas 110 penas domiciliares que levavam água encanada da Companhia Hidráulica Porto-Alegrense para os moradores. Esse número elevou-se para 192 cinco anos depois. A Estatística Predial de 1892 registra 349 prédios, sendo 270 térreos e os outros assobradados. Já era, então, uma rua tipicamente central, com denso povoamento. Em 1843, quando houve o primeiro emplacamento das ruas da cidade, a via toda foi identificada como Rua da Ponte. Esse nome só durou até 1865, quando, em homenagem à grande vitória naval na Guerra do Paraguai (1864-1870), a rua ganhou a denominação que tem hoje: Riachuelo.

Fonte: Porto Alegre: Guia Histórico, de Sérgio da Costa Franco

A mesma rua vista hoje. Praticamente a única que permanece é o muro atrás do Theatro São Pedro. Foto: Ricardo Chaves

A mesma rua vista hoje. Praticamente a única coisa que permanece é o muro atrás do Theatro São Pedro. Foto: Ricardo Chaves