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KGB, o comunista dos bares

01 de outubro de 2014 0
KGB fumando um "Marboro" no bar Odeon, em 1987, na Rua Andrade Neves. Foto: Marco Couto, Arquivo Pessoal

KGB fumando um “Marboro” no bar Odeon, em 1987, na Rua Andrade Neves. Foto: Marco Couto, Arquivo Pessoal

Havia um personagem de Porto Alegre que atendia pelo prosaico apelido de KGB. A figura de voz pastosa, casaco surrado e pastinha na mão frequentava os bares da zona central da cidade, e as pessoas que o cumprimentavam efusivamente, com um “Aí, KGB”, às vezes nem conheciam o significado do apelido. KGB era a polícia política da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas que amparou o regime comunista pós-stalinista, em 1954, até o fim da URSS, em 1991, no auge dos anos sinistros da Guerra Fria.

Como nosso personagem era velho ativista do Partido Comunista e, mais do que isso, falava, discursava e transpirava suas convicções políticas à frente de um copo tipo martelinho servido com caninha pura, o batismo de KGB lhe caiu bem. Ninguém se lembra de algum emprego, muito menos de moradia fixa, embora lembrassem suas façanhas na vila dos Marítimos, que ficava na Avenida Bento Gonçalves.

O antigo bar Naval, no Mercado Público, outro local frequentado pelo andarilho. Foto: Armênio Abascal Meireles, Banco de Dados, 07/08/1978

O antigo bar Naval, no Mercado Público, outro local frequentado pelo andarilho. Foto: Armênio Abascal Meireles, Banco de Dados, 07/08/1978

Na sua história mais conhecida, ele contava proezas da tentativa de colocar no ar uma rádio clandestina. Sabe-se que esteve preso com o então deputado Carlos Araújo na Ilha do Presídio, durante a ditadura militar, e que passou um tempo internado no Hospital Psiquiátrico São Pedro. Sabe-se também que suas andanças começavam pela manhã, no rotineiro exercício de filar um café com deputados e assessores na Assembleia Legislativa. Depois, andarilhava pela cidade a panfletar algum acontecimento político, sempre amparado por uma pasta de plástico repleta de adesivos.

Impossível imaginar o KGB sem a pasta embaixo do braço. Guardava ali panfletos, recortes de jornais, livrinhos de políticos editados pela Assembleia e, em época eleitoral, muitos santinhos. Não qualquer santinho. Apenas os dos candidatos identificados com a esquerda. Ao final da tarde, KGB e sua pasta rondavam o bar Naval, no Mercado Público, e o Tuim, na Rua General Câmara, antes de seguir, à noite, ao bar Odeon, na Rua Andrade Neves. Sempre havia quem lhe pagasse uma bebidinha, e KGB ia ficando. Encarava por vezes um aperitivo com losna e fumava “Marboro”, como dizia. Morreu atropelado em Curitiba há cerca de 10 anos.

Colaborou Paulo Pruss

Prédio histórico de Caxias do Sul é reformado e transformado em centro cultural

30 de setembro de 2014 0
Foto de 1937 mostra a vista do antigo Moinho da Cascata, construído à beira do arroio Tega. Foto: Acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

Foto de 1937 mostra a vista do antigo Moinho da Cascata, construído à beira do arroio Tega. Foto: Acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

O moinho do bairro Santa Catarina, em Caxias do Sul, é um desses prédios-monumentos impregnados de história como um bisavô, um nono da arquitetura. Desde a construção, no início dos anos 1900, ainda antes da I Guerra Mundial, o Moinho da Cascata está lá imponente com seus três pisos originais ao lado do arroio Tega e à beira de uma queda de
36 metros, com a vizinhança de um mato nativo e de uma recente zona industrial.

Retocada e colorida, a obra ainda preserva os ares da construção dos primeiros imigrantes italianos. A propriedade, tombada como símbolo da industrialização de Caxias do Sul, pertence à família Tondo. Em parceria com o município, a área foi transformada em um centro cultural com portas abertas ao público em manifestações artísticas e culturais.
Aí está o grande mote: desde o início do ano, o grupo de teatro UEBA Produtos Notáveis ocupa um dos andares para fazer suas artes.

Tombado pelo município, o prédio pertencia ao imigrante italiano Aristides Germani. Foto: Ulisses Geremia, Acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

Tombado pelo município, o prédio pertencia ao imigrante italiano Aristides Germani. Foto: Ulisses Geremia, Acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

Paralelo ao festival Caxias em Cena, no início de setembro, a Mostra de Espetáculos dos 10 anos do UEBA ocorreu ali, com seis peças teatrais encenadas entre o andar superior, um espaço multiúso destinado a apresentações artísticas, e o pátio do prédio. As encenações no lado de fora são próprias para peças no formato teatro de rua. Ambas receberam grande público.

A história do Moinho da Cascata começou com o imigrante Aristides Germani, moageiro que aqui desembarcou em 1885, vindo da Itália, e se tornou um dos pioneiros da moagem do trigo no Brasil. Conta a história que a compra da área da cascata e os planos de construção ocorreram em 1891, com o objetivo de erguer um moinho a cilindro, o Moinho Ítalo-Brasileiro.

O conjunto do prédio do antigo moinho inclui a mata e a cascata. São mil metros quadrados em três andares e um típico porão construído em pedra.
Por muito tempo, o moinho ficou abandonado. Serviu por um período para ensaios de um grupo de CTG, mas o fato é que passou décadas fechado, em estado precário, sem assoalho e teto, até a revitalização. É a história de roupa nova.

Prédio revitalizado convive com a mata nativa e uma recente zona industrial. Foto: Jonas Piccoli, Divulgação

Prédio revitalizado convive com a mata nativa e uma recente zona industrial. Foto: Jonas Piccoli, Divulgação

Orla da Lagoa do Marcelino, em Osório, passa por revitalização

29 de setembro de 2014 0
O antigo ancoradouro da Lagoa do Marcelino, em Osório (em foto de 1921), era servido por uma ferrovia. Foto: Acervo da Prefeitura de Osório

O antigo ancoradouro da Lagoa do Marcelino, em Osório (em foto de 1921), era servido por uma ferrovia. Foto: Acervo da Prefeitura de Osório

O verão se aproxima e nossas atenções começam a se voltar para o litoral. Não precisava ser necessariamente assim, mas, aqui no Rio Grande do Sul, no inverno, o frio faz a gente quase esquecer do potencial e das alternativas de lazer que a região oferece. Acho que já foi pior. As cidades litorâneas cresceram, muita gente tem optado por viver lá o ano todo e o acesso, hoje, é fácil.

Osório é a cidade de entrada ao litoral norte e, no passado, quando ela ainda se chamava Conceição do Arroio, era servida por uma ferrovia e por um porto lacustre. Dali partiam e chegavam as embarcações com as cargas da produção colonial e os passageiros, que, navegando pelo complexo lagunar, faziam o percurso até o Porto do Estácio, na Lagoa de Itapeva, próximo à vila de Torres.

A estrada de ferro vinha da margem da Lagoa do Marcelino até Palmares do Sul e foi inaugurada em 1921. Em Palmares, novamente se apanhavam barcos que vinham até Porto Alegre. Quando ainda não existia a BR-101, muito menos a freeway, os caminhos que havia rumo ao mar eram tão precários que serviam, no máximo, para o trânsito de carretas e carroças. Eles obrigavam os que, eventualmente, se aventurassem a enfrentá-los, a bordo dos primeiros e raros automóveis, a sucumbir à suprema humilhação de lançar mão da tração animal para poder seguir em frente.

 O local passa por uma revitalização visando a navegação turística. Foto: Gabriela J. Prestes Pacheco. Divulgação

O local passa por uma revitalização visando a navegação turística. Foto: Gabriela J. Prestes Pacheco. Divulgação

Portanto, o melhor mesmo era aproveitar as mais de vinte lagoas, interligadas por canais dragados, que compõem a geografia entre as praias e a serra coberta de mata atlântica. Conceição do Arroio desmembrou-se de Santo Antônio da Patrulha em 1857 e só ganhou o nome de Osório em 1934, quando o interventor General Flores da Cunha decidiu homenagear o filho ilustre daquela terra, Marechal Manoel Luiz Osório, e trocou o nome do lugar.

São muitas, e belas, as lagoas naquela parte do Estado: Lagoa da Pinguela, Lagoa dos Barros, Lagoa do Marcelino, Lagoa do Peixoto, do Caconde, do Horácio e outras tantas. Um naufrágio ocorrido por volta do meio dia e trinta, de um sábado, 20 de setembro de 1947, deixou um saldo de 18 mortos e apenas dois sobreviventes. Ironicamente, o barco tinha o nome de “Bento Gonçalves”.

O acidente foi um grande trauma e, provavelmente, também contribuiu para que o fluxo, antes intenso, fosse diminuindo, até praticamente acabar no início dos anos de 1960. A recente revitalização do antigo ancoradouro da Lagoa do Marcelino, promovida pela prefeitura de Osório, talvez possa representar a chegada da primavera e a retomada da exploração turística daquele lindo trajeto, depois de um longo inverno em que viramos as costas para um dos lugares mais bonitos e desfrutáveis do nosso pago.

Fonte: “A Saga das Praias Gaúchas”, de Leda Saraiva Soares

Encontros de família

27 de setembro de 2014 0

BRASIL

Parte da família Brasil. Foto: Arquivo Pessoal

Parte da família Brasil. Foto: Arquivo Pessoal

A família Brasil realiza em 11 de outubro, em Bagé, o primeiro encontro dos descendentes de Vicente Teixeira Brasil, natural de Pelotas. Ele se casou duas vezes, com Alexandrina Teixeira Brasil, em 1873, e com Margarida da Silva Salis, em 1906. As uniões geraram 16 filhos. Informações: (55) 9955-9329, com Ana.

 

GASPERIN

Família de Giovanni Batista Gasperin e de Elvira Superti Gasperin. Foto: Arquivo Pessoal

Família de Giovanni Batista Gasperin e de Elvira Superti Gasperin. Foto: Arquivo Pessoal

Em 11 de outubro, será realizado o quinto encontro nacional da família Gasperin, em Bento Gonçalves. Oriundos da região do Vêneto, na Itália, os primeiros representantes do clã chegaram ao Brasil em 1879 e se estabeleceram na Colônia Dona Isabel, hoje município de Bento Gonçalves. Informações pelos telefones
(54) 3455-8300 e (54) 8403-4155, com Mauro.

 

LAMPERT

Michael Lampert com seus familiares em Santa Maria. Foto: Arquivo Pessoal

Michael Lampert com seus familiares em Santa Maria. Foto: Arquivo Pessoal

Integrantes da família Lampert se reunirão em São Pedro do Sul, em 12 de outubro. O patriarca Johann Jacob Lampert emigrou da Alemanha para o Brasil em 1827 e radicou-se em Dois Irmãos com mulher e filhos. Informações: (55) 9635-3546, com Gilberto, (55) 9188-9508, com Volmar, e (55) 8142-8573, com Rita de Cássia.

 

VANIN

Adamo Vanin e seus descendentes. Foto: Arquivo Pessoal

Adamo Vanin e seus descendentes. Foto: Arquivo Pessoal

Os descendentes de Adamo Vanin promovem em 12 de outubro, em Passo Fundo, o encontro da família Vanin. O imigrante italiano chegou ao Brasil em 1883. Partindo da região do Vêneto, estabeleceu-se com a família em São Marco Dei Polacchi, que hoje pertence ao município de São Marcos. Informações: (54) 9911-4365, com Isaura, e (51) 9987-8832, com Jarbas.

Educandário São João Batista comemora 75 anos com jantar beneficente e baile de máscaras

26 de setembro de 2014 0

Nesta sexta-feira, às 20h, quem participar do jantar beneficente e baile de máscaras, com a Banda Anos Dourados, no Salão do Centro de Eventos do Plaza (Avenida Alberto Bins, 514), estará, modestamente, seguindo o dignificante exemplo de uma mulher extraordinária: Déa Coufal. Foi ela que, em 1939, portanto 75 anos atrás, tomou uma decisão importante e concreta de ajuda ao próximo. Com boa posição social e financeira desde a infância, Déa conheceu, nos anos 1920, o engenheiro e empresário Oswaldo Coufal, com quem casou-se.

Corredores da instituição nos anos 1950. Foto: Acervo do Educandário São João Batista

Corredores da instituição nos anos 1950. Foto: Acervo do Educandário São João Batista

Oswaldo foi quem, nos anos 1930, loteou a grande área que deu origem ao bairro de Ipanema, na zona sul da Capital. Um bom terreno foi destinado pelo casal para que ela pudesse fazer um trabalho social e implantar ali a Casa da Criança Inválida, primeiro nome que deu origem ao atual Educandário São João Batista, instituição filantrópica e centro de reabilitação que, gratuitamente, trata e educa 150 crianças com dificuldades especiais.

Dormitório masculino na década de 1940. Foto: Acervo do Educandário São João Batista

Dormitório masculino na década de 1940. Foto: Acervo do Educandário São João Batista

É para angariar recursos para o estabelecimento que os voluntários que o administram promovem a festa desta noite. Pelo que se sabe, a bela e ousada Déa Coufal (1904-1967) foi a segunda mulher gaúcha a receber uma carta de habilitação para dirigir automóveis. A jovem, que chegou a vencer um concurso de beleza organizado pela Sociedade Jocotó, e que é, hoje, nome de rua, soube guiar também seus ideais para ajudar os outros. Todos podemos fazer isso: ligue para (51) 3246-5851 ou envie mensagem para comunicacao@educandario.org.br. Contribua, gratifique-se e aproveite para se divertir.

Igreja São Miguel completa 60 anos

26 de setembro de 2014 0
A igreja no dia da inauguração, quando o prédio era de madeira. Foto: Acervo da Igreja São Miguel

A igreja no dia da inauguração, quando o prédio era de madeira. Foto: Acervo da Igreja São Miguel

No bairro Navegantes, na Rua Dona Teodora, 1.409, a poucos metros do local onde antigamente existia a estação férrea Diretor Pestana, bem onde atualmente desemboca o viaduto Leonel Brizola (sobre a antiga rótula do Monumento ao Laçador), está a Igreja São Miguel. No começo do século 20, as chácaras foram cedendo espaço ao bairro operário, sendo a vila dos ferroviários o principal núcleo habitacional.

Padre Germano, o primeiro pároco da Igreja São Miguel Arcanjo. Foto: Acervo da Igreja São Miguel

Padre Germano, o primeiro pároco da Igreja São Miguel Arcanjo. Foto: Acervo da Igreja São Miguel

Seis décadas atrás, em setembro, ocorreu a instalação da igreja. Em comemoração, haverá, às 10h30min do próximo domingo, uma missa que celebra a data, seguida de um galeto no Salão Paroquial. Informações pelo telefone (51) 3342-8012, com Irmã Viviane ou Irmã Elaine.

Teatro Infantil de Marionetes completa 60 anos de atividades

25 de setembro de 2014 0
Dona Odila com alguns dos bonecos da companhia. Foto: José Luiz de Sena, Divulgação

Dona Odila com alguns dos bonecos da companhia. Foto: José Luiz de Sena, Divulgação

A professora e artista plástica Odila Cardoso de Sena, 60 anos atrás, decidiu criar um teatro de marionetes. Ela idealizou e confeccionou cada um dos bonecos para o grupo e, em 25 de setembro de 1954, fundou o Teatro Infantil de Marionetes (TIM). Os filhos, alguns amigos deles e vizinhos foram mobilizados para formar a companhia. Dona Odila (1913-2007) era moradora da Azenha, e foi num aniversário na casa do Major Villas Boas, na pequena Travessa Luiz Rossetti, que aconteceu a primeira apresentação, para encanto da garotada.

Seis décadas depois, com um repertório além de oitenta textos e mais de mil encenações, o TIM é o teatro de bonecos mais antigo da América Latina em atividade ininterrupta. Formado em Artes Cênicas pela UFRGS, Antônio Carlos de Sena, um dos filhos de dona Odila, é o diretor do grupo. Auxiliado por parentes e colaboradores, trata de preservar a estrutura e manter vivos os aspectos históricos e técnicos dessa arte.

Em teatros, escolas, centros comunitários, clubes, feiras, festivais e praças públicas da Capital, do Interior, de outros Estados e até no Exterior, como em Portugal, França, Espanha, Argentina e Uruguai, as exibições foram se sucedendo depois da estreia, com cobrança de ingressos, ainda nos anos 1950, no antigo Cine Oásis, na esquina da Rua 20 de Setembro com a Barão do Triunfo, na Azenha.

Da esquerda para a direita, em pé, estão Jorge Palma, Mecenas Marcos, Márion Kurt, Marco Aurélio Garcia, Elgin Kurt, Luiz Carlos Rolla e Nelson Menda. Sentados, estão Paulo de Sena, Machado Filho, Irene Maria de Sena e Antônio Carlos de Sena. Foto: Divulgação

Da esquerda para a direita, em pé, estão Jorge Palma, Mecenas Marcos, Márion Kurt, Marco Aurélio Garcia, Elgin Kurt, Luiz Carlos Rolla e Nelson Menda. Sentados, estão Paulo de Sena, Machado Filho, Irene Maria de Sena e Antônio Carlos de Sena. Foto: Divulgação

Na televisão, o TIM era um sucesso. Nos anos de 1960 e 1961, no pioneiro Canal 5 (TV Piratini), havia um programa semanal. Também se exibiu com êxito na TV Tupi de São Paulo. Durante sua longa trajetória, o TIM pôde contar ainda com o auxílio de pessoas que acabaram por tomar outro rumo, mas que fazem parte dessa história, assim como o TIM faz parte da história delas.

O professor Aníbal Damasceno Ferreira escreveu algumas peças para o grupo. Marco Aurélio Garcia, com 19 anos, muito antes de ajudar o ex-presidente Lula e a atual presidente, Dilma, como assessor para assuntos internacionais, fez textos e dava voz aos bonecos. O jornalista Paulo Sant’Ana se orgulha de ter ajudado a “erguer palcos e oferecer espetáculos” junto a Tutu, apelido de Antônio Carlos de Sena. O TIM transcendeu o esforço de uma família e hoje “é um patrimônio do Rio Grande do Sul”, como já disse o escritor Carlos Urbim.

Frederico Lamachia Filho e os 50 anos do Colégio João XXIII

24 de setembro de 2014 0
Da esquerda para a direita, Lilia, Zilah e Leda com Lamachia. Foto: Acervo de Margit Lamachia

Da esquerda para a direita, Lilia, Zilah e Leda com Lamachia. Foto: Acervo de Margit Lamachia

No dia 23 de agosto de 1964, numa antiga casa da Avenida João Pessoa, o Instituto Educacional João XXIII iniciava suas atividades. A criação do colégio foi uma iniciativa das educadoras Lilia Rodrigues Alves, Zilah Mattos Totta e Leda Falcão de Freitas, que buscaram também a parceria do professor Frederico Lamachia Filho (1926-2007). O projeto de uma escola inovadora, que priorizasse práticas pedagógicas, tendo como filosofia “liberdade, responsabilidade, solidariedade e trabalho”, foi o desafio que eles se propuseram a enfrentar naquele ano difícil para a sociedade brasileira.

O livro que conta a trajetória de Lamachia. Foto: Reprodução

O livro que conta a trajetória de Lamachia. Foto: Reprodução

Depois de passar pela Divisão de Ensino do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Lamachia tornou-se, em 1963, chefe de gabinete de Zilah, então secretária de Educação e Cultura do Estado. Em 1969, o professor assumiu a Secretaria Municipal de Educação e Cultura da Capital. O cinquentenário do Colégio João XXIII, comemorado neste ano, é uma boa oportunidade para visitar a obra Um verdadeiro educador, que contém a trajetória e os ideais de Frederico Lamachia Filho.

Colaborou Janete Rocha Machado

Encontros de família

24 de setembro de 2014 0

MEGGIOLARO

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Em 28 de setembro, os integrantes da família Meggiolaro se reunirão na Capela Nossa Senhora de Monte Bérico – 2º Distrito, em Farroupilha. Eles são descendentes de imigrantes italianos originários da região do Vêneto que se instalaram no Rio Grande do Sul e depois em Santa Catarina e no Paraná. Informações: (54) 9972-7397, com Leonardo.

 

KAUFMANN

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

O 10º encontro anual dos Kaufmann ocorrerá em 28 de setembro, na cidade de Passo do Sobrado, em terras que pertencem à família. Na casa, construída em 1924 por Adolfo e Joana Kaufmann, foram criados os 15 filhos do casal. Informações pelo e-mail pkronbauer@hotmail.com.

 

SCUSSEL

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Os descendentes de Fortunatto Scussel e Maria Fontana realizam, em 28 de setembro, o sexto encontro da família Scussel, no Salão Paroquial de Cotiporã. O casal de imigrantes italianos chegou ao Estado em 1888 e se estabeleceu na região de Cotiporã. Na foto, a família de Tomaso Scussel e Luisa Zardo. Informações: (54) 3446-1333 e (54) 9906-4714, com Dalmo, (54) 9609-3212, com Elizandra, e (54) 9690-7230, com Vanessa.

Comunidade de Cachoeira do Sul se une para restaurar prédio histórico

23 de setembro de 2014 0
O prédio do Paço ainda com o teatro ao lado. Foto: Acervo do Museu Municipal de Cachoeira do Sul

O prédio do Paço ainda com o teatro ao lado. Foto: Acervo do Museu Municipal de Cachoeira do Sul

Cachoeira do Sul tem muita história e pode se orgulhar dela, mas pode se orgulhar também de possuir um grupo que se preocupa e age para que os vestígios dessa história não desapareçam. O Grupo de Recuperação da Ponte de Pedra de Cachoeira do Sul/RS -Brasil, constituído sem fins lucrativos, é formado por entidades e profissionais comprometidos com a história, a cultura e o patrimônio. É um grupo aberto com a “missão de recuperar e também preservar o patrimônio histórico da comunidade cachoeirense”, como se definem no blog destinado a manter as pessoas informadas sobre suas atividades.

Uma banda diante do prédio no início do século 20. Foto: Acervo do Museu Municipal de Cachoeira do Sul

Uma banda diante do prédio no início do século 20. Foto: Acervo do Museu Municipal de Cachoeira do Sul

Em 2011, gente como o arquiteto Osni Schroeder e a pesquisadora da história do município Mirian Regina Machado Ritzel, entre outros, se mobilizou e conseguiu restaurar a importante obra datada de 1848, que cruza sobre o Rio Botucaraí. Agora, mais uma vez, com a ajuda do 3o Batalhão de Engenharia de Combate, como já havia acontecido nas obras de recuperação da ponte, o grupo se lançou em nova e meritória empreitada. Estão salvando o prédio histórico do Paço Municipal, construído originalmente para abrigar a Casa de Câmara e Cadeia em 1864.

O prédio em obras. Foto: Renato Thomsen, Arquivo Pessoal

O prédio em obras. Foto: Renato Thomsen, Arquivo Pessoal

O antigo prédio está localizado na Praça Balthazar de Bem, um dos pontos turísticos principais da cidade, onde ficam igualmente a Catedral Nossa Senhora da Conceição (1799) e o Château d’Eau (1925). Em 1820, quando a Vila Nova de São João da Cachoeira se desmembrou de Rio Pardo, o Rio Grande do Sul tinha apenas quatro cidades: Porto Alegre, Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha e Rio Pardo. É mais do que justa, portanto, a preocupação em salvar o Paço. Antigamente, ao seu lado, existia um teatro do século 19, que teve também uma segunda versão, inaugurada em 1900. Provavelmente, por não existirem, então, pessoas conscientes e dispostas, esse segundo edifício não resistiu à passagem do tempo.

Colaborou Ione Maria Sanmartin Carlos

Militares do 3º Batalhão de Engenharia de Combate trabalham na reforma. Foto: Renato Thomsen, Arquivo Pessoal

Militares do 3º Batalhão de Engenharia de Combate trabalham na reforma. Foto: Renato Thomsen, Arquivo Pessoal