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Obra benemérita comemora 120 anos em Taquari

07 de novembro de 2012 2

Taquari conserva uma obra benemérita com 120 anos de trabalhos assistenciais. A história do Asilo Pella e Bethânia teve início no final do século 19, quando Michael Haetinger, pastor luterano, testemunhou a miséria e o desamparo de famílias gaúchas, cujos homens eram convocados a lutar nas revoluções ou morriam em decorrência das más condições de saúde da época.

Para abrigar as crianças que ficavam sem família, com o apoio de oito pastores, Haetinger comprou a Fazenda Barros e fundou um orfanato. No dia 19 de novembro de 1892, o pastor e a família instalaram-se na antiga casa da propriedade.

Em 1897, inaugurou-se o Lar Pella II e dois anos depois, adquiriram a antiga Escola Superior Agrícola de Taquari, que, reformada, tornou-se o Asylo Bethânia. O Pastor Michael Haetinger dedicou-se aos asilos até a morte, em 1940, sendo sucedido pelo filho, o pastor Immanuel. No próximo domingo, será a comemoração do aniversário da instituição.

Veja a história em fotos:

Pastor Michael Haetinger, sua família e o primeiro grupo de órfãos, em 1893

Foto do Asylo Pella II, construído em 1897

Asylo Bethânia, antiga sede da Escola Superior Agrícola de Taquari, adquirida em 1899

Pastor Haetinger e sua mulher Anna Maria nas Bodas de Ouro, em 1925

Comemoração do 50º aniversário de pastorado de Haetinger, em 1924

Vista dos asilos a partir do Rio Taquari, que margeia a instituição

Última das últimas fotos do pastor Michael Haetinger, em 1940

Figurinha difícil

22 de novembro de 2011 2

A julgar pelo movimento na esquina da Avenida José de Alencar com a Rua Múcio Teixeira, nos sábados pela manhã, a mania de trocar figurinhas e preencher álbuns não morreu. Atualmente o tema é o futebol, _ este ano o Brasileirão, ano passado, a Copa do Mundo. Pais e filhos em busca das tais "figurinhas difíceis". Se com o excesso de informações que existe hoje ainda é bacana, imaginem na era pré-TV e pré-computadores. As pequenas ilustrações coloridas eram, então, um canal e uma forma de saber como era o mundo. Imagens reveladoras de costumes e comportamentos estão, agora, em grande quantidade e em toda parte: TV, cinema, internet...

Alguém com trajes típicos da Tailândia não surpreende mais: a Tailândia é ali, onde o pessoal vai pegar onda. Que emoção despertaria na garotada hoje em dia um álbum como o Raças e Costumes, que tanto me empolgou no final dos anos 50? E aquele sobre os meios de transporte? Teve até um sobre animais... Ora, sobre animais tem agora um canal de TV especializado no assunto. Estrelas de cinema, personagens Disney, embarcações, tudo despertava interesse, curiosidade e, na falta de outras alternativas, ajudava a informar.
E tinha também a prática adorável de "bater figurinhas" ou o chamado "bafo". A mão cheia, com um bolo de figurinhas duplas para trocar ou "bater".

Ah, outra coisa: não existiam as autoadesivas, e nem cola branca. Recorria-se à goma-arábica (lembram do vidrinho cônico com estrias e uma tampa flexível de borracha vermelha com um pequeno talho por onde saía a cola?) ou então se fazia um grude de farinha de trigo e água quente. Colava-se cada quadrinho colorido com emoção e profundo orgulho de tê-lo conseguido.

Veja as imagens :


Colaborou Cid Magdar