Para o parisiense Georges Paulin – dentista por profissão, mas designer de carroçarias por paixão –, não bastava fabricar carros conversíveis despojados e elegantes. No seu entender, capotas de lona com armação em metal eram pouco práticas no abrir e fechar, além de ter pouca durabilidade. Era necessário projetar um mecanismo que tornasse retrátil também as rígidas e pesadas capotas de aço.
O Peugeot 402 de 1936. Foto: arquivo pessoal
Com apoio de Émile Darl’Mat, preeminente concessionário da Peugeot, e do encarroçador Marcel Pourtout, a ideia de Paulin, patenteada, ganhou realidade com os lançamentos do Peugeot 401 Éclipse e do 601, ambos em 1934, e do 402 (foto acima), a partir de 1935. Acionada eletricamente, a capota rígida se escondia (eclipsava) no porta-malas em apenas cinco segundos, com um simples aperto de botão no painel.
Nos Estados Unidos, a Ford revolucionou ao produzir, de 1957 a 1959, o Fairlane 500 Skyliner Retractable, um automóvel suntuoso, no qual eram necessários cinco motores elétricos para o acionamento da capota, alavancada por um possante mecanismo hidráulico – sistema também usado no Galaxie 1959.
Um raro Skyliner Retractable 1958, nas cores royal blue turquoise (azul-turquesa real) e ivory (tom do marfim), despertava a atenção quando, lá pelos anos de 1970 e 1980, desfilava pelas ruas de Porto Alegre, conduzido por seu proprietário, o hoje juiz aposentado José Maria Boris Gehlen (abaixo).
Acima, Gehlen e seu Fairlane. Foto: Lisette Guerra, BD
O Fairlane, de outro ângulo. Foto: arquivo pessoal
(colaborou Guilherme Ely)











































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