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Posts na categoria "carros antigos"

Colecionador de Galaxies lança livro sobre o carro

09 de novembro de 2012 2

Gelson Joní Mathias Teixeira é apaixonado por carros antigos em geral. Mas gosta mesmo é de um tipo em particular: o Ford Galaxie. Sábado próximo ele dá mais uma inequívoca demonstração dessa devoção. Lança, em parceria com Marcelo Ávila Marques, às 18h, e com coquetel na Expo 2012, no Parcão Municipal de Cachoeirinha, o livro: Galaxie-Grandes Carros, Grandes Amigos. A obra (R$180) tem 336 páginas e dezenas de ilustrações dedicadas exclusivamente aos diversos modelos de Galaxie produzidos pela Ford.
Aqui no Brasil, entre 1967 e 1983 foram produzidas quase 80 mil unidades desse automóvel de luxo, identificados como Galaxie 500, LTD ou Landau. Era o carro das mais altas autoridades e dos abastados que prestigiavam a indústria nacional. Gelson possui uma coleção de 14 carros, entre os quais, três são Galaxies. Impressionou a mulher Daiane com o carrão, quando saíram juntos pela primeira vez. Após casar, eles deixaram o templo com Gelson na direção de um Galaxie. A filha Joanna, também saiu da maternidade a bordo de um Galaxie. Daiane adora guiar o “banheirão”.
No livro, estão reunidos diversos depoimentos de Galaxeiros, como se intitulam os aficionados pela marca. Muitas histórias daqueles que afirmam ter “o melhor carro nacional de todos os tempos”.

Confira as imagens do modelo 500, de 1967:

Simplesmente 1093

19 de julho de 2012 2

A sucessão de pequenos carros produzidos pela Renault a partir dos anos 1940 teve grande aceitação no Brasil. Depois do lançamento do Renault 4CV, apenas importado, as ruas foram tomadas também pelos modelos Dauphine e Gordini quando a Willys-Overland do Brasil, mais promissora do que a matriz norte-americana, recebeu licença da marca francesa para produzi-los aqui.

O Dauphine, apresentado em 1959, mostrava um desenho charmoso e interessante com suas quatro portas, mas tinha escassos 32hp e era frágil para nossos macadames, paralelepípedos irregulares e calor equatorial. O Gordini, de 1962, com carroçaria idêntica, teve a potência aumentada, que a propaganda traduzia em “40hp de emoção”.

Fotos: Fabio Steinbruch, arquivo pessoal

Na sequência, em 1963, foi lançado um modelo idêntico, mas sem nome, conhecido apenas pelo número do código de referência da fábrica: Renault 1093 – nada a ver com as cilindradas. Seu caráter mais esportivo se revelava no carburador duplo Solex, no uso obrigatório da gasolina azul (de maior octanagem) e no elegante conta-giros Jaeger do painel.

O painel do 1093.  Veja mais detalhes abaixo:

Fotos: reprodução

Se fosse para pedir música, essa poderia ser o ronco forte e rouco daquele motor com alta taxa de compressão em seus “excepcionais” 53hp. Hoje raríssimo – apenas 721 unidades foram construídas –, o Renault 1093 é muito lembrado por aqueles que viram Clóvis de Moraes e Ismael Chaves Barcellos pilotarem os dourados (cor bege-balsa) números 5 e 7, respectivamente, ou o empinado e vermelhinho número 31 de Paulo Nienaber, nos antigos circuitos de rua do Estado.

Veja mais imagens deste modelo:

(colaborou Guilherme Ely)

Os bons ares dos anos dourados

12 de junho de 2012 0

O rico, nobre e charmoso bairro Bel Air, no oeste de Los Angeles, na Califórnia, foi a inspiração para um ícone da indústria automobilística - o Chevrolet Bel Air, produzido entre 1950 e 1975.

O Bel Air 1956. Foto: arquivo pessoal

Os modelos da fase inicial, dos chamados anos dourados, foram os que ficaram no imaginário, culminando no modelo 1957, tido como o top por seu estilo - que aliava o consagrado rabo de peixe com ornamentos cromados que aludiam à evolução aeroespacial, distribuídos com elegância e equilíbrio. Assim como o Fairlane tornou-se inesquecível entre os Ford, o Bel Air é o Chevrolet antigo mais lembrado pelos apreciadores de antigas marcas e modelos.

O modelo 1957. Fotos: Guilherme Ely, arquivo pessoal

Até 1955, os Chevrolet Bel Air eram equipados com motores de seis cilindros em linha. A partir daquele ano, surgiu a opção V8 (oito cilindros formando um V). Podiam ser monocromáticos ou "saia e blusa" (duas cores), combinando bege e marrom, cinza e azul, azul e branco ou verde e branco, entre outras possibilidades. Assim como nos carros atuais, não era incomum adquirir um Bel Air com direção hidráulica, câmbio automático (hidramático) e com acionamento elétrico dos vidros.

O Bel Air 1953. Foto: Paulo Bajestero, arquivo pessoal

Os modelos até 1954 não foram raros entre os gaúchos, mas escassearam a partir de 1955, por força de uma portaria federal que proibiu a importação de automóveis. Em 1958, a GM lançou o modelo Impala como top de linha da Chevrolet - um nome marcante, mas que não se eternizou como o Bel Air.

(colaborou Guilherme Ely)

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