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Posts na categoria "Colaborações"

Recortes de guerra: sociedade polonesa celebra missa no dia 17

12 de novembro de 2012 0

O dia 11 de Novembro celebra o fim da Primeira Guerra Mundial e o ressurgimento da Polônia como nação no mapa europeu, após 123 anos de ocupação estrangeira. Também é comemorado em Porto Alegre como o "Dia da Polônia", por iniciativa do então vereador Isac Ainhorn.

No ano de 1917, o presidente da Província A.A. Borges de Medeiros, concedeu autorização ao enviado polonês tenente Coronel Henryk Abczynski, que acompanhado do jornalista Casemiro Warchalowski e do juiz Miguel Chmielewski, peregrinaram nos principais núcleos de colonização polonesa no Estado, conclamando seus patrícios a lutar pelo reerguimento da Polônia. Foram organizadas e enviadas listas de ajuda com contribuição financeira e formados grupos de voluntários, que se engajaram ao "exército azul" do general Jósef Haller, na França.

A Sociedade Polônia de Porto Alegre oferece todos os anos um jantar alusivo à data e a Igreja Polonesa celebrará uma missa no dia 17.

Colaborou Estácio Nievinski Filho

Voluntários enviados à França, na sede da Sociedade Tadeusz, na Capital Kosciuszko

Borges de Medeiros recebe enviado do exército polonês

Professor celebra o fim do conflito, em Paris

O Hotel Amaral

12 de julho de 2012 1

Um dos mais antigos prédios de Osório, ainda de pé, o Hotel Amaral foi construído no início do século 20 por Boaventura Silveira do Amaral.

O Hotel Amaral no final da década de 1920. Foto: Arquivo Público Antônio Stenzel Filho, reprodução

No mesmo local, durante a metade final do século 19, ali estava localizada a intendência (prefeitura) da então Conceição do Arroio. O edifício foi incendiado - e provavelmente destruído parcialmente - pelo próprio intendente Estevão de Oliveira Brandão, durante a tomada da vila por tropas federalistas capitaneadas, entre outros, pelo folclórico Baiano Candinho, em abril de 1895. O que sobrou do casarão foi adquirido pela família Silveira do Amaral. Reconstruído, foi transformado no Hotel Amaral, em 1927.

A tomada de Conceição do Arroio (Osório) e o incêndio da intendência até hoje repercutem na cidade: no local eram guardados muitos documentos com a história do Litoral Norte, além das armas que Brandão tentou evitar que caíssem em mãos federalistas.

O prédio do hotel, que recebeu hóspedes ilustres como Borges de Medeiros e Getúlio Vargas, hoje é um ponto comercial.

Visão atual do prédio, na Rua Marechal Floriano. Foto: Tiago Lopes Trespach, arquivo pessoal

(colaborou Rodrigo Trespach)

Registros de uma nova vida

06 de julho de 2012 2

Os milhares de imigrantes que chegavam ao Brasil no final do século XIX eram registrados, um a um, em um grande livro, contendo várias colunas. Nelas, eram anotados, da esquerda para a direita, número de registro, nome do imigrante, idade, estado civil, nacionalidade, dia e mês que saíra do Rio de Janeiro, dia e mês que chegara ao Rio Grande do Sul, dia e mês que seguira para a colônia, nome do navio em que viera para esta província e destino que tomara dentro do Rio Grande do Sul.

Fotos: Pércio de Moraes Branco, arquivo pessoal

As fotos deste post mostram o Livro da Estatística dos Immigrantes que Entraram na Provincia do Rio Grande do Sul durante o Anno de 1888 e Seguiram às Localidades a que se Destinaram, arquivado no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Nele se vê, entre informações de inúmeras outras famílias, que os primeiros Mondadoris que vieram para o Brasil foram ali registrados, sob números 837 a 843.

Eram eles Maria Mondadori, viúva, com os filhos Calixto Emílio e Giacomo. Calixto Emílio trouxe a esposa, Giuseppa, e os dois filhos Romulo e Umberto. Giacomo trouxe também a esposa, Vitalina, e o filho deles, Primo, mas este só nasceria três meses depois, tornando-se o primeiro brasileiro da família.

Os Mondadoris partiram do Rio de Janeiro a bordo do paquete Rio Negro, em 11 de janeiro de 1888, chegaram ao Rio Grande do Sul dia 19 do mesmo mês e no dia 21 seguiram para a Colônia Caxias. Lá se estabeleceram, onde seria, mais tarde, o município de Antônio Prado e onde fundariam a casa de comércio Mondadori & Irmão Ltda.

(colaborou Pércio de Moraes Branco)

Os gaúchos na Guerra do Paraguai

16 de maio de 2012 1

Estampas do sabonete Eucalol mostram uniformes militares usados por gaúchos no século 19

Fotos: reprodução

Ao eclodir a Guerra do Paraguai (1864 - 1870), o maior conflito armado internacional da América do Sul em todos os tempos, o Império Brasileiro mal alcançava os 10 milhões de habitantes, população 19 vezes menor do que a atual. O Rio Grande do Sul, que contava com cerca de 440 mil almas, mobilizou mais de 33,8 mil homens - ou seja, colocou em armas mais de 7% de seu contingente populacional.

Além do Rio Grande, as províncias que mais mobilizaram forças foram Bahia, Corte (Capital), Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, com números variando entre 15,2 mil e 6,7 mil combatentes cada um.

Grande parte dos voluntários gaúchos era constituída por imigrantes alemães, com filhos e até netos nascidos no Brasil. A participação dos negros também foi significativa. Os italianos chegariam ao Estado anos após o término da guerra.

(colaborou Lio Bocorny)

Poemas de Natal

24 de dezembro de 2011 1

Inúmeros leitores e colaboradores enviaram ao Almanaque Gaúcho seus versos inspirados pelo Natal. Reproduzimos aqui alguns deles - desejando ótimas festas aos leitores do blog.

Canção de Natal
Luiz Coronel

Silêncio,
por favor silêncio
apagai a luz.

Deixai que durma
entre feno e afagos
o doce Menino Jesus.

Por que tantos fogos,
Tumultos.
Se para iluminar o Natal
basta a Estrela-Guia
que lá no alto reluz?

Se quereis cânticos
que sejam meigas canções
que envolvam em sonho
o sono do Menino Jesus.

Fazei de vossas palavras
orações.

Sejam vossos gestos
devotos.

Só os pastores chegam
à manjedoura.

Os outros, de mil maneiras
aplainam madeiras
para construir
uma cruz.

Homem de Nazaré
Francisca de Carvalho Messa

Pilatos lavou as mãos
Jesus ferido e empurrado
Pelos guardas até o calvário
Com espinhos foi coroado
A mercê dos sanguinários
Foi na cruz pregado
E açoitado até a morte
Deu a vida por nós
Jesus o filho de Maria
O menino da estrebaria
Que nasceu na manjedoura
Rico da luz Divina
Dividia tudo com o povo
Nós devemos repartir
O pão com os famintos
Seguir a lição do Mestre
O Salvador do mundo
Ele vai voltar
Quem viver verá
O dia do juízo final.

Amigo secreto
Ana Cristina Duarte

Este ano é diferente
O Natal comemorar
O presente é secreto
Pro amigo que vou dar.

Mas a regra é a seguinte:
Tem que usar imaginação
Não pode comprar em loja
Pra não gastar nenhum tostão.

Cada um no seu estilo
Vai um bolo, um patê, um desenho, uma modinha,
Um bordado, ou um buquê.

Eu, como não sou prendada
Vou de versos pra você
Faz de conta que lha trago
Ouro, mirra e incenso
Os presentes que os Reis Magos
Ao nazareno ofertaram.

Lhe desejo muita paz, amor e alegria
E que aquela grande estrela
Seja sempre sua guia!
FELIZ NATAL!

Noites de Natal
Nety Maria Heleres Carrion

O comboio da esperança
carrega em seu bojo
as teclas do porvir

Parte em lua de mel
com a vida e nas estações
recebe as rezas das famílias

Monta seu palco com cenas
revestidas de sabedoria

Regido pelos concertos
das noites de Natal
o sonho aqui e ali
amealha dons
crescidos nas rotas
itinerantes

Cria eventos
que vão além
do pensamento

Nesta rota peregrina
o mundo brilha e brilham figuras
repletas de sonhos e fantasias

Natal
Nilda Melo Cezar

Natal,
De Cristo o nascimento
Não podem ser
Apenas palavras ao relento...
Deixemos a hipocrisia
Façamos
desse evento
Solidariedade, alegria,
Superação do descalabro.
Quiçá
Assim tenhamos
Humano renascimento.

Lá se vai uma eternidade...
Ruy Riograndino Franceschini

Lá se vai uma eternidade ...
São dias, meses e anos.
Hoje escrevo ...
Comemoramos ...
Anos do renascimento
Do filho do "SENHOR",
Que graças a sua delicadesa,
Bondade e AMOR
Nos deu seu filho
Como nosso "SALVADOR".
JESUS filho de MARIA
Assim se chamou
E assim nos declarou,
Como seus irmãos
Nos conclamou,
A rezar pelos desafortunados
E pelos necessitados.
Nós, que fazemos,
Que pensamos
E a que nos proclamamos?
Dúvidas
Infindáveis dúvidas.

Natal
Ialmar Pio Schneider

Ele era lindo envolto nos paninhos
Do seu bercinho plácido e divino,
Rodeado da chusma dos anjinhos
Que entoavam do céu um lindo hino.

Ele veio dar luz para os caminhos
Que seguiam pelo mundo um mau destino;
E veio dar amor aos pobrezinhos
E esperança do céu com seu ensino.

Uma lágrima bela e cristalina
Rolou amarga à face de Maria
Que já previa a dolorosa sina

Que o filho nesta terra levaria.
Já previa lá em cima na colina
Quando o cordeiro os braços estendia.

Natal de Jesus
Gilda Haubert

Natal de amor
Natal de luz
Natal de fé
Natal de esperança
Natal de criança
Esperando presente
Natal de gente grande
Buscando a PAZ.
Sinos tocando
Blim, blim, blão...
Lojas cheias, vendendo ilusão
Papai Noel vermelho
E gordo demais...
E ELE, Jesus-Menino
tão pobrezinho
nascido em Belém,
por onde andará?
Ninguém sabe
O que foi feito DELE...
E alguém se importa?
Queremos um
FELIZ NATAL, cheio de presentes
Uma mesa farta
Muito dinheiro...e nada mais...
NATAL, nascimento de Jesus!
Quem é esse Jesus?
Não sabemos...
Foi esquecido pelo tempo
E devolvido à manjedoura de Belém...
Feliz Papai Noel
Vermelho e gordo demais
Triste Jesus-Menino...
Tão pobrezinho nascido em Belém...

Natal
Evanise Gonçalves Bossle

Escrevi um poema
sobre o fim do ano...
São mensagens de NATAL
votos para um ano bom.
São palavras ao vento
sem destino final.
São desejos de sucesso.
São soluços  reprimidos.
São destinos transformados.
É a festa do Ano.
É a festa do Menino Sagrado.

Bem antes do feminismo

17 de novembro de 2011 0

Foi bem antes que as mulheres desencadeassem o Movimento pela Libertação Feminina e promovessem o protesto da queima de sutiãs no concurso de Miss America em setembro de 1968 em Atlantic City, EUA. Nos anos 1930, as senhoras de São Marcos, na serra gaúcha, já tinham decidido que pelo menos uma vez, ao final de cada ano, realizariam um encontro de confraternização, exclusivamente feminino.

Nesta foto acima, em que aparecem mais de 70 pessoas, só duas são homens. Um é o gaiteiro, que era admitido porque tinha que animar a festa no Hotel Tadiello. O outro, Alcides Francisco Veronese, está, aos cinco meses de idade, no colo de sua mãe Palmina Biasuz Veronese.
Com o auxílio de Hilda Ruaro Golo, foi possível identificar algumas das participantes do evento em 1934: Ema Ártico, Santina Tonioli Nicoletti, Angela Sandi Grison, Elisa Pante, Rosa Pante, Ermínia Cambruzzi Tomé, Angelina de Lavra Pinto com a filha Alda, Gilda Tadiello, Marieta Tadiello Santini e a filha Jurema e, ainda, Ambrosina Ruaro e sua nora Genoveva, que está com a filha ao colo.

Vitral em Canela

18 de outubro de 2011 5

Foto: arquivo pessoal

O leitor Mário Avila de Oliveira envia foto de um dos vitrais da Catedral de Pedra, em Canela. Explica ele:

"Na verdade é parte de um vitral que fica no lado esquerdo, perto do altar."

Você também lembra de outros vitrais que lhe chamaram a atenção? Comente aqui ou envie fotos para almanaque@zerohora.com.br.