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Posts na categoria "comportamento"

Englostorado

08 de maio de 2013 0

Lembro bem daqueles tempos,

Dos blue jeans dobrados...

Meu cabelo englostorado (...)

Meu Amigo Elvis, música de 1976 da banda Made in Brazil, fazia referência nostálgica ao fixador de cabelo que dominou a cena nos anos de 1940 e 1950. Havia outras brilhantinas, como o Gumex, mas Glostora (anúncio abaixo) virou sinônimo de cabelo brilhante e arrumado.

Foto: Revista do Globo de 6/2/1947, reprodução

Depois de muitos anos em que manter os cabelos grandes e secos era o costume geral, os englostorados voltaram. Só que, agora, chamam de gel ou mousse.

Colecionador de Galaxies lança livro sobre o carro

09 de novembro de 2012 2

Gelson Joní Mathias Teixeira é apaixonado por carros antigos em geral. Mas gosta mesmo é de um tipo em particular: o Ford Galaxie. Sábado próximo ele dá mais uma inequívoca demonstração dessa devoção. Lança, em parceria com Marcelo Ávila Marques, às 18h, e com coquetel na Expo 2012, no Parcão Municipal de Cachoeirinha, o livro: Galaxie-Grandes Carros, Grandes Amigos. A obra (R$180) tem 336 páginas e dezenas de ilustrações dedicadas exclusivamente aos diversos modelos de Galaxie produzidos pela Ford.
Aqui no Brasil, entre 1967 e 1983 foram produzidas quase 80 mil unidades desse automóvel de luxo, identificados como Galaxie 500, LTD ou Landau. Era o carro das mais altas autoridades e dos abastados que prestigiavam a indústria nacional. Gelson possui uma coleção de 14 carros, entre os quais, três são Galaxies. Impressionou a mulher Daiane com o carrão, quando saíram juntos pela primeira vez. Após casar, eles deixaram o templo com Gelson na direção de um Galaxie. A filha Joanna, também saiu da maternidade a bordo de um Galaxie. Daiane adora guiar o “banheirão”.
No livro, estão reunidos diversos depoimentos de Galaxeiros, como se intitulam os aficionados pela marca. Muitas histórias daqueles que afirmam ter “o melhor carro nacional de todos os tempos”.

Confira as imagens do modelo 500, de 1967:

Calças para mulheres!

15 de outubro de 2012 1

Fotos: Revista do Globo, reprodução

Sob a rubrica Vida Moderna, com o título "Calças para Mulheres!" (assim mesmo, com ponto de exclamação e ar de surpresa), as gaúchas ficaram sabendo – em maio de 1942, em reportagem enviada via aérea de Nova York e publicada na Revista do Globo – da nova tendência na moda feminina: calças.

Hoje, temos a impressão de que o uso de calças compridas por senhoras e senhoritas é costume que sempre existiu. Puro equívoco. O texto registrava: as mulheres vão surgindo por toda parte envergando calças masculinas. Não apenas as operárias de fábricas, as empregadas no comércio... Até mesmo as colegiais e as mulheres elegantes de Nova York e Washington aparecem frequentemente metidas em slacks.

Para as que não se habituavam às pernas compridas das calças, era recomendado o uso de shorts, "que dão mais liberdade de movimentos". Tudo em busca de uma "simplificação da indumentária, de acôrdo (sic) com as exigências que agora a guerra veio implantar".

Fico imaginando o que poderiam pensar da "indumentária" da personagem Suelen (Ísis Valverde) da novela Avenida Brasil.

Foto: João Miguel Júnior, TV Globo

Febre da lambreta

09 de fevereiro de 2012 10

A venda anual de veículos de duas rodas, no Brasil, está em crescimento acentuado de mais de 18% – e, se continuar nesse ritmo, entrando em circulação 2 milhões de unidades por ano, a frota de motos, em 10 anos, será maior que a de automóveis. Cinquenta anos atrás, nosso país viveu também um fenômeno que durou mais ou menos 10 anos. Foi a febre da lambreta.

Foto: banco de dados

Esse veículo, que hoje chamamos scooter, surgiu na Itália do pós-guerra como alternativa barata de deslocamento. Chegou ao Brasil no final dos anos 1950 e "pegou", como se dizia na época.

No início dos anos 1960, filmes agora cult como Candelabro Italiano e Quando Setembro Vier (este, com Rock Hudson e Gina Lollobrigida) ajudaram na divulgação da moda e do comportamento envolvendo esse meio de transporte.

Cartaz de Candelabro Italiano. Foto: reprodução

Propaganda da marca italiana Lambretta com os atores do filme Quando Setembro Vier. Foto: reprodução

Veja trailers dos dois filmes:

Conseguir uma namorada exigia uma lambreta. Os jovens ricos tinham carro, claro, mas tinham que ter lambreta também. Os constantes rachas de lambretistas, e a fama de "juventude transviada", despertavam a desconfiança da polícia, que dava uma dura indiscriminada.

Policial aborda lambretista. Foto: banco de dados

Cenas de uma corrida de lambretas. Fotos: José Abraham, acervo Alfonso Abraham

Os trilhos dos bondes eram inimigos responsáveis por muitas quedas. Mas o que acabou mesmo com as lambretas foi a chegada das motos japonesas.

Você lembra da época de sucesso das lambretas? Deixe seu comentário.