Meu Amigo Elvis, música de 1976 da banda Made in Brazil, fazia referência nostálgica ao fixador de cabelo que dominou a cena nos anos de 1940 e 1950. Havia outras brilhantinas, como o Gumex, mas Glostora (anúncio abaixo) virou sinônimo de cabelo brilhante e arrumado.
Foto: Revista do Globo de 6/2/1947, reprodução
Depois de muitos anos em que manter os cabelos grandes e secos era o costume geral, os englostorados voltaram. Só que, agora, chamam de gel ou mousse.
Gelson Joní Mathias Teixeira é apaixonado por carros antigos em geral. Mas gosta mesmo é de um tipo em particular: o Ford Galaxie. Sábado próximo ele dá mais uma inequívoca demonstração dessa devoção. Lança, em parceria com Marcelo Ávila Marques, às 18h, e com coquetel na Expo 2012, no Parcão Municipal de Cachoeirinha, o livro: Galaxie-Grandes Carros, Grandes Amigos. A obra (R$180) tem 336 páginas e dezenas de ilustrações dedicadas exclusivamente aos diversos modelos de Galaxie produzidos pela Ford.
Aqui no Brasil, entre 1967 e 1983 foram produzidas quase 80 mil unidades desse automóvel de luxo, identificados como Galaxie 500, LTD ou Landau. Era o carro das mais altas autoridades e dos abastados que prestigiavam a indústria nacional. Gelson possui uma coleção de 14 carros, entre os quais, três são Galaxies. Impressionou a mulher Daiane com o carrão, quando saíram juntos pela primeira vez. Após casar, eles deixaram o templo com Gelson na direção de um Galaxie. A filha Joanna, também saiu da maternidade a bordo de um Galaxie. Daiane adora guiar o “banheirão”.
No livro, estão reunidos diversos depoimentos de Galaxeiros, como se intitulam os aficionados pela marca. Muitas histórias daqueles que afirmam ter “o melhor carro nacional de todos os tempos”.
Sob a rubrica Vida Moderna, com o título "Calças para Mulheres!" (assim mesmo, com ponto de exclamação e ar de surpresa), as gaúchas ficaram sabendo – em maio de 1942, em reportagem enviada via aérea de Nova York e publicada na Revista do Globo – da nova tendência na moda feminina: calças.
Hoje, temos a impressão de que o uso de calças compridas por senhoras e senhoritas é costume que sempre existiu. Puro equívoco. O texto registrava: as mulheres vão surgindo por toda parte envergando calças masculinas. Não apenas as operárias de fábricas, as empregadas no comércio... Até mesmo as colegiais e as mulheres elegantes de Nova York e Washington aparecem frequentemente metidas em slacks.
Para as que não se habituavam às pernas compridas das calças, era recomendado o uso de shorts, "que dão mais liberdade de movimentos". Tudo em busca de uma "simplificação da indumentária, de acôrdo (sic) com as exigências que agora a guerra veio implantar".
Fico imaginando o que poderiam pensar da "indumentária" da personagem Suelen (Ísis Valverde) da novela Avenida Brasil.
A venda anual de veículos de duas rodas, no Brasil, está em crescimento acentuado de mais de 18% – e, se continuar nesse ritmo, entrando em circulação 2 milhões de unidades por ano, a frota de motos, em 10 anos, será maior que a de automóveis. Cinquenta anos atrás, nosso país viveu também um fenômeno que durou mais ou menos 10 anos. Foi a febre da lambreta.
Foto: banco de dados
Esse veículo, que hoje chamamos scooter, surgiu na Itália do pós-guerra como alternativa barata de deslocamento. Chegou ao Brasil no final dos anos 1950 e "pegou", como se dizia na época.
No início dos anos 1960, filmes agora cult como Candelabro Italianoe Quando Setembro Vier (este, com Rock Hudson e Gina Lollobrigida) ajudaram na divulgação da moda e do comportamento envolvendo esse meio de transporte.
Cartaz de Candelabro Italiano. Foto: reprodução
Propaganda da marca italiana Lambretta com os atores do filme Quando Setembro Vier. Foto: reprodução
Veja trailers dos dois filmes:
Conseguir uma namorada exigia uma lambreta. Os jovens ricos tinham carro, claro, mas tinham que ter lambreta também. Os constantes rachas de lambretistas, e a fama de "juventude transviada", despertavam a desconfiança da polícia, que dava uma dura indiscriminada.
Policial aborda lambretista. Foto: banco de dados
Cenas de uma corrida de lambretas. Fotos: José Abraham, acervo Alfonso Abraham
Os trilhos dos bondes eram inimigos responsáveis por muitas quedas. Mas o que acabou mesmo com as lambretas foi a chegada das motos japonesas.
Você lembra da época de sucesso das lambretas? Deixe seu comentário.
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