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Posts na categoria "Polícia Civil"

Guarda de Trânsito - mais imagens

27 de janeiro de 2012 1

Inspirada pela coluna sobre a Guarda de Trânsito, publicada na última quinta-feira, a leitora Silvia Cardoso enviou ao Almanaque fotos de seu pai, Ernestor Cardoso, falecido em 2009, que integrou a guarda em Porto Alegre entre 1956 e 1967.

Fotos: arquivo pessoal
Ernestor Cardoso

Objetos do guarda: emblema e apito

Agradecemos à Silvia pela colaboração e convidamos os demais leitores a enviarem imagens para o e-mail almanaque@zerohora.com.br.

Bem antes dos azuizinhos

26 de janeiro de 2012 14

No último dia 16, publicamos aqui uma nota e fotos sobre a Guarda Civil, que atuou em Porto Alegre até 1967. Comentamos que a Polícia Civil, nesta época, tinha um outro braço fardado, que era a Guarda de Trânsito, ou Divisão de Trânsito.

Graças à colaboração do nosso leitor Helio Oliveira, publicamos hoje a foto do distintivo da Guarda de Trânsito. O emblema tinha a imagem de uma sinaleira (que é como aqui na terra, em gauchês, chamamos o semáforo) e caracterizava os quepes brancos ostentados pelos policiais responsáveis por controlar o trânsito numa cidade que começava a se tornar uma metrópole.

Foto: arquivo pessoal

O distintivo, guardado com carinho por Helio, pertenceu ao guarda José Américo Pereira de Almeida, o querido "Tio Zico", falecido há quase 40 anos - mas que permanece, na memória do sobrinho, como um "amigão".

Como complemento, tratamos de encontrar, em nosso arquivo fotográfico, algumas imagens que muito revelam sobre o importante trabalho desenvolvido por esses dedicados servidores públicos.

Um guarda operando manualmente uma sinaleira. Fotos:  banco de dados

Em guaritas fechadas, ou sob pequenos toldos de lata, eles operavam os sinais luminosos de olho no fluxo, maior ou menor em cada sentido, nas principais esquinas da cidade.



Os mais velhos devem lembrar das "casinhas" instaladas nas esquinas da Avenida Borges de Medeiros com a Salgado Filho ou a Demétrio Ribeiro, ou ainda na Rua Duque de Caxias, na antiga Praça do Portão. Se você lembra, deixe aqui seu comentário.

Nos tempos da Guarda Civil

16 de janeiro de 2012 5

A Guarda Civil foi extinta em 1967. Antes disso, era ela que fazia o policiamento das ruas da Capital. Era um dos dois braços fardados da Polícia Civil – o outro era a Guarda de Trânsito. A farda, aliás, era elegante, na cor azul-marinho, com um quepe onde se destacava o distintivo metálico e colorido reproduzido abaixo.

O símbolo da Guarda Civil. Foto: Ricardo Chaves
Os uniformes da guarda. Foto: banco de dados

Quando, nos anos 1970, a Rede Globo exibia a série de comédias mudas em curta-metragem Reis do Riso (Comedy Capers, no original), era inevitável lembrar dos guardas civis, mesmo que eles já não circulassem pelas ruas da cidade.

Não pelas confusões protagonizadas pelos policiais americanos dos filmes, mas pelos uniformes escuros e sóbrios muito parecidos com os que comumente víamos marcando presença nas rondas urbanas – a pé ou a bordo das radiopatrulhas.

Fotos: banco de dados, 1960


Foto: arquivo pessoal de Valdevino Francisco da Silva

Outro personagem daquela época que também não existe mais é o guarda noturno, pelo menos nos moldes de então. Eles não usavam, como os vigilantes de hoje, as guaritas que agora vemos plantadas nas esquinas dos bairros. Eram profissionais autônomos cadastrados pela Polícia Civil.

Circulavam o tempo todo e costumavam cortar o silêncio da madrugada com o longo silvo dos apitos. Isso atestava sua presença para intimidar os malfeitores e tranquilizar os contribuintes voluntários. Estes ganhavam, além de segurança, uma plaquinha (abaixo) – que, colocada na fachada das casas, identificava quem pagava pelo serviço.

Foto: Ricardo Chaves

(colaborou Valdevino Francisco da Silva)

Você lembra da atuação da Guarda Civil e dos guarda noturnos de antigamente? Deixe seu comentário.

O primeiro chefe do GOE

05 de janeiro de 2012 6

Foi por meio da repercussão da coluna Choque de Ordem, publicada no dia 30 de dezembro aqui no Almanaque Gaúcho (veja aqui), que o comissário Valdevino Francisco da Silva, 79 anos, foi lembrado como figura indispensável para aparecer no calendário 2012 do Grupamento de Operações Especiais (GOE). Aposentado desde 1982, Valdevino foi o fundador e primeiro chefe do GOE nos idos de 1967.

Foto: Genaro Joner

Vestido orgulhosamente com a farda atual, que usa para desfilar anualmente no 20 de Setembro, o policial aposentado posou ontem para a foto do calendário, em frente ao Palácio da Polícia - local onde, atualmente, fica a sede do grupamento. Muito à vontade ao usar o símbolo do grupo, ele aproveitou o momento para relembrar fatos marcantes dessa história.

Ele conta que em 1967, quando foram extintas as Polícias de Choque da Guarda Civil nos Estados, o GOE foi estruturado para suprir as operações desenvolvidas pela guarda. Na época, eram 172 homens altamente treinados, considerados a elite da polícia, e foram destinados a integrar esse novo grupo, chefiado por Valdevino - que, como integrante do Choque, havia participado de operações no Litoral Norte nos anos 1950, como contamos aqui no Almanaque Gaúcho do dia 30.

Valdevino (ao centro) com a Guarda de Choque em Capão da Canoa, em 1955. Foto: arquivo pessoal

O GOE era, no início, responsável pelo policiamento de locais como a Ilha do Presídio, com exilados políticos, além de uma ala do Presídio Central.

- O nosso grupo inspirou a formação de outros GOE em todo o país - afirma Valdevino, enquanto revira fotos antigas em seu escritório no bairro Guarujá.

Valdevino mostra o antigo uniforme da Polícia de Choque. Foto: Genaro Joner

O comissário ainda atuou no Gabinete de Segurança, dentro do Departamento Central de Informação, até se aposentar, em 1982. Mesmo sem estar na ativa, ele se mantém muito bem informado e atuante entre os colegas da Polícia Civil e é vice-presidente da União Gaúcha dos Policiais Civis. Sua casa abriga um verdadeiro altar para medalhas, fotos e diplomas acumulados ao longo da carreira.

Sem mostrar saudosismo, Valdevino diz que, apesar da diminuição do efetivo (hoje gira em torno de 52 homens), sente-se muito orgulhoso do crescimento do GOE perante a sociedade, principalmente na credibilidade que tem frente a opinião pública.

- Em um ideal, eu vejo o GOE dando cobertura a todo e qualquer órgão da Polícia Civil no Rio Grande do Sul, e também de posse de um quartel com toda a estrutura de alojamentos, refeitórios e local para treinamento que merece - vislumbra.

(reportagem de Luísa Medeiros)