Na edição número 503, de 4 de março de 1950, a Revista do Globo publicou um short fotográfico – hoje chamaríamos de ensaio – feito por Zygmunt Haar, mostrando a gurizada que vivia, como o próprio fotógrafo, nas ruas mais pacatas do Centro, próximo da Usina do Gasômetro.
Os garotos do ensaio fotográfico de 1950. Fotos: Zygmunt Haar, Revista do Globo
Naquele então, Haar incursionou pelo ruidoso “mundo do faz de conta” dos pirralhos valentões que desfrutavam um dia de folga sem preocupação com as lições de casa.
Cinco anos depois de acabada a II Guerra, os garotos simulavam o conflito, usando quepes, óculos de aviador e tampinhas de garrafa presas ao peito, como se medalhas fossem. Guerreando divididos entre azuis e vermelhos, no fim, tudo acabava em paz entre os camaradas. Nilo era comandante e tinha a cadela Kitty como mascote. Pinho tinha carranca de sargento. Gordo era um boa-praça. Mosquito era pequeno e inquieto. Mandinho, um malandro que queria ser piloto de avião. Pichurim, moleque decidido e a fim de viagens, e o Beto, com suas comendas de mentira, completavam o grupo.
Por onde andarão eles?






















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