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Posts com a tag "anúncio"

O mais perfeito instrumento

11 de maio de 2013 0

O anúncio abaixo, publicado numa página inteira de uma edição de 1948 da Revista do Globo, o mais discreto é a marca do produto: "Royal, a máquina de escrever nº 1 do mundo!".

Foto: reprodução

O pessoal que bolou a peça publicitária preferiu enfatizar a relação entre virtuosismo e instrumento, afirmando que os grandes e exigentes mestres só conseguem atingir o máximo de sua técnica e de sua arte se o teclado disponível for de um "piano de classe". Concluem dizendo que, também no trabalho, só uma máquina perfeita pode proporcionar ampla satisfação.

Para valorizar o produto, o texto diz que a procura "supera a capacidade de produção da fábrica". Para tranquilizar "os datilógrafos, verdadeiros virtuoses do teclado", informa que "esforços estão sendo feitos para que possam receber logo a sua Royal".

Fino traço

06 de maio de 2013 3

Cartaz de Vitório Gheno para a Varig feito nos anos 1950. Foto: reprodução por Jaime Acioli

Com uma enorme produção artística, nas mais diversas técnicas, ao longo das últimas sete décadas, é um desafio muito grande reunir num único livro a obra completa de Vitório Gheno. Mas é exatamente a isso que a fotógrafa e pesquisadora Nádia Raupp Meucci se dedica. Desde 1995, ela garimpa trabalhos de Gheno publicados em jornais e revistas – além, é claro, daqueles que estão na mão dos colecionadores. Seu esforço já rendeu dois livros: Gheno Artista Plástico e Gheno Artista Gráfico. Agora o projeto é Vitório Gheno: Obra Completa.

Foto: Reprodução por Nádia Raupp Meucci

No início dos anos de 1950, depois de três anos em Paris, o artista gaúcho voltou ao Brasil, mas ficou no Rio de Janeiro, onde foi diretor de arte da agência McCann Erickson e responsável pela arte e pelo layout de contas importantes, como a da Coca-Cola. Nessa época, ele também fez muitos trabalhos para a Varig. Quando voltou a Porto Alegre, continuou colaborando com a empresa aérea, decorando lojas da Varig, como a da esquina da Andradas com Borges, e os hotéis da Rede Tropical.

Foto: Reprodução por Nádia Raupp Meucci

Nádia e Gheno são amigos inseparáveis e grandes parceiros de trabalho em torno da arte e da fotografia.

Mais obras de Gheno para a Varig. Fotos: Reprodução por Nádia Raupp Meucci

Harakiri desnecessário

24 de abril de 2013 0

Foto: Revista Vamos Lêr!, 1943, reprodução

Esta é mais uma pérola da propaganda dos anos de 1940. Suponho que as tais Pílulas Aloicas fossem uma alternativa um tanto mais suave, no combate à prisão de ventre, do que o radical harakiri. Pelo menos é o que insinua a imagem estampada no anúncio.

Evite a tortura e regularize os movimentos peristálticos dos seus intestinos. Seria uma cura aloica, ou uma aloicura!

Desilusão fatal

10 de abril de 2013 0

Essa propaganda, publicada na Revista do Globo em fevereiro de 1953, é uma daquelas peças de publicidade que acabam falando mais sobre as mudanças de comportamento da sociedade do que propriamente das virtudes do produto anunciado. O diálogo entre Leda e Helena é tão caricato que até parece brincadeira. Leda confessa à amiga que tem usado “maquillage” para ocultar do noivo as imperfeições de sua pele.

Anúncio publicado na Revista do Globo, em 1953. Foto: Reproduç

Como aproxima-se a data do casamento ela está preocupadíssima em desiludi-lo com sua falsa beleza. Ela sabe que “muitos maridos se desiludem da beleza da esposa logo nos primeiros dias...) e, provavelmente, sabe dos riscos que está correndo.  Mas Helena, e o Leite de Colônia, podem, e vão salvá-la. Felizmente ela lembrou-se a tempo, e com o uso diário desse “embelezador básico” ela vai poder se casar na certeza de possuir beleza natural e jovem... Ufa!!!!

O coração bate com batom Colgate

28 de março de 2013 0

Foto: Revista do Globo, reprodução

A propaganda de batom reproduzida acima, publicada na Revista do Globo em março de 1946, perguntava: "Sabe pintar os seus lábios?" E mostrava, com fotos, o jeito certo e o errado de pintar a boca, tanto para o rosto angular quanto para o alongado.

O anúncio dizia ainda que o batom Colgate Importado criava "lábios mais beijáveis", porque era feito com karanuva, "o emoliente superior, que dá aos lábios um brilho cálido e provocante, que desperta paixões".

(colaborou Hermes Luiz Ferreira)

Axilas expostas

15 de março de 2013 0

Contra olfatos não há argumentos. Era mais ou menos essa a mensagem da propaganda reproduzida abaixo, publicada nos anos 1940, do sabonete Salus.

Foto: reprodução

O reclame alertava que a axilose ("o cheiro desagradável, principalmente das axilas, provocado pela fermentação do suor") poderia estar "arruinando o futuro" do incauto leitor – que, ao usar o produto, seria tomado por uma "deliciosa sensação de asseio e bem-estar" após o banho.

O texto final era categórico: "Evite a axilose para não ser evitado".

MMA indigesto

12 de março de 2013 0

É bacana ver como anúncios antigos adotavam uma linguagem que hoje soa pueril e risível. Na revista Vamos ler! do dia 24 de junho de 1943, encontramos essa propaganda dos comprimidos FosteX.

Foto: reprodução

Seja amigo do seu estômago! Não à violência dos purgantes!

Sempre às ordens

28 de fevereiro de 2013 0

Nas décadas de 1950 e 1960, quando a frota de carros que trafegava nas ruas da Capital era ainda relativamente pequena, o nome Rimoli era bem conhecido. Rimoli significava serviço de garagem, oficina, posto de abastecimento e guincho.

Propaganda publicada no Guia de Porto Alegre do Touring Club, 1955. Foto: reprodução

"Se estiver em dificuldade, disque 6700 ou 4566. RIMOLI lhe enviará seu Caminhão-Socorro!", dizia o anúncio de 1955.

Macroilusão

21 de fevereiro de 2013 0

Foto: Seleções do Reader's Digest, reprodução

Em 1952, a anúncio da Kodak (acima) revelava as inúmeras vantagens do microfilme. Microfilmar documentos, periódicos e contabilidade parecia ser a solução que a modernidade apresentava para o problema do acúmulo (e da degradação) do papel. Tudo deveria ser fotografado (Uau! Uma mídia analógica!), revelado e pronto. Era só armazenar... para sempre. Tudo bem, era preciso uma gigantesca geringonça para projetar o pequeno fotograma numa tela, onde poderia ser lido.

Essa, como outras, foi uma daquelas ideias que pareciam definitivas e pouco duraram. Até o FILME quase já não existe. Fabricar leitores para microfilme, faz tempo, deixou de ser interessante. Agora tudo é digitalizado. Seria bom se, no futuro, pudermos consultar sem dificuldade o que foi escaneado. Poderemos? Você tem como rodar e ouvir “aquela” fita cassete? Hein? Hein?

Petróleo na cabeça

17 de janeiro de 2013 0

Foto: Revista Seleções, reprodução

Nos anos 1950, época do anúncio reproduzido acima, o alinhamento primoroso dos cabelos era uma preocupação das mais importantes - para homens e mulheres. Produtos como o Petróleo Juvenia eram itens de toucador obrigatórios naquele tempo.