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Posts com a tag "artista"

Fino traço

06 de maio de 2013 3

Cartaz de Vitório Gheno para a Varig feito nos anos 1950. Foto: reprodução por Jaime Acioli

Com uma enorme produção artística, nas mais diversas técnicas, ao longo das últimas sete décadas, é um desafio muito grande reunir num único livro a obra completa de Vitório Gheno. Mas é exatamente a isso que a fotógrafa e pesquisadora Nádia Raupp Meucci se dedica. Desde 1995, ela garimpa trabalhos de Gheno publicados em jornais e revistas – além, é claro, daqueles que estão na mão dos colecionadores. Seu esforço já rendeu dois livros: Gheno Artista Plástico e Gheno Artista Gráfico. Agora o projeto é Vitório Gheno: Obra Completa.

Foto: Reprodução por Nádia Raupp Meucci

No início dos anos de 1950, depois de três anos em Paris, o artista gaúcho voltou ao Brasil, mas ficou no Rio de Janeiro, onde foi diretor de arte da agência McCann Erickson e responsável pela arte e pelo layout de contas importantes, como a da Coca-Cola. Nessa época, ele também fez muitos trabalhos para a Varig. Quando voltou a Porto Alegre, continuou colaborando com a empresa aérea, decorando lojas da Varig, como a da esquina da Andradas com Borges, e os hotéis da Rede Tropical.

Foto: Reprodução por Nádia Raupp Meucci

Nádia e Gheno são amigos inseparáveis e grandes parceiros de trabalho em torno da arte e da fotografia.

Mais obras de Gheno para a Varig. Fotos: Reprodução por Nádia Raupp Meucci

Frase do dia: James Brown

03 de maio de 2013 1

Foto: reprodução

Chamar James Brown (1933-2006) de "Padrinho do Soul" é respeitoso, mas não basta. Cantor, compositor e showman de primeira ordem, Brown é um artista que influenciou muitos - para não dizer todos - os estilos musicais surgidos depois dele. É até hoje referência central na soul music, e também no funk, no rap, no R&B e no rock - ou seja, algumas das principais vertentes da música popular do final do século 20 e do início do 21. Nesta sexta-feira, dia 3, o nascimento de Brown completa 80 anos.

Dono de uma obra repleta de sucessos - Papa's Got a Brand New Bag, Get Up (I Feel Like Being A) Sex Machine e I Got You (I Feel Good) são alguns deles -, Brown teve uma trajetória de heroísmo e tragédia e tornou-se, mais do que um artista popular, um símbolo da cultura negra americana.

Viveu da origem humilde ao estrelato, do ativismo social aos problemas com a lei, dos vários casamentos à morte por pneumonia, aos 73 anos, no dia de Natal de 2006, em uma fase de plena atividade - ele tinha excursionado pela Europa no mês anterior e tinha shows marcados para o período do Ano-Novo. Prova de que sua frase "Música é a base da felicidade", reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira, não era apenas uma força de expressão.

Frase do dia: Manet

30 de abril de 2013 0

Autorretrato de Manet (1879). Foto: reprodução

Um dos pintores mais admirados da história, o francês Édouard Manet (1832-1883) foi um artista de transição. Ele é considerado um dos precursores da arte moderna, pela ousadia formal de suas pinturas - mas, curiosamente, eram mestres do passado, como Ticiano e Velázquez que o inspiravam em muitas de suas criações.

O fato é que, em seu tempo, Manet foi muito rejeitado por críticos e autoridades, a ponto de ser repetidamente rejeitado nas mostras oficiais do Salão de Paris. Algumas das obras que geraram controvérsia, tanto pela ruptura estética como pelo toque de erotismo, foram Almoço na Relva e Olympia.

Almoço na Relva (1863). Foto: reprodução

Olympia (1863). Foto: reprodução

Acolhido pelos - também rejeitados - impressionistas, Manet foi como um integrante honorário desse movimento artístico. Conquistou a estima e o apoio de nomes como Baudelaire e Zola e defendia a concisão na arte. "O homem conciso faz pensar; o homem prolixo aborrece" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta terça-feira em que a morte do pintor completa 130 anos.

Frase do dia: Gonzaguinha

29 de abril de 2013 0

Foto: reprodução

Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha (1945-1991), é um nome com brilho próprio na música brasileira. Ele foi uma das principais vozes a se fazer ouvir no Brasil do regime militar, e mesmo depois desse período foi um cantor e compositor de sucesso, emplacando sucessos do porte de Explode Coração e Sangrando.

No ano passado, sua história voltou à baila com o lançamento do filme Gonzaga - De Pai pra Filho, coincidindo com o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. A difícil relação entre os dois é até hoje tema de controvérsia - não existe certeza sobre a paternidade de Gonzagão, se biológica ou adotiva. Outra fonte sobre ambos é o livro Gonzaguinha e Gonzagão - Uma História Brasileira (2006), de Regina Echeverria, que inspirou o filme.

O fato é que, à parte de uma infância difícil, Gonzaga Jr. conseguiu se firmar como artista e lançou mais de 20 discos. A trajetória foi abortada justamente na estrada, depois de uma apresentação no Paraná, quando o artista foi vítima de um acidente automobilístico na manhã de 29 de abril de 1991.

Ficaram o mito, as canções e as opiniões fortes, como a reproduzida no Almanaque Gaúcho: "Será uma revolução o dia em que todos brasileiros trabalharem por prazer".

Frase do dia: Lygia Clark

25 de abril de 2013 0

Foto: reprodução

Pintora e escultora, Lygia Clark (1920-1988) até preferia se intitular uma "não artista". O caso é que a criadora mineira tornou-se uma das figuras mais destacadas das artes visuais, dentro e fora do Brasil, com participações em bienais nacionais e internacionais.

Obra da série Bichos. Foto: Susi Padilha, BD, 26/5/2008

Sua obra inclui desde pinturas e esculturas mais convencionais até trabalhos que iam além da tela, lançando mão de metal, borracha, papelão, água, plástico, dobradiças e caixas de fósforos, por exemplo. Lygia buscava um trabalho que envolvesse o apelo sensorial e a participação do público, cuja experiência era considerada fundamental para complementar a experiência artística. Morreu em 25 de abril de 1988, vítima de um infarto.

"O instante do ato é a única realidade viva em nós mesmos. Tomar consciência é já o passado", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira, é parte do texto A Propósito do Instante, de 1965.

Frase do dia: Van Gogh

30 de março de 2013 0

Autorretrato com Chapéu de Palha (1887-1888). Foto: reprodução

Vincent Van Gogh (1853-1890) criou algumas das obras mais famosas da história das artes visuais, especialmente da pintura. Normalmente associado ao pós-Impressionismo, o holandês construiu um estilo facilmente reconhecível e admirável, de cores intensas e pinceladas marcantes, que lhe garantiu um lugar entre os maiores artistas de todos os tempos.

Nascido há exatos 160 anos, Van Gogh teve uma vida conturbada, com dificuldades de relacionamento e problemas psíquicos. Ao ponto de, aos 35 anos, chegar a cortar a própria orelha esquerda em um momento de crise, que incluiu um confronto com o artista Paul Gauguin.

A morte de Van Gogh, em 1890, aos 37 anos, se deu com um tiro no peito, que teria sido disparado pelo próprio Vincent - embora a arma não tenha sido achada. O fim de uma existência repleta de conflitos, mas também de arte. "A poesia nos rodeia em toda parte", a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho deste sábado, foi encontrada em uma de suas cartas.

Noite Estrelada Sobre o Ródano (1888). Foto: reprodução

Para ver mais informações e reproduções das obras de Van Gogh, visite a página do Museu Van Gogh, em Amsterdã, e a galeria virtual dedicada ao pintor.

O Gasolina

20 de março de 2013 0

Ele se chamava Antonio Monte de Souza e frequentava a Rádio Gaúcha com uma vassoura na mão – era varredor da emissora. De acordo com reportagem de Enéas de Souza publicada na Revista do Globo, um dia Ivan Castro, envolvido pelo sorriso largo e pelo astral do Gasolina, apelido pelo qual Antonio era conhecido, permitiu que ele cantasse no programa Variedades em Revista. Foi o início de uma carreira de sucesso, com momentos de glória em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O Gasolina em ação. Foto: Jacques Mongaut, Revista do Globo

Impulsionado por Sílvio Caldas, Cesar Alencar e Nelson Gonçalves, Gasolina foi contratado da Record por seis anos. Além de cantar, fez teatro – era o sacristão na peça O Auto da Compadecida –, televisão – aos sábados, se apresentava no programa Copacabana Show – e cinema – participou com Anselmo Duarte, Marlene e Luiz Delfino do filme O Cantor e o Milionário (1958).

No Rio, enchia a boate Plaza participando do espetáculo Bossas da Velhacap, de Haroldo Costa. Era sempre empurrado para frente por gente como Antonio Maria, Fernando Lobo, Stanislaw Ponte Preta e Mr. Eco. Segundo a revista, foi um "Sammy Davis Jr. dos Pobres".

Foto: Jacques Mongaut, Revista do Globo

Hoje, poucos lembram dele – nem na internet se encontram muitas informações sobre Gasolina. Injusto.

Frase do dia: Yoko Ono

18 de fevereiro de 2013 0

Yoko e John. Foto: reprodução

Os fãs dos Beatles a veem como vilã, mas Yoko Ono está longe de ser apenas a viúva de John Lennon - e nem pode ser considerada a única responsável pela dissolução da maior banda de rock da história. Ela completa hoje 80 anos e mantém sua posição como uma das personalidades mais surpreendentes do meio artístico mundial. Além de cuidar do legado de John, ela tem sua própria carreira de ativismo, música e arte.

Carreira que, aliás, começou bem antes de ela se tornar um personagem da história beatle. Yoko vive nos Estados Unidos desde a juventude, e nos anos 1960 já era personagem ativa da cena artística de vanguarda de Nova York. De acordo com a maioria dos biógrafos, foi numa exposição dela em Londres que a artista conheceu John Lennon, já então um ídolo mundial, em 1966. A conturbada relação dos dois incluiu engajamento político, luta pela paz e também muita arte experimental, em cinema, música e performances.

"A criatividade é parte do crescimento de uma pessoa. Criar é expressar vida", frase proferida em entrevista (e reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira) é uma das melhores traduções da índole artística de Yoko Ono, cujo trabalho nem sempre é de fácil compreensão, mas quase sempre causa impacto.

Frase do dia: Blake

28 de novembro de 2012 2

Blake retratado por Thomas Phillips. Foto: reprodução

Um dos poetas mais aclamados da literatura universal, o britânico William Blake (1757 - 1827) foi um daqueles artistas que conquistou reconhecimento maior depois da morte. Hoje, é considerado um dos nomes essenciais para o desenvolvimento do Romantismo do século 19 - também por seu trabalho como artista plástico, com pinturas e gravuras. Em vida, era frequentemente tido como insano, dada sua tendência ao misticismo e ao questionamento das relações de poder em livros como Canções da Inocência (1789).

Tal estranhamento fez com que o poeta e artista tivesse de trabalhar constantemente como gravurista e ilustrador de livros. Seu último trabalho, inacabado, era justamente ilustrar a Divina Comédia, de Dante - veja uma das ilustração abaixo.

Dante e Virgílio nos portões do Inferno, de Blake. Foto: reprodução

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira ("O mundo da imaginação é o mundo da eternidade") está no texto Uma Visão do Julgamento Final.

Frase do dia: Matisse

03 de novembro de 2012 0

Autorretrato de Henri Matisse, 1906. Foto: reprodução

É quase sempre impossível nomear um único artista como pai ou líder de uma nova corrente estética, nem estabelecer uma data precisa para o surgimento ou o desaparecimento de um movimento ou tendência. No caso da arte moderna, um dos nomes que sempre serão mencionados como precursores e/ou grandes influenciadores será o do francês Henri Matisse (1869 - 1954), cuja morte completa hoje 58 anos.

Desenhista, escultor e, principalmente, pintor, Matisse contribuiu para revolucionar as artes visuais de seu tempo, apostando no uso intenso das cores e rompendo com a rigidez de formas e conceitos. No início do século 20, ele e contemporâneos como Braque e Dufy foram considerados um tanto selvagens pela crítica francesa, que aplicou a eles o termo fauvismo (derivado de fauve, palavra francesa que pode ser traduzida como "fera"). Era influenciado por nomes como Paul Gauguin e Vincent Van Gogh.

La danse (I), de 1909. Foto: reprodução

No fim da vida, depois de enfrentar um câncer, Matisse ainda apostou em obras feitas com recortes de papel - o que ele definia como "pinturas a tesoura". Sua liberdade formal refletia o pensamento de que "exatidão não é verdade", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho deste sábado.

Obra The Creole Dancer, de 1950. Foto: reprodução