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Posts com a tag "ator"

Frase do dia: Dennis Hopper

17 de maio de 2013 0

Peter Fonda e Dennis Hopper (à direita) em Easy Rider. Foto: Columbia, divulgação

O nome de Dennis Hopper (1936-2010) será sempre associado a um dos grandes filmes de culto do século 20: Easy Rider - Sem Destino (1969), dirigido e estrelado por ele. A aventura dos personagens interpretados por ele e por Peter Fonda nas estradas dos Estados Unidos foi uma espécie de síntese do espírito da contracultura, conquistando plateias e influindo produções ao longo das décadas seguintes.

Mas nem só de Easy Rider se fez a trajetória de Hopper. Nas telas desde a década de 1950, ele atuou também em filmes como Bravura Indômita (1969), Apocalypse Now (1979), O Selvagem da Motocicleta (1983) e Veludo Azul (1986), além de dirigir produções como As Cores da Violência (1988) e participar de inúmeros outros trabalhos em TV. O reconhecimento conquistado no cinema fez valer sua crença, de que "a única razão para tornar-se artista é a esperança de enganar a morte deixando uma obra duradoura", frase que faz parte de uma entrevista concedida em 2001 e está reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira.

Depois de uma vida repleta de percalços envolvendo álcool e drogas, Hopper reabilitou-se para viver até os 74 anos. Morreu em maio de 2010, em decorrência de câncer na próstata.

Frase do dia: Sammy Davis Jr.

16 de maio de 2013 0

Foto: reprodução

Ator, cantor, dançarino e instrumentista, Sammy Davis Jr. (1925-1990) foi um dos artistas mais versáteis e mais queridos do público americano no século 20. E também um dos mais precoces: ainda criança já viajava ao lado do pai para apresentar-se em espetáculos de vaudeville. Aos oito anos, já estava trabalhando em filmes de curta-metragem.

Famoso já na adolescência, tornou-se um dos malandros parceiros de Frank Sinatra no Rat Pack e, nos anos 1960, tinha seu próprio programa de TV.

Davis Jr. foi também um dos grandes apoiadores da luta pelos direitos civis dos negros americanos - embora tenha gerado polêmica ao apoiar Richard Nixon nos anos 1970. O fato é que sua carreira seguiu praticamente até sua morte, em 16 de maio de 1990, em decorrência de um câncer na garganta. Profissional tarimbado em palcos e estúdios, Davis Jr. defendia que "você sempre tem duas opções: seu compromisso versus seus medos" - frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira.

Frase do dia: Sinatra

14 de maio de 2013 1

Foto: reprodução

Antes de Elvis Presley, antes dos Beatles, antes de Roberto Carlos, antes de Michael Jackson, a música popular teve um rei. Um artista de enorme sucesso, reconhecido por seu talento e amado pelas multidões, especialmente as femininas. Esse foi Frank Sinatra (1915-1998), estrela como cantor e como ator, dono de uma das vozes mais inconfundíveis da canção americana do século 20.

Filho de imigrantes italianos, Francis Albert Sinatra começou a carreira nos anos 1930, conheceu o sucesso nos 1940, ganhou um Oscar nos 1950 pela atuação no filme A um Passo da Eternidade (1953), gravou o hit My Way nos anos 1960, chegou a aposentar-se a e a voltar ao trabalho nos anos 1970 e se manteve no palco pelas décadas seguintes - até morrer, em 14 de maio de 1998, aos 82 anos, como uma lenda.

No caminho, Sinatra deixou dezenas de filmes e discos lançados, além de fundar uma gravadora - a Reprise Records, hoje pertencente à Warner Music. Mais do que isso, ele foi um expoente de um estilo de vida no qual a diversão, a elegância e a boemia eram alguns dos traços principais - e nisso teve a parceria de artistas como Dean Martin e Sammy Davis Jr., no grupo hollywoodiano chamado Rat Pack ("bando de ratos", em tradução aproximada). "Uma amizade nunca é uma imposição" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta terça-feira.

Frase do dia: Orson Welles

06 de maio de 2013 0

Orson Welles no rádio. Foto: reprodução

Nesta segunda-feira, se completam 98 anos do nascimento de um dos maiores personagens da história do cinema: George Orson Welles (1915-1985). Ator, diretor, roteirista e produtor, ele assina um dos filmes mais aclamados de todos os tempos, Cidadão Kane (1941), inspirado na vida do magnata da imprensa americana William Randolph Hearst (1863-1951). Além da admiração do mundo do cinema, o filme lhe valeu um Oscar de Melhor Roteiro Original, dividido com Herman J. Mankiewicz.

Welles ainda recebeu um Oscar honorário em 1971, em homenagem a uma trajetória cinematográfica que inclui ainda filmes como A Marca da Maldade (1958) e O Processo (1962). Mas sua fama nos Estados Unidos vem de antes mesmo do prestígio como cineasta. Em 1938, ele dirigiu e interpretou uma adaptação radiofônica do livro A Guerra dos Mundos (1898), de H. G. Wells, e causou pânico entre os ouvintes ao narrar intensamente a invasão dos alienígenas descrita na história.

Welles, que esteve em Porto Alegre, de passagem, em mais de uma ocasião, acreditava que "um filme nunca é realmente bom se a câmera não for um olho na cabeça de um poeta" - frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira.

Frase do dia: Armando Bógus

02 de maio de 2013 0

Bógus como o Licurgo de O Tempo e o Vento (1985). Foto: TV Globo, banco de dados

Hoje se completam 20 anos da morte de um dos atores mais conhecidos da TV brasileira - o paulista Armando Bógus (1930-1993), vítima de leucemia. O artista começou a trajetória no teatro e também teve passagens pelo cinema, mas teve sua consagração nos trabalhos televisivos. Especialmente em telenovelas como Gabriela (1975), inspirada no livro de Jorge Amado, na qual interpretou um dos personagens mais importantes, o comerciante Nacib.

Outros dois personagens marcantes foram o avarento Zé das Medalhas da novela Roque Santeiro e o Licurgo Cambará da minissérie O Tempo e o Vento - ambas produções exibidas entre 1985 e 1986.

"Levar o personagem muito a sério é um grande erro" é a frase do ator reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira.

O Gasolina

20 de março de 2013 0

Ele se chamava Antonio Monte de Souza e frequentava a Rádio Gaúcha com uma vassoura na mão – era varredor da emissora. De acordo com reportagem de Enéas de Souza publicada na Revista do Globo, um dia Ivan Castro, envolvido pelo sorriso largo e pelo astral do Gasolina, apelido pelo qual Antonio era conhecido, permitiu que ele cantasse no programa Variedades em Revista. Foi o início de uma carreira de sucesso, com momentos de glória em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O Gasolina em ação. Foto: Jacques Mongaut, Revista do Globo

Impulsionado por Sílvio Caldas, Cesar Alencar e Nelson Gonçalves, Gasolina foi contratado da Record por seis anos. Além de cantar, fez teatro – era o sacristão na peça O Auto da Compadecida –, televisão – aos sábados, se apresentava no programa Copacabana Show – e cinema – participou com Anselmo Duarte, Marlene e Luiz Delfino do filme O Cantor e o Milionário (1958).

No Rio, enchia a boate Plaza participando do espetáculo Bossas da Velhacap, de Haroldo Costa. Era sempre empurrado para frente por gente como Antonio Maria, Fernando Lobo, Stanislaw Ponte Preta e Mr. Eco. Segundo a revista, foi um "Sammy Davis Jr. dos Pobres".

Foto: Jacques Mongaut, Revista do Globo

Hoje, poucos lembram dele – nem na internet se encontram muitas informações sobre Gasolina. Injusto.

Frase do dia: Victor Mature

29 de janeiro de 2013 0

Foto: reprodução

Embora também tenha atuado em televisão e teatro, Victor Mature (1913-1999) ficou mais famoso por seu trabalho no cinema. Tornou-se um dos atores mais populares na Hollywood do pós-guerra, atuando em uma variedade de filmes que incluía policiais, faroestes, musicais e épicos bíblicos. Neste último gênero, ele encarnou personagens bastante marcantes, como o Demetrius de O Manto Sagrado (1953) e Demetrius, o Gladiador (1954) e, especialmente, o Sansão de Sansão e Dalila (1949).

De ascendência italiana e suíça, Mature desde cedo buscou trabalhar como o ator - consta que teria feito testes para participar de ...E o Vento Levou (1939), sem sucesso. O fato é que logo ele iniciaria sua trajetória em cinema, que inclui participações em dezenas de filmes.

Casado cinco vezes, o ator conheceu bem os percalços da fama: "Se você se preocupa muito com a privacidade, não deve se tornar ator" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta terça-feira em que o nascimento de Mature completa cem anos.

Frase do dia: John Herbert

26 de janeiro de 2013 0

Stênio Garcia e John Herbert em Gramado. Foto: Genaro Joner, BD, 24/8/2003

Há dois anos, as artes cênicas brasileiras perderam um de seus personagens mais ativos: o ator e diretor John Herbert (1929-2011). Nos anos mais recentes, ele tinha ficado conhecido do público das telenovelas pelos trabalhos em produções como Que Rei Sou Eu? (1989), Lua Cheia de Amor (1990), A Viagem (1994) e Sete Pecados (2007). O caso é que Herbert frequentou as telas por cinco décadas, desde os primórdios da TV brasileira, além de atuar em dezenas de produções em cinema e teatro.

De início, o rapaz de ascendência germânica entrou para o time dos galãs. Com o tempo, passou a explorar também o lado humorístico, em histórias mais voltadas para a comédia - foi inclusive diretor ou codiretor de pornochanchadas como Já Não se Faz Amor como Antigamente (1976) e Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez (1985). Para o artista, o humor estava longe de ser um gênero inferior: "Muitas vezes a comédia é subestimada, como se fosse fácil de fazer. Não é mesmo" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho deste sábado.

John Herbert Buckup foi casado com a também atriz Eva Wilma - que depois viria a ser mulher de outro ator, Carlos Zara - e, depois, com Claudia Librach. Herbert morreu em 26 de janeiro de 2011, por insuficiência respiratória.

Frase do dia: Kevin Costner

18 de janeiro de 2013 0

Costner no filme O Mistério da Libélula (2002). Foto: Universal, divulgação

O ator Kevin Costner, que hoje completa 58 anos, tornou-se um dos galãs do cinema americano dos anos 1980 e 1990, quando estrelou grandes sucessos - especialmente Os Intocáveis (1987), Sem Saída (1987), Dança com Lobos (1990) e Robin Hood: o Príncipe dos Ladrões (1991). Californiano, formado em Marketing e Finanças, Costner ainda era estudante quando voltou-se às artes cênicas, dedicando-se a papéis menos importantes até conquistar o estrelato - primeiro com o faroeste Silverado (1985) e depois com o Eliot Ness de Os Intocáveis.

A experiência como diretor - que inclui o premiado Dança com Lobos e também O Mensageiro (1997) - trouxe a Costner pelo menos um ensinamento: "Grandes histórias nem sempre geram grandes filmes", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira.

Frase do dia: Chaplin

24 de dezembro de 2012 0

Foto: reprodução

A figura do Vagabundo, personagem criado e estrelado por Charles Chaplin, é um dos ícones culturais mais característicos do século 20, assim como os óculos redondos de John Lennon ou as suíças de Elvis Presley. A diferença é que a mística de Carlitos está presente no imaginário mundial há quase um século - a estreia do personagem se deu no filme Kid Auto Races At Venice (1914). Ator, diretor, produtor e compositor, o britânico Chaplin morreu no dia 25 de dezembro de 1977, aos 88 anos.

Em mais de 50 anos de trajetória cinematográfica, Chaplin deixou alguns dos filmes mais famosos da história, muitos deles permeados pelo humor ingênuo e melancólico do Vagabundo - O Garoto (1921), Em Busca do Ouro (1925), O Circo (1928) e Luzes da Cidade (1931) entre eles. Além de produzir uma obra com dezenas de títulos, o artista viveu uma vida agitada, entre quatro casamentos, vários romances e algumas polêmicas - como a controvérsia do filme O Grande Ditador (1940), que satirizava o fascismo, e as acusações de comunismo que o levaram a deixar os Estados Unidos nos anos 1950.

Chaplin em seus últimos anos de vida. Foto: reprodução

Entre tantas reviravoltas, Chaplin desenvolveu a crença de que "a vida, vista de perto, é uma tragédia; mas, vista de longe, é uma comédia". A frase está reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda e terça-feira.