O rico, nobre e charmoso bairro Bel Air, no oeste de Los Angeles, na Califórnia, foi a inspiração para um ícone da indústria automobilística - o Chevrolet Bel Air, produzido entre 1950 e 1975.
O Bel Air 1956. Foto: arquivo pessoal
Os modelos da fase inicial, dos chamados anos dourados, foram os que ficaram no imaginário, culminando no modelo 1957, tido como o top por seu estilo - que aliava o consagrado rabo de peixe com ornamentos cromados que aludiam à evolução aeroespacial, distribuídos com elegância e equilíbrio. Assim como o Fairlane tornou-se inesquecível entre os Ford, o Bel Air é o Chevrolet antigo mais lembrado pelos apreciadores de antigas marcas e modelos.
O modelo 1957. Fotos: Guilherme Ely, arquivo pessoal

Até 1955, os Chevrolet Bel Air eram equipados com motores de seis cilindros em linha. A partir daquele ano, surgiu a opção V8 (oito cilindros formando um V). Podiam ser monocromáticos ou "saia e blusa" (duas cores), combinando bege e marrom, cinza e azul, azul e branco ou verde e branco, entre outras possibilidades. Assim como nos carros atuais, não era incomum adquirir um Bel Air com direção hidráulica, câmbio automático (hidramático) e com acionamento elétrico dos vidros.
O Bel Air 1953. Foto: Paulo Bajestero, arquivo pessoal
Os modelos até 1954 não foram raros entre os gaúchos, mas escassearam a partir de 1955, por força de uma portaria federal que proibiu a importação de automóveis. Em 1958, a GM lançou o modelo Impala como top de linha da Chevrolet - um nome marcante, mas que não se eternizou como o Bel Air.
(colaborou Guilherme Ely)
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